terça-feira, 7 de julho de 2015

FAZER O QUE SE GOSTA...


Fazer o que se gosta. Simplesmente. Fazer pelo prazer genuíno da coisa. Com aquela sensação interna de quem sabe que aquilo te faz um bem enorme e ponto. 

Eu gostaria de ser sempre assim. De fazer sempre assim...

Fazer o que se gosta, o que se tem pra fazer de verdade. Fazer o que não me perturba, não me adoece, o que antes não me faz pensar no outro, só no outro... Ou no dia de amanhã, ou no futuro próximo ou longínquo.

Apenas a entrega tranquila  de quem vive o que tem pra viver e faz o melhor possível. Dando valor ao que penso, a vontade extremada de dar um abraço e apenas aconchegar o coração ao peito de alguém.

Você já sentiu isso? Tenho sentindo isso todos os dias...

E tem aquele segundo, aquele momento que você olha e está tudo lá, tudo como tem que estar, mesmo que não seja exatamente no “lugar”.

Fazer simplesmente o que se gosta e se tem vontade. Aquilo que só você tem certeza, lá no fundo do coração, uma certeza que só você ouve, só você sabe, não precisa justificar, não precisa adiar, não tem atalhos no caminho...

Ah, é tão bom, tão bom...

Obviamente, quando você começar a desviar-se do que normalmente faz, muitos chegarão dizendo que você é um bobo, que agir com alma e com coração muitas vezes dá em nada, não funciona!

E é nessa hora que eu me agarro a tudo que sou e apenas penso no meu momento presente, naquilo que me faz plena, e sigo em frente sem me importar com o que os outros dizem sobre a minha vida, que parece tão certa e no caminho... Mas que não passa de um emaranhado confuso de incertezas... 

Sempre pensei - que não é a quantidade de dinheiro que faço na vida, quanto de amigos tenho, se sofro ou não sofro, se não conquisto, ou não sou conquistada – que nada disso fará a diferença quando eu não estiver mais por aqui. Boto fé que o que fará a diferença será a maneira como eu "experienciei" a vida, o quanto TENTEI, o quanto ERREI e o quanto eu VIVI apaixonadamente por tudo que está ao meu redor, ao meu alcance. Pelas pessoas que amo e me são importantes. Por tudo que disse e fiz: POR AMOR!

Fazer o que está no código de conduta humana, aquilo que é politicamente correto, não dizer o que penso e não extrapolar um pouco desses sentimentos que me rasgam o peito... Me faz perder um tempo raro, me deixa triste e me faz sentir meio amarrada e fora do lugar... E meu lugar, fazendo o que gosto e preciso, é, ou não é... Sei lá... Junto daqueles que amo?

E como dizem os nerds: “Keep calm...” não me xingue e só me ame como eu sou.


Angela...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

EDUCAÇÃO NÃO TRANSFORMA O MUNDO. EDUCAÇÃO MUDA AS PESSOAS. PESSOAS TRANSFORMAM O MUNDO.


(Paulo Freire, educador brasileiro que transformou a educação no Brasil).

A fé não transforma o mundo. A fé (Jesus) transforma as pessoas. Pessoas transformam o mundo...
Catequese não transforma o mundo. Catequese muda as pessoas, Pessoas transformam o mundo...

Profissionalmente eu sou PROFESSORA, na minha área de atuação profissional: contabilidade e administração. E para ser professora eu estudei bastante, fiz curso de graduação e especialização, extensão e atualização. Muito do que ensino está escrito em livros, manuais, normas, leis, diretrizes ou tem orientações de alguém que já viveu e criou este ou aquele processo. Não só “alguém”, uma pessoa só, mas várias. Leio bastante e me atualizo sempre.

Também ensino pela minha experiência: fui gestora e analista de balanços e contadora. Durante mais de 20 anos ajudei empresas analisando e aprovando crédito num banco. Conheço balanços até que razoavelmente bem. E na minha área não basta só saber ler um balanço, é preciso também visitar as empresas e ver se o "papel" não está mentindo. Hoje eu ensino. Numa universidade eu ajudo estudantes de contabilidade a entender este ofício.
Mas, por que estou falando tudo isso? Não é pra alguém me oferecer emprego, garanto! rsrsrsrsr...

É porque um dia eu resolvi ser catequista. E na catequese eu vi que precisava de "professores"...  Que, bem que alguém poderia me dar umas dicas de como conseguir me fazer ouvir por aquela criançada que me deixava maluca! Ah, eu rezei bastante... Como rezei! Bastante mesmo pra Deus me tirar daquela "fria". Mas, Ele, esse "Malandro" tem algumas formas de atender os pedidos da gente que, só por Ele mesmo!
Nada de sair não! Ele me mandou estudar, aprender e aprender a "ensinar". “Ah, você acha que catequese tem que ter "professor", vai lá ser um...”. E todos os caminhos na catequese, desde o primeiro momento nela, me levaram a isso...
Primeiro um padre que me falou o seguinte (uns 3 meses depois que entrei na catequese e fui pedir a ele pra sair): "Você ainda vai ser uma coordenadora de catequese!". Ao que pensei: "O senhor só pode estar louco padre!".

Mas, ganhei um presente dele naquele dia: o "Catechesi Tradendae" (Catequese hoje), exortação apostólica do Papa João Paulo II, de 1979. Eu olhei pra aquele livrinho laranja e pensei: "Vamos lá, vamos ver o que é isso." Depois eu ganhei da coordenação um DNC, que hoje está "estrupiadinho" de tanto eu ler. Também ganhei do meu pároco um RICA. Depois, quando fui pra pós graduação em catequética, ele me deu a Bíblia de Jerusalém.  Tá vendo a "malandragem" de Deus? Primeiro ele me deu um padre 100% pastor de suas ovelhas, maravilhoso... para depois me apresentar todos os outros nem tão 100% assim.

E lá fui eu aprender a aprender, pra poder ensinar. A única coisa que ainda não fiz (mas, que está nos meus planos) é uma graduação em Teologia. De resto fui aonde pude. Dois anos viajando um final de semana por mês (mais de 600 Km), para me especializar em catequética. E fiquei exatamente 360 horas sentada escutando e aprendendo catequese com os melhores mestres do país. E nem sei quantos livros li, quando documentos conheço, quantos manuais já analisei... Só sei que ainda tem uma pilha interminável para ler e conhecer.

E tal como na minha profissão, eu não fico só "analisando balanço", vou lá pra ver como é que é a coisa. Sou catequista de base desde que comecei na catequese em 2007. Fiquei fora dois anos só, isso porque não me entendi com um outro padre... que Deus me apresentou para mostrar “o outro lado da moeda”. Mas, encontrei outros padres maravilhosos por aí também...E também viajo e conheço muitos lugares, fiz muitas amizades e conheço catequistas de todo Brasil e com isso, muitas realidades.
Às vezes, nos meus devaneios (vaidade minha) penso que o "Malandro" também me mostrou a internet para que eu conhecesse todas as outras realidades que existem por aí e estudasse mais ainda...

E eu levo muito a sério esse negócio do Paulo Freire, escrito no título deste texto, tanto como professora, quanto como catequista.  Acredito mesmo em mudar as pessoas para transformar o mundo. E para isso eu me preparo, leio, estudo, escuto, olho e vivo o que prego.

Claro que não sei tudo e ainda erro muito. Aliás, prefiro errar tentando acertar, do que estar “sempre certa”. E aprendo com os erros também.

Mas, procuro não errar ao falar de contabilidade e catequese. Porque tenho pessoas que dependem da veracidade daquilo que falo. Para isso eu me preparei e continuo me preparando. Por isso tomo muito cuidado com o que digo e, muitas vezes, o que a primeira vista pode ser encarado como soberba minha, convencimento, autoritarismo ou mesmo um "ela se acha"; é fruto do mais dedicado zelo que alguém pode ter ao querer ensinar o outro. Posso errar no "jeito" de falar. Às vezes sou tão contundente em afirmar alguma coisa que depois é que percebo que assustei um pouco as pessoas!

Mas, o que digo como matéria e conteúdo da catequese e da contabilidade, tem sempre embasamento teórico e prático... nem sempre da "minha" prática, mas daquilo que já foi  experenciado e relatado por alguém...

E Jesus? Onde é que fica nisso tudo?

Pode parecer que Jesus não se importa muito com a contabilidade, ela parece ser só um meio do homem calcular e controlar suas riquezas. Mas, acho que ele se importa sim... São Mateus é o nosso patrono, o “coletor de impostos” foi um dos primeiros “contadores” de que se tem notícia. Lembram do “ ninguém começa a construir uma torre sem antes sentar e calcular (...)”? Pois é...

Agora, com a catequese, tenho certeza absoluta que Ele se importa muito. Fazer ecoar a Palavra não é uma coisa muito fácil não! É preciso esmero, preparo, capricho, disposição, comprometimento. E, é claro, FÉ... que precisa ser inquestionável e inabalável. A minha é. E além da minha fé em Deus, tenho fé em mim mesma. Acreditar em si mesmo é o primeiro passa para um fé madura e comprometida.

E é isso, minha confiança inabalável em Deus, faz de mim uma pessoa que confia em si mesma. Quem está com Ele pode tudo! Rsrsrrsrs...

Angela Rocha
Catequista amadora


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

UM TRISTE ANIVERSÁRIO...

Hoje, os haitianos do mundo inteiro (cerca de dois milhões de haitianos vivem nos Estados Unidos, perto de um milhão na República Dominicana e mais uma porção de gente em Cuba e em outras ilhas do mar do caribe), lembram do dia mais trágico de sua história... dia 12 de janeiro de 2010, quando aconteceu o terremoto mais catastrófico no Haiti.

A Cruz vermelha internacional estimou que cerca de três milhões de pessoas foram afetadas pelo abalo sísmico. O governo haitiano calculou em mais ou menos 300 mil, o número de mortos. O terremoto causou grandes danos a Porto Príncipe, capital do país. Milhares de edifícios, incluindo construções do patrimônio da capital, como o Palácio Presidencial, o edifício do Parlamento, a Catedral de Notre-Dame de Porto Principe, a principal prisão do país e todos os hospitais, foram destruídos ou gravemente danificadas.

A sede da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, localizada na capital, desabou e que um grande número de funcionários da ONU morreram, inclusive o chefe da missão. Perdemos também a doutora Zilda Arns, pessoa incansável no trabalho de combate a desnutrição de nossas crianças. Graças a ela a Pastoral da Criança é uma das pastorais mais atuantes de nossa Igreja.

Muitos países responderam aos apelos de ajuda e enviaram fundos, expedições de resgate, equipes médicas e engenheiros. Sistemas de comunicação, transportes aéreos, terrestres e aquáticos, hospitais, e redes elétricas foram danificados pelo terremoto, o que dificultou a ajuda nos resgates e de suporte; confusões sobre o comando das operações, o congestionamento do tráfego aéreo, e problemas com a priorização de voos dificultou ainda mais os trabalhos de socorro. Os necrotérios da cidade não tinham suporte para receber tantas vítimas; o governo haitiano anunciou em 21 de janeiro que cerca de 80 mil corpos foram enterrados em valas comuns. Com a diminuição dos resgates, as assistências médicas e sanitárias tornaram-se prioritárias.

Algum tempo depois, o país ainda sofreu uma epidemia de cólera, trazendo ainda mais sofrimento à população. Cerca de três meses depois da tragédia, nosso amigo Alberto Meneguzzi esteve lá. Já havia uma infinidade de ONGs e representantes de instituições governamentais internacionais no trabalho de reconstrução. Os relatos dele sobre a situação do país foram impressionantes. Uma das coisas que mais me marcou foi esta foto:

“A expressão do rosto deste menino, um dos milhares de flanelinhas que circulam pelas ruas de Porto Príncipe. Ele foi no vidro do carro onde estávamos e deu uma espiada. A expressão do rosto dele é de cortar o coração... O olhar dessa criança me fez chorar”.

E na época, dediquei para ele esse pequeno texto:

"Tua boca não me diz. Mas sabe do que falam teus olhos? Falam das mil dores que teu coração criança sente... Eles falam das tantas lágrimas que nem teu pranto consegue derramar mais... Eles não falam da esperança, que tua mão em arco pede tão ostensivamente por detrás destes vidros que te fecham nessa realidade trágica que é a tua vida... Mas, teus olhos tristes sabem quantas janelas fechadas te separam do meu afago..."

Mas, uma coisa que não posso deixar também de lembrar, são das muitas vítimas das enchentes em nosso país. Enchentes, deslizamentos, casas alagadas, pessoas soterradas, famílias desabrigadas que perdem absolutamente tudo que tem... que na maioria das vezes já é pouco. E isso acontece todos os anos... Se não é em São Paulo, é em Santa Catarina, no Rio de Janeiro, Paraná e até no nordeste. Será que o governo já contabilizou as mortes que acabam acontecendo nestas enchentes? Será que já não estamos perto dos 300 mil?

E gostaria também de lembrar das nossas crianças que ficam nas esquinas pedindo trocados, dos nossos flanelinhas...  

 


E não somos como o Haiti...
Não somos um país assolado pelas guerrilhas e marcados por tragédias históricas.
Não somos um país com um dos mais altos índices de analfabetismo e desemprego do mundo.
Não somos um país marcado por crendices e práticas como o Vudu.
Não somos um país de pobres e miseráveis...

Ou será que somos?

Ângela Rocha

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Promessas de Ano Novo

Sempre que um ano novo chega nos prometemos mudanças. A simples passagem de um ano para o outro no calendário nos faz rever nossas atitudes e querer mudar, deixar pra trás aquelas coisas bobas que fizemos durante o ano que passou e, se possível, repetir aquilo que fizemos de bom.

O ano muda... Mas, será que nós mudamos porque vai ser um novo ano? Será que todas as promessas que nos fazemos não são vazias ou apenas utopia? Já chega janeiro, o primeiro mês de um novo ano. Será que janeiro vai fazer algum efeito dentro da gente? Logo virão fevereiro, março, abril... E aí? Será que vamos mesmo mudar? Não vamos mais cometer os mesmos erros?

Tento lembrar das promessas que fiz quando este ano começou. Será que cumpri alguma? Será que realmente mudei? Sinceramente não sei.  Eu sei que mudei, mas não porque prometi ou achei que o novo ano me traria coisas diferentes. Mudei por tudo aquilo que aconteceu comigo independente do calendário.

Na verdade as promessas de mudança devem ser feitas todos os dias de nossa vida. Cada dia de nossa vida deveria ser um ano novo, uma vida nova, onde deixássemos tudo aquilo que nos magoou pra trás e fizéssemos de tudo para não magoar aqueles que passaram por nós.

É fácil achar que ao jogar a folhinha do calendário fora, nossa vida tomará um novo rumo. É fácil fazer promessas que ninguém vai cobrar. A maioria delas eu sei que não vou cumprir: Emagrecer, fazer academia, começar um novo curso, mudar o visual... Tudo isso posso fazer a qualquer hora, em qualquer dia.

Difícil é se tornar uma nova pessoa. Alguém melhor, mais justo, mais fraterno... Isso não é pra qualquer hora, a qualquer momento. É algo para a vida toda, para todos os dias, meses e anos de nossas vidas... Não só para 2015.

Na verdade, não deveríamos esperar o ano novo para mudar. Deveríamos fazer mudanças a cada minuto, mudar para melhor, para sermos seres humanos cada vez mais próximos daquilo que o Pai Celeste almejou para nós!

Enfim, que cada minuto deste novo ano seja de mudanças. Um feliz Minuto Novo para todos nós!


Ângela Rocha 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

FAZER O QUE SE GOSTA...


Fazer o que se gosta. Simplesmente. Fazer pelo prazer genuíno da coisa. Com aquela sensação interna de quem sabe que aquilo te faz um bem enorme e ponto.  Eu gostaria de ser sempre assim. De fazer sempre assim...

Fazer o que se gosta, o que se tem pra fazer de verdade. Fazer o que não me perturba, não me adoece, o que antes não me faz pensar no outro, só no outro... Ou no dia de amanhã, ou no futuro próximo ou longínquo.

Apenas a entrega tranquila  de quem vive o que tem pra viver e faz o melhor possível. Dando valor ao que penso, a vontade extremada de dar um abraço e apenas aconchegar o coração ao peito de alguém. Você já sentiu isso? Tenho sentindo isso todos os dias...

E tem aquele segundo, aquele momento que você olha e está tudo lá, tudo como tem que estar, mesmo que não seja exatamente no “lugar”.

Fazer simplesmente o que se gosta e se tem vontade. Aquilo que só você tem certeza, lá no fundo do coração, uma certeza que só você ouve, só você sabe, não precisa justificar, não precisa adiar, não tem atalhos no caminho... Ah, é tão bom, tão bom...

Obviamente, quando você começar a desviar a sua conduta do convencional, muitos chegarão dizendo que você é um bobo, que agir com alma e com coração muitas vezes dá em nada, não funciona! E é nessa hora que eu me agarro a tudo que sou e apenas penso no meu momento presente, naquilo que me faz plena, e sigo em frente sem me importar com o que os outros dizem sobre a minha vida, que parece tão certa e no caminho... Mas que não passa de um emaranhado confuso de incertezas... 

Sempre pensei - que não é a quantidade de dinheiro que faço na vida, quanto de amigos tenho, se sofro ou não sofro, se não conquisto, ou não sou conquistada – que nada disso fará a diferença quando eu não estiver mais por aqui. Boto fé que o que fará a diferença será a maneira como eu "experienciei" a vida, o quanto TENTEI, o quanto ERREI e o quanto eu VIVI apaixonadamente por tudo que está ao meu redor, ao meu alcance. Pelas pessoas que amo e me são importantes. Por tudo que disse e fiz: POR AMOR!

Fazer o que está no código de conduta humana, aquilo que é politicamente correto, não dizer o que penso e não extrapolar um pouco desses sentimentos que me rasgam o peito... Me faz perder um tempo raro, me deixa triste e me faz sentir meio amarrada e fora do lugar... E meu lugar, fazendo o que gosto e preciso, é, ou não é... Sei lá... Junto daqueles que amo?

E como dizem os nerds: “Keep calm...” não me xingue e só me ame como eu sou.


Ângela Rocha

*Sei que adaptei este texto de alguém, mas, agora não me lembro de quem...

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

PAZ E UNIÃO!

BOM DIA PÁTRIA AMADA!


"Que o tempo traga a misericórdia
Tão suprimida por essa tribo de afeição
E possa acordar a todos aqueles
Que não padecem de compaixão..."


E que ela seja amada mesmo, não pelos meus interesses, mas, pelo interesse de todos... Acordamos hoje, ainda “vermelhos”. Alguns pela vitória nas urnas, outros de raiva mesmo.

Eu acordei feliz. Não porque sou simpatizante da esquerda e votei em Dilma, mas, por ainda acreditar e me ver numa democracia, onde vale a vontade do povo. E “povo” de verdade. Aqueles que sofrem e sabem que, por mais corrupto que seja, o governo que está aí é aquele que tem tentando lhe resgatar a dignidade.

Também estou feliz porque, pela segunda vez, elegemos uma MULHER para o cargo máximo de poder. Num país ainda preconceituoso e machista, isto é para ser festejado. Isso significa, de maneira indireta, que a violência e a opressão contra o nosso gênero diminuiu sensivelmente.

Também acordei rezando pela minha pátria e por todas as pessoas que estão nela, Tucanos ou Petistas... e aqueles que não sabem bem o que são.
Hoje voltamos a ser uma nação (assim espero!) unida no mesmo ideal: de construir um lugar onde todos vivam bem e com dignidade.

Nossa presidenta fez um “chamamento à paz e à união”. Lembremos que paz e união, são coisas que querem todas as pessoas de bem. Não retaliação e torcida “do contra”.

E independente de quem ganhou ou perdeu, que pensemos em fazer, cada um, o seu papel neste próximo governo:
Que os corruptos sejam punidos e que deixemos de jogar lixo nas ruas e poluir os rios.
Que os governantes lembrem-se de criar programas de manejo de solo, conservação das nascentes e distribuição de água potável, "vida" para nós; e que cada um pense que cada gota que lava calçada, janela e todas as coisas supérfluas, podem no futuro matar a sede dos nossos filhos e netos.
Que os governantes cumpram suas funções e que os motoristas respeitem as leis de trânsito e, principalmente, a vida.
Que o governo faça bom uso do dinheiro público e que o brasileiro deixe de sonegar impostos (eu sei, sou contadora...) e pague seus impostos tendo a certeza de que ele será bem aplicado.
Que cada um lembre em que deputado e senador votou, porque não é só o governador e o presidente que governam o país.
Que os políticos tenham respeito um pelo outro... e que cada um de nós lembre que antes de ter partido, somos todos BRASILEIROS.


Que Deus nos abençoe muito nestes próximos anos!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

DA IDEIA PARA A NARRAÇÃO...

Num dos meus encontros neste mês, falávamos sobre vocação. Isso porque uma das meninas me perguntou porque o padre não podia casar e eu era casada e tinha quatro filhos. Isso despertou a conversa e eu fui contar a eles como comecei a ser catequista.

E falei do meu primeiro ano, onde, só com a cara e a coragem, enfrentei uma turma de 1º ano da Eucaristia. Eram 12 os meus catequizandos, assim como os discípulos. Essas "coincidências" que só mesmo Deus consegue permitir.

E entre meus catequizandos havia uma turminha difícil de controlar. Mas, eram só "crianças" querendo ser crianças. Eu me consolava porque tinha uns 2 ou 3 "anjinhos" também. Mas, um deles me tirava do sério sempre. Era incontrolável e sua energia parecia que não ia acabar nunca. E ele quase me fez desistir. Passados seis meses eu vivia pensando em criar uma desculpa fenomenal para convencer a coordenadora a me tirar daquele "pesadelo". Eu simplesmente não consegui mais nem olhar pra cara do menino! Tinha uma vontade louca de lhe dar umas palmadas e dar uns gritos em todo encontro.

Foi quando, numa caminhada pra casa com ele, (meu "pequeno pesadelo" ainda ia pro mesmo lado que eu), que Jesus me deu, enfim, os motivos para ter me colocado naquilo tudo:
- Tia, sabe qual é meu dia preferido da semana?
- Não.
- Quarta-feira. Porque tem catequese.
- É mesmo? O que você faz nos outros dias?
- Fico em casa sozinho, tem a diarista, mas, ela não conversa comigo. Você conversa.

E o meu "menino-problema" foi o "porrete" que Jesus usou pra me acertar. Como eu podia ter raiva e não gostar de uma criança que fazia de tudo só pra "falar comigo"?

Contei então às minhas crianças da catequese de hoje, 2014, como foi entender aquela criança há nove anos atrás. Que todo “barulho” que ele fazia, o trabalho que ele me dava era, simplesmente, para ter uma atenção que ele não tinha em casa. Que o amor que recebi dele foi o motivo que me fez ser catequista e "estar" catequista até hoje.

 E no último encontro, batendo papo com as crianças elas me contavam dos seus colegas de escola, dos peraltas, dos irrequietos, daqueles que não deixavam ninguém em paz...

Então a Gabi, parando no meio da história do menino da sala dela que infernizava a professora, me veio com essa:
- Deve ser, Tia Angela, igual aquele menino que você contou pra nós, não deve ter ninguém para dar atenção pra ele em casa...

E a gente pensa que o que falamos não dá resultado, que entra por um ouvido e sai pelo outro...

Ângela Rocha

domingo, 20 de julho de 2014

Um mundo a parte: a amizade virtual

Há algum tempo atrás só conseguíamos fazer amigos se nos encontrássemos fisicamente com alguém. Mas isso mudou. Hoje podemos ter amigos no mundo inteiro, falar com esses amigos e vê-los em tempo real através de uma webcam. Mas há quem diga que essas amizades são efêmeras e duram o tempo de uma nova atualização do software. A cada segundo tudo se renova no mundo da internet e o chamado “ciberespaço” se expande e muda a cada instante.

E assim mudam os interesses e multiplicam-se as “amizades”. Dizer que relacionamentos assim são menos verdadeiros que aqueles que fazemos no nosso dia-a-dia é, no mínimo, presunção. Pois muitos relacionamentos originados na internet transformam-se em contato físico e em “presença”. Quantos destes relacionamentos sobrevivem, não podemos precisar, mas sabe-se que até casamentos começam assim.

Fato é que, a internet deixou de ser uma “ferramenta” de comunicação e passou a ser um “universo” a parte em nossos relacionamentos. Podemos claramente dizer que temos uma “outra vida”, além daquela comumente vivida no cotidiano do trabalho, escola, família e amigos. Temos nossas páginas, estamos em todas as redes sociais e a cada dia surgem novas formas de se comunicar, “visitar” e fazer amigos virtuais.

E esses amigos passaram a fazer parte de nossas vidas, tanto quanto aqueles que conhecemos nossa vida toda. Às vezes de uma maneira mais intensa até. Isso porque é mais fácil derramar nossos sentimentos quando não temos que nos deparar com os olhos reprovadores da outra pessoa. È mais fácil confessar nossas falhas e nossos limites sem a presença física de alguém que, certamente, teria algo a dizer. Dá para conceber monólogos de páginas inteiras sem qualquer intervenção em sua fala. Dá para deletar frases que não queremos na verdade dizer... Assim como dá para “apagar” o amigo, quando ele não se faz mais necessário ou se descobrimos nele, algo que nos desagrada.

Estranho dizer isso depois de afirmar que amizades na internet podem ser mais intensas? Não. Acredito que não. Assim como é fácil fazer amizade na internet, é mais fácil ainda, “desfazê-la”. Dificilmente nos encontraremos “por acaso” no ciberespaço e ensaiaremos uma conversa constrangedora. Esse é o novo modelo de amigo. Que de uma relação estreitamente cultivada pode passar a uma ignorância total de existência. Basta que se perca o contato, que se apague o e-mail ou bloqueie a conta ou qualquer ou serviço de mensagem. Acaba-se aí um relacionamento sem cobranças ou encontros embaraçosos. Simples assim. Apaga-se o rastro da pessoa de seu servidor e será como se ela nunca tivesse existido. Pensando assim, acho que alguns casamentos deveriam ser concebidos só no mundo virtual...

Mas, para mim, amizade sempre será AMIZADE, seja ela real ou virtual. Precisa ter as mesmas características e os mesmos sentimentos, precisa se verdadeira, autêntica, fidedigna, genuína e legítima. O amigo ama e pronto! O resto é consequência.

Já dizia Aristóteles: “...uma só alma que habita dois corpos”.


Ângela Rocha

Catequista

Livros que merecem flores


Rosas, mesmo depois de murchas, não morrem nunca,
 pois suas pétalas ficam guardadas qual tesouros,
 por entre as páginas do meu coração...

Nesta manhã de sol (e de diarista, felizmente!), dediquei-me a uma tarefa que aprecio muito: espalhar pétalas de rosas por dentro dos livros que gosto. Minha rosa do dia dos namorados não poderia ter destino diferente. E lá foram elas:

 “Mulheres de aço e de flores”, do Pe. Fábio de Melo, mereceu a maior parte delas. Mulheres merecem flores, sempre. Ainda mais estas tão fielmente retratadas.

A cura pelo amor”, do Pe. Alir Sanagiotto, merece uma pétala especial na dedicatória. Foi um amoroso presente de uma das minhas amigas mais queridas. Não concordo muito com algumas das colocações do autor. Mas ele tem razão numa coisa: o amor é uma excelente cura.

Ostra feliz não faz pérolas”, mereceu duas pétalas. Rubens Alves faz críticas às religiões de modo geral, mas mesmo assim gosto da visão que ele tem de Deus. É preciso conhecer os dois lados da moeda para poder julgar. Se é que temos o direito de julgar.

Paixão de Anunciar” leva pétalas na página 29, 32, 34, 47, 49, 58, 62, 70, 83 e 91. São meus textos preferidos. Recomendo a todos os catequistas que os leiam, duas, três, quatro vezes. É um lembrete diário do que deve ser a missão de catequista. Muitos outros textos levariam pétalas se estivessem no livro. Pétalas virtuais servem?

A distância entre nós”, livro da escritora Thrity Umrigar, de origem Hindu, (cultura tão em moda ultimamente), merece uma pétala, na página que estou lendo. Ainda estou longe de acabar e não posso fazer comentários.

E finalmente, pétalas vão para a minha Bíblia de Jerusalém. Para o Livro do Deuteronômio, que aprendi a ler e amar nos últimos tempos, principalmente devido aos estudos sobre a Bíblia na catequese. O Deuteronômio ou “Segunda Lei” (gosto mesmo de renovações!), é uma atualização do Código da Aliança. Nele estão contidas as colunas básicas de nossa religião e o poderoso “Shemá!” (Ouça!), chamada veemente à Escuta da Palavra. Mandamentos como “Ama a teu Deus com todo teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua força!”, estão lá.

Pétalas cumprem bem melhor o papel de destacar partes de uma leitura do que simples marcadores de páginas. Quando pego um livro com um marcador de páginas no meio, sei que ainda estou lendo. Tenho livros com marcadores abandonados lá, há anos. Quando folheio um e encontro uma pétala, sei imediatamente o quanto amei aquela leitura. O quanto aquele autor me marcou. Mário Quintana, Érico Veríssimo, Clarice Lispector, Shakespeare, para mim são verdadeiros canteiros de rosas.

Sobraram duas pétalas. Estas eu vou guardar comigo. Quero colocar num livro especial. ... que ainda não está nas livrarias.

Angela Rocha
15/07/2009

E lá fui eu, hoje, dia da morte de Rubem Alves, cinco anos depois que escrevi este texto, buscar entre meus tesouros os livros dele...
E lá encontrei, na página 201, minha pétala de rosa...  

Foi lá que aprendi, com o Rubem, os 33 nomes de Deus.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Fazendo Pão de Bafo... (Tampf Kleis)

Uma das coisas que faz parte dos meus domingos é assistir o Globo Rural...
Não porque eu me interesse, mas, porque meu marido é madrugador e desde as seis da manhã assiste TV... rsrsrrsr...
E foi numa destas manhãs que me interessei por uma reportagem feita numa pequena comunidade de descendentes de alemães do município de Palmeira -Pr.
Tratava-se de uma festa numa pequena capela da comunidade, e o prato era:  PÃO DE BAFO!  

Tampf kleis em alemão, o prato simplesmente é de dar água na boca... e feito naqueles panelões de igreja então? Nossa! Eu precisava experimentar. E como é um prato que se faz para muitas pessoas, sempre faço quando a família toda se reúne. Da última vez foram 4 panelas grandes de pão!

E, em homenagem à vitória alemã na Copa, aí vai a receita:

PÃO:
Uma receita de pão normal (2 Kg de trigo rendem 24 pãezinhos).
Amassar o pão deixar crescer a massa, modelar as “bolinhas” e deixar crescer novamente.



CARNES:
500 gr de pernil de porco (sem pele e osso) cortado em cubos
500 gr de linguiça calabresa
200 gr de lombinho defumado
200 gr de bacon
01 cebola cortada em cubos
2 dentes de alho moídos
4 tomates cortados em cubinhos
Fritar tudo com 01 colher de azeite (primeiro o bacon e depois as demais carnes)
(Cheio verde a gosto, não coloco sal nem pimenta, pois a calabresa se encarrega desta parte).

MONTAGEM:
Depois de pronto as carnes, acrescente à panela, repolho cru cortado grosseiramente, para fazer uma espécie de “cama” para receber os pães já crescidos.




Depois de colocados os pães sobre o repolho, coloque um pano de prato sob a tampa, não é necessário acrescentar água o repolho solta o necessário para o vapor.
Pães depois de prontos (ficam branquinhos mas estão bem cozidos).
Tempo de cozimento: 35 min., mais ou menos.

(Eu mostrei somente uma panela, mas fiz em três, minhas panelas são grandes, mas, nem de longe são iguais as da Igreja... rsrsr)



Para acompanhar o Tampf Kleis, pepino azedo e mostarda.



* Receitas da Ângela: Este é um prato que copiei dos descendentes de alemães no Paraná.