quarta-feira, 30 de novembro de 2011

É tudo culpa do Papai-Noel...


Perceberam o quanto nós lutamos contra moinhos de vento em nossa Igreja? De vez em quando se levantam bandeiras de causas totalmente inócuas. É o caso do dia das bruxas, é o coelhinho da páscoa e muitas outras coisas. Nessa época a luta tem sido contra o pobre do Papai Noel. Aquele velhinho sorridente de longas barbas brancas e roupa vermelha, símbolo de esperança que povoa o imaginário de muitas crianças. Resolvemos colocar toda a culpa da nossa incompetência, em evangelizar e tocar corações, nas costas do bom velhinho.

Temos dito que ele é o símbolo do consumismo e não significa o Natal. Concordo. Afinal, São Nicolau, ao iniciar a tradição, apenas queria trazer alegria às crianças pobres no natal. Jamais imaginou que a Coca-cola ia dar-lhe uma roupa vermelha e que sua figura ia ser transformada em tamanho ícone do capitalismo. Mas o fato é que temos dado a ele um fardo grande demais para carregar. Tá certo que ele já carrega um saco a altura de tamanha amolação, mas... Haja saco!

Pouco, na verdade, nos esforçamos para transformar o Menino Jesus em símbolo do Natal. O menino na manjedoura como símbolo de esperança e salvação, não nos lembra o Jesus adulto que carregou no pó das suas sandálias tantos discípulos. Cristo adulto é para nós modelo e mensagem. Do Cristo menino, pouco sabemos. Lembramos dele no natal e só.

A ternura do menino nascido num estábulo, não lembra às crianças, aquilo que elas vão necessitar por toda a sua vida adulta: fé. Porque quando criança, precisamos de coisas palpáveis que façam parte do nosso mundo. Brinquedos, por exemplo. Talvez seja isso que faça com que a maioria das crianças, confie bem mais no velhinho que atravessa os céus em um trenó movido a renas, cheio de presentes. É de praxe. Copiamos e vivemos muitos modelos americanos. E também, é bem mais fácil para as crianças confiar num adulto, que lembra o vovô, do que num pobre menino que nasceu num berço de palha.

Mas, independente de ícones e símbolos, o significado do Natal está arraigado, de alguma maneira, em cada um de nós. É uma época mágica. De luzes, enfeites, presentes, encontros. É uma época em que um pouco daquela bondade escondida em nós, vem à tona. Sim, deveríamos transportar estes sentimentos de fraternidade e perdão, para o resto do ano, mas temos falhado nisso, de modo fragrante.

Fato é, que todos nós, temos lembranças de natais passados e dos natais da nossa infância. Maravilhosos ou não, trazem ao nosso coração aquela doce nostalgia de uma época em que ainda tínhamos a inocência de acreditar em Papai Noel, onde havia esperança, muito mais que de presente, de encontro, de abraço, de rever parentes, de festa. Claro que hoje a mídia e o comércio deram ao natal uma roupagem por demais materialista. Nossas crianças não se contentam mais com simples bonecas e carrinhos. Computadores e jogos, videogames de décima, vigésima... geração, Ipods, Tablets, celulares cibernéticos, Barbies que cantam, dançam e, se duvidar, expressam sua opinião; estão mais ao gosto delas. São os novos tempos. E lutar contra o futuro, é fazer como Dom Quixote, lutar contra moinhos de vento imaginando que são dragões.

Definitivamente, Papai Noel existe. E está aí, estampado em outdoors e decorando as vitrines de todas as lojas, para quem quiser ver.  Então, ao invés de lutarmos contra ele, porque é que não gastamos nossas energias na Novena de Natal, ou numa campanha de alimento e presentes? Porque não temos catequese no Natal? Porque numa época tão maravilhosa e cheia de significado religioso, damos férias a nossas crianças? Deve ser porque precisamos de tempo para percorrer todas as lojas, tão lindamente enfeitadas com a imagem do Papai Noel...

Angela Rocha

Um pouco decepcionada...

Sabem por que ando meio quieta ultimamente?

Um pouco é por falta de tempo... O outro “muito” é porque ando decepcionada...
Andei empregando meu tempo em coisas que não trouxeram muito resultado...

E é difícil lidar com a decepção. Na verdade é... frustrante, triste e... “esmagador”! Mas eu já tive decepções antes. Até aí, nada de novo. As pessoas costumam me decepcionar com freqüência. E nem por isso eu perco a minha fé na humanidade. “O homem é capaz de Deus...”. Incrível, mas eu ainda acredito nisso!  Mas, às vezes, essa crença é colocada a provas dificílimas! Como é o caso das minhas tentativas de dar “formação” aos catequistas.

Sou catequista só há seis anos. E podem até dizer que nem tenho experiência bastante para dar qualquer palpite sobre o que quer que seja, haja vista que tem gente com mais de 30 anos que não se atreve a dizer o que quer que seja. Mas acredito que, por tudo que sei e aprendi neste pouco tempo, posso dar uns “pitacos” de vez em quando...

Enfim, quando comecei na catequese percebi, quase que imediatamente, que não sabia absolutamente NADA! Que não tinha preparo pedagógico para “conduzir” ninguém. Que não tinha conhecimento da Doutrina, do Magistério e nem de Bíblia para ensinar ninguém. Só tinha comigo fé em Deus e minha crença no projeto de Jesus Cristo para os homens. E também, claro, o Espírito Santo, que nos dá a coragem para enfrentar todos os desafios. Mas, sinceramente, nenhum dos entes da Trindade pode fazer o conhecimento de todas essas coisas, entrarem na cabeça da gente por “encanto”. Não se aprende por “osmose”. Você não se “mistura” ao que está escrito num livro só por segurá-lo. É preciso lê-lo! E nem tampouco, pelo método da “tentativa e erro”.

E por acreditar nisso sempre me dispus a “aprender”. E não tenho feito outra coisa nestes últimos seis anos. E neste caminho de aprendizado fiz todas as formações que pude, assisti a todas as palestras e fui a todos os encontros que estavam ao meu alcance. Sem falar no quanto li e pesquisei na internet. E não acho que perdi tempo nisso ou deixei de dedicar um minuto que fosse aos outros afazeres da minha vida. Minha família nunca se sentiu “roubada” de mim pela minha dedicação à catequese. Tudo é uma questão de “organização”. Todos os momentos da nossa vida são preciosos e se soubermos organizá-los, sobra tempo para tudo. Inclusive para uma boa leitura. E depois que “aprendi” o suficiente e vi as dificuldades que os catequistas enfrentam, me dispus a “ensinar”. Por isso investi numa pós-graduação em catequética e passei a me “formar” para poder “formar”. E nem por isso me considero “preparada”! Há muito ainda para ler, aprender e vivenciar.

E a minha grande decepção com os catequistas de maneira geral é que parece que a maioria não quer “saber” nada! É visível que a maioria não consegue freqüentar as formações oferecidas pelas paróquias e que as paróquias têm dificuldades em oferecê-las. Mesmo as noites ou finais de semana, nunca se mostraram, seguramente, um tempo que pudesse ser “aproveitado” para formações. Sempre há alguma coisa: escola, faculdade, namorado, marido, filhos, casa... E por falta de “quorum”, os párocos não investem muito nisso. Sabem o que penso disso? Um incrível e inadmissível falta de organização! Mas vamos resolver isso...

E descobri a “pólvora” novamente! Pensei em lançar formações via internet. Claro! Pode-se disponibilizar conteúdo e o catequista pode ler quando puder, pode fazer as atividades em seus momentos raros de ociosidade. E não precisa ficar longe de casa nem da família. E também não tem ônus nenhum, não custa nada! Quase todo mundo tem acesso á internet hoje em dia.

Então encontrei eco dos meus sonhos em outra sonhadora e montamos nosso grupo de estudo. Tivemos mais de 150 inscritos na primeira formação. Maravilha! Só que... Descobri que catequistas NUNCA tem momentos de ociosidade. Cada minuto do seu dia já está ocupado com alguma coisa. Nem me atrevo a adivinhar como ele encontra tempo para “ser” catequista...

E lá pelo meio do primeiro mês começaram as desistências, alguns tiveram a gentileza de nos comunicar, outros nem isso. No final, 20% dos inscritos terminaram a primeira parte do estudo no prazo. E sinceramente, nem sei quantos destes chegarão ao término da segunda parte! Nem as formações paroquiais, que são presenciais, têm tão baixo índice de perseverança.

E também não passou pela cabeça de nenhum dos catequistas que nos abandonou no meio do caminho, o trabalho que isso deu pra gente. Montar um grupo, cadastrar cada um dos e-mails, responder a cada uma das mensagens enviadas, resumir o material, estudar para se aprofundar-se no assunto e assim, poder fazer uma boa assessoria... Não. Acho que não está no perfil de muitos “catequistas” as palavras “respeito” e “valorização”. Estou começando a dar razão aos párocos por não oferecer muita formação...

E cheguei à conclusão de que o problema não é o tempo...

Formação via web: fracasso quase total!

Seria uma questão de “nível”? Não. Li recentemente um texto de Pe. Zezinho que me provou que não é bem esta a questão. O conteúdo da formação é matéria que todo catequista deve conhecer. Fui muito exigente? Absolutamente! É inadmissível que catequistas não consigam ler um texto e interpretar. Como lêem as Escrituras? Como interpretam e ajudam os catequizandos a interpretar? Como falam da Igreja Católica sem conhecê-la?

Bom, entre acreditar que esta é uma das causas de tanta “evasão” em nossa Igreja, prefiro pensar que a é culpa destes novos tempos. Nossos catequistas estão muito bem formados ou, então, não precisam mesmo de formação. No final, o Espírito Santo deve acabar dando jeito nisso.

Em tempo: Não desisti não! Estou aqui tentando... ainda. Em janeiro, Módulo III dos “Documentos eclesiais e a catequese”. Aos meus perseverantes alunos, muito obrigado por me acompanharem nesta jornada. Claudinha, força aí! Não me abandone!

Ângela Rocha

sábado, 26 de novembro de 2011

Manjedoura...


Natal é
Festa da simplicidade
das crianças, dos anjos,
dos velhos. É festa de todos os
homens! Tudo o que Jesus fez na
terra, foi para nos dar  o exemplo, se
nasceu numa manjedoura, foi para nos
ensinar que a simplicidade faz parte do nosso
caminho. Se recebeu ouro, foi para que saibamos
que existem Tesouros valiosos que nos pertencem de
direito: a amizade e o amor. Se recebeu incenso e mirra,
foi para nos mostrar que a vida também tem seu perfume,
mesmo quando estamos fechados a tudo ao nosso redor. Se
Deus nos permite festejar o aniversário de Cristo, isso também é
Por nós, não por ele, pois é o período onde as pessoas se esquecem
um pouquinho de si mesmas para pensarem nos outros. Natal é festa do
amor, do amor de deus ao mundo, do amor dos homens com o próximo. E
só para lembrar: comer é bom, cantar é bom, dar e receber presentes é bom... mas Jesus é o único caminho que conduz  ao Pai e a oração é a única coisa que nos 
aproxima e nos 
torna acessíveis a Deus.

Crisliana – Salto Grande SP


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Movimento Gota d'Água


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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Sugestões natalinas para a Catequese


Encontre tempo para recordar e contar a história do Menino-Deus que veio viver a nossa vida e a nossa história. Recorde Natais passados e escreva também. Visite ou presenteie, se puder. Nesse tempo tão especial, muita gente espera e merece ser lembrada. Visite as famílias de seus catequizandos. São muitas as atividades envolvendo momentos de espiritualidade, confraternização e ações solidárias, desenvolvidas em famílias, escolas, na catequese e em outras instituições, para celebrar o aniversário de Jesus. Participe da forma como puder!

Algumas sugestões:

- A preparação de enxoval para gestantes é um gesto concreto, as pessoas contempladas são mães que necessitam de nossa colaboração na chegada de seu bebê. Ou então a montagem de cestas básicas para famílias carentes. A paróquia sempre tem iniciativas nesse sentido. Por que não montar uma com sua turminha de catequese?

- A confecção de enfeites para a árvore de Natal reforça nos catequizandos o sentido de pertença à comunidade. No início do Advento, fazer com que cada turma tenha o seu momento de celebração, junto à árvore que completa o cenário do presépio. Entre cantos e preces, cada um coloca o seu enfeite na árvore. Interessante o que acontece a partir desse momento: As crianças insistem para que os pais e familiares vejam o enfeite que fez e colocou na árvore.

- Durante a novena celebrada na paróquia, contemplar um dos personagens do presépio. A reflexão inclui a entrada solene das imagens e perguntas referentes ao personagem do dia. Propor uma virtude a ser praticada; pois, Natal é tempo de rever a vida e torná-la cada vez mais de acordo com os ensinamentos de Jesus.

- Sendo o Natal festa da família e de muita luz, sugerir o tema LUZ para a celebração do Advento e Natal. "Aquela" estrela que conduziu os magos até Jesus, deve conduzir, através de dinâmica, cada catequizando com a sua família, para o presépio, montado em local estratégico.

- Que tal convidar as crianças a partir o seu natal indo com os pais a agência dos Correios e escolher uma das cartinhas de crianças pobres e ser o Papai ou Mamãe-Noel delas? É só entregar um presente numa agência do Correio, até dia 20 de dezembro, que ele se encarregará de fazer a entrega.

- Bem próximo ao natal, em uma celebração, proporcionar à comunidade uma encenação viva do presépio contando com a participação das crianças.

Visite as Páginas Natalinas no portal Apóstolas: http://www.apostolas-pr.org.br

Só o amor constrói pontes indestrutíveis...



terça-feira, 22 de novembro de 2011

Paradoxo...

Quem tem TV por assinatura já deve ter ouvido falar num seriado da Fox chamado Terra Nova. É uma história de ficção científica que se passa no ano de 2149. A Terra se encontra devastada e a maioria dos animais e plantas estão extintos. Então os cientistas desenvolvem um portal do tempo onde é possível voltar aos tempos pré-históricos e tentar mudar o destino do planeta. E algumas pessoas se mudam pra lá. O que acontece no decorrer da história é que eles descobrem que estão num paradoxo, ou seja, aquilo que estão fazendo lá para a preservação das espécies, não está mudando o que eles vivem no futuro. Isso é um paradoxo. Porque não se muda o passado simplesmente porque... É PASSADO! Se fosse mutável não seria “passado”. Complicado, né?

E por que eu estou falando disto? Porque às vezes sento em frente ao meu computador e me sinto na Terra Nova. Tento mudar as coisas pensando em não ver mais os catequistas se debatendo com coisas aparentemente tão claras. Mas vejo que para mudar o futuro eu teria que voltar no tempo... Ou então, sair dando “paulada” na cabeça de algumas pessoas e obrigá-las a mudar nem que seja “na marra”!

Falo isso porque às vezes escrevo algumas coisas que, pra mim, não são nada complexas e perfeitamente claras. No entanto, são encaradas por alguns leitores como uma “ofensa” ou como motivo de se armar uma “defesa” bem ao estilo de um “julgamento final”.

Outro dia fiz uma afirmação de que a “catequese” é incompetente e tem preguiça. Veja bem: a “catequese”. Não disse que os “catequistas” são preguiçosos e incompetentes. Por “catequese” eu entendo toda a estrutura onde se firma o serviço pastoral que atende crianças, jovens e adultos no “processo de educação da fé” (CR 318). Isso implica muito mais que somente o catequista que trabalha os encontros semanais. Diz respeito às coordenações em todas as esferas: paroquial, diocesana, regional; e também às diretrizes norteadoras do processo pedagógico da fé. Aliás, o catequista é “formado” dentro desta estrutura organizada (tenho algumas restrições também, quanto ao uso desta palavra aí). Por mais que ele, o catequista, não tenha culpa direta pelos problemas enfrentados pela pastoral, indiretamente ele é um pouco conivente com esta estrutura “paralisada” no tempo, que a gente vê hoje.

Mas até serei justa e farei uma retratação. Preguiça é um tanto forte, mesmo porque, é um pecado, inadequado à catequese, que tem se esforçado até demais para fazer acontecer o Reino aqui na terra. Vou trocar por comodismo.

E a ferida que cutuquei ao fazer esta afirmação foi o fato de que a catequese não acompanha os tempos chamados “fortes” da liturgia, ou seja, Advento e Quaresma. Pelo simples fato de que é época de férias das crianças e jovens. E, também, dos catequistas, claro. Isso porque nossa catequese, “que não é aula”, acompanha o calendário escolar. Veja que aí também não critiquei o fato de se tirar “férias” e sim, quando essas “férias” são concedidas. E férias dos “encontros” é uma coisa. Férias da Igreja é outra. Deus existe nos 365 dias no ano e não em 28 ou 30.

A catequese de Iniciação á Vida Cristã com inspiração Catecumenal preconiza mudanças nesse sentido. O primeiro passo é, não só acompanhar o Ano Litúrgico, como também fazer “casamento” com a Liturgia. Como fazer isso sem “reviver” o nascimento, a morte e a ressurreição daquele que é o Ícone da nossa Igreja? Como fazer isso se as crianças ficam três meses só com o “ensinamento” dos pais e sem a catequese formal? Mas vemos que os pais não têm esse preparo. Já que o “problema” é dos pais, eles deveriam, no mínimo, receber uma “catequese” pra isso.

Ué? Por que? Eles não frequentaram a catequese?

Por incrível que pareça, nem todos! E os que freqüentaram fizeram uma catequese como essa nossa de hoje (senão pior), que não tem levado o catequizando a uma “permanência” na Igreja e muito menos a uma vivência de fé verdadeira. E isso faz vinte ou trinta anos. Pouquíssimo tempo se considerarmos o ritmo de mudanças desta nossa Igreja milenar. Mudou pouca coisa nos conceitos. Nas estruturas, menos ainda.

E com isso vamos sofrendo. Nossa catequese não tem dado os frutos esperados. Sabemos quais são os problemas. Vamos lá! Vamos citá-los, nós já sabemos de “trás pra diante” até: crianças desinteressadas; pais que não participam; famílias desestruturadas; sacramentalização; falta de preparo dos catequistas; clericalismo; desapego da liturgia; estruturas arcaicas... Só para citar algumas.

E porque sofremos e padecemos se sabemos exatamente onde está a causa do mal? É “confortável” sofrer? Será que se “sofre” mesmo?

Fato é que estou ficando totalmente conformada. Pela Cruz, a morte é vida, a derrota é triunfo, o túmulo é glória. Nada mais paradoxal do que esta afirmação. Então, porque é que estou reclamando da conduta de alguns cristãos que buscam o sofrimento por excelência? Parece que a glória é o padecer.

Mas fico aqui pensando se Cristo realmente nos pediu para imitá-lo no sofrimento ou nas ações. Sempre acreditei que Ele nos pediu para segui-lo na busca de um mundo melhor e não que todos nós fossemos pregados numa cruz para padecer das mesmas dores. Nem acredito que vamos salvar a humanidade nos imolando e esperando “ressuscitar ao terceiro dia”. Este não é nosso papel. Cristo já fez isso pela humanidade. Agora precisamos fazer valer todo o sacrifício e a dor que ele sofreu. Vamos agir em prol do Reino!

Nada de férias! Rsrsrrsrs...

Ângela Rocha
Catequista Amadora


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Comentários...

Olá queridos amigos!

Algumas pessoas reclamaram comigo que não estavam conseguindo postar comentários no blog.
Pois agora podem fazê-lo, mesmo aqueles que não tem conta no Google. Se ainda não conseguirem, podem fazê-lo na opção anônimo e colocar seu nome na própria mensagem.

domingo, 20 de novembro de 2011

E estamos de férias na catequese!


Hoje é um dia especial: Domingo do Cristo Rei, fechamento do ano litúrgico. E não há, quase, presença de catequizandos na missa. Isso porque a catequese já decretou “férias”. E quem tinha que receber os sacramentos, já recebeu.

Não consegui nem tirar minha filha da cama. Eita Mãe incompetente! “Ah Mãe! A catequese já acabou”. E assim é com muitos pais. Já é um tanto difícil levar os filhos à missa normalmente, que dirá quando a catequese já promoveu as festinhas de despedida e os catequistas já deram “adeus” às turmas até o próximo ano.

E a partir do próximo domingo viveremos um dos tempos mais fortes da liturgia: o Advento. E onde estarão nossas crianças? De férias, é claro! E é possível que só voltem a “viver” Igreja somente lá pelo meio da quaresma. Fico pensando como explicar ou justificar esta “organização” da catequese. O fato é que nem é preciso. Ninguém estranha. Afinal a catequese sempre foi dissociada da Liturgia. O ano litúrgico é apenas “ponto” do conteúdo programático da catequese. As crianças e jovens aprendem o que é, e quais os tempos, mas viver na prática é outra história... Exigiria muito mais que a preguiça e a incompetência de nossa catequese.

Estou sendo dura eu sei, mas explico. É extremamente difícil aos catequistas estender a catequese do ano para algo mais além daqueles 28 ou 30 encontros anuais. É de praxe que se tenha pelo menos três meses de parada no final do ano, coisa que nem a escola formal faz mais, e mais um mês no meio do ano. Não, não dá pra dedicar mais que oito meses a missão. É demais! Isto é pura PREGUIÇA!

E também, como explicar aos pais que não se tira férias de Deus? Difícil. Aí a gente se agarra aquelas velhas desculpas: de que as crianças precisam descansar. Descansar do que? De ir à Igreja durante uma hora uma vez por semana? De que os pais são contra. Como? Eles também deixam de ir a Igreja nas férias? De que as famílias viajam nas férias. Sinceramente, por mais ricos que sejam, duvido que uma família fique viajando de férias durante três meses. Muito menos as crianças fiquem três meses na casa dos avós! São caso raros. Ah, poderíamos sim, se quiséssemos de verdade, viver o Domingo do Cristo Rei e o Advento na catequese. Falta COMPETÊNCIA para isso.

Agora, estranho mesmo, é perceber nas paróquias onde se vive a catequese em estilo catecumenal, que isto também não mudou! Sim. Isto mesmo. Em muitas dioceses já se vive uma catequese orientada pelo calendário litúrgico. É o caso da comunidade onde vivo. O início da catequese se dá no mês de maio quase próximo ao Pentecostes. E, teoricamente, acaba depois da Quaresma, no tempo pascal ainda. Mas isso é teoricamente. Os pais, acredito, nem sabem disso. É complicado demais explicar a eles. Isto porque, os pais viveram, também, uma catequese onde o ano litúrgico era só teoria!

Fico aqui pensando onde e quando se viverá, neste novo estilo de catequese, o tempo da Iluminação e Purificação. Porque eles são vividos nos domingos da Quaresma e tem seu ápice na Semana Santa. Outro período de “folga” da catequese. Será que a catequese vai criar sua própria “Semana Santa” em outra data?

sábado, 19 de novembro de 2011

ENCONTROS CATEQUÉTICOS DA CF 2012


Olá queridos amigos catequistas!

Uma novidade:

SAIU O LIVRINHO COM OS SUBSÍDIOS CATEQUÉTICOS DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2012!



Motivo da minha alegria?
Primeiro, claro, que os roteiros ajudam a gente a divulgar a CF 2012 que é sobre Fraternidade e Saúde Pública, “Que a saúde se difunda sobre a terra” (Eclo 38,8), é o lema.

Depois que sou CO-AUTORA da coisa toda!!

Em julho passado, eu e minha amiga querida Helena Okano, passamos mais de um mês trabalhando na construção dos roteiros... Um presente que nos foi dado pela Ir. Zélia Batista, então assessora de catequese da CNBB.

Nem posso dizer da minha alegria ao ver o livrinho dos encontros publicado! Deu um trabalho danado pra gente construir dinâmicas e brincadeiras em cima de um tema tão pesado como é a “doença”. Mas acho que conseguimos dar leveza a um assunto tão importante como é a saúde em nosso país. Aliás, aconselho vocês a lerem o Texto base da Campanha onde nos baseamos para construir os encontros.

Por favor, comprem o livrinho! Custa só R$ 1,30 e tem em todas as livrarias católicas. Prestigiem essas catequistas amadas aqui de Londrina!

Ah... e não esqueçam de dizer o que acharam!

Só para dar uma “palhinha”, aí vai a introdução do livrinho:

Introdução

A Pastoral Catequética, ligada a crianças e jovens, exerce um papel fundamental de educação e informação com vistas a um futuro digno para todas as pessoas. Assim pensando, a Comissão Episcopal de Animação Bíblico-Catequética apresenta os subsídios catequéticos que norteiam a Campanha da Fraternidade de 2012 que tem como tema “Fraternidade e a Saúde Pública”. 
Cinco encontros foram pensados a partir da reflexão feita pelo Texto Base da CF sobre a temática da saúde, sem, no entanto, deixar de lado os aspectos de um aprendizado lúdico aos catequizandos. Cabe, é claro, a cada catequista, adaptá-los a idade de seus catequizandos, ao tempo disponível, enfatizando aquilo que é realidade de sua comunidade.
No primeiro encontro, fazemos uma reflexão sobre a Dignidade Humana e a Cidadania à luz da criação do homem como filho de Deus e, portanto, digno de respeito. Na sequência refletimos sobre a Promoção da Saúde. Em continuidade ao assunto, no encontro seguinte enfocamos os Desafios da Saúde no Brasil. No quarto encontro, refletimos que a saúde e a Salvação estão em nossas mãos.
Como quinto encontro, contextualizado na passagem bíblica da parábola do Bom Samaritano, é proposta uma celebração pelo método da Leitura Orante da Bíblia, processo cada vez mais necessário à compreensão e à vivência da Palavra de Deus, conforme clama a nossa Igreja. 
Esperamos que estes subsídios catequéticos, fundamentados nos objetivos da CF 2012, ajudem os catequistas na promoção de uma catequese fundamentada no projeto de Deus de uma vida melhor para seus filhos e de uma sociedade justa, igualitária e solidária.
Que a Saúde se difunda sobre a terra!



Ângela Rocha
Helena Okano

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O QUE É O PROJETO LECTIONAUTAS



“Lectionautas ...
Amigo, neste site, convidamos você a navegar nas águas profundas da Palavra de Deus. Este será um caminho de liberdade e de luz para descobrir novos horizontes. A Bíblia é a bússola para nos mostrar o caminho. De agora em diante você será um LECTIONAUTA, ou seja, um navegador no grande e fascinante oceano da Palavra de Deus, um buscador sedento da verdade. Aos poucos você vai descobrir essa verdade em um Rosto, verá como sua presença te completa e aprenderá a ajustar o seu estilo de vida para a única fonte de formação que é capaz de responder com sabedoria as dúvidas existenciais de hoje.  Jesus chama a maior riqueza que você possui: sua juventude.Ele quer preenchê-lo com alegria e esperança verdadeira de discrição e discernimento em suas decisões. Ele não viola os seus sonhos e desejos, pelo contrário, convida-o a voar mais alto. Ele respeita a sua privacidade e irá aceitar a batida de festa de seu coração.  Bem-vindo, então, a esta maravilhosa aventura de ser um discípulo (a) e missionário (a) de Jesus. Esta é a sua chance de provar a si mesmo e mostrar ao mundo que navegar na Palavra e aprender com ela, também é para jovens.”

 Esta é a mensagem de boas-vindas do site Lectionautas.com, que nasceu de um projeto conjunto do CEBIPAL/CELAM e da Sociedades Bíblicas Unidas (SBU) *, cujo objetivo é fazer uma Igreja Missionária para todo o continente. Os destinatários do projeto são os jovens da Igreja Católica na América Latina e Caribe. O programa oferece aos internautas itinerários e instrumentos para capacitá-los a serem discípulos missionários, mediante a escuta e anúncio da Palavra de Deus com o método da Lectio Divina, adaptada à linguagem jovem.

O projeto consiste num portal: www.lectionautas.com . O site oferece links e várias ferramentas, mas o forte é o da LEITURA ORANTE DOMINICAL (Programa da Lectio Divina) para jovens a partir das leituras dominicais, especialmente do evangelho; com texto e áudio (nas línguas: espanhol, inglês, português e italiano).

Desse portal se beneficiam, semanalmente, cerca de 300 mil jovens internautas que não se envolvem necessariamente no cotidiano com a Palavra de Deus. Outro grupo são jovens comprometidos e militantes com o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo da Igreja Católica que são capacitados para disseminar o método. Desses, cerca de 20 mil jovens já foram inscritos e passam por capacitação (presencial).

O projeto é financiado pelas Sociedades Bíblicas Unidas e atualmente, 19 países usam o programa da LEITURA ORANTE DOMINICAL oferecido pelo Projeto LECTIONAUTAS (Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Costa Rica, Panamá, El Salvador, Nicarágua, Honduras, Guatemala, Porto Rico, República Dominicana, México, Haiti). Além do Portal, há também um Manual do Programa LECTIO DIVINA PARA JOVENS, produzido conjuntamente pelas SBU e CEBIPAL. E já existe também um projeto para crianças: www.discipulitos.com, que é um programa que oferece ferramentas para trabalhar com crianças levando-as pelo processo de discipulado à missão desde pequenas, entendendo que elas também são Igreja.

Leitura Orante e Lectio Divina

 A Leitura Orante da Bíblia, ou Lectio Divina, é tão antiga quanto o cristianismo. Surgiu no século XIII com o monge Guigo, e seus quatro passos são preservados até hoje: leitura, oração, meditação e contemplação. A Leitura tem por objetivo ajudar a pessoa a realizar e viver o seu encontro pessoal com Jesus Cristo a partir desses passos.

Em 2007, pela primeira vez, um documento oficial do magistério da Igreja Latino Americana reconheceu o método sistematizado da Leitura Orante da Bíblia. De acordo com o Documento de Aparecida, a Lectio Divina é um “novo modo de formar discípulos e missionários de Jesus”. O método ficou muito tempo restrito aos mosteiros e hoje, com o avanço da internet, tem ganhado notoriedade e espaço junto aos jovens.

Lectionautas Brasil


Em abril de 2011 foi lançado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), o site do Projeto Lectionautas Brasil. Trata-se da versão brasileira do programa para internautas do nosso país. No site Lectionautas Brasil o internauta tem acesso a conteúdo bíblico formativo.

O material para a Leitura Orante do Evangelho do domingo está disponível sempre às quartas-feiras. Na página também se encontram links com notícias do site da CNBB e Liturgia Diária, orientações, arquivos explicativos sobre o Projeto e a exortação do papa Bento XVI que pede aos jovens aprofundamento na Palavra de Deus.

O objetivo da CNBB ao engajar-se no projeto é atingir a população jovem que se encontra cada vez mais conectada à internet. Que esses jovens se acostumem a também se conectar a Palavra de Deus através da Leitura Orante, fazendo dela um instrumento de evangelização através da internet, ou seja, utilizando o site para evangelizar outros jovens.

Ao lado, na lateral ESQUERDA do blog, encontra-se o link de acesso ao site.





  

* A Sociedades Bíblicas Unidas (SBU) é uma fraternidade mundial de Sociedades Bíblicas Nacionais que prestam serviço em mais de 200 países. Seu objetivo é colocar ao alcance de cada pessoa a Bíblia completa ou parte dela, no idioma que possa ler e entender, e a um preço que possa pagar. Distribui mais de 600 milhões de Escrituras cada ano. 

 Na foto, Papa Bento XVI recebe o livro de Oração com o método da Lectio Divina e o manual dos Lectionautas.


Gostaria de pedir aos queridos amigos blogueiros que divulguem o projeto LECTIONAUTAS em sua páginas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pescadora de corações


Hoje é aniversário da Rosângela...
 
E começo este texto com um pedido humilde de desculpas.

Ontem estive no Shopping procurando um presente. Afinal de contas, hoje à noite vamos nos encontrar para festejar o dom da vida desse nosso Anjo Catequista. Não pode faltar um presente. Ninguém vai a uma festa de aniversário (por mais que ela diga que é só uma “reuniãozinha” de amigas) de mãos vazias.

E entre brincos, carteiras, bolsas, chinelinhos, blusinhas da moda... Nada parecia combinar direito com a Rô. Então fomos à livraria. Meu filho foi procurar o último lançamento de um livro de ficção bem ao estilo “domínio dos mundos”... Nem lembro bem como se chama. Então, vi o livro do Padre Antonio Maria (e agora vem “um” dos motivos do pedido de perdão). “É este mesmo!”. Chega de procurar. Um livro de religião é bem a cara de uma catequista. 

Claro que depois bateram algumas dúvidas. E se ela já tiver? Nossa, a Rô anda estudando tanto. E eu estou dando mais uma coisa pra ela ler! Puxa vida, eu podia ter comprado alguma coisa mais pessoal, uma coisa “pra ela”. Porque não comprei um objeto de uso pessoal?

Mas o fato é que comecei a pensar nisso já em casa, num feriado, “e o aniversário é AMANHÃ!”. Vai ter que ser o livro! E mais brava fiquei ainda ao ver que meu marido, ao passar pelo caixa, nem pediu pra embrulhar pra presente. 

Mas... Hoje acordei as 5h30 da manhã. Meu filho que passou o feriado em casa tinha que pegar ônibus logo cedo. Depois de me despedir pensei em voltar a dormir. Paulo e Maria Paula já tinham saído. Meu trabalho de hoje de manhã, de repente, não me pareceu tão importante... Foi quando botei os olhos no livro “da” Rô encima da mesa da sala. 

Agora vem o pedido “dois” de perdão, que mais tarde acho que vocês vão encarar como minha “redenção”: Eu me pus a ler o livro! E li tudo. As 190 páginas. A Rosângela, portanto, vai ganhar um livro “usado”! Com as folhas não tão imaculadas e até com algumas páginas manchadas... Por lágrimas. Sim eu chorei, em muitas das passagens que li. E enquanto lia pensava no quanto as histórias contadas nos dão a exata dimensão do que é “ser chamado”.

Padre Antonio Maria fala dos “Pescadores de Corações”. E nesses pescadores e pescadoras eu enxerguei muitos catequistas. E uma catequista em especial. Nunca achei que um presente combinasse tanto com a pessoa presenteada como esse combina. Aliás eu nunca dei um presente em que me sentisse "presenteada"!

Sim, porque, a Rosângela é uma pescadora de corações. E das mais caprichosas. Ela tece suas redes com carinho, com fios delicados que não machucam os peixes. Mas que também, não os deixam escapar. E até parece que posso ver Jesus dizendo a ela: “Vêm!”... E ela indo sem temor.E o quanto essa mulher tem jogado isca no mar, na lagoa, no rio e até nas poças d'água...

Não posso, claro, contar o que li... Perderia totalmente a graça para quem ainda vai ler. Mas posso dizer que a cada história de conversão e chamado que li eu lembrava da Rô... E chorava. 

Não porque ela merece tristeza, mas por mim... Porque me lembro do que ela me disse quando desisti da Paróquia N. Sra. Auxiliadora... Do quanto ela me deu lições de pesca e eu, ignorante que sou, não escutei. Do quanto ela me pediu paciência, porque os peixes demoram a morder a isca. Do quanto ela me alertou para aprender a pescar primeiro lambaris, para depois querer pegar salmão. E tecer as redes com carinho,e jogá-las no lugar certo e devagar... A não ser brusca, a pescar de canoa e não de baleeiro...

Rosângela, minha querida, depois que li o livro, fui escrever uma dedicatória... E de repente, a dedicatória quase vira outro livro... Nem cabia mais na página. Então resolvi botar aqui, no seu FELIZ ANIVERSÁRIO, porque se você já leu o livro sabe e se não leu, vai saber, que merece essa homenagem.

Porque você é uma PESCADORA DE CORAÇÕES e devia estar no livro do Pe. Antonio Maria... No meu com certeza você está. Escrita nas páginas da minha vida.
E nesse seu aniversário eu tenho muito a agradecer. Porque acho que Deus sabia que eu precisava ter umas lições de pesca... e foi por meio de você que as tive. Sabe como Pe. Antonio Maria chama as coincidências? "Deusdências".

Você foi um Deusdência em minha vida. Obrigado Deus, porque nos deste a Rosângela. 

Um grande e enorme beijo... Que hoje a noite tornarei real. 

(Tomara que você só leia isso amanhã! Porque estou até envergonhada desta rasgação de seda... rsrsrsrsr)