sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Receita da felicidade... Parte III



Pais, pais, sempre os pais...

“Em nossa última reunião para avaliação da catequese e propostas para 2013, observei que a reclamação foi geral sobre a falta de participação dos pais e interação com o projeto catequético. E as propostas para o ano vindouro é justamente procurar formas de tornar essa catequese mais atraente também para os pais. Muito do que se propõe, já efetuamos aqui. Mas tudo no papel é muito bonito e realizável. A prática nos mostra o contrário. Como você disse, descreve-se o que será trabalhado "efetivamente" e como atingir os objetivos, mas o resultado é apenas parcial. Por quê? São tantas as barreiras a vencer...”.

Antes de comentar o depoimento acima, gostaria de relacionar o que é na verdade o “Muito do que se propõe...”:

- Planejamento de temas para encontro de pais;
- Nas celebrações, levar os catequizandos a participar dos momentos da missa: entrada da bíblia, ofertório, acolhida, coral, evangelho encenado. (Se as crianças participam da missa, os pais as acompanharão);
- Levar a catequese mais próxima da sociedade. Como por exemplo, ajudar instituições de caridade, rezar na casa de pessoas enfermas, etc.
- Rezar e lutar para que nasça de fato o compromisso no coração das pessoas que estiverem a nossa volta.

É interessante pensar nesse “problema” da falta de presença dos pais na catequese. Outro dia até, li uma reflexão de uma catequista dizendo que existem pais conscientes sim, que eles estão na catequese! E que há soluções para melhorar a participação deles...

O que acontece, porém, é que a grande maioria de “ausentes”, suplanta os “presentes”... E a gente até esquece de dar valor a esses pais. Tanto é que acabamos lamentando por aqueles que não estão ali e esquecendo de felicitar os que estão. E na presença destes, o que é pior!

Eu diria que, no atual estado das coisas, trazer os pais para a catequese é um trabalho que, ouso dizer, não se faz muito em “equipe”. O catequista da turma precisa ter consciência que cabe a ele “virar o jogo”. E a coisa deveria ser mais ou menos como uma “campanha eleitoral”, e daquelas que se faz no corpo-a-corpo. Precisamos ganhar a confiança dos pais, eles precisam acreditar no nosso trabalho, que vamos fazer “alguma coisa”... E só assim, ganharemos o seu “voto”... (de confiança, no caso). Alguém aqui, já se propôs a procurar seu “eleitor” e perguntar o que ele precisa elencando suas propostas? Lembre que não se faz “proposta” alguma sem conhecer as reais necessidades do eleitorado.

Usei aqui de uma analogia, mas, o nome bonito disso é “Missionariedade”. Nós não saímos em missão. Somos discípulos sem ser missionários. A gente não vai atrás da ovelha perdida. Chama ela para uma “reunião”...

Mas onde fica a comunidade paroquial e a equipe de catequese nisso tudo? E se eu trouxer pais pra escutar balelas em reuniões e encontrar uma comunidade que não é acolhedora? Problema, problema...

Aha! Aí vêm nossas conversas anteriores sobre “trabalhar em comunidade” e “diálogo”. Diálogo entre a equipe de catequistas,  entre coordenação e catequistas, entre padre, coordenação e  catequistas. Planejamento, mudança de mentalidade, interesse, etc. e tal...

A grande verdade é que as experiências passadas depõem contra nós. Ao longo dos últimos quinze anos, sempre tive um dos meus filhos na catequese. E posso dizer que, a maioria das reuniões a que fui, foram uma chatice sem tamanho. E neste último ano a única reunião (é reunião mesmo, não encontro) a que fui, não foi diferente. Foi de um aborrecimento quase mortal para mim. Isso porque eu, como catequista, vou lá de espírito aberto, disposta a entender e colaborar. Imaginem se eu fosse dessas mães que aparecem lá uma vez por ano...

Aí é que está! Os pais tem em suas cabeças que nossos “encontros” ou “reuniões”, tem dois motivos normais e comuns;  e um outro, tremendamente equivocado. Os dois primeiros são: dar recados que podem ser dados em um bilhete e, falar um monte de assunto que não tem nada a ver com a vida deles. E o equivocado e “grave” (que rezo para que não aconteça nunca): tentar ensiná-los a criar os filhos e dizer-lhes como se comportar. Nem a pedagoga da escola de nossos filhos consegue ser tão intrometida e chata. Fato é que, ninguém gosta que alguém de fora se meta na maneira como você cria seus filhos. Nem reclame que seus filhos não vão à missa, que não se comportam, etc., etc... Isso eles sabem. Os filhos não vão á missa porque os pais não vão à missa. E quando os pais vão, eles reclamam que os filhos não querem ir... Os filhos não querem ir porque não entendem a missa, a missa é chata... Na verdade é “madura” demais para eles.

E podemos continuar nessa conversa indefinidamente... Tanto é que já estou no fim da segunda página e ainda não consegui achar uma “receita de felicidade” pra esse caso.

Isso porque o problema do “afastamento” dos pais é muito maior que a catequese paroquial. Nossos pais, assim como grande parte dos batizados, comungados e crismados de hoje em dia não foram, de fato, evangelizados. E posso dizer que a maioria dos nossos catequizandos vai pelo mesmo caminho. A fé cristã até pode fazer parte da vida deles. É aquela tal “sementinha” que alguém jogou nas pedras e que de alguma forma brotou. Mas a “religião”, a vivência comunitária e eclesial, é outra conversa.

“A Igreja é a comunidade dos pecadores que crêem no amor de Deus e se deixam transformar por Ele, e assim se tornam santos e santificam o mundo”.

Esta frase é do Papa Bento XVI e foi proferida numa homilia que falava de Santidade e Missionariedade. E a santidade passa pelo estilo de vida que Jesus nos pediu: a compaixão. O viver e dar a vida pelo projeto do amor. Quem hoje se preocupa em viver numa comunidade que se preocupa com o outro? Quem hoje entende o sentido de solidariedade e partilha? Quem quer ser santo? O mundo está preocupado demais com coisas materiais e terrenas. As pessoas de modo geral querem o “ter” para depois pensar no “ser”. Isso quando o ser não acaba em “ser maior que o outro”. Ninguém quer ser santo, quer mais é ser “rei”. E de preferência sem nenhuma das responsabilidades que um reinado acarreta. E quem quer sair em missão? Quem quer buscar as ovelhas desgarradas do rebanho?

Sejamos francos. Poucas famílias levam seus filhos à catequese pensando numa vivência de “Igreja”. A coisa remete mais à culpa e ao medo do inferno, processos arraigados muito mais na cultura do que no aspecto religioso, do que exatamente num interesse cristão.

É, a solução volta a ser: CATEQUESE DE ADULTOS. Mudança de paradigmas e mentalidades. Processo que deve ser profundamente estudado e assumido pela Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Enquanto fizermos coisas bonitas só no papel, planejamentos que não mudem as estruturas da nossa Igreja, os resultados serão sempre “parciais”. É fato.

E essa receita não ficou boa!

Só coloquei essa imagem aqui porque estou numa dieta ferrenha! Ó sacrifício!

 Ângela Rocha

Hallelujah...

♫ Por que a norma será o amor
E não governe a corrupção
Senão o bom e o melhor da alma pura
Que Deus nos proteja de um triste fim
E que um dia possamos nos compreender
E que acabem com tanto ódio...
 Linda essa versão do Hallellujah!
E lindas as vozes do Il Divo...  
O Il Divo é um quarteto de pop-ópera, que se formou em 2004. É formado por um barítono espanhol: Carlos Marin; dois tenores de formação clássica: o suíço Urs Bühler e o norte-americanoDavid Miller; e um cantor pop francês, Sebástien Izambard. O Il Divo canta em inglês, italiano, espanhol, francês e latim. Possuidores de uma qualidade vocal impressionante, entrosamento e emoção, o quarteto conquistou multidões de fãs por onde passaram e atualmente consolida-se como um grande sucesso da música internacional.
 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Missa com Crianças: Eis a questão!

Falando sobre Missa com Crianças...

Alguns links bem legais pra você:

https://www.facebook.com/groups/catequistasanjosdobrasil/534065726623186/

https://www.facebook.com/groups/catequistasanjosdobrasil/534079723288453/


A receita da felicidade... Parte II



Senta aí que vou te dar mais uma receita:

 
 “O que mais se comentou foi a falta de espaço para que as crianças participem na Liturgia, elas não podem fazer nada, não podem nada. Tem Missa da “Catequese”¨, mas só de nome. É muito triste!!! O nosso Padre até libera para a leitura, mas fica exigindo perfeição, jalecos para os leitores, etc. Fico lembrando de quando morava em São Paulo e tínhamos a Missa das Crianças, com tudo voltado pra elas, e o Padre já dizia aos adultos: Esta é Missa das crianças, vou falar pra elas...”.
Eu disse, ontem na reunião, que o meu sonho ainda é trabalhar junto com a Pastoral Familiar, e termos Missa para as Crianças. Porque percebemos que a maioria não freqüenta a  Missa, nem suas famílias. Tristeza total.
Infelizmente, o que sinto, com dor no coração, é que precisamos de um Padre que valorize as crianças, que saiba “falar” com elas, que não supervalorize a aparência nas vestes, mas o conteúdo da leitura, a participação dos pequenos... Que irão crescer, e que se espera, não abandonem a Igreja. Rezar pelas vocações sacerdotais, a gente até reza. Mas, e o exemplo do Padre na acolhida para que haja futuros candidatos?”

Este é um depoimento que até, não nos causa muito espanto. Já “ouvi” inúmeros deles. Só nos causa dor e tristeza. Por percebemos que aquele que deveria ser no nosso pastor, o condutor e guardião do redil, pouca importância dá às suas ovelhinhas. O que percebemos é que existem ainda paróquias e santuários onde as celebrações e ritos são bem mais formais. Os ritos litúrgicos são encarados com seriedade tal que, é impossível admitir crianças nele. Isso porque a ludicidade é uma característica da infância. Crianças vão querer brincar e rir sempre, não importa muito onde estão. Daí a “implicância” de alguns liturgistas e padres.

Então, como vamos “ensinar” que a liturgia é parte integrante da fé? Na verdade, ensinamos PARA ela! A essência da fé cristã na Igreja  Católica é a própria Celebração Eucarística. O problema talvez seja aquele de sempre: Estamos focando crianças quando deveríamos estar com o foco nos adultos. E focamos as crianças como se elas fossem adultas...

Agora, se formos, de fato, levar “ao pé da letra” os ritos litúrgicos, a própria Missa enfim, temos que concordar que ela não é para criança! As celebrações cristãs foram pensadas para adultos. A sua estrutura, formalidade,  os seus sinais, a linguagem dos textos e todo seu desenvolvimento, não são fáceis de compreender pelas crianças (até alguns adultos tem dificuldades). E isso compromete o caráter pedagógico que é pertinente à celebração, e ela perde sua força sobre as crianças. Mas a psicologia moderna sustenta que não é a inteligência a chave primordial que te aproxima das coisas e valores. Assim como todas as experiências, a  religiosa, é marcante na infância.

Para isso é preciso buscar a “receita”. O ingrediente para que nosso bolo não saia “batumado”. Fermento! Muitos dirão. É isso mesmo, a gente precisa por fermento na massa. Por fé nos corações para que nosso bolo chamado Igreja, só venha a crescer. E se temos que começar com as crianças, comecemos!

A Liturgia PRECISA fazer parte da catequese. Ela é condição para se criar um cristão de fato! Precisamos “ensinar” Liturgia na catequese. E a gente pode encontrar muita coisa na celebração eucarística para se valorizar no processo de ensino da fé. A começar pelo saber fazer (celebrar) em comum com os outros: a saudação ao outro, a acolhida, a capacidade de escutar, a atitude de dar e receber o perdão, a atitude de expressar o agradecimento, a linguagem dos símbolos (quando bem explicados na catequese), o comer fraternalmente com os outros, a experiência da celebração festiva, etc.  (DGC - n.º 25).  Claro que a Eucaristia é mais do que isto, é a Celebração do Mistério de Cristo. Mas, a linguagem com que as crianças vão celebrar e participar plenamente estão implícitos na sua capacidade de “aprender”. Não se pode assim, ignorar os valores antropológicos, pedagógicos e litúrgicos contidos na celebração.

E é nesse contexto, que a Liturgia da Missa com Crianças, usando a Psicologia e a Pedagogia, caminha para uma celebração mais virtuosa e mistagógica. É a partir do que a Igreja reza e celebra que se conhece e se desenvolve a sua fé. Quem fala da “Eucaristia” é a própria Eucaristia. Em seu mistério ela é a fonte de sua compreensão.

Difícil entender isso, não? Mas, é o “mistério da fé”, que só será vivido plenamente na maturidade de cada um. E aqui cabe um alerta: Não é preciso inventar coisas de fora para dentro, correndo o gravíssimo perigo de fazer um “show” a cada celebração, que precisa ser sempre diferente e acaba perdendo o foco essencial, que é o rito da memória da morte e ressurreição de Cristo. E muito menos dar “aula” na missa, explicando com comentários, tudo que acontece. Se um símbolo precisa ser explicado, então ele não “simboliza” nada!

Há algum tempo atrás, mais especificamente em 1977, há mais de três décadas, portanto, a CNBB publicou um documento chamado Diretório Para Missa Com Grupos Populares, que tinha em seu anexo o DIRETÓRIO PARA MISSA COM CRIANÇAS, aprovado pela Sagrada Congregação para o Culto Divino em 01 de novembro de 1973.

Vou falar um pouco dele num texto a parte e publicá-lo aqui nos grupos do Facebook.

Mas por enquanto, atendo-nos aqui ao nosso “problema” e a “receita” para sua cura, vamos ao que proponho.

Primeiro uma leitura bem atenta ao Diretório para Missa com Crianças. Na verdade, um estudo com o grupo de catequistas. Tem também um texto publicado na Diocese de Porto, em Portugal, que é bastante elucidativo sobre a Missa com Crianças. Estou adaptando para o nosso português “brasileiro”, para que vocês possam partilhar com seu grupo. Também será publicado nos grupos.

Depois... E olha que esse depois é muito importante! Uma proposta de Missa com Crianças deve ser levada ao pároco. Mas, uma proposta “decente”! Embasada naquilo que a Congregação para o Culto Divino permite. E que vocês verão que não é pouco.

É possível sim, tornar a missa atrativa para as crianças, sem exageros e show de palhaços. Dá trabalho? É óbvio que dá! Então, se você não quer ter trabalho, conforme-se com as coisas como elas são e veja carinhas “emburradas” todos os domingos na missa como “normal”.

E sabe de uma outra coisa? Estamos acostumados a ver os padres, mais especificamente o pároco, como o “Senhor todo poderoso”. E isso é uma coisa que eles não são. A eles cabe conduzir o povo de Deus. E isso não é tarefa fácil para um simples mortal, por maior que seja sua vocação. E por mais “intocáveis” e “inatingíveis” que eles pareçam, ás vezes, eles só precisam de colaboração. E sabe qual é o medo deles? Principalmente daqueles que se dedicam mais a Liturgia? Que a gente faça da missa uma “palhaçada”, um “show”, um “teatro” para entreter a criançada. Porque isso é feito em muito lugar que eu sei...

Então vamos lá! Vamos conversar com nossa equipe sobre a Missa da Catequese. Vamos criar uma proposta, onde se trabalhe os aspectos pedagógicos da celebração e ao mesmo tempo não se esqueça o lado mistagógico dela. Vamos levar esta proposta ao pároco. Melhor ainda se o padre puder participar dessa discussão... Levante as questões da falta de interesse dos catequizandos e de suas famílias. Crie alternativas de espaço e horário... Mas dê preferência à missa junto da comunidade paroquial. É melhor para o padre e para a comunidade.

Mas lembre que existem vários aspectos a se considerar na missa com crianças.

Não é porque é com criança que as leituras não precisam ser bem feitas; coloque no cotidiano da catequese o treinamento de  leitores. Existem músicas próprias para as missas com crianças; pense em um coral infantil na paróquia, alie-se ao ministério de música.  Pense em encenações do Evangelho, sem grandes “produções” e exageros; as crianças gostam desse “agito” (principalmente as menores). Pense numa acolhida feita pelas crianças, com cartõezinhos confeccionados por elas mesmas. Use as crianças para fazer o ofertório, a entrada da Bíblia, as preces dos fiéis. Mas sempre com critérios, com ensaios, com preparação. Nada de “oba-oba”  e  “o Espírito Santo guiará”. Seriedade na coisa! Garanto que o padre vai gostar da idéia.

E uma coisa delicada. Pode ser que o nosso padre não tenha “jeito” para falar com as crianças. Acontece. O Diretório de Missa com Crianças permite que leigos bem preparados façam monições e a homilia, e que se use recursos de mídia também para a compreensão das leituras. Use desse critério, mas sugira de “mansinho”, sutilmente...

Novamente a receita é: CONVERSA! Precisamos de diálogo na nossa Igreja. A catequese nunca vai caminhar sozinha, alheia às outras pastorais, sem apoio do pároco e demais padres.

Ah, vocês não tem esse “poder”? Mulheres e homens de pouca fé! Vocês, como mais ninguém na nossa Igreja, exercem o mandato profético instituído pelo nosso batismo. Façam jus a ele!

Ângela Rocha

sábado, 17 de novembro de 2012

A receita da felicidade... na catequese!


"E agora, onde coloquei a receita?"
Se é que isso é possível...

Mas vamos lá, vamos ser otimistas e acreditar que ela existe e está logo ali. 

Não gosto de dar "receita"... mas depois de um "papo" que rendeu mais de 78 comentários no Facebook, é preciso dizer alguma coisa. Aliás, fui "intimada" a dizer.

Enfim, como mudar a nossa catequese? Como "animar" nossas crianças? Como fazê-los gostar da catequese e da nossa religião? Como fazer os pais participarem? Como fazer da catequese prioridade para os párocos e demais lideranças?

Bom, se vocês pensam que conseguimos responder essas perguntas nos nossos 78 comentários, tirem o cavalinho da chuva! rsrsrrs...

Sem contar que ainda surgiram outros "entraves" que encontramos todos os dias na nossa missão: falta de espaço físico, descaso de funcionários da paróquia, falta de vontade dos próprios catequistas, empurra-empurra de responsabilidades, fofocas, o "nem aí" dos padres, a catequese ser "só mais uma pastoral", enfim... Coisinhas que poderiam ser evitadas, pra começar, só com boa vontade.

Mas nós chegamos a uma conclusão básica:

NÃO SE FAZ CATEQUESE COM CRIANÇAS SEM FAZER, TAMBÉM, COM ADULTOS.

E quem são estes adultos? A família das crianças? Não teria mais “adulto” nessa história? E como fazer catequese com a família? Inventar encontros de pais em que quase ninguém comparece? Inútil e frustrante. 

E olha que esse "povo adulto" pode ser até nossos próprios colegas catequistas...

Colocar a tal "Catequese familiar" como prioridade. Bingo! Achamos o primeiro ingrediente necessário...

Mas só se isso for REALMENTE levado a sério pela comunidade eclesial, senão não passará de mais uma "atividadezinha", inventada por catequistas que acham que ninguém tem o que fazer e amam ler documentos... Precisa-se envolver TODA a Igreja nisso.

Para reforçar, coloco aqui uma coisa que diz o DNC (é, sou "daqueles"! Que não tem o que fazer e amam ler documentos, rsrrsrs...):

"A Igreja transmite a fé que ela mesma vive e o catequista é um porta-voz da comunidade e não de uma doutrina pessoal." (DNC 39).

Por aí se vê que não se faz nada SOZINHO! E que a Igreja não é “sua”, nem é “você”.  Ainda mais se você é um simples catequista "ninguém" e o povo da coordenação também "dorme no ponto". Mas se você é da coordenação: tem o PODER! Ou deveria ter...

Os coordenadores da catequese fazem parte do Conselho Pastoral e tem voz lá. Podem levar às demais lideranças os anseios, necessidades, aspirações, dificuldades, choradeiras, etc. e tal... Podem acreditar que se vocês contarem das experiências que estamos vivendo, eles nunca mais serão os mesmos! Terão pesadelos por semanas...

Ah! E tem mais: "o catequista é um autêntico profeta, pois pronuncia a Palavra de Deus, na força do Espírito Santo.", isso ainda no 39. E no 41: "a catequese educa para a vida de comunidade, celebra o compromisso com Jesus”.

Então? Por que ter medo? Vamos botar a boca no trombone. Profeta que se preza "profetiza"! Não tem barriga de baleia que esconda a gente. E muito menos vamos esperar crescer um pé de mamona em cima da gente...

Tarefas da catequese: EDUCAÇÃO, INICIAÇÃO E INSTRUÇÃO. 

E vocês acham que isso é só pra criançada? Não, é pros adultos também. E deve começar na marmanjada que está na paróquia, que participa das outras pastorais, trabalha na paróquia, inclusive aquele que "reza" a missa... E que acham "lindo" o dia da Primeira Comunhão na comunidade, sem saber o quanto de sangue, suor e lágrimas você derramou pra isso...

Eu penso que nada, nada mesmo, faremos sem que um verdadeiro “CONSELHO” se faça na paróquia, levantando todas as dificuldades pelas quais a catequese e com isso, a própria paróquia, passa. E disso depende o futuro da nossa Igreja e, mais grave ainda, da nossa FÉ na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. O tesouro da fé precisa ser recebido, vivido e crescido no coração de cada catequizando para que a Igreja cresça. E isso quem diz é o DNC também...

Finalizo aqui o primeiro capítulo do "livro" que as meninas me convocaram a escrever sobre nossas discussões.

Não basta que só "eu" sinta que temos problemas e que não estamos indo a lugar algum.

Primeiro passo de mudança: Convoque a equipe de catequese da paróquia. Sente, avalie, exponha os “podres”, “lave a roupa suja”, só não bata em ninguém... Coloque no papel os problemas que a catequese está vivendo. Mas, PELAMORDEDEUS! Pelo amor que você tem à catequese: não engavete o relatório! Não deixe isso só no “falatório”, não faça disso só mais um "blá blá blá". Leve ao pároco, insista em colocar o Conselho Pastoral a par da situação. É para isso que ele serve. Não se faz reunião de conselho só pra tomar chá e discutir onde vai o dinheiro da festa. 

Não é possível que a paróquia não tenha espaço físico para acolher as crianças! Não é possível que você não tenha acesso a uma chave de porta! Não é possível que o pároco pense que "problema da catequese" tem que ser “resolvido pela catequese"! O primeiro catequista da paróquia é ele!  E se alguém perguntar "e eu com isso?" Dê-lhe uma chulapa e pergunte: "Quer ser coordenador pra que?" Tem que agir e honrar a “camisa”!

E se você não é coordenador nem do mural de aniversários? Paciência... PACIÊNCIA NADA! Vai já conversar com o coordenador (a)! Ou vai sofrer até a aposentadoria? Que, aliás, ouvi dizer, é deprimente... lustrar sibório, lavar sanguinho, manustérgio, trocar água e vinho da galheta... Ah, isso é tarefa de ministro! Pois é, então nem isso vai ter pra fazer...

Esse é o primeiro ingrediente da receita:
TRABALHAR EM COMUNIDADE. Chamar as lideranças pra "responsa"!

VAMOS LÁ! Não perca os próximos capítulos...

Ângela Rocha
Catequista amadora

Quem quiser acompanhar os "altos papos" que fazemos no Facebook, acesse:
Essa conversa está em: "O faz de conta dos sacramentos"...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Itinerário Catequético



“A Catequese é em processo dinâmico e abrangente de educação da fé, um itinerário, e não apenas uma instrução.” (CR 282).

O que seria afinal esse “Itinerário”?

Numa definição genérica, itinerário é a descrição de um trajeto a ser percorrido. Por exemplo: uma empresa de ônibus urbanos ao definir o itinerário de determinada linha, indica todos os pontos de parada do ônibus desde o início até o fim da linha. A esta indicação dá-se o nome de itinerário. Já um itinerário de turismo é um pouco mais elaborado: é um artigo que descreve uma rota por vários destinos ou atrações, dando sugestões de onde parar, o quê ver, como preparar-se, etc. Se a gente considerar os destinos como pontos em um mapa, o itinerário descreve uma linha que conecta os pontos.

Agora vamos considerar esta palavra na CATEQUESE.

“Um Itinerário Catequético é um circulo mais ou menos prolongado de encontros que integra uma ou várias temáticas (etapas, módulos, blocos) do mistério dentro do processo. Neste itinerário se inclui os conteúdos, as celebrações litúrgicas, a catequese mistagógica, a integração entre a comunidade e o compromisso apostólico.” Eu acrescentaria aqui ainda a dimensão família.

Isso significa que um itinerário é um PLANEJAMENTO, um mapa, um guia do caminho a ser percorrido. No caso da catequese, ele prevê objetivos a serem atingidos, conteúdos que serão explanados, ações transformadoras que se pretende e as dimensões celebrativas que darão suporte à catequese mistagógica.  

Assim temos que, uma simples instrução, é chegar e expor o conteúdo, sem ligação ou compromisso com as ações transformadoras e com a dimensão litúrgica da catequese, não se envolve a comunidade ou a família. Em contraponto, o Itinerário prevê as conseqüências do que se ensina, na vida e na missão do catequizando, como isso será percebido e colocado em prática.

Falando mais na prática, um itinerário catequético PRECISA observar os seguintes pontos: primeiro observar a quem ele se destina (crianças, adolescentes, jovens, adultos, deficientes...); em seguida ver os objetivos da catequese (Sacramentos, formação cristã... ); verificar por fim, o tempo que demanda esta ação e a preparação dos “guias” (catequistas, introdutores) que irão trabalhar na condução do processo. Só aí então, construir o “roteiro/itinerário”, observando o seguinte:

- Conteúdos (temas e formação bíblica);
- Celebrações litúrgicas e mistagógicas (missas, entrega de símbolos, retiros, orações, Via sacra...);
- Vivencia comunitária (família, comunidade, festas, sociedade);
- Dimensão missionária (compromisso apostólico).

Enfim, o Iitnerário descreve o que se fará, EFETIVAMENTE, para se trabalhar o processo catequético, o "como" chegar a cada um dos objetivos (pontos), que se pretende, ou seja, o ensino da fé e a vivência cristã  eclesial.

Ângela Rocha
angprr@uol.com.br

 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Quando montar o presépio?




Quem está contando são os EVANGELIZADORES DE PLANTÃO, da Diocese de Santos:

"Existe um período correto para montar e desmontar os Presépios?

Irmão Maciel – Existe um período certo para montar e desmontar os Presépios. Inclusive, com os devidos e respeitosos cuidados com as sagradas imagens (Sagrada Família, anjo e santos reis). A montagem do Presépio segue o Ciclo Litúrgico Católico.

No Brasil, desde o século XVIII, a Igreja orientava aos fiéis para montar o Presépio no dia 15 de dezembro (primeiro dia do Tríduo de Nossa Senhora da Expectação do Parto, com Festa dia 18) e desmontá-lo, no dia seguinte à Epifania (Festa de Reis, 06 de janeiro).

Atualmente, costuma-se montá-los para o primeiro domingo do Advento (o primeiro domingo do advento será dia 02 de dezembro) ou no dia 15, quando se inicia a Novena do Natal nas Famílias e/ou Comunidades, deixando a manjedoura vazia até o final da Missa da Vigília (do Galo), na noite do dia 24 de dezembro, quando se deve colocar a imagem do Menino Deus na manjedoura.

O Presépio deve ser desmontado na segunda-feira, após o domingo (entre 2 e 8 de janeiro) da Epifania. Portanto, a permanência do Presépio segue a orientação Litúrgica Católica, no Ciclo do Natal, tanto para as Orações Domésticas, quanto ao Culto Público nas igrejas e praças."

Trabalhando sempre...



Queria agradecer de coração a todos que estão seguindo este blog.
Aos que eu conheço e aos que não conheço pessoalmente, mas que tenho certeza, são pessoas maravilhosas.
Queria poder dar um abraço em cada um, mas como não posso, queria que vocês soubessem que estão todos em minhas orações (os amigos de verdade e os virtuais).
Tenho estado horrorosamente ausente daqui!
Isso tudo por conta dessas novas “mídias” que estão por aí... rsrsrsr...
É muita coisa, muita coisa...  Mas a gente se vira.
Olha só a minha mesa da copa, que agora é oficilamente meu "escritório" e "ateliê":

E estou trabalhando mais com minhas coisas pessoais também... Fazendo artesanato, dando aulas particulares, ajudando sempre quem me procura pedindo material, sugestões...
O de sempre... E mais um pouco! Rsrsrsrrs...
Mas são vocês que me "empurram" a cada dia na procura de alguma coisa boa para aqui postar aqui e no Facebook...
Se vocês não me acham aqui, estou lá, com certeza. Nisso as redes sociais são mais dinâmicas, as interações são maiores e atendo em “tempo real”...
Tô parecendo  “médica” agora, de plantão...

Então, quem quiser me achar, além daqui, clique nestes endereços:


E se ainda não formos amigos lá, faço questão que me adicionem.

Obrigada pelos elogios, críticas, puxões de orelha ou pela simples leitura do blog.

Tudo de bom para cada um de vocês e que Deus ilumine as suas vidas, como a presença de vocês tem iluminado a minha!

Vai na fé que eu tô aqui!

Beijo grande!

Angela Rocha


 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Olhos suplicantes...

Ah, como tem coisas lindas nesse mundo! Uma delas é a "voz" de Rubem Alves... a outra é a sensibilidade de um jornalista ao fazer uma foto que diz mil palavras...

Foto: Alberto Meneguzzi - Haiti/2010.

ASSIM NASCE A BONDADE...

“Se te perguntarem quem era essa que às areias e aos gelos quis ensinar a primavera...”: é assim que Cecília Meireles inicia um de seus poemas. Ensinar primavera às areias e aos gelos é coisa difícil. Gelos e areias nada sabem sobre primaveras.., Pois eu desejaria saber ensinar a solidariedade a quem nada sabe sobre ela. O mundo seria melhor. Mas como ensiná-la?

Seria possível ensinar a beleza de uma sonata de Mozart a um surdo? Como, se ele não ouve? E poderei ensinar a beleza das telas de Monet a um cego? De que pedagogia irei me valer para comunicar cores e formas a quem não vê? Há coisas que não podem ser ensinadas. Há coisas que estão além das palavras. Os cientistas, os filósofos e os professores são aqueles que se dedicam a ensinar as coisas que podem ser ensinadas. Coisas que são ensinadas são aquelas que podem ser ditas. Sobre a solidariedade muitas coisas podem ser ditas. Por exemplo: eu acho possível desenvolver uma psicologia da solidariedade. Acho também possível desenvolver uma sociologia da solidariedade. E, filosoficamente, uma ética da solidariedade... Mas o saberes científicos e filosóficos da solidariedade não ensinam a solidariedade, da mesma forma como a crítica da música e da pintura não ensina às pessoas a beleza da música e da pintura. A solidariedade, como a beleza, é inefável – está além das palavras.

O que pode ser ensinado são as coisas que moram no mundo de fora: astronomia, física, química, gramática, anatomia, números, letras, palavras. Mas há coisas que não estão do lado de fora. Coisas que moram dentro do corpo. Estão enterradas na carne, como se fossem sementes à espera...

Uma dessas sementes é a “solidariedade”. A solidariedade não é uma entidade do mundo de fora, ao lado de estrelas, pedras, mercadorias, dinheiro, contratos. Se ela fosse uma entidade do mundo de fora, poderia ser ensinada e produzida. A solidariedade é uma entidade do mundo interior. Solidariedade nem se ensina, nem se ordena, nem se produz. A solidariedade tem de brotar e crescer como uma semente...

A solidariedade é como um ipê: nasce e floresce. Mas não em decorrência de mandamentos éticos ou religiosos. Não se pode ordenar: “Seja solidário!”. A solidariedade acontece como um simples transbordamento: as fontes transbordam... Da mesma forma como o poema é um transbordamento da alma do poeta e a canção, um transbordamento da alma do compositor...

Já disse que solidariedade é um sentimento. É esse o sentimento que nos torna mais humanos. É um sentimento estranho, que perturba nossos próprios sentimentos. A solidariedade me faz sentir sentimentos que não são meus, que são de um outro.

Acontece assim: eu vejo uma criança vendendo balas num semáforo. Ela me pede que eu compre um pacotinho de suas balas. Eu e a criança – dois corpos separados e distintos. Mas, ao olhar para ela, estremeço: algo em mim me faz imaginar aquilo que ela está sentindo. E então, por uma magia inexplicável esse sentimento imaginado se aloja junto aos meus próprios sentimentos. Na verdade, desaloja meus sentimentos, pois eu vinha, no meu carro, com sentimentos leves e alegres, e agora esse novo sentimento se coloca no lugar deles. O que sinto não são meus sentimentos. Foram-se a leveza e a alegria que me faziam cantar. Agora, são os sentimentos daquele menino que estão dentro de mim. Meu corpo sofre uma transformação: ele não é mais limitado pela pele que o cobre. Expande-se. Ele está agora ligado a um outro corpo que passa a ser parte dele mesmo. Isso não acontece nem por decisão racional, nem por convicção religiosa, nem por mandamento ético. É o jeito natural de ser do meu próprio corpo, movido pela solidariedade. Acho que esse é o sentido do dito de Jesus de que temos de amar o próximo como amamos a nós mesmos. A solidariedade é uma forma visível do amor. Pela magia do sentimento de solidariedade, meu corpo passa a ser morada de outro. É assim que acontece a bondade.

Mas fica pendente a pergunta inicial: como ensinar primavera a gelos e areias? Para isso as palavras do conhecimento são inúteis. Seria necessário fazer nascer ipês no meio dos gelos e das areias! E eu só conheço uma palavra que tem esse poder: a palavra dos poetas. Ensinar solidariedade? Que se façam ouvir as palavras dos poetas nas igrejas, nas escolas, nas empresas, nas casas, na televisão, nos bares, nas reuniões políticas, e, principalmente, na solidão...
“O menino me olhou com olhos suplicantes. E, de repente, eu era um menino que olhava com olhos suplicantes...”.

Extraído da obra:
"As melhores crônicas de Rubem Alves", Editora Papirus, 2008.

Aprendi como é amar...




Como é bom acordar de manhã envolta em um abraço. Mesmo que a princípio se pense em “segundas intenções”... Agora? - pergunto eu. Não, não... Eu só quero te namorar um pouquinho. - Responde ele.

E ficamos os dois ali, agarradinhos. Eu com meu rosto na curva de seu pescoço e ele com os lábios em meus cabelos. E pude sentir como é a paz de ser... simplesmente amada! Do jeito que sou. E ali, de repente, inundou-me o sentimento maravilhoso e único de se sentir “parte” de alguém. E lembrei das muitas lições sobre o amor. Que dizem que devemos ser independentes e únicos para sermos felizes. Ah, como estão enganadas essas teorias.

Ultimamente tenho pensando muito em como são nossas relações de amor, de comprometimento. Na maneira um tanto equivocada com que distribuímos e recebemos amor. Nosso amor, via de regra, é um amor “projetado” para nós mesmos. Amamos do “nosso jeito”. Amamos entregando somente aquilo que, acreditamos, não nos fará falta. E esse amor é um amor “controlado”, entregue conforme nosso coração “acha” que deve. E temos medo da entrega total... de amar sem medidas. Medo de entregar aquele amor que o ser amado necessita, não aquele que é “nosso” jeito de amar.

Estou numa relação matrimonial de vinte e seis anos já. E acordo todos os dias “apaixonada”! Verdade! Verdade verdadeira. Agora mesmo recebi um beijo e um “Eu te amo muito!”, antes que ele fosse para o trabalho. E como funciona isso? Nós aprendemos a amar!  Nem sempre foi assim. Houve um tempo em que eu amava do jeito que achava que devia, e ele me amava, também, como queria.

E as minhas teorias de amor esbarravam no jeito comedido dele me amar. E o amor que ele tinha para me dar se chocava com meu jeito expansivo de demonstrar meus sentimentos. E passamos anos a nos desentender. Amando e sofrendo por amar.

Até que finalmente entendi, que não vamos andar na rua de mãos dadas ou abraçadinhos. Esse não é o jeito dele me amar. E que ele não vai lembrar de me dar presentes sempre que uma “certa data” acontece. Isso não faz parte do jeito que ele sabe amar. E ele entendeu que, de vez em quando, preciso receber flores sem ter motivo algum. E que preciso destes “eu te amo”, mesmo que seja só para eu escutar. Esse é o meu jeito de ser amada. E aprendi, eu a respeitar os silêncios dele; ele, a escutar as minhas conversas bobas. Aprendi a ser serena para receber amor. Ele aprendeu a ser loucamente apaixonado para dar amor. E vivo assim, esperando os arroubos apaixonados que me fazem feliz. E ele, a esperar que eu só me aquiete e simplesmente receba seu abraço.

E aquilo que de vez em quando digo, num arremedo de auto afirmação: Ame-me ou deixe-me, aqui é totalmente falso e desnecessário. Porque amar vai muito além. Não posso querer aceitação absoluta do meu jeito de amar, sem aprender como o outro quer ser amado.

Ângela Rocha
angprr@uol.com.br