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Esperando no portão...

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Ao chegar de viagem encontrei em minha caixa postal um aviso de que havia uma encomenda no correio me esperando. E lá fui eu curiosa para saber o que havia para mim. Tinha uma relativa certeza de que poderia ser meu presente de “amigo secreto”. Sim, também se faz amigo secreto pela internet! (Coisas que tenho aprendido nessa maravilhosa convivência proporcionada pelo mundo virtual). E de fato era meu presente de amigo secreto. Presente enviado pela querida Deise, lá de Santo Amaro, SP. Adorei o presente: o livro Carta entre amigos , do Pe. Fábio de Melo e do Gabriel Chalita. Apesar de ter lido trechos encontrados na internet e da minha amada amiga Dulce (te amo!), ter digitado e me enviado um capítulo inteiro apenas porque, era “a minha cara”, andava louca para tê-lo em minhas mãos, tocar as folhas com meus dedos, beber as letras impressas com os olhos e sentir o cheiro do papel. Nada substitui o prazer de ter um livro entre as mãos. Desculpem-me amigos internautas, mas um livro...

Escreva-me uma carta por favor...

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Campanha permanente pela carta de amor: mas, a carta escrita à mão, com local de origem, data, saudações, motivos, “ despeço-me por aqui ”, papel fininho e pautado, pelos Correios, portadores ou menino de recados. Como canta o rei Roberto: “ Escreva uma carta, meu amor, e diga alguma coisa, por favor, ” e agora Beatles: “ Ô, Mr. Postman !”. Tem também aquele do Waldick Soriano, nosso Johnny Cash baiano: “ Amigo, por favor, leve essa carta/ e diga àquela ingrata/ como está meu coração…” É minha campanha permanente pela volta da carta de amor, manifesto sempre repetido por mim. Chega de SMS e e-mails lacônicos e apressados. Debruce a munheca sobre o papiro e faça da tinta da caneta o seu próprio sangue. Não tema a breguice, o romantismo, como já disse o velho Pessoa, travestido de Álvaro de Campos. “ Todas as cartas de amor são ridículas, e não seriam de amor se ridículas não fossem”. A carta, mesmo com todas as modernidades e invencionices, ainda é o melhor veículo ...