sábado, 17 de setembro de 2016

COMO PRESERVAR O SEU CASAMENTO... 2ª PARTE

Aconselhamentos aos casais módulo II

Conforme prometido, os conselhos da revista O Cruzeiro aos maridos, em 1935, pelo "chronista" Luiz Raymundo, amplamente divulgados para uma classe média que vivia entre guerras e saudava Getúlio Vargas. Interessantes os maiôs da época, os campeões de natação dos clubes urbanos e os cabelos das "coquettes" nas colunas sociais, em sua maioria, respeitáveis senhoras casadas.

Na seção "Conselhos ao esposo", Raymundo afirma que um homem deve estar sempre barbeado "de fresco", coisa pela qual sempre lutei pela vida afora. Deve haver mulher que goste de lamber pelos, mas nunca foi meu caso, nem sob os disfarces do terrível cavanhaque.

O cronista continua o texto indicando que o marido não se irrite quando a mulher pedir dinheiro, e nem mesmo que o cônjuge peça satisfação sobre os gastos dela. Isso é coisa de mulher. Que a deixe livre para resolver os gastos da casa e, eventualmente, os da perua.

Dentro de casa, homem não deve andar de pijama e chinelos. Deve deixar sempre os "objectos em ordem" e jamais se esquecer: ela não é uma das criadas. "Você já passou da idade em que necessitava de uma ama." Ora, vejam só! Enquanto ela põe o café, ele deve fingir que isso não é tarefa da criada. Um equilíbrio que exige inteligência. Nada se diz, no manual, sobre se homens têm aptidão para pôr, eles mesmos, a mesa e o café. Não sei se em pouco mais de oito décadas deu tempo de aprender. Acho que sim.

Leitor, tome nas mãos (ou nas telas) o texto da coluna passada  e coloque lado a lado com este aqui. É que Raymundo oferecia ao leitor do Cruzeiro duas colunas para cada um dos elementos do casal. Se ele mencionava aspectos do silêncio e do relacionamento para a mulher, também o fez, dando puxões de orelha nos rapazes. Segundo o cronista, um homem não deve chegar em casa e, imediatamente, pôr-se a ler os jornais. Também não será apreciado pela esposa se for muito "taciturno". É necessário que ele fale um pouco, especialmente se for de assuntos que ela tenha a capacidade de entender. "Por mais fatigado que se encontre ao voltar ao lar deve contar a sua esposa qualquer cousa interessante ou nova." Afinal, completo, a moça fica ali sem ver o mundo, sem ler jornais e sem saber de nada.

O marido não deve fazer recriminações sobre a lavagem das roupas ou porque estejam mal passadas ou sem botão. A esposa adivinha tudo. Não se deve atrasar para o almoço e nem chamar amigos para comer sem avisar. Quando sentado à mesa, é preciso não demonstrar pressa e comer sem exagero. "A refeição commum é o repouso da família." É preciso evitar assuntos desagradáveis, tais como doenças, dinheiro e, arrisco eu, outras mulheres ou piadinhas de esposa. Ou eu é que preciso aprender a escutar? Acho que ando precisando de um manual mais atualizado.

Não havendo muito o que comer, leve-se a esposa a um restaurante. Isso diz o cronista na década de 1930. Se puder dirigir até lá, melhor ainda, digo eu. Se for mesmo insistir em fumar, despeje as cinzas no cinzeiro que ela pôs aí ao lado dos seus talheres. Não use, para isso, os pires herdados de vovó ou as xícaras de porcelana que sua tia deu no casório. Não obrigue sua esposa a mentir, não diga que ela abusa no "rouge", não abra as correspondências que chegarem para ela, não fume na cama, nem durante o almoço, nem no quarto das crianças. Não durma depois do almoço. Não importune sua mulher quando ela disser que está cansada. Depois de um dia como este, quem não estaria? Deixe que ela se vire para o lado de lá e se encolha na beirada da cama. Aproveite e se espalhe (isto é por minha conta). Satisfaça os pequenos prazeres e caprichos de sua cônjuge, diz Raymundo, e não mostre a ela o que sabe fazer em casa. Deixe que ela lave, passe, cozinhe e cuide das crianças, é o que diz o cronista.

A mulher também deve ter um dia só para ela, mas o cronista não entra em detalhes sobre este item. Melhor não dar muita corda, não é mesmo? Passa o autor então a descrever o que chama de "um esposo fidalgo".

A mulher admira o valor nos homens. O esposo não deve, nunca, se mostrar tímido, assustado ou, "o que é peior", chorando! "As lágrimas são a arma da mulher, armas que ella não cede a ninguém." Vê se vou emprestar o que me restou? As mulheres "admiram os homens que triumpham". Não conte os aborrecimentos e os fracassos da profissão que escolheu. Conte os mais insignificantes sucessos como se fossem imensos. Disso ela gostará. Seja, "em qualquer emergencia, o heroe, para que nunca se acabe o romance cuja protagonista é sua esposa". Corteje sua mulher, principalmente se ela "diaria e heroicamente desempenha as funções de uma cozinheira". Isso não é razão para que "você deixe de tratá-la como senhora". (Nem todo mundo lê esta parte, acho).

No caso de ir a festas e bailes, esposo, não se esqueça de convidá-la "para a primeira contradança" (pelo menos esta). Se tiver carro, não a deixe em qualquer esquina quando levá-la em casa. Leve-a aonde ela deseja ao menos de vez em quando. Seja amável com outras mulheres, claro, e também com sua esposa querida. E "não demonstre, em presença da sua [mulher], uma visível preferencia" por outras fêmeas. Ao menos não diante dela.

Elogie bastante a "toilette" de sua esposa. Não deixe de reparar nela. Foi tudo muito bem-montado. Não "escasseie em elogios". Se você deixar barato, pode ser que ela fique desleixada. De vez em quando, dê um presentinho a ela, especialmente flores. Quando ela cair doente (algo que tentará não fazer), "mostre-se atento e paciente; a mulher gosta de ser lastimada".

Na rua, não seja "parco em cumprimentos" aos outros. Não demonstre excessivo interesse por outras mulheres. Se sua esposa for olhar uma vitrine, não encha o saco mostrando uma loja de rádios. Melhor deixá-la vendo roupas. Se forem tomar um trem (ou qualquer coisa mais nova), não ande na frente, algo "descortez e contraproducente". Não fale com ela em tom autoritário, "seja-o de facto, mas não com palavras", entendeu? Não discuta com sua esposa se ela estiver "enervada". Mude de assunto. Não conte a ela nada dos seus segredos profissionais. "Lembre-se que a indiscrição feminina tem sido causa de muitas catastrophes historicas."

Na seção "Não seja idolatra", os conselhos são interessantíssimos para homens realmente apaixonados. "Não considere sua mulher como um ídolo, por mais que ella o mereça." Em 1935, Luiz Raymundo dizia: "O objectivo de sua existencia [do marido] é a pátria, a affirmação de sua individualidade e, não, 'servir uma formosa dama'". É preciso ser condescendente com as fraquezas da esposa, satisfazer-lhe as curiosidades (nem todas, claro), confiar desconfiando (para não ser o último a saber das estripulias dela). É preciso ser o chefe do lar desde as primeiras semanas de casado, "em caso contrário, verá frustradas, mais tarde, todas as tentativas para estabelecer seu domínio".

Na presença de estranhos, não critique sua esposa porque ela gosta demais de dança, canto ou música. Resolva problemas sempre a sós com ela, o culpado dos problemas, não se esqueça, será sempre você. (Confesso que gostei desta parte, fiz mal?).

Não seja ciumento. "Os ciumes agradam a mulher quando não são justificados." Diz o cronista que as moças curtem uma cena injustificável. As justificáveis garantem muito mais aos maridos traídos, não é mesmo? Raymundo dá a dica (mas tomei a liberdade de atualizar os termos): Se a mulher ficar irritada, é porque tem coelho no mato. "Observe attentamente esses phenomenos e poderá prevenir muito passo em falso de sua esposa." E mais: "Porque ela fala com enthusiasmo de outro homem, não é motivo para ciumes. O perigo é maior quando, em sua presença, ella se abstem de falar nesse homem".

"Sobre as sogras e as amigas" é a última seção da crônica "A difficil arte do matrimonio", de 1935. Não podia faltar esse item para a boa sorte do casamento. Diz Raymundo que o marido não deve ser "parco" em elogios aos pais da esposa, especialmente à mãe. Ter boa nota com a sogra é de suma importância. E se discutir com ela, melhor dar-lhe sempre razão.

Em relação às amigas da esposa, é melhor tratá-las bem. O trato com elas, no entanto, é sempre mais difícil do que com a própria esposa. Segundo o cronista, isso, no entanto, pode ser simplificado. "A mulher jamais escolhe amiga mais bonita do que ella." Vou pensando nisso durante a semana.

Para finalizar, diz o cronista sabichão: o otimismo é indispensável em um casamento, além do "saber freiar as exigencias". Sem isso, nada feito, afinal, isto digo eu, as chances de dar tudo errado são obviamente muito maiores. "Não ha casamentos infelizes: ha pessôas infelizes", diz Raymundo, numa tirada de autoajuda que venderia livros ainda hoje. De maneira geral, acho que estas crônicas ainda seriam um sucesso.

Ana Elisa Ribeiro

http://www.digestivocultural.com/colunistas

Definitivamente é pra rir!!!

COMO PRESERVAR SEU CASAMENTO...

Conselhos que dou a vocês depois de 30 anos de casamento... Mas, isto vale só para as “moças”... Cuidado lá, heim?

Este texto é de Ana Elisa Ribeiro, colunista do http://www.digestivocultural.com/ e achei bem interessante:

Aconselhamentos aos casais ― módulo I


“Trabalhei durante alguns anos em uma editora e tínhamos lá um excelente acervo de revistas antigas. Apesar do cheiro de papel velho e mofo que deixavam na sala, aquelas revistas eram nossa diversão nas horas vagas, nas pesquisas iconográficas e nos momentos de vagabundagem. A maior coleção era a de O Cruzeiro, especialmente os números de 1935. Copiei e guardei muitas matérias dessa época e tiro proveito delas até hoje.

E nesta onda de auto ajuda que temos hoje, vale lembrar os conselhos da seção (e aqui preserva-se a grafia original das palavras para nos atermos mais à importância dos conselhos) "conselhos ao esposo" e os "conselhos à esposa" contidos no número de 11 de maio de 1935, numa matéria intitulada "A difficil arte do Matrimonio", assinada como "chronica", de Luiz Raymundo. Em página dupla e ilustrada, o cronista (ou o narrador?) dá setenta conselhos à "jovem esposa" (note-se que é “à moça”) para que ela aumente as chances de "felicidade matrimonial", o peso fica sempre, ao menos nos conselhos de Raymundo, do lado da mulher. Diz o cronista que os aconselhamentos que se seguem não são "theoria". São retirados das "amargas lições da vida quotidiana"... sabe-se lá com que esposa.

A "chronica" começa com intertítulos que valem como máximas:

- A primeira logo despacha que "o marido vê o vestido de sua esposa, e, não, a alma". Assim fico mais tranquila. Se minha alma for horrorosa, visto nela uma bem-talhada blusinha e pronto, meu querido nem perceberá. Acho que, afinal, é assim que age muita gente sábia. Aconselha o cronista que eu "mude de vestido diariamente, se possível", porque nenhum marido merece ver a sua senhora com roupa repetida. Note-se, no entanto, o "se possível", que resguarda qualquer eventual falta de um bom guarda-roupa. Raymundo alerta que pequenas mudanças fazem já diferença: uma "golla nova, uma gravata, um collar"; e alerta: "nunca appareça a seu marido com um vestido que não ousaria exibir ás visitas". Foi neste ponto que me ferrei de vez. Meu Deus, aquele chinelinho de dedo, nunca mais! Vai ver que é isso o que causa tanto espanto nele. Minhas calças de ginástica, minha bermudinha desfiada (feita de calça velha cortada), minhas blusinhas de R$ 9,90. Assim não pode!

- Outro conselho de Luiz Raymundo: o marido não pode me ver de "rosto untado de creme ou com o nariz brilhante", nem de meias, a não ser que a costura esteja sempre "bem collocada" e bem puxada. Também não se pode escovar os dentes diante do cônjuge ou usar "chinellas sem salto". É preciso estar sempre "arranjada e 'coquette’, tanto faz se na hora do café ou noutra.

Fico pensando em minhas tantas falhas. Escovar os dentes é um problema, jamais me incomodei de cuspir na frente do meu marido, e o cabelo despenteado é quase uma instituição em minha família. Para mim isto sempre foi normal: Lavar e secar ao vento, de preferência sem se mostrar ao pente. A minha gene de cabelos pretos e cacheados, herança de papai, não aconselha arrumação que não seja com os dedos. Se bem que minha mãe não andava pela casa com a cabeleira desfiada. Muito ao contrário: estava sempre bem arrumada, com um arquinho, no mínimo. Diz Raymundo que "mulher despenteada provoca aversão do homem". Além disso, pede ele que a esposa seja sempre amável, ordem que finaliza a seção.

- No próximo intertítulo, já se pode imaginar o que vem: "Se a palavra é de prata o silêncio é de ouro". Alguém tem dúvida de que os conselhos serão dados às moças? "Não fale com seu marido senão quando elle terminar de barbear-se ou escovar os dentes". Nada sobre se ele os escova na minha frente, nada sobre se ele deixa a barba na pia para eu limpar. Apenas que eu espere que ele queira ouvir minha voz. "Para o homem, o vestir-se e barbear-se é como a celebração de um rito que a mulher não deve interromper". Relaxei depois dessa. Nem todo homem tem essas preocupações de vestir-se como um cavalheiro ou de barbear-se bem para poupar a mulher dos pinicamentos do toque de uma barba malfeita.

- Depois da manhã de silêncio, pede o cronista que a esposa: ponha a mesa do café de "maneira que o marido sente-se a ella com prazer", coloque o cinzeiro ao lado dos talheres e deixe-o ler o jornal em paz (sem interrupções). Quando fica aberta a temporada de falar (sempre pelo esposo), é preciso atentar para o fato de que a moça nunca tem razão nos assuntos: "de quando em vez procure provar-lhe que você estava sem razão". Assim pode ser que ele fique com a auto estima bem conservada. Além disso, é preciso equilibrar as coisas: "se seu esposo tem algum habito ou preferencia especial, procure satisfaze-lo sem insinuar que você assim procede por fazer-lhe a vontade". Ou seja: mesmo quando se pode conversar, é melhor adivinhar e não se deixar notar. "Não fale em demasia dos amigos delle, mas também não os esqueça", sutileza que ainda preciso aprender a fazer...

- Na seção "Aprenda a cozinhar", o que minha avó tentou me dizer e não conseguiu: "Não diga que só cozinha para elle e sim para ambos", que é um jeito mais conformado de não assumir a cozinheira que existe em mim. Ao mesmo tempo, Raymundo sugere: "Não prepare muito amiudadamente seus pratos favoritos", referindo-se aos dele, claro, já que não se pode enjoar o marido oferecendo sempre as mesmas comidinhas. Atualize-se, mulher, e lembre-se: "Não ande de chinellas, nem mesmo na cozinha". É só se lembrar das mulheres casadas de propaganda de margarina e seguir o modelo. A publicidade se utiliza destes manuais da década de 1930 até hoje. Não deve ser à-toa.

- Mais uma seção e mais conselhos. "O bom humor da esposa é um repouso para o marido". O que é uma esposa sem bom humor, não é mesmo? Ele quase não lhe dá motivos e você não faz outra coisa na vida, certo? Diz Luiz Raymundo que eu não me queixe nunca, de nada, que isso aborrece demais os homens. Pede o cronista que eu dê festas em casa apenas para marido e mulher, festinha privê, que é pra animar o moço. Não me pode faltar alegria, "seja sempre vinte e cinco por cento mais alegre do que dispõe de motivo para o ser", cálculo fácil de fazer e difícil de acertar, mas é preciso tentar. Raymundo me diz que dê presentes ao esposo, seja sempre moderada, discreta, não ultrapasse os limites quando me sentir atraída por discussões.

- Mais adiante, diz o cronista que "o homem pode tornar-se grosseiro e áspero; a mulher, não, pois isso a diminui em todos os sentidos". Admito: nem sempre consigo ser macia e gentil, mas vou tentar. Não se pode, igualmente, fazer cenas de ciúme, dizer de quantos "sacrifícios" fiz por ele e ficar doente. Assim reza a crônica: "trate de ficar doente o menos possível". Pode deixar, doutor, vou me controlar, afinal, preciso estar sempre bem para cuidar dos eventuais achaques dele.
- Melhores ainda são os conselhos sobre a vida social do casal. Raymundo afirma que cada um precisa ter seu dia de "mania", dia de sair só, de respirar. Ao menos uma vez por semana, o esposo deve "sentir-se como solteiro". E não se pode perguntar aonde ele foi ou o que andou fazendo. Diz o cronista que, se quiser, o marido chegará contando as experiências. E se houver qualquer deslize, que a esposa não se ressinta, nem cobre, nem se vingue. Isso é normal nos homens, não nelas. Não se pode sequer dar a entender ao marido que eu sinto ciúmes, coisa mais feia! E caso eu note que o homem está atraído por outra mulher, deixe estar, aproveito para reparar nela. "Observe, antes, o que é que elle nellas admira. Na maioria dos casos, são as qualidades que você não possue". Trate-se, então, de possuir. E ainda: "Chame a attenção delle para as virtudes das outras mulheres. Com isso, elle apreciará em você o senso de imparcialidade".

- A profissão e o tempo do marido são sagrados. Quando ele voltar à noite para casa, diz o manual, é preciso demonstrar que eu o estava esperando com impaciência. Preciso deixar tudo arrumado, inclusive eu, a mesa posta, o cinzeiro perto dos talheres e buscar o chinelo dele com o focinho. Não, não, misturei os manuais. Não é bem isso, excluam aí a última parte. Só devo telefonar (especialmente para mãe e amigas) quando ele não estiver em casa, óbvio, porque depois que ele chega, minha atenção é exclusiva. Devo me adiantar ao me arrumar para sair, assim não o deixo esperando; se ele já estiver a postos para sair, não vá eu encher a paciência com pequenas coisas, do tipo dar bitoquinhas nos filhos, procurar bolsa, instruir a faxineira ou procurar as chaves. Ou isso tudo estava feito ou babau. Ele certamente não o fará.

- Quando o marido, enfim, chegar do trabalho, não devo contar nada de aborrecimentos bestas para ele, um papo fútil e inútil, com o qual ele não ganhará nada. Ele, enfim, não quer ouvir minha voz nem de manhã cedo nem mais à tardinha. Ele quer mesmo é jantar e descansar. E se quiser sair? Não devo ter ideias sozinha. É preciso consultá-lo antes. Não devo nem aceitar sem propor nada antes que ele examine o assunto.

- Mas a esposa não fica totalmente desamparada nos conselhos de Raymundo. Ela também tem seu espaço, além daquele de se dedicar ao marido. Repare-se que os filhos quase não são citados, em um modelo de família bem diverso deste nosso mais atual, o "filharcado". A mulher também merece alguma dedicação. Afinal, na página 33, estão lá os conselhos ao rapaz, que só virão na próxima coluna.

Portanto, queridas amigas, não percam a oportunidade de ter um matrimônio feliz, de acordo com os aconselhamentos colhidos de um manual da década de 1930, mas, provavelmente ainda bastante atuais.”
É pra rir ou pra chorar??

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

COMO SERIA A VIDA SEM INTERNET?

Achei esta matéria no site do WIX, e achei bem interessante. De fato, eu seria uma das pessoas que me veria completamente "perdida" sem a internet!
O mundo como nós o conhecemos mudou dramaticamente nos últimos anos, e é tudo graças a uma certa palavra mágica chamamos de internet. A rede mundial de computadores foi criada em 1991 e, desde então, a tecnologia tem sido decolando (quase) na velocidade da luz.
Alguns (ou até muitos) de nós nasceram em uma época onde a tecnologia não era a que conhecemos hoje e nem acessível a todos. Mas nós nos acostumamos rapidamente as facilidades que esta tecnologia nos trouxe e dificilmente conseguimos pensar como seria de nossa vida sem ela. Mas a equipe Wix está aqui para isso! Apertem os cintos, iremos fazer uma pequena viagem a uma realidade paralela e um pouco assustadora.
Afinal, como seria nossa vida sem internet?
1. “Seguir” a vida de alguém poderia te levar a prisão.
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2. Ter seguidores potencialmente faria de você o líder de uma seita.
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3. Você teria que ir fisicamente ao shopping em seu dia de folga para fazer compras.
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4. Fazer o Marketing de seu negócio seria tudo, menos fácil…
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5. Se algo se tornasse “viral”, profissionais da saúde estariam envolvidos.
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6. Se você quisesse aprender como fazer algo, esquece o sr. Google, você teria que correr atrás e fazer um curso.
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7. Aquele encontro as cegas, que seu colega do trabalho arrumou para você, seria realmente as cegas… Com o nome da pessoa, o máximo que conseguiria, seria procurar nas páginas amarelas (!).
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8. Você teria que pedir muita informação na rua ou ser um expert em leitura de mapas.
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9. Se você trabalha com tecnologia, onde você estaria agora?
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10. Você teria que convidar todos seus amigos em casa para mostrar as fotos das suas férias.
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11. Pesquisar algo significaria passar alguns dias na biblioteca. 
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12. Metade do seu salário seria gasto com ligações de longa distância.
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13. Você teria que procurar um médico ao invés de consultar o Dr. Google para cada sintoma estranho (e embaraçoso) que tivesse.
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14. 私たちは今、行うことになっていますか? – Boa sorte sem Google Translator!
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15. Você teria que ir de empresa em empresa para levar seu currículo (impresso!) pessoalmente. 
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Agora respire fundo que tudo não passou de um sonho! A internet veio e veio para ficar e para facilitar nosso dia-a-dia.
Fonte: http://pt.wix.com/blog/2015/08/vida-sem-internet/