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O mercado do amor...

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Tenho saído de casa de manhã bem cedo. Antes das sete e trinta já estou na rua. Moro numa região residencial com muitos prédios de apartamentos. E tenho observado um fato curioso. Muitos moradores estão nas calçadas passeando com seus cães. São poodles, Lhasa, shihtzu, pequinês, pinscher e outros tantos nomes que nem sei dizer. E é interessante observar que por mais pomposas que as pessoas sejam, lá estão elas com as sacolinhas e pazinhas, juntando coco do chão... Perdoem-me a comparação, mas, será que fariam isso por seus filhos? E é assustador quantidade de pessoas “conversando” com os animais, e de “comadres” contando uma a outra as “aventuras” de seus “filhotes” ( e aqui leia-se “filhos pequenos” mesmo). E estive pensando no que afinal ocasionou essa "proliferação" de amor canino por parte das pessoas. Carência afetiva? Falta de companhia? De amor? Tudo, tudo, leva à “solidão” e a falta de confiança numa relação verdadeiramente “humana”, onde os pares têm o dir...

Também te amo...

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Passei grande parte da minha adolescência lendo romances. De preferência aqueles que tinham finais felizes. As grandes tragédias românticas sempre me fizeram sentir demais. Daí minha preferência por folhetins melosos. Acredito hoje que isso contribuiu muito para a minha sensibilidade e mais ainda para enriquecer meu português. Motivo pelo qual sempre incentivei meus filhos e alunos a ler. Quem cria o hábito da leitura certamente vai ser um bom “falante” e, com certeza, um bom escritor. E dos romances tirei uma grande lição. E essa lição pode ser resumida numa só frase: “Eu te amo!”. Invariavelmente a grande polêmica de toda aventura romântica é a admissão do amor. A confissão final de que, um não pode viver sem o outro. Claro que se não houvesse percalços a separar amantes, também não haveria romances publicados! Há que se admitir então certa relutância, ignorância ou mesmo descaso para com o amor até que ele se torne imprescindível e inegável... A ponto de gerar o beijo apai...

Mãe, conte comigo...

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Mãe, Quero hoje dizer a você que pode sempre contar comigo... Conte comigo, mesmo sem contar a mim tanta coisa que lhe pesa no coração, que lhe amargura e resseca o fundo d'alma. Conte, nas horas mais abandonadas da sua vida, quando o olhar, vagando em derredor, só divisar deserto e não houver mais ninguém. Conte comigo, mesmo sem vontade de contar com ninguém ou certa de que não vale a pena contar com mais ninguém, nesta vida. Conte comigo, devagarinho, deixando que a boa vontade vá dizendo, sem nada forçar, à medida em que acreditar. Conte, durante as agonias, que, de um tempo para cá, parecem não deixam em paz seu cansado coração, pois o bom da vida consiste em ter alguém com quem contar. Conte, nas horas inesperadas, quando as tempestades despregam repentinas e tombam por cima da sua cabeça triste. Conte comigo, para reaprender a cantar, durante a vida, e a viver de serenas e pequeninas felicidades. Conte comigo, para eu ajudá-la a ter rosto bom e qui...

Escreva-me uma carta por favor...

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Campanha permanente pela carta de amor: mas, a carta escrita à mão, com local de origem, data, saudações, motivos, “ despeço-me por aqui ”, papel fininho e pautado, pelos Correios, portadores ou menino de recados. Como canta o rei Roberto: “ Escreva uma carta, meu amor, e diga alguma coisa, por favor, ” e agora Beatles: “ Ô, Mr. Postman !”. Tem também aquele do Waldick Soriano, nosso Johnny Cash baiano: “ Amigo, por favor, leve essa carta/ e diga àquela ingrata/ como está meu coração…” É minha campanha permanente pela volta da carta de amor, manifesto sempre repetido por mim. Chega de SMS e e-mails lacônicos e apressados. Debruce a munheca sobre o papiro e faça da tinta da caneta o seu próprio sangue. Não tema a breguice, o romantismo, como já disse o velho Pessoa, travestido de Álvaro de Campos. “ Todas as cartas de amor são ridículas, e não seriam de amor se ridículas não fossem”. A carta, mesmo com todas as modernidades e invencionices, ainda é o melhor veículo ...

Aprendi como é amar...

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Como é bom acordar de manhã envolta em um abraço. Mesmo que a princípio se pense em “segundas intenções”... Agora? - pergunto eu. Não, não... Eu só quero te namorar um pouquinho. - Responde ele. E ficamos os dois ali, agarradinhos. Eu com meu rosto na curva de seu pescoço e ele com os lábios em meus cabelos. E pude sentir como é a paz de ser... simplesmente amada! Do jeito que sou. E ali, de repente, inundou-me o sentimento maravilhoso e único de se sentir “parte” de alguém. E lembrei das muitas lições sobre o amor. Que dizem que devemos ser independentes e únicos para sermos felizes. Ah, como estão enganadas essas teorias. Ultimamente tenho pensando muito em como são nossas relações de amor, de comprometimento. Na maneira um tanto equivocada com que distribuímos e recebemos amor. Nosso amor, via de regra, é um amor “projetado” para nós mesmos. Amamos do “nosso jeito”. Amamos entregando somente aquilo que, acreditamos, não nos fará falta. E esse amor é um amor “contro...

Amar dói... entre outras coisas

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Sabe que inspiração é uma coisa engraçada... Há dias não me inspiro a escrever nada. Pelo menos algo digno de nota. Aquelas coisas que vem de dentro mesmo, do coração, do estômago, sei lá... E achei um texto aqui que dizem ser do Arnaldo Jabor. Sei lá se é, mas me inspirou. O texto inteiro é muito ilustrativo. De fato, ninguém se complementa. As pessoas se somam ou se diminuem. Infelizmente vemos muito mais casos de relacionamentos do tipo, um se anula até virar um zero a esquerda e o outro que se multiplica tanto a ponto de dominar completamente o “planeta” casamento; do que relacionamentos onde a ordem dos fatores não altera o produto.   Relacionamento, namoro, casamento, seja lá o que for... não é nada fácil. Eu diria até que é “ briga de foice no escuro ”. Você pode até acabar cortando um pedaço que vai te fazer uma falta danada... Mas é assim. Como o texto diz, somos sós, nascemos sós, morremos sós ... Mas não conseguimos viver sós. Viver com uma pessoa que conhece...