domingo, 30 de setembro de 2012

Algumas coisinhas básicas...



Umas coisinhas que encontrei nas minhas gavetas:

1. Catequese é mais do que ensinar doutrina.

2. “Se o rebanho é mau, a culpa é do pastor.” Que drama! Calma. É apenas para dizer que a mudança tem de começar por você, em vez de estar sempre a culpar as pobres ovelhas e a falta de bom pastor...

3. A capacidade de atenção de um adulto resume-se a 20 minutos, a atenção de uma criança a 3 minutos, e a de um adolescente a 2 segundos (piadinha… mas dá que pensar!).

4. Sem acolhimento e sem nada que os interesse, não se espante que eles estejam sempre muito irrequietos e faladores.

5. Catequese é mais do que uma atividade “fixa”, extra-escolar. Não é “aula de inglês”, “balé”, “aula de violão”, “judô”...  Não é pra ser enfiada no “meio” da agenda atribulada das crianças.

6. Fazer um encontro fora das paredes da sala pode ser uma ótima experiência. Mas se está à espera do tempo ideal, do sítio ideal, do grupo ideal… Espera sentadinho, não vai surgir tão cedo...

7. Interiorizar a palavra é mais do que explicar o sentido das coisas. Use a retórica (a arte de comunicar). Falar bem, ajuda a encontrar eco junto da mensagem.

8. Se você não conseguir resumir o seu encontro numa única frase-chave, é melhor repensar tudo.

9. Uma fotografia, ou qualquer outra imagem, serve para ajudar e não para atrapalhar, distrair ou complicar.

10. Catequese é mais do que lições de moral e bons costumes.

11. Como diz a canção: se um catequizando desinteressado incomoda muita gente, dois catequizandos desinteressados incomodam muito mais! Conquiste-os um a um e não desista só porque acha que um deles “não tem remédio”.

12. Só porque o itinerário catequético ou manual não se adapta ao teu grupo, não significa que deva ser descartado por completo. O mapa pode estar desatualizado, mas continua a ser útil se te indicar onde fica o ponto A e o ponto B.

13. O planejamento serve para te ajudar e não para te cegar perante os imprevistos. Sempre que necessário, atreva-se a reformular o tópico e a abordagem, por favor.

14. Procure ser simples e eficaz, deixa o floreado para as flores.

15. Catequese é mais do que espiritualidade barata.

16. Acompanhamento pessoal é poesia quando o catequista tem mais de vinte crianças/adolescentes sob a sua responsabilidade.

17. O exemplo da “catequese de Jesus” é para ser seguido. Caro catequista, estudá-Lo de forma mais científica não vai te fazer mal nenhum.

18. Agradar a gregos e troianos incapacita qualquer um de criar identidade de grupo ou de elaborar um trabalho coerente e responsável. Entende? É que ninguém gosta de barata tonta…

19. Quando tudo o resto estiver esquecido, lembre-se: seja autêntico!

20. Catequese é mais do que “catequista+grupo+ Igreja”. É ENCONTRO de pessoas!

Ângela Rocha

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

BOM DIA!! Lembretes...




Lembretes importantes:

1 – Sorrir todos os dias.
2 – Desejar coisas boas para quem vive pisando no seu calo.
3 – Respirar fundo quando a raiva subir pela cabeça.
4 – Agradecer pelos milagres cotidianos que acontecerem.


domingo, 23 de setembro de 2012

A importância da família...



Acho errado nos conformamos com a ausência dos pais e da família na catequese porque nosso “foco” são as crianças. Meu foco como catequista NÃO é a criança. Aliás, está totalmente equivocado pensar esta missão com "foco" em alguma faixa etária. Devo me preocupar com a idade do catequizando somente para escolher o melhor método de abordagem e aprendizagem. Jamais trabalhar pensando exclusivamente na criança. Ela não é um ser desalienado... Ela vem de um lar, de uma família e de uma formação, seja ela boa ou ruim. Eu passo com ela de 30 a 40 horas num ano... os familiares, as outras 8.720 horas...

Evangelizar é muito mais que se encontrar com um grupo de crianças uma vez por semana e esperar que alguma coisa que você diga, entre no coração delas e que lá, num futuro incerto e distante, elas lembrem de alguma coisa. Se você não envolve a família na comunidade, não faz destas crianças verdadeiros participantes dela, seu trabalho será em vão.
 
Se existe algum foco em nossa missão, este deve ser A FAMILIA como um todo. Vou me angustiar sempre que encontrar dificuldades com a família, vou sofrer e vou chorar, pois sei que se não MUDAR verdadeiramente a família, essa convenção social tão importante na vida do ser humano, de nada vai adiantar eu me dedicar tanto à catequese.

Faz parte dos meus anseios, faz parte da minha missão. Não é pessimismo falar. É beber a realidade em dose máxima.

E lembrando nosso mestre: os sãos não precisam de médico, são os doentes. Nosso problema é que queremos curar a tosse de um dando remédio pro outro. No caso, as crianças, que, invariavelmente, estão ali meramente por não ter escolha.

Ângela Rocha
angprr@uol.com.br

Por que CATEQUISTA AMADORA?





Uma querida leitora do blog me perguntou isso num comentário... E penso que tenho e não tenho resposta pra isso. Ou, explicando melhor, na época em que me denominei “catequista amadora”, eu de fato era uma amadora em tudo que eu fazia.

E hoje, por que ainda me denomino assim? Bem, acredito mesmo que ainda o sou... Quem sabe agora a conotação do “amadora” esteja tendendo mais para o adjetivo derivado do verbo amar, como insistem alguns amigos que me conhecem... Muito bondosos para comigo, diga-se de passagem! Rsrsrs...

Mas ainda me considero uma “catequista amadora” por mais experiências e conhecimentos que eu tenha acumulado nestes últimos sete anos de catequista. Viu só? Sou uma amadora (só com sete anos!) perto de algumas pessoas que tem pra lá de trinta de caminhada...

Bem, mas vou aproveitar algumas coisas que já escrevi sobre esse meu “amadorismo”. Escrevi algumas destas coisas respondendo a alguém que me perguntou o por que. Na época eu tinha no máximo uns 2 ou 3 anos de catequista. Posso garantir que muito pouco mudou de lá pra cá... rsrrsrs... Ainda não me acho “profissional”.

Eu ainda sou amadora, muito amadora. Acho até que jamais serei "experiente" o bastante para deixar o amadorismo. Que o dicionário classifica como "praticar uma atividade sem conhecimento avançado do assunto e usando equipamentos e técnicas não profissionais". Pois é, este me parece o retrato da catequese. Por mais que eu tente conhecer o assunto sempre existe mais para saber e estou sempre atrás de técnicas e métodos novos para “saber fazer”.

Mas vamos falar do amadorismo na catequese. Uma das causas da falta de qualidade na catequese, e de muitos dos seus problemas, é justamente o seu aspecto amadorístico. Amador é aquele que não possui conhecimento suficiente das coisas, pratica a atividade ainda sem se aprofundar, ou por curiosidade ou simplesmente para ter o que fazer. E não usa técnicas ou equipamentos considerados “profissionais” para a prática da atividade. O amador é aquele que está “começando sempre”...

E não confunda aqui amador com voluntário, que trabalha por carolice ou caridade. O voluntário normalmente também não é um especialista no que faz. Tem tempo sobrando, tem boa vontade, ideais altruístas e não precisa conhecer profundamente aquilo a que se propõe. O Catequista, por mais que goste da sua atividade, não pode ter conhecimentos vagos e pouco trabalhados sobre a catequese. O Catequista não é só um voluntário. Não pode ser. A Catequese não é uma atividade para se praticar durante uma ou duas horas, esquecer dela e lembrar só na semana que vêm. Aí é que a coisa fica complicada... Conheço muita gente por aí que considera uma verdadeira “ofensa” pedir que ela “perca tempo” em formação e encontros de catequistas fora daquelas 1 ou 2 horas da semana...

Uma coisa que classifica a catequese como amadora também, é o fato de que não se exige “profissionalização” em área nenhuma. Nem na área do ensino (e o foco da catequese é o “ensino” da fé), que envolve uma formação básica na área da pedagogia, psicologia do desenvolvimento, metodologia e didática, assim como a realização de um “estágio”. Bom, aí vão me dizer que catequese não é escola, não é aula... Para quê tudo isso?

Concordo que catequese não é aula, escola, mas é ENSINO.  É educação na Fé. Basta que eu tenha Fé? Basta que eu leia a Bíblia? Quando se educa, não se está ensinando? Perdoem-me mas, se todas as pessoas que lêem a Bíblia e vão à missa uma vez por semana e tem fé inabalável, são capazes de serem catequistas, então porque temos tão poucos em nossa Igreja? A Palavra não se espalha por aí só com o som da minha adorável voz...

No primeiro ano em que comecei a fazer encontros de catequese (nunca tinha feito isso antes), me deram uma turma de primeira etapa da Eucaristia com 12 crianças. Eu sabia tanto quanto as crianças! Não tinha experiência alguma com crianças (exceto as minhas em casa), nunca tinha feito sequer uma formação para catequista e nem tinha curso nenhum na área de educação. Isto é tão amador! Naquela altura, não se exigia experiência, bastava boa vontade. Foi só há sete anos... Mudou alguma coisa?

E devo dizer aqui que a Igreja não contribui em nada para mudar o estado de “amadorismo” da coisa. Ela não se empenha em preparar catequistas. Ainda é muito amadora e depende exclusivamente de boa vontade. E isso não é só com a Catequese, é com todas as pastorais. Mudei e muito nestes últimos anos, única e exclusivamente por esforço meu, mas ainda sou amadora... Porque pratico uma atividade amadora!

Bem, eu tenho muita vontade, trabalho pela catequese com muito empenho, sou autodidata, leio muito, rezo muito, jamais tive preguiça para participar de encontros e formações e procuro me informar sobre tudo. Mas ainda não tenho conhecimento suficiente de pedagogia, didática, metodologia ou aprendizagem; não sei de bíblia o suficiente, não sei liturgia o suficiente; ainda não li todos os documentos da Igreja e não tenho vivência o suficiente para me considerar uma catequista experiente. Isto depois de ter feito uma pós-graduação em catequética, fazer parte de comissão diocesana e paroquial de catequese, escrever sobre catequese, dar formação, conduzir o blog de catequese da CNBB por dois anos e administrar dois Blogs e dois grupos no Facebook sobre catequese. Ah... e tive a honra de ser uma das criadoras dos encontros de catequese da CF 2012 para a CNBB.

Respirei e pensei catequese todos os dias dos últimos sete anos. Estou há um ano e dois meses sem turma e sem participar de nenhuma equipe de catequese em paróquia e, nem um minuto deste tempo deixei de ler, me informar e, consequentemente, me formar. A internet tem sido minha fonte de conhecimento e meu teclado minha "sala" de catequese, meu chão. Por que não estou numa paróquia? Deus deve ter uma resposta...

Estes são alguns dos pontos que justificam e que contribuem para o meu amadorismo. Preciso aprender e fazer muito ainda. Penso que refletimos muito sobre tudo, escreve-se muito sobre tudo... Mas não se faz nada ou pouca coisa. E até quando vamos continuar refletindo e não fazendo nada?

Aliás, dá vontade de não fazer nada mesmo, não dá?
Isto é ou não, amadorismo?!

Ângela Rocha
angprr@uol.com.br

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sobre semear em lugar errado...

A questão não é bem "semear", estamos precisando "preparar o solo antes".
Por que nossas crianças estão desatentas e sem interesse? Porque este não é o "lugar" em que elas gostariam de estar...
O que dizemos não faz parte do mundo delas. E elas estão ali por não ter escolha.

Não há evangelização que funcione sem "anúncio" prévio. Para que a Palavra seja ouvida e "bebida" é preciso que se tenha sede dela. Quem anunciou Jesus a estas crianças? E a Igreja vem nos alertando que a catequese, a evangelização, precisa voltar a ser com ADULTOS! Pouco se conquista evangelizando crianças que não encontram respaldo nenhum de fé em suas vivências diárias, que não tem maturidade para entender a fé e nem escolha para estar ou não na catequese.

A maioria das crianças é obrigada pelos pais... Que vêem a catequese exclusivamente como "social", para se fazer um sacramento. É "cultural" este desejo, não "espiritual". Não estamos sendo nada eficazes na evangelização porque simplesmente jogamos nossas sementes por aí... Esse pensamento de que "se salvar alguma já tá bom" me deixa doente... Porque muito tempo se perde, muito esforço, muita luta. Estamos enveredando por um caminho que não está dando certo e teimamos em continuar nele!
 


REFLEXÃO: Semear e colher...




E por falar em reunião de pais, semear e colher...

“Mais uma reunião de pais dos catequizandos de primeira Eucaristia e mais uma decepção. Cadê os pais? Será que nossas crianças foram fabricadas em laboratório? Será que são órfãs e sozinhas neste mundo, respondem por si mesmas? Não basta apenas colocar a criança na catequese; é preciso acompanhar, celebrar junto. Imagine se o catequista não comparece aos encontros, marca algum encontro com pais e não comparece, não avisa, todo mundo cai na pele. Por que então os pais não assumem o compromisso cristão de comparecer ao menos às reuniões preparatórias para a celebração do sacramento? No dia da missa da Crisma ou Primeira Comunhão estão lá, faltam derrubar o padre e os catequistas para tentar tirar foto do filho. Se a gente não permite: a,i ai, tenho que registrar esse momento. Fica aqui a minha indignação pelos pais ausentes. Mas é preciso valorizar aqueles que estão presentes em todas as ocasiões, que celebram juntos, que aparecem mesmo sem ser convidados só porque se preocupam, só porque se interessam por tudo que diz respeito aos filhos. Esses sim, são merecedores do nosso mais profundo respeito.”

Não sei bem quantos desabafos assim, ou parecidos, eu já li em minha vida de catequista. Só sei que, este assunto, bem como as queixas de modo geral, não mudam. E as soluções também parecem  não divergir:

“Precisamos evangelizar as famílias. Elas estão perdendo a noção do sagrado, da importância de Deus na vida da família.”

“Jesus catequizava os adultos e acolhia as crianças... nós estamos no caminho inverso.”

 “Essa situação é muito parecida com muitas realidades que conhecemos, mas acho que o mais importante nós Catequistas fizemos, levamos Jesus para nossas crianças, e com certeza plantamos a sementinha...”

Sim, é isso: precisamos evangelizar a família! Afinal de contas, ela é a PRIMEIRA CATEQUISTA DA CRIANÇA. E por que, afinal, a família não “catequiza” os filhos? Será que estes pais não freqüentaram a catequese algum dia na vida? E, se freqüentaram, que catequese foi essa? Pra mim isso só diz uma coisa: nosso fracasso não é coisa de hoje! A gente vem fazendo o “inverso” faz muito tempo. Nossa catequese é total e completamente ineficaz. Os pais de hoje não eram os filhos de ontem? Não tem gente aí que é catequista há trinta anos? Isso significa que já catequizaram muitas gerações... Cadê esses evangelizados?

E não estou dizendo que os catequistas de antigamente não sabiam evangelizar. Vou dizer uma coisa a nosso respeito, catequistas de hoje: nossos catequizandos atuais, serão os pais e avós dos catequizandos das nossas filhas e netas catequistas. Que vão reclamar da mesma coisa daqui a trinta anos ou quarenta anos... Com uma só diferença: serão bem menos os católicos e bem mais os sem-religião ou multi-religião.

E esse é um fenômeno comprovado pelo último SENSO, não sou eu que estou inventando. A religião católica no Brasil, bem como o judaísmo aí pelo mundo afora, é mais uma questão de inculturação do que propriamente de religião. Essa é a explicação para o “atropelo” na hora das fotos. Ai do católico(a) que não tiver uma foto vestida de branco ou de “terninho” para comprovar que fez devidamente a “primeira (e muitas vezes última) comunhão”. Mas novas culturas vão surgindo... E a sociedade vai se adaptando. E o que podia ser considerado quase 100% há cem anos atrás, se transformou em pouco mais de 60% . E está ficando cada vez mais normal ser católico, ir ao culto evangélico, frequentar centro espírita e jogar umas flores pra Iemanjá de vez em quando...

Eu estive na catequese há trinta e cinco anos atrás. E posso dizer que ela foi uma flagrante porcaria. Não me lembro de absolutamente nada dela, exceto que a catequista que eu adorava me foi “roubada”. Isso porque a turma era imensa e foi preciso reparti-la. E ninguém me perguntou se eu queria mudar. Mas, como eu era da turma dos “pobres”, a quem não cabe opinar em nada, lá fui eu pra outra turma. Estava na turma errada. Sim, as turmas do meu tempo eram separadas por “ricos” e “pobres”. Era feito uma espécie de “arrastão” nas escolas, nas 3ª séries do primário (ano que as crianças completam nove anos) e a catequese era dada ali mesmo, depois do período de aula por cerca de seis meses... Como não me lembro de um encontro sequer, acho que nem isso. Só pra reforçar, não sou tão velha assim, isso foi em 1975. O Concílio Vaticano II  já tinha 10 anos.

Se sou religiosa hoje e catequista, devo isso a fé que me foi incutida pela minha mãe e pelas provações da vida. Claro, tive orientação dos meus pais, valores, aprendi a rezar assim que aprendi a falar; mas não lembro de ter ido á missa com eles mais do que umas três vezes na vida. E, infelizmente, é assim que se faz um católico na maioria das vezes... Se ele se tornar um bom fiel e freqüentar a Igreja até o fim da vida, aleluia!

Agora vamos à história das tais “sementinhas”... Penso que deveríamos ler com mais atenção a Parábola do Semeador.  E já que estamos relembrando o Evangelista Marcos neste mês da Bíblia, vamos citá-lo:

Eis que o semeador saiu a semear;  e aconteceu que, quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. Outra caiu no solo pedregoso, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra profunda; mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou-se. E outra caiu entre espinhos; e cresceram os espinhos, e a sufocaram; e não deu fruto. Mas outras caíram em boa terra e, vingando e crescendo, davam fruto; e um grão produzia trinta, outro sessenta, e outro cem. E disse-lhes; Quem tem ouvida para ouvir, ouça.” (Mc 4, 3-8).

Penso novamente que se estivéssemos nós na presença de Jesus, também lhe diríamos: Senhor, por que fala por parábolas? Não entendi nada... E novamente Jesus nos explicaria aquilo que qualquer semeador deveria saber: não se planta a beira de um caminho onde não se volta mais, não se planta nas pedras e nem entre espinhos. Não se quiser colher alguma coisa. A semente vai crescer um pouco, mas vai morrer. O solo precisa estar fértil e preparado e a semente precisa ser cuidada para dar trinta, sessenta, cem por um.  Trocando em miúdos, é a catequese com base familiar e a catequese permanente. É a catequese para quem tem maturidade e capacidade de escolha.

Mas nós, semeadores compulsivos, continuamos a semear por atacado... Sem se incomodar  se a terra é boa ou não. É lindo dizer que tenho 30 catequizandos. Que maravilha! Mas só uma meia dúzia sabe do que estou falando... Mas aí vem a pergunta: não devemos semear mesmo em todo lugar? Alguma semente deve vingar. Com muito estresse e perseverança, até vingam... Mas a que custo!

Finalizando minha analogia, nossos pais são sementes perdidas. Quiçá nossas crianças não as sejam. Mas os prognósticos não são bons. Pedras, espinhos e falta de preocupação onde se joga a semente; continuam a ser uma prática constante na catequese. Deveríamos, creio, passar a ser mais “preparadores de solo” do que propriamente “semeadores”.

Se queremos “semear”, alguém tem que vir antes de nós, preparando o solo, tirando as pedras, arrancando os espinhos. Isso não está acontecendo. E também não se semeia e esquece o “cuidado”. Então, ainda vamos chorar muito por ver nossas plantações devastadas pelo nosso próprio descaso.

Ângela Rocha
angprr@uol.com.br

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Correria...



Cheguei a uma conclusão dolorosa nas últimas semanas: Não é fácil manter um Blog!
Nestes tempos de redes sociais, sobra pouco tempo e espaço pra se manifestar por aqui. Ou a gente faz uma coisa ou outra...

Mas prometo aos meus seguidores que tentarei ser mais constante...

É que a correria do dia a dia não tem me deixado ser a “ninja” que sempre fui...

SOPA FRIA: VICHYSSOISE



Mais uma receita de verão...


Esta sopa fria é uma receita francesa. Recentemente ela foi apresentada na novela pela Nina. Há anos eu faço para o pessoal aqui de casa, todo mundo adora, quente ou fria.



SOPA VICHYSSOISE

Ingredientes :
40g de manteiga
4 xícaras (chá) de alho-poró picado (parte branca)
500g de batatas descascadas e cortadas em pequenos pedaços
4 xícaras (chá) de caldo de frango
Sal e pimenta do reino a gosto
1 xícara (chá) de creme de leite fresco
Cebolinha japonesa para decorar o prato


Modo de preparo :
Numa panela derreta a manteiga e acrescente o alho-poró. Deixe cozinhar até ficar macio. Junte as batatas, o caldo de frango, o sal e a pimenta do reino. Cozinhe até que as batatas fiquem macias. Passe tudo pelo liquidificador ou processador. Deixe esfriar e leve à geladeira. No momento de servir, misture o creme de leite e decore com a cebolinha japonesa.

Mousse (ou galantine) de Pepino: para amenizar o calor



TÁ COM CALOR? Que tal um mousse para o lanche?

Para estes dias de calor intenso, fica difícil encontrar algum prato que não "pese" muito e que seja apetitoso. Sucos, frutas e saladas são a indicação. Mas para dar uma incrementada no visual, no sabor e na refeição, esta mousse de pepinos com hortelã cai como uma luva. E tem baixíssimo teor calórico. Pode ser servida no lanche, com pão, acompanhada de saladas, torradinhas e, para quem quer algo bem light, com folhas de endívia ou alface, servindo bem de "base" para a mousse.

Mousse de pepinos com hortelã

- 2 pepinos tipo japonês ralados com casca
- 1/2 cebola ralada
- 200 ml de creme de leite fresco
- 1 iogurte desnatado
- pimenta e sal a gosto
- suco de 1 limão
- 100 g  de maionese
- 1 envelope de gelatina incolor dissolvida cfe orientação da embalagem
- 4 folhinhas de hortelã

No liquidificador, bater a gelatina, o creme de leite, o iogurte, a maionese, a hortelã e o suco de limão até ficar homogêneo. Temperar com sal e pimenta a gosto. Com o liquidificador desligado, acrescentar o pepino, misturando com uma colher. Transferir para um recipiente molhado com água ou untado com um pouquinho de óleo e colocar na geladeira até que fique bem firme. Desenformar na hora de servir e decorar com folhas de hortelã e/ou outras folhas verdes. Pode ser montado em taças individuais.