terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sendo catequista...

Houve uma ocasião em minha vida, que precisei de “salvação”. 

E quem me salvou foi a Igreja Católica. Pela acolhida e ações de uma comunidade inspirada em Jesus Cristo. Essa mesma Igreja forjou a minha identidade religiosa. Nela fui batizada, crismada, fiz a minha primeira comunhão, casei, batizei os meus filhos e onde, hoje, sou catequista.

Durante algum tempo (aquele tempo em que a gente acha que tem que fazer tudo: estudar, trabalhar, criar os filhos, passear, festejar e tudo o mais... e pra ontem ainda!), eu esqueci um pouco dos meus compromissos de cristã batizada. E levei a vida de, como muita gente costuma se denominar, “católica não praticante”. Pouco me lembrava de rezar e ia a missa de vez em quando. E claro que, lá pelo meio do caminho, eu me perdi completamente.

E voltei a lembrar de Deus, porque “precisei” Dele. E O ti ve.

E posso dizer então, que me transformei numa católica de verdade e de fé. Porque provei daquilo que Jesus distribuiu fartamente: amor, caridade, perdão, doação, partilha, compreensão. Não porque Ele não tivesse me dado antes. Esteve sempre lá mas, eu acreditava não precisar. E foi como beber de uma fonte que nunca seca. Passei a ter sede dessa fonte de água viva. Passei a verdadeiramente, VIVER a fé. Passei a dar um valor enorme aos outros. Por que amar não é guardar o que de bom se tem. É partilhar com o outro.

Mas percebi também que precisava saber mais de Jesus. Por isso li, pesquisei, estudei e escutei. E enquanto ia me aprofundando nisso e minha alma e meu espírito foram se enchendo da mais pura felicidade... Percebi que não podia ficar quieta. Ah, eu não podia ficar sem falar daquilo com alguém!

Fazer ecoar as coisas que vem de cima, reverberar a mensagem no coração das pessoas a ponto de refletir por toda a sua volta. Falar de Jesus! Não com a boca, mas com o coração e com as atitudes. Acredito que a partir daí, me foi confiada uma missão. E que não passei o que passei a toa. Acredito que fazia parte do “aprendizado” que Deus queria que eu tivesse.

A missão confiada, não é fácil. A responsabilidade é tremenda. Mas a recompensa é valiosa. E não é só por ver a alegria de cada pessoa a quem você mostra Jesus Cristo, é porque a cada minuto, vai crescendo em nosso próprio coração essa “catequese”.

E ao longo dessa caminhada percebi que chegar a um encontro de catequese não é ir “dar uma aula”. É encontrar-se com Jesus em meio àquelas pessoas. É viver a realidade de cada um e aprender dela. E isso muitas vezes não depende de “didática” ou “metodologia”. Se eu quiser mesmo usar essas palavras, talvez pudesse dizer “didática do amor” ou “metodologia da fé”.

Aprendi também que nem sempre é possível ser “exemplo” (apesar de saber que devo sê-lo), muitas vezes o outro é meu exemplo. E nem sempre sei bem o que falar. Mas se somos verdadeiros, se amamos de verdade, a voz do coração sempre fala mais alto.

Muitas vezes, ser catequista implica deixar de fazer coisas bem mais fáceis e cômodas. Existem serviços em nossa Igreja que independem de tanto trabalho ou não exigem tanto do nosso tempo. Não é preciso preparar antecipadamente o que se diz, o que se faz, de que maneira se vai fazer ou o que se vai falar. E nem se tem nas mãos a responsabilidade da “conversão” e da fé de tantas pessoas. Nem é preciso “conhecer” tanto.

Mas a catequese implica bem mais. Não posso falar daquilo que não sei nem dar o que não possuo. E mesmo com toda a iluminação do Espírito Santo não há como espalhar a Boa Nova sem entendê-la e conhecê-la. Aliás, aqueles que se dão ao trabalho de conhecer, ler, estudar, orar, se aprimorar.. . Estes sim é que tem o Espírito Santo de Deus com eles!

Então, se minha Salvação foi obra e graça de Jesus Cristo, só posso retribuir. Como? Transmitindo a mensagem que Ele deixou usando os meios que a Igreja que Ele fundou me proporciona: A Palavra de Deus, fonte de inspiração; a Eucaristia, alimento do espírito; a leitura constante e estudo dos documentos do magistério da Igreja, base para o entendimento das coisas Dele e do mundo; respeito pelas tradições e pela Liturgia e; o infinito amor que Ele nos transmite a cada encontro com meu semelhante. 

Angela Rocha

"Comunicar-se com os outros é dizer as palavras que o amor escolhe."

Encontro de Catequistas em Salto Grande - SP

Onde vou estar no dia 05 de fevereiro?

 PROGRAMAÇÃO

07h30 - Acolhida - Café da manhã
08h00 - Celebração Catequética
09h00 - Sendo catequista nos dias atuais
10h30 - Intervalo
11h00 - Partilha/vivência
12h30 - Almoço
13h30 - CF 2012 - Fraternidade e Saúde Pública
15h30 - Intervalo
16h00 - Animação
16h30 - Aplicação dos Subsídios da CF 2012
17h30 - Oração de envio
18h00 - Encerramento
                                   

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Gisele e as galinhas

Na sessão de hoje de fisioterapia, enquanto esperava para me aplicavam aqueles choquinhos milagrosos e me deitava encima daquele “tijolo” quente, comecei a ler (pra não dizer folhear) uma revista. Agora nem me lembro qual. Mas folhear revistas em consultórios médicos é uma atividade quase que obrigatória. Está lá você, aborrecidíssima, e de repente te salta aos olhos as capas das revistas de Veja ou Caras. Como atividade cultural valeria mais a pena você levar na bolsa um bom livro. Mas vá lá... nunca se sabe se esperaremos cinco minutos ou meia hora, então, fica impossível a concentração que um livro exige. Melhor viajar pelo mundo cor-de-rosa dos astros e estrelas da TV e do cinema. Ou então mergulhar nas desgraças nacionais da Veja.

Prefiro o mundo artístico ou a moda. Essa visão proporciona um esquecimento momentâneo das dores e tratamentos que teremos que enfrentar dali a pouco...

Mas, voltando ao começo... Vi uma história sobre Gisele Bundchen, essa sim parece ter um mundo tão cor-de-rosa que chega a doer nos olhos, que me deixou aqui a pensar. Dizia a nota que ela possui um galinheiro em sua mansão em Los Angeles. Sim, um galinheiro de criar galinhas, daquelas que botam ovos. Por quê? A resposta da diva: “Adoro ovos frescos e esse ar de interior.” 
E ela não come nada industrializado. É tudo fresco e natural. E como tenho uma imaginação fértil, já comecei a imaginar ela e Tom Brady levantando às seis da manhã para ordenhar as vacas e fazer seu próprio queijo...

BOM DIA!

BOM DIA! BOA SEMANA!

Que este seja um começo de alguma coisa boa...

Porque li em algum lugar que "viver é começar". Sempre.
E por falar em começo... Estou lendo em diversos blogs e faces de amigos coisas do tipo: "ideal a ser alcançado este ano", "novo projeto de vida", etc e tal...
Absolutamente normal. Todo mundo faz isso quando muda o dígito do calendário.
Mas fiquei pensando se tenho um ideal para 2012, algo que pretendo alcançar...
E nada me veio a cabeça.

Mas enquanto procuro uma coisa mais magnânima, fica aqui uma coisinha:

Penso que deveria fazer menos "besteiras" ou que, na impossibilidade disso, eu faça besteiras diferentes.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Homilia do domingo

4º. Domingo do Tempo Comum – B

Neste domingo, o Evangelho nos apresenta o relato de um exorcismo. A expulsão do demônio aparece com certa frequência nos evangelhos e nos Atos dos Apóstolos. Isto revela que os judeus acreditavam que os espíritos demoníacos eram criaturas capazes de atormentar o ser humano, causando-lhe males, embora a Bíblia insista na liberdade de cada pessoa ao escolher entre o bem e o mal.

Os exorcismos causam muitas disputas teológicas que não cabem aqui serem explicitadas. A verdade é que tais relatos causam até hoje interpretações equivocadas e alimentam o imaginário das pessoas. Assim, não é raro que o diabo dê até mesmo entrevista nos mega-shows televisivos dos marqueteiros da fé. Banaliza-se o mal, esquiva-se com facilidade da responsabilidade livre da pessoa, deixando a cura a cargo de u m rito mágico operado por um padre ou ministro. Tentemos, pois, fixarmo-nos nos ensinamentos que se aplicam a nossa vida a partir do relato do Evangelho de Marcos.

A primeira coisa que nos chama a atenção é que Jesus não ensina como os mestres da lei, mas sim como quem tem autoridade. O significado latino do termo é fazer crescer. Portanto, quem tem autoridade não é aquele que manda e que impõe a sua vontade mesmo que não haja razoabilidade. A autoridade não é a voz agressiva de cunho moralista. A autoridade não é algo simplesmente instituído por um papel social (chefe, político, pai, padre, comandante...), mas algo que se deixa transparecer de modo espontâneo daquele que verdadeiramente a tem. Assim, Jesus tem uma autoridade autêntica, pois sua vida fala mais do que suas palavras, porque o seu modo de ser já faz prevalecer a sua vontade. Deus não é um dominador despótico. Do mesmo modo, nenhum de nós deverá sê-lo.

Quando Jesus se apresenta na sinagoga, manifesta-se a voz do espírito mau. Ou seja, diante de Deus nada fica escondido. Diante de Jesus, não pode haver máscaras, artimanhas, fugas... O Senhor faz brotar a verdade de cada um: primeiramente a bondade que existe em cada coração; depois, também as sombras, os males, as incongruências que navegam no subterrâneo de cada pessoa. Os psicólogos irão concordar que apenas poderemos curar e nos libertar daquilo que reconhecemos, o que for manifesto. Tudo aquilo que é negado ou escondido será causa de dor para nós mesmos e para os outros. O que é varrido para debaixo do tapete, mais cedo ou mais tarde vem a tona com força. Por isso, hoje o Evangelho é um convite para a sinceridade consigo mesmo. Um convite para que destruamos as máscaras e encaremos os demônios que nos atormentam. Antes de serem expulsos de modo imediato, deverão ser reconhecidos, aceitos e integrados.

Percebemos ainda no relato que o espírito mau dese ja ter poder sobre Jesus. Por isso, ele sabe quem é o Messias, diz seu nome, diz quem Ele é. Na Bíblia esta manipulação do nome denota uma espécie de poder sobre a pessoa. Por isso, Jesus diz: “Cala-te!” O espírito não pode falar, pois não tem este poder. O verdadeiro poder está na Palavra do Senhor. Hoje sua Palavra é proclamada com a mesma força. Há algumas vozes equivocadas: aquelas que procuram submeter a vontade de Deus a nossa vontade, aquelas que banalizam a graça divina, aquelas tentam manipular a Palavra de Deus. Todas estas vozes, que se opõe ao verdadeiro Senhor, devem ser caladas. Estes espíritos não podem ficar aqui nos atormentando. É preciso reconhecê-los e deixar que Deus os exorcize com sua Palavra de autoridade.

São Paulo traz à evidência um mal que precisa ser exorcizado – a preocupação. Seus conselhos não desejam privar as pessoas do casamento, mas sim advertir sobre o perigo de que as coisas da vida atormentem os corações. Hoje, a correria, a busca desenfreada pelo dinheiro e até as coisas banais do cotidiano pode nos trazer preocupações em demasia. Podem nos pre-ocupar, ou seja, ocupar antes. Devemos nos responsabilizar pela vida, cuidar do que é nosso dever, mas não devemos deixar que a vida nos oprima. Relativizemos o tempo e as coisas, deixando tudo nas mãos daquele que cuida de tudo.

A luta entre Jesus e os espíritos demoníacos traz uma verdade importante. A instauração do Reino de Deus tem como um dos principais sinais a vitória sobre o mal e o pecado. No fim dos tempos, haverá início de um novo tempo, quando o mal não terá poder algum, quando o pecado, com suas astúcias, e o sofrimento serão banidos. Miramos este tempo e dizemos: “Maranatha! – Vem!” Mas enquanto não chega, procuremos fazer este Reino acontecer em nossa vida ao nosso redor: em nossos trabalhos, em nossas relações, no nosso cotidiano. Não deixemos que o poder dos espírit os do mal nos escravize e nos jogue na infelicidade. Deixemos, sim, a voz do Senhor banir tudo isto para que reine a paz em meio aos conflitos.

Pe. Roberto Nentwig

“Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força.”
(2Cor 12, 9)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

É bom ser velho... ou será que bom é ler mensagens e correntes de e-mail?

Vou contar algo pra vocês que, na verdade, não é nada de novo.

Normalmente, correntes e mensagens anexas aos e-mails me irritam. Deleto tudo antes mesmo de ler. Hum... Agora vocês meus amigos vão pensar: “Nossa! E mandei aquilo achando que ela ia gostar!”.  
Isso. Podem me dar aos cachorros. Eu mereço. Mas, de ora em diante, substituam tudo por uma frase: EU TE AMO! Vou gostar tanto quanto da música e das imagens mais belas que vocês já viram na vida... (e que vocês acreditam que estão todas condensadas neste ou naquele powerpoint!).

Agora vou me redimir um pouco falando de uma mensagem que recebi... e LI.Uma corrente. Daquelas que prometem um retorno “maravilhoso”... (Qual!?!? Sei lá...). 

Chama-se “Gosto de envelhecer”. Pois bem, como ela estava no corpo da mensagem e não no anexo, acabei lendo. E, como sempre, também não tem autor. Mas achei que merece um comentário.

Primeiro que ela fala do quão maravilhoso é ser velho. E apesar do que se possa lembrar: dores, remédios, fraldas, amnésia, invisibilidade... (que a mensagem NÃO LEMBRA), parece que a velhice é simplesmente fantástica! Sim! É maravilhoso ser velho porque não precisamos mais nos importar com o que os outros pensam! E a mensagem desfila uma série de coisas que se pode fazer... Só esqueceram de mencionar que se pode andar de ônibus de graça e que não é preciso enfrentar mais nenhuma fila.

Ao longo da mensagem, fui entendendo o raciocínio do autor ou autora (apesar de achar que ele ou ela estão assim, assim... meio senil, quem sabe?). De fato, ao longo do tempo vamos nos tornando mais “amigos” de nós mesmos. E nos damos o direito de aceitar nossas excentricidades. Já não tem mais muita gente que possa nos proibir de fazer alguma coisa ou nos censurar. Assim a gente pode se vestir do jeito que quiser e ter em nossas casas os badulaques que acharmos que devemos.

E que somos esquecidos às vezes... Mas é normal ser esquecido. A gente só se recorda daquilo que é “importante pra gente”.
E que nosso coração se parte. E que é impossível não se partir porque as pessoas que amamos morrem, nossos animais de estimação morrem... Mas um coração que não sofre não sabe a alegria de ser imperfeito. Nessa fiquei a ver navios. Até que ponto ser imperfeito é bom?


E é bom comer sobremesa todo dia se tiver vontade!

E conforme você envelhece, fica mais fácil ser positivo. Não se questiona mais as próprias ações. Ganha-se o direito de estar errado. E, claro, com a velhice, vem a sabedoria! Tomamos (finalmente), consciência de que podem rir a vontade da gente. Todo mundo fica velho e morre ou, morre sem ficar velho, o que é triste da mesma forma. Por que esquentar a cabeça?

Precisamos nos convencer do quanto seremos abençoados se nossos cabelos ficarem brancos e se nossas rugas estiverem ali pelo monte de risadas que demos durante a vida. E essa vida será muito melhor se nos convencermos de que não adianta lamentar o que poderia ter sido e se preocupar com aquilo que ainda será.

Depois de ler tudo isso, fiquei me perguntando: Por que será que é preciso FICAR VELHO pra se convencer destas coisas?

E fiz algo ainda mais temerário: Fiz o que pediram e mandei pra sete amigos! O retorno? Não vou contar não! Ninguém me contou...

Beijão a todos

Angela Rocha

Escute o HINO DA CF 2012


HINO DA CF 2012

Letra: Roberto Lima de Souza
Música.: Júlio Cézar Marques Ricarte

1. Ah! Quanta espera, desde as frias madrugadas,
Pelo remédio para aliviar a dor!
Este é teu povo, em longas filas nas calçadas,
A mendigar pela saúde, meu Senhor!


Tu, que vieste pra que todos tenham vida, (Jo 10,10)
Cura teu povo dessa dor em que se encerra;
Que a fé nos salve e nos dê força nessa lida, (Mc 5, 34)
E que a saúde se difunda sobre a terra! (Cf Eclo 18,8)

2. Ah! Quanta gente que, ao chegar aos hospitais,
Fica a sofrer sem leito e sem medicamento!
Olha, Senhor, a gente não suporta mais,
Filho de Deus com esse indigno tratamento!

3. Ah! Não é justo, meu Senhor, ver o teu povo
Em sofrimento e privação quando há riqueza!
Com tua força, nós veremos mundo novo, (Cf Ap 21,1-7)
Com mais justiça, mais saúde, mais beleza!

4. Ah! Na saúde já é quase escuridão,
Fica conosco nessa noite, meu Senhor, (Cf Lc 24,29)
Tu que enxergaste, do teu povo, a aflição
E que desceste pra curar a sua dor. (Cf Ex. 3,7-8)

5. Ah! Que alegria ver quem cuida dessa gente
Com a compaixão daquele bom samaritano. ( Lc. 10,25-37)
Que se converta esse trabalho na semente
De um tratamento para todos mais humano!

6. Ah! Meu Senhor, a dor do irmão é a tua cruz!
Sê nossa força, nossa luz e salvação! (Cf. Sl. 27,1)
Queremos ser aquele toque, meu Jesus, (Cf. Mc. 5,20-34)
Que traz saúde pro doente, nosso irmão! 

Configurações, configurações...

Há alguns dias já, ando meio injuriada aqui com meu blog... Não sei porque cargas d'água não consigo manter as configurações originais dos textos!

E eu sou daquelas pessoas perfeccionistas aos extremo com o que escreve. Precisa estar tudo do tamanho certo, com a fonte que escolhi e com as margens justificadas direitinho...

Arrumo tudo e quando publico... desmancha tudo! Isso tem me deixado louca... A ponto até de desistir de publicar algumas coisas.
E como é que a gente reclama de uma coisa pela qual não paga?

Bem, espero que seja uma coisa temporária. Porque já entrei no editor de HTML, nas configurações do blog e não consegui descobrir...

Será que o SOPA e PIPA andaram por aqui? rsrrsrsr...

Saudade e esperança - D. Murilo Krieger

Como bem diz minha amiga Rosângela, alguns textos são um bálsamo para nossas almas.


Se fizermos uma retrospectiva de nossa vida, surgirão lembranças alegres e tristes, dos tempos de nossa infância, da juventude ou vividas no dia anterior. Desfilarão diante de nós amigos inesquecíveis, colegas de escola e companheiros de trabalho. Nós nos lembraremos, particularmente, de momentos vividos com nossos pais e irmãos, com tios e avós – momentos feitos de alegrias e confidências compartilhadas. De algumas pessoas guardamos lembranças simples, aparentemente pouco importantes, mas que continuamente voltam à nossa memória. Alguns amigos poderão estar morando em lugares distantes, desconhecidos, e estamos impedidos de vê-los e de com eles conversar. É verdade que as novas opções de comunicação, nascidas em torno da internet, nos têm aproximado de pessoas que pareciam perdidas no tempo e no espaço; continuamos convictos, porém, de que nada substitui os contatos pessoais, os sorrisos próximos e os abraços amigos. Há, por outro lado, pessoas que fizeram parte de nossa vida e já faleceram, impossibilitando o reencontro desejado.

Caminhemos adiante. Continuemos com nossas recordações. Então, uma luz surgirá no meio de nossas lembranças e uma verdade se imporá: “As pessoas que amamos e perdemos já não estão onde estavam, mas estão onde estamos”. Sim, as pessoas que marcaram nossa vida encontram-se presentes tanto em nossas lembranças como nas idéias que nos transmitiram; nos trabalhos que enfrentamos e em nossas horas de alegria; presentes continuam em nosso dia a dia, talvez sem mais a marca da tristeza: é que as sentimos ao nosso lado, animando-nos, incentivando-nos e fazendo-nos descobrir novas perspectivas da vida.

Tais amigos, pais ou irmãos não ganham estátuas, não há ruas com seus nomes e suas biografias não aparecem nos jornais. Não julgamos que isso seja necessário, pois temos consciência de que tais honras poderiam até empobrecer a imagem que deles guardamos “no lado esquerdo do peito”; ou estamos convictos de que as melhores homenagens não conseguiriam exprimir toda a importância que essas pessoas têm para nós – importância que cresce à medida que o tempo passa, pois o tempo ressalta as dimensões do patrimônio que nos deixaram.

Na fé – dom de Deus, que dá novo sentido à nossa vida –, tudo adquire um novo sentido, um valor e uma dimensão que o tempo não destrói. “Creio na vida eterna”, professamos no “Credo”. A crença na eternidade é vista por alguns como uma fuga, um modo de nos refugiarmos num mundo ideal, diante dos problemas concretos que a vida nos impõe. Quem se debruça sobre a vida daqueles cristãos que vivem profundamente sua fé – por exemplo: os santos – sabe que ninguém como eles tem o pensamento voltado para Deus (“O que é isso para a eternidade?”, se perguntava continuamente São Luiz Gonzaga) e, justamente por causa dele, tem os pés tão firmes no chão da realidade. O testemunho da Bem-aventurada Dulce dos Pobres é uma prova disso. Os santos de ontem e de hoje guiam-se pela orientação que o apóstolo Paulo deu aos cristãos de Colossos (cidade que ficava na região da atual Turquia): “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus” (Cl,1-3).

As pessoas que amamos e perdemos, não se encontrando onde estavam, onde costumavam ser uma presença alegre e confortadora, mas sim onde estamos, continuam sendo importantes em nossos passos. Por nada deste mundo aceitaríamos trocar as recordações que deixaram, pois concordamos com Saint-Exupéry: “Se procuro entre minhas lembranças as que deixaram um gosto durável, se faço um balanço das horas que valeram a pena, certamente só encontro aquelas que nenhuma fortuna do mundo ter-me-ia presenteado” (“Terra dos Homens”). Benditos aqueles que nos deixaram lembranças tão ricas, fortes e alegres que nos tornam capazes de olhar o mundo, os acontecimentos e as pessoas com fé, confiança e otimismo!

Dom Murilo S.R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil


Este e outros artigos dos Bispos podem ser encontrados no site da CNBB:www.cnbb.org.br


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ninguém foge do tempo

Neste final de semana estive um tanto “ocupada”. Não que não esteja sempre...rsrrsrs. Mas neste em especial, deixei-me ocupar por coisas mais simples. Como fazer um almoço caprichado de domingo, com um bolo de cenoura com cobertura de chocolate para o lanche da tarde. E nos afazeres simples de dona-de-casa, esposa e mãe; os dias passaram sem que me desse conta de que existe um espaço chamado internet, em que tenho, nos últimos anos, ocupado muito do meu tempo, sem nem mesmo perceber...
E a propósito do tempo (que até já passou para uma homilia do 3º Domingo do Tempo Comum), não posso deixar de partilhar com vocês este texto maravilhoso de Pe. Roberto Nentwig, que fala justamente, do tempo e o que fazemos dele.

Ninguém foge do tempo...

Ninguém foge do tempo. Vivemos na alternância dos dias e das horas, do passar implacável dos anos... Mais ainda que quase escravos do cronos, podemos ver o tempo sob o prisma do olhar divino. Então o tempo pode assumir várias conotações diferentes, não se resumindo ao contar das badaladas do relógio. Como nos diz o Eclesiastes: “Há um tempo para cada coisa”. As leituras deste domingo nos apresentam a realidade do tempo sob olhares diversos.




Na primeira leitura, o tempo é o da urgência, aquele que exige pressa. Como nas recomendações missionárias de Jesus que incluem o estranho pedido para que os discípulos não cumprimentem ninguém pelo caminho, também Jonas não deve parar ao longo da estrada para se distrair com coisas menos importantes; não pode perder tempo. A razão é muito simples: é urgente a conversão dos habitantes de Nínive. Por isso, o profeta faz em um dia o percurso que habitualmente demoraria três dias para ser executado; os ninivitas não precisam de três dias de pregação, um apenas basta. Em nossa vida, certamente, há coisas que não devem ficar para outro dia, não podem ser adiadas de modo negligente. Há certas mudanças de postura, há certas decisões que são simplesmente urgentes. Nas palavras de Gamaliel: “Se não hoje, então quando?” Hoje é o dia da graça, hoje é o tempo que Deus nos concede para acolher o ser amor, hoje é o dia da conversão. A pergunta que nos assalta diante em confronto com o texto é a seguinte: o que precisa de pressa em minha vida, que naturalmente não pode ser adiado?


Mas é preciso ter cuidado para que a pressa não seja sinônimo de cumprimento do preceito. Lembremos bem de que o profeta Jonas não queria realizar o mandato do Senhor, chegou a Nínive mais por vontade divina do que por desejo humano. Se o tempo se abrevia para que nos livremos de um fardo não desejado, seria mais interessante parar e demorar-se, pois neste caso, haveria mais amor na calma do que na pressa.


São Paulo também nos fala do tempo na segunda leitura: “Eu digo, irmãos: o tempo está abreviado” (1 Cor 7,29). O apóstolo faz uma leitura diferenciada da realidade, afirmando que o tempo passa, que o mundo com suas pessoas, relações e coisas deve ser relativizado pelo simples fato de que não somos feitos para este mundo. Portanto, o desapego deste mundo é sinal de fé e esperança, já que cremos que a “figura deste mundo passa”. Aqui nos vem outra reflexão: o que fazemos com o nosso tempo? Conduzimos nossas vidas conscientes de que a vida deste mundo é efêmera?


O Evangelho nos apresenta as primeiras palavras da pregação de Jesus: “O tempo já se cumpriu, e o Reino de Deus está próximo. Convertam-se e acreditem na Boa Notícia” (Mc 1, 15). O tempo está próximo, o tempo se cumpriu... Aqui o tempo é entendido como a hora certa, o momento propício. É o que a teologia chama de plenitude dos tempos – o kairós. Ou seja, é o momento propício escolhido por Deus. O Reino de Deus não poderia ser revelado nem antes, nem depois. Somente quando chegou o momento certo, Deus enviou o seu Filho para revelar e tornar pleno o Reino de Deus. Agora é a hora, que é chamada de última. Afirmar que estamos nos últimos tempos não significa que o fim do mundo será em 2012 ou nos próximos anos, mas de que estamos em uma realidade qualitativamente diferente. Agora é a hora do Reino.


E quando o Reino irrompe, tudo muda. Ao menos tudo deve mudar, pois há o risco de ficarmos indiferentes a Cristo e ao seu Reino. A chegada do Reino implica no convite para o seguimento: “Sigam-me e eu farei de vocês...” Hoje, cada um de nós, deve se colocar no mesmo lugar dos discípulos, acolhendo o convite de Jesus. É o tempo propício para que o Reino de Deus esteja bem próximo de cada um de nós, trazendo amor verdadeiro, ternura, misericórdia, beleza, bondade... A vida é linda, pois nela desabrocha o evangelho, a boa notícia. Hoje (não amanhã) Deus nos traz a boa notícia do Reino de Deus. E como seu convite tem atingido cada coração?


Pe. Roberto Nentwig
"Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força!"
(2Cor 12,9)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Conhecendo o Ano Litúrgico

ANO LITÚRGICO 2012

Apesar do ANO LITÚRGICO ser diferente do ano civil, que começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de Dezembro, parece que só nos lembramos dele quando começa o ano de fato. Até a festa da Epifania, que lembra a visita dos Reis Magos, ainda vivemos o clima do Natal. Este ano estaremos vivenciando o Ano B do calendário.

O Ano Litúrgico "B" é baseado no Evangelho de São Marcos. Ele tem Inicio no dia 27 de Novembro 2011, e vai até o dia 01 de Dezembro de 2012. Com o Ano Litúrgico, revivemos anualmente todo o Mistério da Salvação centrado em Jesus Cristo. Ano Litúrgico é, portanto, o Calendário Religioso da Igreja Católica. Lembra as datas dos acontecimentos da história da salvação.


O Ano Litúrgico na História


No início da Igreja Católica, todo domingo era dia de Páscoa. No século I a Páscoa começa a ser celebrada anualmente. No Século IV, além da vigília Pascal, é celebrado o tríduo do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado. O jejum de dois dias (Século III) passa a ser de uma semana, e depois, de 40 dias. Que passa a ser o tempo de preparação dos catecúmenos para o batismo, daí se vê que a quaresma tem uma origem catequética. Também é tempo de reconciliação e penitência. Disso restou o costume da imposição de cinzas na quarta-feira em que inicia a quaresma. Foram apresentadas as comemorações da ascensão e de pentecostes. Estava formado o ciclo pascal. Nessa época é definido no ocidente o dia do Natal. Essa data foi marcada em 25 de dezembro para substituir a festa pagã de adoração ao Sol. Estava se formando o ciclo de natal. Estes dois ciclos festivos são as colunas mestras do Ano Litúrgico.


Na idade média são introduzidas as seguintes festas dogmáticas: Santíssima Trindade (1000), Corpus Christi (1246), Sagrado Coração de Jesus (1756) e Cristo Rei (1925). Além disso, Maria e os santos também têm seu lugar na liturgia. Desde muito cedo os cristãos veneravam aqueles que pelo martírio haviam se tornado testemunhas de Cristo. Desde o Século II São Policarpo de Esmirna já era venerado na liturgia. Depois vieram os apóstolos e todos os que haviam sido perseguidos por falarem em nome de Jesus. Enfim, o centro e a fonte de todo o Ano Litúrgico é o mistério pascal de Jesus Cristo.


A – Ciclo do Natal


O Ciclo do Natal começa com o Advento, inclui o Natal propriamente dito, passa pela Epifania e termina  na festa do Batismo de Jesus, após o que será iniciado a primeira semana do tempo comum.

A1 - Advento


É o ponto de partida e de chegada do Ano Litúrgico. É o tempo de expectativa diante do Cristo que irá nascer. A espiritualidade está focalizada na Esperança e Purificação da Vida. O ensinamento da Igreja Católica está direcionado para o anúncio da vinda do Messias e lembra a espera da humanidade, escrava do pecado, pelo libertador. Por isso é tempo de penitência e conversão. A cor predominante é a Roxa mas recomenda-se a rósea no III domingo do advento. A cor rosada no altar, na mesa da palavra e nas vestes litúrgicas lembra-nos uma espera alegre, enche nossos corações de esperança e nos ajuda a distinguir do tempo quaresmal, marcado pelo roxo de penitência. São as quatro semanas que antecedem o Natal. O advento começa hoje, dia 27/11, onde é celebrado o primeiro Domingo do Advento, seguindo-se por quatro semanas até o dia 24/12, à tarde, a Vigília do Natal.


A2 - Natal


Lembra o nascimento de Jesus em Belém, em que celebramos a humanidade do nosso Deus e festejamos a Salvação que entra definitivamente em nossa história. Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo é comemorado no dia 25/12. A cor utilizada é a branca ou amarela. A festa do Natal começa com a vigília do Natal, no dia 24 de dezembro, e se prolonga até o dia 1 de janeiro.


A3 – Epifania


Celebrada no dia 08/01. É uma festa que lembra a manifestação de Jesus como Filho de Deus. Aqui aparecem os reis magos para mostrar que esta manifestação é a todas as nações da Terra. Além da solenidade da Epifania existem outras manifestações do Senhor celebradas no Ciclo de Natal, como, por exemplo, a festa da Apresentação do Senhor , no dia 02/02. É conhecida também como Festa de Nossa Senhora das Candeias . A cor predominante é também a branca.


B - Tempo Comum (1ª Parte)


O início do tempo comum acontece após o Batismo de Jesus e o término da comemoração ocorrerá na véspera da quarta-feira de cinzas. A espiritualidade visa a esperança e escuta da palavra e o ensinamento baseia-se no anúncio do Reino de Deus. A cor usual é verde.


C - Ciclo da Páscoa


A primeira parte do Ciclo da Páscoa começará pela Quaresma, cujo espiritualidade tem como foco a Penitência e Conversão . O ensinamento estará voltado para a Misericórdia de Deus. A segunda parte diz respeito à Páscoa propriamente dita. A Alegria de Cristo Ressuscitado constitui a espiritualidade da Páscoa. Tem-se como ensinamento a Ressurreição e vida eterna e a cor usada é a branca.


C1 – Quaresma


Começa com a quarta-feira de cinzas e se estende até o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. Sendo tempo de penitência e conversão, a Igreja se exercita de maneira especial no jejum, esmola e oração; nesse período omite-se o canto do glória na eucaristia. É a preparação para a Páscoa do Senhor. Os quarenta dias da quaresma lembram a caminhada de quarenta anos do povo de Deus no deserto. A cor usada é a Roxa; como no tempo do Natal, a cor rósea pode ser usada no quarto domingo da quaresma, representando tristeza. O ponto alto desse tempo é a Semana Santa.


C2 – Páscoa


Começa com a Ceia do Senhor na Quinta-feira Santa. Neste dia é celebrada a instituição da Eucaristia e do sacerdócio. A cor utilizada é a branca, que representa a ressurreição, vitória, pureza e alegria; é a cor dos batizados. Pela manhã, acontece a missa do crisma, que reúne todos os padres da (arqui)diocese em torno do bispo. Na sexta-feira Santa, celebra-se a paixão e a morte de Jesus sendo que a cor utilizada é a vermelha. É o único dia do ano que não tem missa. Acontece apenas uma Celebração da Palavra. No sábado acontece a solene Vigília Pascal. Este é o tríduo pascal que prepara o ponto máximo da páscoa: o domingo da ressurreição. A palavra páscoa significa passagem. Para nós, cristãos, é a passagem do pecado e da morte para a graça e para a vida. A Festa da Páscoa não se restringe ao Domingo da Ressurreição. Ela se estende até a Festa de Pentecostes.


Pentecostes


É celebrado 50 dias após a Páscoa. Jesus ressuscitado volta ao Pai e nos envia o Paráclito. É o Espírito Santo que anima a Igreja na caminhada em direção à casa do Pai. A cor utilizada é a vermelha que lembra o fogo do Espírito Santo. Ele nos dá força para testemunhar a verdade e nos socorre com seus dons.


D - Tempo Comum  (2ª Parte)


Na segunda-feira, após o Pentecostes, será iniciada segunda parte do Tempo Comum, cujo término só ocorrerá na véspera do primeiro domingo do Advento. A vivência do Reino de Deus é o tema da espiritualidade e o ensinamento esta voltado para a assertiva de que os cristãos são o sinal do Reino de Deus. A cor a ser utilizada será a verde.

Poesia e prece...


                            
                                   Prece...

Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte! O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu! Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também. Onde nada está tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o teu corpo.

Dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome. 

Torna-me puro como a água e alto como o céu. Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos. Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos e servir-te como a um pai.

Minha vida seja digna da tua presença. Meu corpo seja digno da terra, tua cama. Minha alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar. Torna-me grande como o Sol, para que eu te possa adorar em mim; e torna-me puro como a lua, para que eu te possa rezar em mim; e torna-me claro como o dia para que eu te possa ver sempre em mim e rezar-te e adorar-te. Senhor, protege-me e ampara-me. Dá-me que eu me sinta teu. 

Senhor, livra-me de mim. 

                                                                                                                                   (Fernando Pessoa)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Uma catequese orientada para o Mistério de Cristo


O DNC, Diretório Nacional de Catequese em seu primeiro capítulo, citando as conquistas e desafios do movimento catequético pós Concílio Vaticano II, traz, em seu item 14, os grandes desafios à tarefa de se realizar uma catequese verdadeiramente voltada para a iniciação à vida cristã. São listados quinze itens, todos de suma relevância, colocados ali para despertar a consciência do catequista no sentido de acordar para uma realidade que se faz urgente: devolver à catequese o verdadeiro sentido de complemento à Iniciação a vida Cristã que deveria ter começado com a família nos primeiros anos de vida da criança. Mas o que chama a atenção, num primeiro momento, é o desafio de “(...) passar de uma catequese só orientada para os sacramentos, para uma catequese que introduza ao mistério de Cristo e à vida eclesial” (item g, DNC 14). Este é, sem dúvida, um dos maiores desafios que a catequese apresenta hoje.
 
Percebe-se, nas comunidades, uma catequese longe da mistagogia catequética dos primeiros tempos da Igreja, distante da liturgia e, mais ainda, de introduzir o cristão a uma participação efetiva na comunidade/igreja. Ao longo do tempo, construiu-se a crença de que a família estaria fazendo o papel do primeiro anúncio de Cristo, do “querigma”, da conversão, enfim. O que se vê é que a família encontra-se frágil em suas crenças e na condução de uma educação cristã de seus filhos. Isso porque ela vem de uma catequese já totalmente voltada para os sacramentos, sem profundidade na fé. 

Hoje, a grande maioria das famílias cristãs, encontra-se despreparada para serem “os primeiros catequistas dos filhos”. O mundo secularizado, o apelo consumista e a urgência de se colocar num mercado de trabalho cada vez mais concorrido, tem feito pais e mães deixarem a religião de lado. Isso quando não os próprios filhos, que são educados hoje, muito mais pela TV e pela internet, do que por eles. Isso para não falar da educação nas “ruas”, nas gangues e “tribos”. 

Para vencer este desafio é necessário mudança de mentalidade e de postura. Não só de crianças e pais, como da própria mentalidade do catequista. Nosso catequista foi educado por uma catequese “sacramental”. Por mais que ele tente mudar sua postura, muitas vezes, vêem-se encontros de catequese por demais apegados à doutrina e aos costumes. Exige-se dos catequizandos o “decorar”: são orações, mandamentos, sacramentos, dons do Espírito Santo, enfim... Sem que eles, os catequizandos, realmente os tenham “de coração”. As crianças ao serem doutrinadas e não evangelizadas recebem a fé como mais um “conteúdo escolar” (vê-se pela dificuldade que eles têm em trocar o “professor (a)” pelo “catequista”). Outra coisa, os conteúdos da catequese não são “cobrados” em avaliação (nem deveriam sê-lo!), portanto, não são considerados importantes para fazer parte de uma bagagem de conhecimentos.  

Não se vive o “mistério da fé” na catequese. Acredita-se que toda a conversão ao mistério da morte e ressurreição de Cristo é uma coisa “implícita” na pessoa do catequizando, algo que vem de berço. É uma “obrigação” da família. E, sabemos hoje, que nada pode estar mais longe dessa realidade. A família encontra-se presa a conceitos “sacramentalizados” da catequese. A primeira comunhão e a crisma são obrigações “sociais”. Os pais colocam os filhos na catequese para “adquirir” o sacramento. Pura e simplesmente. Não raro, os adolescentes não vêem a hora de acabar a catequese e, portanto, a obrigação religiosa de se estar indo à igreja uma vez por semana. Nem falemos da missa dominical aqui. As coordenações de catequese, têm lançado mão de artifícios e mais artifícios para “levar” o catequizando á missa. Sem sucesso. A liturgia, o “celebrar” foi deixado de lado. Privilegiou-se, durante muito tempo, o “saber”, a mistagogia foi dissociada da catequese. Não há, na maioria dos corações que chamamos “cristãos”, a necessidade de celebrar o mistério pascal. A missa tornou-se somente uma repetição considerada sem necessidade pelo catequizando.


É preciso rever posturas e conceitos. É preciso “(...) assumir o processo catecumenal como modelo de toda a catequese e, consequentemente, intensificar o uso do Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA)” (outro desafio listado no DNC 14). O catequista precisa estar consciente de que mudanças começam, não por uma doutrina ou por um documento imposto pelas autoridades da igreja. Começa pela mudança do “ser” catequista. Começa talvez, pelo “primeiro anúncio” feito ao seu próprio coração. O catequista está realmente consciente de seu papel nessa mudança tão necessária de conceitos?

O trabalho é árduo e o caminho é longo. A Igreja tem delineado alguns “mapas”, como o RICA, o próprio DNC, o Documento de Aparecida e o Documento 97. Mas eles não são suficientes. Precisa-se do mapa do nosso “DNA” cristão. Saber como fomos “construídos”, como se deu a “nossa construção como catequistas”. Precisamos achar Jesus em nosso íntimo. Só assim saberemos, com nosso exemplo, levar outros, ao Cristo Jesus verdadeiramente assumido pelos primeiros discípulos.

Angela Rocha

sábado, 14 de janeiro de 2012

Homilia do domingo

2º. Domingo do Tempo Comum – B

Hoje as leituras nos trazem um contexto vocacional. Deus sempre toma a iniciativa e nos chama. Deseja nos comunicar o seu amor, a sua proposta, deseja que nossa vida seja marcada pela sua. O Senhor é insistente e mantém sempre vivo o seu convite, como o fez com Samuel. Como o coroinha de Eli, podemos também tardar em escutá-lo ou não compreender a sua voz, pois nem sempre é tão reconhecível como as mensagens que estamos acostumados: Deus fala de modo discreto, além da necessidade de abertura e discernimento para escutar a sua voz. Certamente o Senhor fala em nossa oração pessoal, pela Palavra proclamada; fala no silêncio de nosso coração ou por intermédio das pessoas; algumas vezes nos fala pelos acontecimentos, dá-nos sinais de sua presença e de seu amor que por vezes são simplesmente desconsiderados. Um dia o Senhor nos chamou. Continua nos chamando pelo nome: Roberto, Tereza, Pedro, Maria, Daniel... Qual é o seu convite? O que Ele deseja hoje de mim e de você? Qual é o tom de sua voz?

Do chamado ou do anúncio, como aconteceu aos apóstolos pela indicação de João Batista, nasce o encontro, como eles mesmos anunciaram: “Encontramos o Messias!” Quando o Senhor se manifesta a nós, deseja que o experimentemos. O primeiro passo não é um oráculo exotérico, uma teoria filosófica ou teológica. Ao se revelar, Deus mantém uma relação de afeto, pois nos ama e somos seus filhos. Por isso, encontrar o Senhor é uma experiência que atinge nosso coração, o interior de nossas decisões, transforma nossas vidas. Ou nossa vida cristã é fruto de um encontro pessoal com o Senhor, ou será um cristianismo de preceito, ou ainda o seguimento de normas e prescrições vazias e frias como as talhas de pedras dos judeus.

Os discípulos foram até Jesus para conhecê-lo, por mandato de João Batista, e tiveram uma grande surpresa. Desejavam saber onde morava o mestre e tiveram uma resposta convidativa: “Vinde e vede!” Então permaneceram e andaram com Ele, mas não chegaram a casa nenhuma, pois o Rabi é um peregrino. Aqui há uma implicação fundamental para nós cristãos: conhecer o Senhor significa sair, não ficar parado, movimentar-se, peregrinar ao lado do Mestre. Não o encontraremos em um lugar fixo, mas nas experiências do dia a dia. Apenas o encontraremos se sairmos do nosso comodismo, se formos capazes de arriscar.

Do chamado nasce uma resposta, como soaram as palavras de Samuel: “Fala que o teu servo escuta!” O seu convite procura tirar-nos do lugar onde estamos. Deus nos chama para uma vida nova, que implica em reconhecer que a vida é mais do que os nossos olhos vêem, uma vida de quem não é dono de si mesmo, mas pertence ao Senhor, como nos diz São Paulo (2ª. Leitura).

Depois do risco de sair para ver onde está o Senhor, podemos permanecer. É preciso interpretar este convite com cuidado. Não é uma contradição ao primeiro movimento, pois, de fato, sempre estaremos peregrinos, a caminho. Permanecer não significa a estabilidade passiva, mas sim que dentro do caminho da fé é preciso ser constante e demorado. Não conheceremos o Senhor de uma hora para outra, pois Ele é um mistério. Por isso, é preciso dedicar tempo, dedicar energia, demorar em sua presença.

A lógica bíblica é simples: do convite amoroso brota um encontro vivo; de um encontro vivo, uma reposta livre; de uma resposta livre, uma vida nova; de uma vida nova, uma missão. Neste domingo você é convidado a meditar sobre o seu encontro pessoal com Jesus Cristo e sobre suas implicações. É chamado a meditar sobre sua vocação como batizado (a) e sobre o modo específico de desempenhar sua vida cristã. É ainda impelido (a) a ser um anunciador do amor derramado em seu coração pela graça do Espírito Santo na força renovadora da Páscoa, como os discípulos que não deixaram a experiência trancada dentro deles mesmos.

Continuamos sempre um pouco curiosos, querendo saber onde ele mora. O Mestre continua a nos surpreender, mostrando-se dos modos mais inusitados. Seu convite ressoa pelos séculos e atinge os nossos corações: “Vinde e vede!” A resposta fica por sua conta.

Bom domingo!

Pe. Roberto Nentwig

"Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força!”
 (2Cor 12,9).

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Estou ficando velha!!!

DANIEL É O DA DIREITA...
Hoje, dia 13 de janeiro, é aniversário do meu filho mais velho. Daniel completa 25 anos. E já nas primeiras horas do dia, liguei pra ele desejando um feliz aniversário. Não é nada fácil para uma mãe ter um filho a mais de 350 km de distância. Mas é a vida e assim caminha a independência de cada indivíduo. Não dá pra viver com os pais para sempre... Até posso ouvir uma vozinha aqui no meu ouvido dizendo: “Desapega, filha!”.

Mas uma coisa que acho engraçado é que cada vez que nos falamos pelo telefone, escuto do meu filho as seguintes frases: “Você está bem?”, “Se cuidem, heim?”, “E a saúde? Como está?”. E o estranho é que estas falas são MINHAS! A mim, como mãe, foi dado o direito de me preocupar com meus filhos. Quando é que a coisa se inverteu? É muito estranho escutar isso. E o aniversário do meu filho se torna um pequeno “espinho” aqui em mim... Estou ficando velha!  Rsrsrrs...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Encontro Nacional da PASCOM - Julho/2012 - Aparecida -SP

E por falar em nossa amiga CLÁUDIA DE JESUS PINHEIRO, olha só onde ela vai estar em julho:


Mais informações no site da CNBB ou no blog:


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Novidades... Será?

Vocês acreditam que ainda tem essas coisas pra comprar?


Pois tem!! E com tecnologia moderna! O endereço da loja é:

http://www.eletroprinter.com.br/

Uma Pessoa Especial: CLÁUDIA PINHEIRO!

Posso dizer, com certeza, que fiz amizades muito preciosas aqui na internet. Principalmente quando se trata da catequese, que é uma missão que partilho com muita gente boa aqui no mundo virtual.

E um dos meus projetos no Blog Catequese e Bíblia da CNBB era mostrar o trabalho maravilhoso que alguns catequistas fazem usando esta ferramenta maravilhosa de comunicação. Infelizmente não tive tempo, antes que a comissão me dispensasse, de postar uma entrevista que fiz com uma pessoa absolutamente especial que é:

Claudia Pinheiro, do blog Catequesena Net

Ela é uma pessoa que não se cansa nunca de ser “gente boa”... rsrsrrs... Além do blog dela ser muito bom, ela ainda promove a união de vários catequistas blogueiros naquilo que chamamos de CatequistasUnidos. Sem contar que a Cláudia, Dinha pra mim, tem um experiência de vida e um testemunho dos mais tocantes quando se fala de Igreja e de pessoas que, apesar de tudo e de todos, não desistem nunca.

E a Claudia se tornou minha companheira num projeto que tenho muito carinho: a formação de catequistas via web. Nem imagino como ela me agüenta!

Mas vamos lá! Vamos à entrevista com a Cláudia:

CA (Catequista Amadora): Cláudia, como foi que você teve a idéia de montar um blog?E mais ainda, como foi que decidiu “unir” os catequistas blogueiros?

Cláudia: Na época dos planejamentos e organização das catequistas aqui na Paróquia eu decidi que em 20101, não “pegaria” uma turminha, me justifiquei dizendo que eu ajudaria criando atividades com temas dentro dos nossos planejamentos para ajudar as outras catequistas que sentem dificuldades (informática) para criarem suas próprias atividades.  Assim nasceu a idéia do blog para compartilhar as atividades, inicialmente com a minha própria paróquia. Mas com certeza esse já era um plano de Deus para a minha vida.  Minha primeira postagem foi no dia 13 de fevereiro de 2011 e já no dia 14 comecei a receber visitas e comentários de muitos lugares do Brasil e do Exterior também. Hoje o blog tem 283 seguidores e já contabiliza quase 270 mil visitas. A rápida quantidade de visitas diárias, além de me deixar muito contente, em um segundo momento me fez ter certeza de que Jesus estava usando meu blog... mas como???  E essa inquietação não me deixou sossegar até que no dia 03 de junho, quando visitei um blog de catequese, deixei um comentário e o catequista ficou tão contente com a minha visita, que quase me senti importante... rsrs. Então, imediatamente pensei na quantidade de visitas que recebia e senti o desejo de compartilhar essas visitas com os outros blogs dedicados à catequese em geral. Pensei que seria uma maneira de agradecer a Deus e de demonstrarmos união.  O objetivo do blog é atingir o maior número de pessoas sim, mas não por dinheiro e sim para divulgarmos Jesus.  E se tivermos vários blogs unidos com o mesmo objetivo o resultado será mais positivo.

CA (Catequista Amadora): E qual é a importância, para você, de um blog de catequistas?

Cláudia: Vejo o mundo virtual como o nosso mundo real, onde precisamos proclamar a Boa Nova.  Existe o lado bom e o lado ruim e a cada blog de catequista que surge, aumenta o lado bom... Aumentam as chances de pescarmos almas para Jesus.

CA (Catequista Amadora): Acha válido a publicação de roteiros e conteúdos apesar de sabermos como é importante que cada comunidade e grupo de catequistas façam seus planejamentos de encontros?

Cláudia: Acho muito importante a divulgação de todo o material que foi criado para a formação cristã.  Não tem sentido retermos material, como se fosse nosso.  Se sempre pedimos a Deus para que nos use, nos inspire, com certeza devemos publicar sim.

CA (Catequista Amadora): E como fica o planejamento em cada paróquia?

Cláudia:Penso que os planejamentos ficam a cargo de poucos ou até de apenas uma pessoa.  Isso não é o ideal.  Imagine a riqueza de um planejamento onde diversas catequistas levarão idéias de roteiros e experiências que funcionaram em outras paróquias?

CA (Catequista Amadora): Por que, em sua opinião, tantos catequistas buscam roteiros na internet?

Cláudia: Acho que é para fugir da mesmice. Procuramos roteiros na internet para enriquecermos o nosso próprio planejamento.

CA (Catequista Amadora): Quais são os maiores problemas para a criação de roteiros? Falta de formação, encontro de planejamento, itinerário?

Cláudia: Falta muita formação. Aqui todas as catequistas concordam com essa afirmação.  Não basta apenas ter boa vontade, precisamos de tempo também para que Deus nos capacite.  Criar esse tempo é essencial!

CA (Catequista Amadora): Imagino que seja por isso que entrou nessa de Formação via web... rsrrsr.

Cláudia: Eu amo novidades e desafios!!! E se ainda de quebra posso aprender ajudando na formação de outros catequistas, é maravilhoso! Não poderia ficar de fora!  Espero ainda atingirmos muitas pessoas!

CA (Catequista Amadora): Fale agora de você pra gente (Nossa! Essa deveria ter sido a primeira pergunta... rsrs), suas experiências e expectativas...

Cláudia: Além de tudo, eu tenho o desejo de conseguir unir e divulgar muitos mais Catequistas Unidos.
E quem sou eu?  Que coisa mais difícil achar as palavras para começar. Sou uma mulher que nasceu em 1968.  Fui batizada e criada na igreja católica no Rio de Janeiro, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Marechal Hermes. Herdei a fé de meus pais, graças a Deus!  Meus pais nunca se envolveram em pastorais, cursos na Igreja, mas sempre ajudavam as pessoas que podiam. Exemplos sempre falam mais do que as palavras e isso eu e meu irmão (mais velho que eu, quatro anos) sempre tivemos.
Os anos passaram e assim que entrei na fase adulta, comecei a trabalhar, afastei-me da Igreja, conheci um rapaz e me casei.  Tive um casal de filhos:  A Giulia e o Giovanne. Lindos!!!
Fiquei casada durante sete anos. Quando meu caçula ia completar dois aninhos a separação foi inevitável e como conseqüência veio o divórcio.  Morei uns anos sozinha com meus filhotes no bairro Sulacap/RJ.  Depois conheci o Marco, homem bom que sempre me valoriza e me ajuda.  Eu o amo muito e agradeço a Deus por ter ele na minha vida.  Passei então a fazer parte de um “casal de segunda união”. 
No ano de 2006, sentindo um chamado de Deus, larguei tudo no Rio e me mudei para o interior.  Aqui em Bom Jesus do Itabapoana/RJ, aconteceu minha conversão. Apaixonei pelo Deus que sempre amei. Comecei a me envolver nas atividades paroquiais, fui convidada pelo Pároco a ser coordenadora da Pastoral da Misericórdia (Casais da Segunda União)  e  também fui convidada a ser catequista.  E hoje, ser catequista é tudo para mim. É a misericórdia de Deus na minha vida.
Ser divorciada é uma ferida aberta na alma. Ser um casal de “Segunda União”, não é fácil. Mas um dia um padre falou que devemos ser “ramos verdes dentro da Igreja”, pois Deus, em primeiro lugar, veio salvar a todos, Ele nos quer salvos. Os casais de segunda união podem e devem estar inseridos e participantes na Igreja. Alguns podem pensar que é um contra-testemunho eu preparar crianças para receber a Eucaristia se eu mesma não comungar.
Não comungo? Comungo sim! Não comungo sacramentalmente, indo lá na fila e recebendo Jesus das mãos do Padre ou dos Ministros da Eucaristia. Comungo fazendo minha Comunhão Espiritual, clamando a Jesus que venha ao meu coração, que me inunde e que transborde de meu coração a todos que encontrarem comigo e em tudo que eu faço. E querem saber? É uma coisa linda. É uma experiência tão rica, mas tão rica, que eu sempre peço a Jesus que vá também aos corações de todos que O estão recebendo sacramentalmente.
E é esse sentimento e ensinamento que passo para as crianças que Jesus me confia.  Passo para elas a experiência maravilhosa  e inexplicável que é receber Jesus, deixar que Ele “se misture” a você! É isso, estes são meus 43 anos bem vividos! Agora que me conhecem, espero continuar contando com sua amizade e oração!
E Ângela, minha querida catequista que, de amadora não tem nada, agradeço a Deus pelo dom da sua vida, pela alegria de conceder uma entrevista...rs. E que Deus abençoe e frutifique cada vez mais nossos ministérios.

Paz de Cristo!
Cláudia Pinheiro


Confiram sempre o Blog da Cláudia e os blogs dos Catequistas Unidos!