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Mostrando postagens com o rótulo Homilia

Homilia do Domingo

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Festa da Epifania do Senhor Epifania significa a manifestação de Deus. Os magos são homens sábios de nações estrangeiras. Se os sábios do povo eleito tardaram em reconhecê-lo, os estrangeiros vieram adorar o Senhor. Ou seja, Cristo não é propriedade de nenhum povo ou raça. Os magos oferecera presentes: ouro, incenso e mirra. A mirra é uma resina curativa produzida por uma pequena árvore. Na língua hebraica, mirra significa amargo. Na nossa língua significa pequeno. De fato, somos mirra quando reconhecemos a nossa pequenez, pois não podemos fazer tudo o que queremos. A tecnologia, a comunicação e o dinheiro são as ilusões do poder. Deus nos ensina que o poder está no amor e na humildade. Por isso, nasceu na manjedoura longe dos grandes centros de domínio. Deus não se revela nos holofotes da pós-modernidade. O incenso nos remete a oração, à fé, ao religioso. Diz o Salmista: “Suba nossa oração como incenso” (Sl 141,2). Por mais que o mundo se mostre descrente, por mais ...

Homilia do Domingo

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Domingo de Ramos – B A Celebração de Ramos nos traz duas ideias antagônicas que estão ao mesmo tempo unidas: a exaltação e a humilhação. São duas realidades humanas experimentadas em várias ocasiões da vida. Jesus, como qualquer ser humano, passou por estes dois extremos, e as consequências foram decisivas para a sua vida terrena. O mesmo povo que exaltou o Senhor em sua entrada triunfante em Jerusalém, abandonou-o no seu momento derradeiro, e até mesmo o condenou. O final da vida de Jesus nos mostra que o aplauso fácil não nos garante absolutamente nada. Aqueles que fazem algum feito extraordinário, os que manifestam competência são aplaudidos. Mas nem todo aplauso denota verdadeiro reconhecimento. Em muitos casos, os aplausos significam bajulação, adulação interesseira. Assim, também os incompetentes são ovacionados, se possuem algum poder. Ao carregar ramos nas mãos, podemos refletir sobre as ocasiões que elogiamos de modo fácil os outros e quando recebemos aplausos vazi...

Homilia do Domingo

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 4º. Domingo da Quaresma – B A primeira leitura descreve a ruína do povo diante do exílio: destruição do templo, das casas, das construções...   Mais do que isso: destruição da dignidade outrora ferida pela humilhação da escravidão.   Deus cuidava daquele povo com muito carinho, mas depois da infidelidade, vieram as consequências de suas opções. Todos vivemos estes momentos de perseguição, destruição e exílio. São ocasiões em que nos sentimos verdadeiramente perdidos, sem saber o que fazer. Por vezes, tais situações são causadas pelas nossas escolhas, mas também podem ser fruto da maldade alheia. Às vezes não há culpados, pois a situação de exílio é simplesmente algo inerente a nossa condição humana. O exílio vem e nos assalta como um império destruidor. O Evangelho nos dá a resposta. Nenhuma maldade poderá prevalecer, nem os imperialismos, nem o egoísmo presente nos corações, nem o orgulho dos poderosos. E a razão é simples: a última palavra da história é a vitória...

HOMILIA DO DOMINGO

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3º. Domingo da Quaresma – B “Senhor, Vós tendes palavras de vida eterna! Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; os mandamentos do Senhor são claros e iluminam os olhos” (Sl 18). O Salmo nos ajuda a entender o sentido da lei de Deus – ela existe como caminho de felicidade, como luz para guiarmos nossos passos. Bem diferente é o legalismo, que propõe a religião como um seguimento de ritos e de leis externas. Neste caso a lei é como um peso que deve ser carregado, algo muito duro, configurando-se mais um caminho para evitar a condenação do que um caminho para encontrar a vida. Deus deu uma lei no Sinai. Foi uma graça, um dom, não um fardo. Este dom deve ser vivido na alegria, na certeza de que nos conduz a felicidade. A Lei vem para nos alegrar o coração. Os 10 mandamentos resumem a atitude de quem faz uma opção fundamental: a opção pelo Reino, a opção pelo Cristo – Templo Santo de Deus. Não seguimos uma religião de “pode ou não pode”, mas uma religião que liberta, que...

Homilia do Domingo

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2º. Domingo da Quaresma – B A Quaresma e a Páscoa manifestam dois momentos da existência. Por um lado, enfrentamos a cruz, a dor, o drama, a renúncia, as lágrimas... De outro, temos a vida, a alegria, o gozo, a paz, a ressurreição. O Mistério Pascal é composto das realidades de morte e ressurreição, cruz e vida. Abraão enfrentou a dor da renúncia, quando o Senhor pediu o sacrifício de seu filho amado e único. O Primogênito deveria ser consagrado a Deus, e Abraão levou isso a sério, não se opondo ao desejo divino. No momento crucial, Deus poupou a vida de Isaac e se alegrou pela fidelidade de seu servo. A dor de Abraão não é sem sentido, mas é sinal de fidelidade. Desta dor, nasce a vida. Também somos convidados a renunciar, em algumas ocasiões, aquilo que nos é precioso. Precisamos identificar que é o nosso Isaac. O Senhor o convida a oferecer alguma coisa a ele. O que? Deus fará a renúncia se transformar em alegria. O sacrifício de Abraão prefigura o sacrifico divino. Deus ofereceu...

HOMILIA DO DOMINGO

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1º. Domingo da Quaresma – B “Este é o sinal da aliança que coloco entre mim e vós, e todos os seres vivos que estão convosco, por todas as gerações futuras: ponho meu arco nas nuvens como sinal da aliança entre mim e a terra” (Gn 9, 12-13). Deus estabeleceu uma aliança com Noé. A aliança é uma iniciativa de amor, de benevolência de Deus, uma relação de diálogo entre Deus e as pessoas. O Senhor deseja sempre mostrar o seu amor e a sua vontade para que sejamos felizes. Ele está do nosso lado e se compromete com a nossa vida. Sempre podemos estar abertos ao diálogo e à amizade com Deus. Isto está na base de qualquer aliança divina. A aliança implica também o lado do ser humano. Assim, trata-se de um dom, mas também de uma tarefa: ao mesmo tempo em que a aliança revela a iniciativa e a benção divina, exige de cada um de nós um esforço para cumprirmos aquilo que Deus nos propõe. “O Espírito levou Jesus para o deserto. E ele ficou no deserto durante quarenta dias e aí foi tentado por...

Homilia do domingo

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4º. Domingo do Tempo Comum – B Neste domingo, o Evangelho nos apresenta o relato de um exorcismo. A expulsão do demônio aparece com certa frequência nos evangelhos e nos Atos dos Apóstolos. Isto revela que os judeus acreditavam que os espíritos demoníacos eram criaturas capazes de atormentar o ser humano, causando-lhe males, embora a Bíblia insista na liberdade de cada pessoa ao escolher entre o bem e o mal. Os exorcismos causam muitas disputas teológicas que não cabem aqui serem explicitadas. A verdade é que tais relatos causam até hoje interpretações equivocadas e alimentam o imaginário das pessoas. Assim, não é raro que o diabo dê até mesmo entrevista nos mega-shows televisivos dos marqueteiros da fé. Banaliza-se o mal, esquiva-se com facilidade da responsabilidade livre da pessoa, deixando a cura a cargo de u m rito mágico operado por um padre ou ministro. Tentemos, pois, fixarmo-nos nos ensinamentos que se aplicam a nossa vida a partir do relato do Evangelho de M...

Homilia do domingo

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2º. Domingo do Tempo Comum – B Hoje as leituras nos trazem um contexto vocacional. Deus sempre toma a iniciativa e nos chama. Deseja nos comunicar o seu amor, a sua proposta, deseja que nossa vida seja marcada pela sua. O Senhor é insistente e mantém sempre vivo o seu convite, como o fez com Samuel. Como o coroinha de Eli, podemos também tardar em escutá-lo ou não compreender a sua voz, pois nem sempre é tão reconhecível como as mensagens que estamos acostumados: Deus fala de modo discreto, além da necessidade de abertura e discernimento para escutar a sua voz. Certamente o Senhor fala em nossa oração pessoal, pela Palavra proclamada; fala no silêncio de nosso coração ou por intermédio das pessoas; algumas vezes nos fala pelos acontecimentos, dá-nos sinais de sua presença e de seu amor que por vezes são simplesmente desconsiderados. Um dia o Senhor nos chamou. Continua nos chamando pelo nome: Roberto, Tereza, Pedro, Maria, Daniel... Qual é o seu convite? O que Ele deseja hoje de mim e...

Homilia da Epifania do Senhor

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Epifania significa a manifestação de Deus. O Senhor nos ama, fez-se carne e veio morar entre nós. Deseja que todos o conheçam, que todos o amem, quer se mostrar a todos. O menino na manjedoura de Belém é o início de uma nova etapa da manifestação de Deus a humanidade. Deus se manifesta a quem? Quem o percebe? Quem o encontrará? Primeiramente, na Festa da Epifania, percebemos algo extraordinário e de certo modo desconcertante: Deus se manifesta a todos, sem distinção. Na primeira leitura vemos povos de várias para adorar o Senhor. Os magos são homens sábios de nações estrangeiras. Se os sábios do povo eleito tardaram em reconhecê-lo, os estrangeiros vieram adorar o Senhor! Seria muito mesquinho nos considerarmos um grupinho de escolhidos e salvos. Deus tem um caminho para cada pessoa, independente do seu credo, da sua cor, da sua raça, da sua classe social. Muitos não estão em nossas igrejas e outros nem creem no Cristo. De algum modo, Deus também tem um plano para eles, Deus se ma...

Homilia da sagrada Família

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Sagrada Família, Jesus Maria e José A Sagrada Família de Nazaré é um ícone de beleza. Leva-nos rapidamente aos sentimentos de pureza, obediência e silêncio. Contudo, a celebração deste dia, no tempo do Natal, não nos deve levar a uma busca moralista de um modelo de família. Uma contemplação idealista, aquela que procura se nortear por um ideal supremo, pode conduzir ao erro de desconsiderar os limites humanos próprios de qualquer história familiar. Pois, onde há ser humano, há conflitos; existem problemas para se resolver ou para se considerar. Primeiramente os textos nos apontam para as virtudes da vida em família. O primeiro eles é o respeito aos pais, nas palavras do Eclesiástico: “Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana. Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser comp...

HOMILIA DO DOMINGO

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4º. Domingo do Advento - B “Por que acreditar no poder da graça de Deus, quando me percebo tão dono de mim, tão capaz de realizar tantas coisas?” Esta foi, logo no início do Gênesis, a presunção de Adão no seu desejo de ser como Deus, de se colocar no lugar do próprio Criador. O pecado de Adão é repetido pela sua descendência ao longo dos séculos. Percebe-se hoje que Deus é uma lacuna, mesmo quando o Natal se aproxima. Os jornais ainda falam de Jesus, mas como um adendo, um acessório. O que importa para a mídia nestes tempos são as luzes, as cores, os presentes... Então o drama do pecado original se perpetua: Adão ainda se acha presunçoso, auto-suficiente. Deus é eclipsado, sem escrúpulos. Mesmo um homem religioso como Davi, quis construir uma casa para o Senhor, achando-se o principal ator da obra. Paradoxalmente, para agradar a Deus, esqueceu-se do próprio Deus. O Senhor, que dobra os poderosos, mostrou por intermédio do profeta Natã que Ele mesmo construiria uma casa para o s...