quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

COMO SERIA A VIDA SEM INTERNET?

Achei esta matéria no site do WIX, e achei bem interessante. De fato, eu seria uma das pessoas que me veria completamente "perdida" sem a internet!
O mundo como nós o conhecemos mudou dramaticamente nos últimos anos, e é tudo graças a uma certa palavra mágica chamamos de internet. A rede mundial de computadores foi criada em 1991 e, desde então, a tecnologia tem sido decolando (quase) na velocidade da luz.
Alguns (ou até muitos) de nós nasceram em uma época onde a tecnologia não era a que conhecemos hoje e nem acessível a todos. Mas nós nos acostumamos rapidamente as facilidades que esta tecnologia nos trouxe e dificilmente conseguimos pensar como seria de nossa vida sem ela. Mas a equipe Wix está aqui para isso! Apertem os cintos, iremos fazer uma pequena viagem a uma realidade paralela e um pouco assustadora.
Afinal, como seria nossa vida sem internet?
1. “Seguir” a vida de alguém poderia te levar a prisão.
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2. Ter seguidores potencialmente faria de você o líder de uma seita.
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3. Você teria que ir fisicamente ao shopping em seu dia de folga para fazer compras.
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4. Fazer o Marketing de seu negócio seria tudo, menos fácil…
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5. Se algo se tornasse “viral”, profissionais da saúde estariam envolvidos.
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6. Se você quisesse aprender como fazer algo, esquece o sr. Google, você teria que correr atrás e fazer um curso.
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7. Aquele encontro as cegas, que seu colega do trabalho arrumou para você, seria realmente as cegas… Com o nome da pessoa, o máximo que conseguiria, seria procurar nas páginas amarelas (!).
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8. Você teria que pedir muita informação na rua ou ser um expert em leitura de mapas.
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9. Se você trabalha com tecnologia, onde você estaria agora?
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10. Você teria que convidar todos seus amigos em casa para mostrar as fotos das suas férias.
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11. Pesquisar algo significaria passar alguns dias na biblioteca. 
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12. Metade do seu salário seria gasto com ligações de longa distância.
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13. Você teria que procurar um médico ao invés de consultar o Dr. Google para cada sintoma estranho (e embaraçoso) que tivesse.
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14. 私たちは今、行うことになっていますか? – Boa sorte sem Google Translator!
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15. Você teria que ir de empresa em empresa para levar seu currículo (impresso!) pessoalmente. 
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Agora respire fundo que tudo não passou de um sonho! A internet veio e veio para ficar e para facilitar nosso dia-a-dia.
Fonte: http://pt.wix.com/blog/2015/08/vida-sem-internet/ 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

DIAS DE VENTO...


Gosto dos dias de vento.
Sempre que o ouço balançando as minhas janelas, não resisto a espreitar lá para fora para ver tudo o que ele mexe... Quando temos o coração acordado, até o vento pode conversar conosco. E dizer-nos muitas coisas importantes...

A mim, que em frente à janela do meu quarto tenho muitas árvores, o vento fala-me sempre da importância das raízes. Sim, gosto dos dias de vento, porque me lembram a importância de ter raízes. Às vezes, parece que vivemos sem chegar nunca a lançar raízes profundas.

Ter raiz significa encontrar um sentido verdadeiramente válido para viver, um sentido daqueles que as primeiras tempestades de inverno derrubam, perene, mais forte que a morte, como o Amor.

Um dia, Jesus disse tudo isto contando a parábola das duas casas.

“Era uma vez um homem insensato, que construiu a sua casa sobre a areia: veio a chuva, o vento e a tempestade e a casa ruiu. E havia um outro homem, este sábio, que construiu a sua casa sobre a rocha: veio a chuva, o vento e a tempestade, mas a casa permaneceu.”

A casa sobre a rocha, como as árvores com raiz, como as vidas com sentido…

E lá fora, o vento continua a segredar-me tudo isto enquanto embala e empurra as árvores do jardim: vão-se as folhas, caem alguns frutos já tardios, partem-se alguns galhos mais frágeis, mas a árvore permanece, porque está enraizada.

E assim o vento até vai limpando-a... O vento, assim, até vai espalhando sementes com as suas invisíveis mãos.

Está vendo? Quando há uma raiz profunda, o vento forte até se torna para as árvores instrumento de purificação e fecundidade. Temos que lançar raízes, assumir motivos válidos para viver e enfrentar todos os ventos, olhos nos olhos. E no subsolo do nosso coração, temos que aprender dia após dia, que para os nossos corações enraizados não há problemas. Nunca há problemas, apenas desafios. Sim, transformar os problemas e as lágrimas em desafios a vencer: esse é o segredo dos corações bem enraizados, para domar todos os ventos. Para isto, a aposta primeira não se faz nas folhas, nos frutos ou nos ramos débeis do nosso ser; tudo começa nas raízes, no sentido, nos critérios.

Olha, o vento a dançar por entre as árvores do jardim está ainda a dizer outra coisa: até na morte, até na morte a raiz é sinal de uma grande dignidade. Porque uma árvore morre sempre de pé…

SHALOM

Rui Santiago cssr 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

SACUDINDO O PÓ DAS SANDÁLIAS


“Quanto àqueles que não vos acolherem, ao saírem daquela cidade, sacudam o pó das suas sandálias, para que sirva de testemunho...”. 
(Lucas 9,5)

Eu sempre me perguntei o que exatamente Jesus quis dizer nessa passagem bíblica. Ela sempre foi para mim objeto de espanto, em princípio ela parece uma atitude muito rigorosa. Mas, por que Cristo instruiu os discípulos a agirem assim? Parece uma recomendação um tanto dura com relação ao trabalho missionário. Teria ele ficado indignado com aqueles que se recusavam a ouvir sua mensagem? Ou estaria “lavando as mãos”? Qual é, realmente, a nossa responsabilidade quando as pessoas, simplesmente, não querem nos ouvir?

Pois bem, essas minhas inquietações estão bem condizentes com o momento que estou vivendo. Estou me sentindo bem fracassada nesta minha última “aventura” em ser catequista numa comunidade e fazer parte dela. Tentei durante três anos, modificar algumas coisas na catequese, implantar novos projetos e ser aceita como uma pessoa que quer e pode ajudar. Infelizmente não foi possível. Minhas palavras caíram no vazio de alguns, infelizmente, de quem “manda”. Paciência... Parece que me resta sacudir o pó das sandálias e partir para outro povoado.

Mas esse “sacudir o pó das sandálias” não é nada de revolta, impaciência ou mágoa. É simplesmente a tomada de consciência de que algumas pessoas não estão ainda preparadas para viver a “radicalidade” do que é realmente a “Boa Nova”. Isso virá com o tempo.

Acredito que essa recomendação de Jesus é para mim, uma recomendação de tolerância. Claro que não é fácil falar e não ser ouvida, e receber um balde de água fria em seu entusiasmo. É deprimente saber que tudo o que se faz com o maior carinho, é tratado com a mais pura indiferença.

Mas, se acontecia com Jesus, por que não pode acontecer comigo? Quem sou eu, perto Dele? O desafio disso tudo é justamente encarar e entender essa desatenção como falta de preparo e medo da mudança. Mudanças abalam as estruturas e o comodismo é confortável.

Com tudo isso não quero me dizer “superior” e a “sabe tudo” do pedaço. Aliás, isso serviu para eu pensar numa profunda mudança em meu jeito de agir. E que nem sempre quem recebe a novidade está preparado para acolher bem o que é novo. Algumas pessoas não têm como mudar, não porque não queiram, mas porque não entendem e não confiam naquilo que pode desorientar seu costumeiro modo de pensar. “Desinstalar-se” não é para qualquer um! Aquilo que para mim é tão fácil e simples, porque estou acostumada, pode parecer ao outro uma coisa do outro mundo.

E o ser humano é muito complexo. Fora a complexidade que é o próprio ambiente em que nasceram e foram criados. As culturas são diferentes, as maneiras de agir vêm de suas heranças culturais, étnicas, sociais, enfim...

Quando venho de uma outra cultura meu modo de agir choca um pouco, trago uma postura diferente, um olhar “novo” sobre todas as coisas. Sem contar que meu jeito expansivo e franco é confundido com um caráter arrogante e brusco, e até ofensivo em algumas ocasiões. Minha impaciência e minha urgência foram lidas, muitas vezes, como impertinência.

E as leituras pessoais e o conhecimento levam tempo, meses e até anos. E como não tenho esse tempo, já não sou tão jovem, não como desaforo ou represália, mas por tolerância e amor, só me resta “bater o pó das sandálias”. Haverá ainda um outro tempo, um outro missionário.

Meu desafio agora é “tolerar”, buscar uma segunda trilha, tirando o pó das sandálias. E esse pó, do qual preciso me livrar, encaro como se fosse o poder de provocar represálias, carregar mágoa, raiva, direito de resposta e... vontade de desistir de tudo e abandonar a missão. Essa é uma lição preciosa. Li em algum lugar que batendo as sandálias, a gente deixa cair no chão sementes daquilo que queremos plantar. E isso é esperança. Quem sabe deixei sementes que possam germinar e florescer no futuro?

Acredito que Deus é aquele que não nos abandona nunca. E nos conhece mais do que nós mesmos nos conhecemos. Com essa minha mudança acredito que Ele está me dizendo que minha tarefa foi cumprida, e não há mais nada que eu possa fazer. Acho que estou tendo a oportunidade de tirar o pó das sandálias no momento certo… antes que me coloquem para fora com sandália, pó e tudo! Rsrsrsrs. Talvez eu tenha passado da medida, insistindo com quem não tem condição de absorver mais, pelo menos nesse momento. Arrumei muita confusão por causa disso, talvez tenha até prejudicado algumas pessoas que me apoiaram. Meus anjos da guarda tiveram muito trabalho neste nestes últimos anos.

Mas aprendi muito. Aprendi que tenho limites. Por mais que eu me prepare e me instrua tenho que pensar que ainda tenho muito que aprender e caminhar. Tenho que entender que o ser humano tem limites. E preciso aprender a esperar. Há o tempo se semear, de esperar a germinação, a planta crescer, dar frutos e, só então, colhê-los.

E gente não é igual milho que tem duas safras por ano...

Não. Não gastei minhas sandálias à toa. Tenho certeza. Só estou sacudindo a poeira para renová-las em outro chão e em outro pó. Tolerância, persistência, paciência. Estas são as lições que aprendi. E “baixa a bola” um pouco, Dona Catequista! Esqueceu o que é também um aprendiz?

E eu peço a Deus que continue a me dar forças para continuar semeando e me faça ter paciência, esperar e caminhar sempre... E, se necessário, que eu saiba sempre o momento de sacudir minhas sandálias e buscar novos caminhos.

Ângela Rocha

Catequista

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Bonita que só ela!


Estamos habituados a revoluções feitas com armas, que deixam um fio de sangue a escorrer no chão… Estamos habituados a confiar nas mudanças que são impostas pela força, porque nos queixamos muito da violência, mas, é sempre a ela que recorremos quando queremos que as coisas fiquem diferentes…

É por isso que o Evangelho ainda nos parece tão estranho, às vezes…Porque nos conta a história de uma revolução feita de ternura. Porque o Evangelho nos conta a mudança mais decisiva que foi introduzida no mundo, mas é uma mudança selada pela mansidão e pela não-violência.

Era uma vez uma mulher, bonita que só ela, uma mulher que vivia numa aldeia pequenita da Galileia chamada Nazaré, e ficou para sempre ligada à história que muda a história! O nome dela era Maria e foi da sua boca que nasceu o hino mais revolucionário que se tinha ouvido alguma vez. Foi uma exultação de alegria, porque há revoluções que nascem da Felicidade! Foi um clarão de Esperança, porque há revoluções que nascem de uma Promessa!

Era uma vez uma mulher, bonita que só ela, que sentiu a vida visitada pela bondade de Deus e, por causa disso, abriu as portas e percorreu os montes. Era uma vida d’esperanças, semeada de futuros, e dentro de si uma Palavra ganhava corpo. Foi ela quem ouviu a primeira Bem-Aventurança do Evangelho: “Feliz de ti que acreditaste que vai cumprir-se tudo o que foi dito da parte do Senhor! ” Por isso mesmo, ela cantou logo depois: “De hoje em diante, todas as gerações me chamarão FELIZ! ”

Era uma vez uma mulher, bonita que só ela, que era uma pessoa feliz por causa da Esperança que Deus encontrou nela e por causa da Confiança que ela encontrou em Deus.

Voltamos o nosso rosto para Maria porque queremos aprender dela a coisa mais importante de todas: que Esperança é essa, que Confiança é essa, que faz de ti “Maria Feliz”?

Rui Santiago, cssr.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

SABER OUVIR...


Thomas Edison, o inventor da lâmpada, perdeu boa parte de sua capacidade auditiva quando tinha doze anos de idade. Só podia ouvir os ruídos e gritos mais fortes. Isso, no entanto, não o incomodava. Certa vez, indagado a respeito da sua deficiência, respondeu com serenidade: "não ouço um passarinho desde meus doze nos, mas em vez disso constituir uma desvantagem, minha surdez talvez tenha sido benéfica para mim. Ela encaminhou-me muito cedo à leitura e, além disso, pude sempre concentrar-me com rapidez, já que me encontrava naturalmente desligado de conversações inúteis." 

A singela observação guarda grande ensinamento. A maior parte de nós tem plena capacidade auditiva, mas isso não significa necessariamente que tenhamos o dom de saber ouvir. Embora a audição seja uma dádiva maravilhosa, não há como negar que poucos, poucos de nós, dominamos a arte de ouvir.

Ainda não conseguimos ouvir os queixumes dos outros sem que atravessemos um comentário a respeito da nossa própria desdita. Deixamos assim de escutar as histórias dos outros, para narrar a nossa própria, como se apenas esta fosse digna de ser registrada e conhecida.

Ainda não conseguimos ouvir as críticas que nos fazem. Em poucos instantes já estamos irritados e ofendidos, mais preocupados em nos defender ou até em agredir verbalmente o outro. Ouvir com serenidade tudo o que nos querem falar, por ora, parece ser superior às nossas forças. Ainda não conseguimos ouvir conselhos e orientações que sejam dirigidas à nossa melhoria íntima. Esse tipo de conversa sempre nos parece aborrecida e sem sentido, afinal, muitas dessas palavras sábias representariam mudança de conduta e o abandono de muitos vícios. Não estamos dispostos a isso.

Mas se a conversa gira em torno de maledicências, aí então, os ouvidos parecem ficar mais capazes de registrar sons e nosso interesse fica aguçado. O sono passa e sempre há tempo para querer saber algum detalhe a mais a respeito do assunto. Muita conversa inútil preenche nossas horas e consome nosso tempo. Muitos exemplos infelizes são tomados como modelos de atitude, por equívoco daqueles que os ouvem. Inúmeras dificuldades são criadas em nossa intimidade pelo desequilíbrio gerado pela maledicência. Por outro lado, muitos amigos precisam de nós para um diálogo saudável e nós não temos sensibilidade suficiente para deixá-los falar.

Muitas palavras acertadas que nos auxiliariam a não incidir mais uma vez no mesmo erro, deixam de ser escutadas por desatenção. A capacidade de ouvir não se limita exclusivamente à possibilidade de captar sons. Temos sido surdos em um mundo repleto de sons e de melodias que poderiam transformar nossas vidas em sinfonias de amor e de realização.

Temos sido criaturas incapazes de perceber palavras e histórias maravilhosas que ilustram a existência dos seres que nos cercam e que muito poderiam nos ensinar. Temos sido deficientes auditivos quando se trata de escutar verdadeiramente aquilo que precisamos ouvir. É necessário e urgente que desenvolvamos a real capacidade de ouvir.
 

Retirado do livro: Grandes Vidas Grandes Obras.

terça-feira, 7 de julho de 2015

FAZER O QUE SE GOSTA...


Fazer o que se gosta. Simplesmente. Fazer pelo prazer genuíno da coisa. Com aquela sensação interna de quem sabe que aquilo te faz um bem enorme e ponto. 

Eu gostaria de ser sempre assim. De fazer sempre assim...

Fazer o que se gosta, o que se tem pra fazer de verdade. Fazer o que não me perturba, não me adoece, o que antes não me faz pensar no outro, só no outro... Ou no dia de amanhã, ou no futuro próximo ou longínquo.

Apenas a entrega tranquila  de quem vive o que tem pra viver e faz o melhor possível. Dando valor ao que penso, a vontade extremada de dar um abraço e apenas aconchegar o coração ao peito de alguém.

Você já sentiu isso? Tenho sentindo isso todos os dias...

E tem aquele segundo, aquele momento que você olha e está tudo lá, tudo como tem que estar, mesmo que não seja exatamente no “lugar”.

Fazer simplesmente o que se gosta e se tem vontade. Aquilo que só você tem certeza, lá no fundo do coração, uma certeza que só você ouve, só você sabe, não precisa justificar, não precisa adiar, não tem atalhos no caminho...

Ah, é tão bom, tão bom...

Obviamente, quando você começar a desviar-se do que normalmente faz, muitos chegarão dizendo que você é um bobo, que agir com alma e com coração muitas vezes dá em nada, não funciona!

E é nessa hora que eu me agarro a tudo que sou e apenas penso no meu momento presente, naquilo que me faz plena, e sigo em frente sem me importar com o que os outros dizem sobre a minha vida, que parece tão certa e no caminho... Mas que não passa de um emaranhado confuso de incertezas... 

Sempre pensei - que não é a quantidade de dinheiro que faço na vida, quanto de amigos tenho, se sofro ou não sofro, se não conquisto, ou não sou conquistada – que nada disso fará a diferença quando eu não estiver mais por aqui. Boto fé que o que fará a diferença será a maneira como eu "experienciei" a vida, o quanto TENTEI, o quanto ERREI e o quanto eu VIVI apaixonadamente por tudo que está ao meu redor, ao meu alcance. Pelas pessoas que amo e me são importantes. Por tudo que disse e fiz: POR AMOR!

Fazer o que está no código de conduta humana, aquilo que é politicamente correto, não dizer o que penso e não extrapolar um pouco desses sentimentos que me rasgam o peito... Me faz perder um tempo raro, me deixa triste e me faz sentir meio amarrada e fora do lugar... E meu lugar, fazendo o que gosto e preciso, é, ou não é... Sei lá... Junto daqueles que amo?

E como dizem os nerds: “Keep calm...” não me xingue e só me ame como eu sou.


Angela...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

EDUCAÇÃO NÃO TRANSFORMA O MUNDO. EDUCAÇÃO MUDA AS PESSOAS. PESSOAS TRANSFORMAM O MUNDO.


(Paulo Freire, educador brasileiro que transformou a educação no Brasil).

A fé não transforma o mundo. A fé (Jesus) transforma as pessoas. Pessoas transformam o mundo...
Catequese não transforma o mundo. Catequese muda as pessoas, Pessoas transformam o mundo...

Profissionalmente eu sou PROFESSORA, na minha área de atuação profissional: contabilidade e administração. E para ser professora eu estudei bastante, fiz curso de graduação e especialização, extensão e atualização. Muito do que ensino está escrito em livros, manuais, normas, leis, diretrizes ou tem orientações de alguém que já viveu e criou este ou aquele processo. Não só “alguém”, uma pessoa só, mas várias. Leio bastante e me atualizo sempre.

Também ensino pela minha experiência: fui gestora e analista de balanços e contadora. Durante mais de 20 anos ajudei empresas analisando e aprovando crédito num banco. Conheço balanços até que razoavelmente bem. E na minha área não basta só saber ler um balanço, é preciso também visitar as empresas e ver se o "papel" não está mentindo. 

Hoje eu ensino. Numa universidade eu ajudo estudantes de contabilidade a entender este ofício. Mas, por que estou falando tudo isso? Não é pra alguém me oferecer emprego, garanto! rsrsrsrsr...

É porque um dia eu resolvi ser catequista. E eu vi que precisava de "professores" na catequese...  E que bem que alguém poderia me dar umas dicas de como conseguir me fazer ouvir por aquela criançada que me deixava maluca! 

Ah, eu rezei bastante... Como rezei! Bastante mesmo pra Deus me tirar daquela "fria". Mas, Ele, esse "Malandro" tem algumas formas de atender os pedidos da gente que, só por Ele mesmo! Nada de sair não! Ele me mandou estudar, aprender e aprender a "ensinar". “Ah, você acha que catequese tem que ter "professor", vai lá ser um...”. E todos os caminhos na catequese, desde o primeiro momento nela, me levaram a isso...

Primeiro um padre que me falou o seguinte (uns 3 meses depois que entrei na catequese e fui pedir a ele pra sair): "Você ainda vai ser uma coordenadora de catequese!". Ao que pensei: "O senhor só pode estar louco padre!".

Mas, ganhei um presente dele naquele dia: o "Catechesi Tradendae" (Catequese hoje), exortação apostólica do Papa João Paulo II, de 1979. Eu olhei pra aquele livrinho laranja e pensei: "Vamos lá, vamos ver o que é isso." Depois eu ganhei da coordenação um DNC, que hoje está "estrupiadinho" de tanto eu ler. Também ganhei do meu pároco um RICA. Depois, quando fui fazer pós-graduação em catequética, ele me deu a Bíblia de Jerusalém.  

Tá vendo a "malandragem" de Deus? Primeiro ele me deu um padre 100% pastor de suas ovelhas, maravilhoso! Para depois me apresentar os outros nem tão 100% assim...

E lá fui eu aprender a aprender, pra poder ensinar. A única coisa que ainda não fiz (mas, que está nos meus planos) é uma graduação em Teologia. De resto fui aonde pude. Dois anos viajando um final de semana por mês (mais de 600 Km), para me especializar em catequética. Fiquei exatamente 360 horas sentada escutando e aprendendo catequese com os melhores mestres do país. E nem sei quantos livros li, quando documentos conheço, quantos manuais já analisei... Só sei que ainda tem uma pilha interminável para ler e conhecer.

E tal como na minha profissão, eu não fico só "analisando balanço", vou lá pra ver como é que é a coisa. Sou catequista de base desde que comecei na catequese em 2006. Fiquei fora dois anos só, isso porque não me entendi com um outro padre... que Deus me apresentou para conhecer “o outro lado da moeda”. Mas, encontrei outros padres maravilhosos por aí também. E também viajo e conheço muitos lugares, fiz muitas amizades e conheço catequistas de todo Brasil e com isso, muitas realidades.

Às vezes, nos meus devaneios (vaidade minha) penso que o "Malandro" também me mostrou a internet para que eu conhecesse todas as outras realidades que existem por aí e estudasse mais ainda...

E eu levo muito a sério esse negócio do Paulo Freire, escrito no título deste texto, tanto como professora, quanto como catequista.  Acredito mesmo em mudar as pessoas para transformar o mundo. E para isso eu me preparo, leio, estudo, escuto, olho e vivo o que prego. Claro que não sei tudo e ainda erro muito. Aliás, prefiro errar tentando acertar, do que estar “sempre certa”. E aprendo com os erros também.

Mas, procuro não errar ao falar de contabilidade e catequese. Porque tenho pessoas que dependem da veracidade daquilo que falo. Para isso eu me preparei e continuo me preparando. Por isso tomo muito cuidado com o que digo e, muitas vezes, o que a primeira vista pode ser encarado como soberba minha, convencimento, autoritarismo ou mesmo um "ela se acha"; é fruto do mais dedicado zelo que alguém pode ter ao querer ensinar o outro. Posso errar no "jeito" de falar. Às vezes sou tão contundente em afirmar alguma coisa que depois é que percebo que assustei um pouco as pessoas!

Mas, o que digo como matéria e conteúdo da catequese e da contabilidade, tem sempre embasamento teórico e prático. Nem sempre da "minha" prática, mas daquilo que já foi  experenciado e relatado por alguém. Sei reconhecer que tenho muitos mestres terrenos além do divino.

E Jesus? Onde é que fica nisso tudo?

Pode parecer que Jesus não se importa muito com a contabilidade, ela parece ser só um meio do homem calcular e controlar suas riquezas. Mas, acho que ele se importa sim... 

Veja só: São Mateus é o nosso patrono, o “coletor de impostos” foi um dos primeiros “contadores” de que se tem notícia. Lembram do “...ninguém começa a construir uma torre sem antes sentar e calcular (...)”? Pois é...

Agora, com a catequese, tenho certeza absoluta que Ele se importa muito. Fazer ecoar a Palavra não é uma coisa muito fácil não! É preciso esmero, preparo, capricho, disposição, comprometimento. E, é claro, FÉ... que precisa ser inquestionável e inabalável. A minha é. E além da minha fé em Deus, tenho fé em mim mesma. Acreditar em si mesmo é o primeiro passa para um fé madura e comprometida.

E é isso, minha confiança inabalável em Deus, faz de mim uma pessoa que confia em si mesma. Quem está com Ele pode tudo! Rsrsrrsrs...

Angela Rocha
Catequista amadora


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

UM TRISTE ANIVERSÁRIO...

Hoje, os haitianos do mundo inteiro (cerca de dois milhões de haitianos vivem nos Estados Unidos, perto de um milhão na República Dominicana e mais uma porção de gente em Cuba e em outras ilhas do mar do caribe), lembram do dia mais trágico de sua história... dia 12 de janeiro de 2010, quando aconteceu o terremoto mais catastrófico no Haiti.

A Cruz vermelha internacional estimou que cerca de três milhões de pessoas foram afetadas pelo abalo sísmico. O governo haitiano calculou em mais ou menos 300 mil, o número de mortos. O terremoto causou grandes danos a Porto Príncipe, capital do país. Milhares de edifícios, incluindo construções do patrimônio da capital, como o Palácio Presidencial, o edifício do Parlamento, a Catedral de Notre-Dame de Porto Principe, a principal prisão do país e todos os hospitais, foram destruídos ou gravemente danificadas.

A sede da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, localizada na capital, desabou e que um grande número de funcionários da ONU morreram, inclusive o chefe da missão. Perdemos também a doutora Zilda Arns, pessoa incansável no trabalho de combate a desnutrição de nossas crianças. Graças a ela a Pastoral da Criança é uma das pastorais mais atuantes de nossa Igreja.

Muitos países responderam aos apelos de ajuda e enviaram fundos, expedições de resgate, equipes médicas e engenheiros. Sistemas de comunicação, transportes aéreos, terrestres e aquáticos, hospitais, e redes elétricas foram danificados pelo terremoto, o que dificultou a ajuda nos resgates e de suporte; confusões sobre o comando das operações, o congestionamento do tráfego aéreo, e problemas com a priorização de voos dificultou ainda mais os trabalhos de socorro. Os necrotérios da cidade não tinham suporte para receber tantas vítimas; o governo haitiano anunciou em 21 de janeiro que cerca de 80 mil corpos foram enterrados em valas comuns. Com a diminuição dos resgates, as assistências médicas e sanitárias tornaram-se prioritárias.

Algum tempo depois, o país ainda sofreu uma epidemia de cólera, trazendo ainda mais sofrimento à população. Cerca de três meses depois da tragédia, nosso amigo Alberto Meneguzzi esteve lá. Já havia uma infinidade de ONGs e representantes de instituições governamentais internacionais no trabalho de reconstrução. Os relatos dele sobre a situação do país foram impressionantes. Uma das coisas que mais me marcou foi esta foto:

“A expressão do rosto deste menino, um dos milhares de flanelinhas que circulam pelas ruas de Porto Príncipe. Ele foi no vidro do carro onde estávamos e deu uma espiada. A expressão do rosto dele é de cortar o coração... O olhar dessa criança me fez chorar”.

E na época, dediquei para ele esse pequeno texto:

"Tua boca não me diz. Mas sabe do que falam teus olhos? Falam das mil dores que teu coração criança sente... Eles falam das tantas lágrimas que nem teu pranto consegue derramar mais... Eles não falam da esperança, que tua mão em arco pede tão ostensivamente por detrás destes vidros que te fecham nessa realidade trágica que é a tua vida... Mas, teus olhos tristes sabem quantas janelas fechadas te separam do meu afago..."

Mas, uma coisa que não posso deixar também de lembrar, são das muitas vítimas das enchentes em nosso país. Enchentes, deslizamentos, casas alagadas, pessoas soterradas, famílias desabrigadas que perdem absolutamente tudo que tem... que na maioria das vezes já é pouco. E isso acontece todos os anos... Se não é em São Paulo, é em Santa Catarina, no Rio de Janeiro, Paraná e até no nordeste. Será que o governo já contabilizou as mortes que acabam acontecendo nestas enchentes? Será que já não estamos perto dos 300 mil?

E gostaria também de lembrar das nossas crianças que ficam nas esquinas pedindo trocados, dos nossos flanelinhas...  

 


E não somos como o Haiti...
Não somos um país assolado pelas guerrilhas e marcados por tragédias históricas.
Não somos um país com um dos mais altos índices de analfabetismo e desemprego do mundo.
Não somos um país marcado por crendices e práticas como o Vudu.
Não somos um país de pobres e miseráveis...

Ou será que somos?

Ângela Rocha

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Promessas de Ano Novo

Sempre que um ano novo chega nos prometemos mudanças. A simples passagem de um ano para o outro no calendário nos faz rever nossas atitudes e querer mudar, deixar pra trás aquelas coisas bobas que fizemos durante o ano que passou e, se possível, repetir aquilo que fizemos de bom.

O ano muda... Mas, será que nós mudamos porque vai ser um novo ano? Será que todas as promessas que nos fazemos não são vazias ou apenas utopia? Já chega janeiro, o primeiro mês de um novo ano. Será que janeiro vai fazer algum efeito dentro da gente? Logo virão fevereiro, março, abril... E aí? Será que vamos mesmo mudar? Não vamos mais cometer os mesmos erros?

Tento lembrar das promessas que fiz quando este ano começou. Será que cumpri alguma? Será que realmente mudei? Sinceramente não sei.  Eu sei que mudei, mas não porque prometi ou achei que o novo ano me traria coisas diferentes. Mudei por tudo aquilo que aconteceu comigo independente do calendário.

Na verdade as promessas de mudança devem ser feitas todos os dias de nossa vida. Cada dia de nossa vida deveria ser um ano novo, uma vida nova, onde deixássemos tudo aquilo que nos magoou pra trás e fizéssemos de tudo para não magoar aqueles que passaram por nós.

É fácil achar que ao jogar a folhinha do calendário fora, nossa vida tomará um novo rumo. É fácil fazer promessas que ninguém vai cobrar. A maioria delas eu sei que não vou cumprir: Emagrecer, fazer academia, começar um novo curso, mudar o visual... Tudo isso posso fazer a qualquer hora, em qualquer dia.

Difícil é se tornar uma nova pessoa. Alguém melhor, mais justo, mais fraterno... Isso não é pra qualquer hora, a qualquer momento. É algo para a vida toda, para todos os dias, meses e anos de nossas vidas... Não só para 2015.

Na verdade, não deveríamos esperar o ano novo para mudar. Deveríamos fazer mudanças a cada minuto, mudar para melhor, para sermos seres humanos cada vez mais próximos daquilo que o Pai Celeste almejou para nós!

Enfim, que cada minuto deste novo ano seja de mudanças. Um feliz Minuto Novo para todos nós!


Ângela Rocha 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

FAZER O QUE SE GOSTA...


Fazer o que se gosta. Simplesmente. Fazer pelo prazer genuíno da coisa. Com aquela sensação interna de quem sabe que aquilo te faz um bem enorme e ponto.  Eu gostaria de ser sempre assim. De fazer sempre assim...

Fazer o que se gosta, o que se tem pra fazer de verdade. Fazer o que não me perturba, não me adoece, o que antes não me faz pensar no outro, só no outro... Ou no dia de amanhã, ou no futuro próximo ou longínquo.

Apenas a entrega tranquila  de quem vive o que tem pra viver e faz o melhor possível. Dando valor ao que penso, a vontade extremada de dar um abraço e apenas aconchegar o coração ao peito de alguém. Você já sentiu isso? Tenho sentindo isso todos os dias...

E tem aquele segundo, aquele momento que você olha e está tudo lá, tudo como tem que estar, mesmo que não seja exatamente no “lugar”.

Fazer simplesmente o que se gosta e se tem vontade. Aquilo que só você tem certeza, lá no fundo do coração, uma certeza que só você ouve, só você sabe, não precisa justificar, não precisa adiar, não tem atalhos no caminho... Ah, é tão bom, tão bom...

Obviamente, quando você começar a desviar a sua conduta do convencional, muitos chegarão dizendo que você é um bobo, que agir com alma e com coração muitas vezes dá em nada, não funciona! E é nessa hora que eu me agarro a tudo que sou e apenas penso no meu momento presente, naquilo que me faz plena, e sigo em frente sem me importar com o que os outros dizem sobre a minha vida, que parece tão certa e no caminho... Mas que não passa de um emaranhado confuso de incertezas... 

Sempre pensei - que não é a quantidade de dinheiro que faço na vida, quanto de amigos tenho, se sofro ou não sofro, se não conquisto, ou não sou conquistada – que nada disso fará a diferença quando eu não estiver mais por aqui. Boto fé que o que fará a diferença será a maneira como eu "experienciei" a vida, o quanto TENTEI, o quanto ERREI e o quanto eu VIVI apaixonadamente por tudo que está ao meu redor, ao meu alcance. Pelas pessoas que amo e me são importantes. Por tudo que disse e fiz: POR AMOR!

Fazer o que está no código de conduta humana, aquilo que é politicamente correto, não dizer o que penso e não extrapolar um pouco desses sentimentos que me rasgam o peito... Me faz perder um tempo raro, me deixa triste e me faz sentir meio amarrada e fora do lugar... E meu lugar, fazendo o que gosto e preciso, é, ou não é... Sei lá... Junto daqueles que amo?

E como dizem os nerds: “Keep calm...” não me xingue e só me ame como eu sou.


Ângela Rocha

*Sei que adaptei este texto de alguém, mas, agora não me lembro de quem...