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Mostrando postagens com o rótulo poesia

FAZER O QUE SE GOSTA...

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Fazer o que se gosta. Simplesmente. Fazer pelo prazer genuíno da coisa. Com aquela sensação interna de quem sabe que aquilo te faz um bem enorme e ponto.  Eu gostaria de ser sempre assim. De fazer sempre assim... Fazer o que se gosta, o que se tem pra fazer de verdade. Fazer o que não me perturba, não me adoece, o que antes não me faz pensar no outro, só no outro... Ou no dia de amanhã, ou no futuro próximo ou longínquo. Apenas a entrega tranquila  de quem vive o que tem pra viver e faz o melhor possível. Dando valor ao que penso, a vontade extremada de dar um abraço e apenas aconchegar o coração ao peito de alguém. Você já sentiu isso? Tenho sentindo isso todos os dias... E tem aquele segundo, aquele momento que você olha e está tudo lá, tudo como tem que estar, mesmo que não seja exatamente no “lugar”. Fazer simplesmente o que se gosta e se tem vontade. Aquilo que só você tem certeza, lá no fundo do coração, uma certeza que só você ouve, só você ...

No ano passado...

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No ano passado... Já repararam como é bom dizer "o ano passado"? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem... Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse "tudo" se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraordinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas, no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte: "Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados". Ótimo! O meu ímpeto, modesto, mas, sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seri...

Vai menina...

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Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. Como quem não aposta. Como quem brinca somente. Vai, esquece do mundo. Molha os pés na poça. Mergulha no que te dá vontade. Que a vida não espera por ti. Abraça o que te faz sorrir. Sonha que é de graça. Não esperes. Promessas, vão e vem. Planos, desfazem-se. Regras, tu as ditas. Palavras, o vento leva. Distância, só existe para quem quer. Sonhos, realizam-se, ou não. Os olhos fecham-se um dia, para sempre. Mas o amor... Ah o amor é eterno. E o que importa tu sabes, menina. E o quão isso te faz sorrir. E só. (Rita Ramalho)

Fernando Pessoa...

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Hoje é aniversário de Fernando Pessoa, um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal... E não contente de ser um poeta só, ele quis ser muitos! Alberto Caieiro, Bernardo Soares, Ricardo Reis, Alvaro de Campos... E nos brindou com o que há de mais belo em matéria de poesia... Ele morreu em 1935, mas ouso dizer que este poeta é imortal, porque imortal é a sua obra. "Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, Não há nada mais simples. Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra todos os dias são meus." Fernando Pessoa/Alberto Caeiro; Poemas Inconjuntos; escrito entre 1913-15.

Em cada arte uma poesia: Bandeira estilizada

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Lembro-me de que quando era criança, cheguei a decorar esta poesia nas aulas de Educação Moral e Cívica... rsrrsrs  A PÁTRIA Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste! Criança! não verás nenhum país como este! Olha que céu! que mar! que rios! que floresta! A Natureza, aqui, perpetuamente em festa, É um seio de mãe a transbordar carinhos. Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos, Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos! Vê que luz, que calor, que multidão de insetos! Vê que grande extensão de matas, onde impera Fecunda e luminosa, a eterna primavera! Boa terra! jamais negou a quem trabalha O pão que mata a fome, o teto que agasalha... Quem com seu suor a fecunda e umedece, Vê pago o sue esforço, e é feliz, e enriquece! Criança! não verás país nenhum como este: Imita na grandeza a terra em que nasceste! Olavo Bilac

Mais sacolas... Mais poesia...

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Mais um trabalho terminado... E este vai para Navegantes -SC... E, falando em "Navegantes", e em homenagem a essa minha querida amiga,  um trecho de um poema de Fernando pessoa... “Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: "Navegar é preciso;  viver não é preciso". Quero para mim o espírito [d]esta frase, transformada a forma para a casar como eu sou: Viver não é necessário;  o que é necessário é criar. Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.   Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade. É a forma que em mim, tomou o misticismo da nossa Raça.” Fernando Pessoa   ...