quinta-feira, 31 de maio de 2012

Provérbio chinês

Algo que encontrei na net...
 

Jamais se desespere em meio às sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.
 

Quando Jesus Cristo sai para tomar sol?



Na Sagrada Festa de Corpus Christi!

Essa festa móvel da Igreja Católica celebra a presença de Cristo na Eucaristia. É sempre realizada na quinta-feira seguinte aos domingo da Santíssima Trindade. Ela deixa para trás a saudade da Festa da Ascensão, o rescaldo das festanças do Divino e anima a todos: Cristo está no meio de nós, na Eucaristia. Esse mistério deve ganhar ruas e praças. Essa presença visível do pão da vida é exaltada publicamente.

O Corpo de Cristo, a hóstia consagrada, deixa a tranquilidade dos sacrários e cibórios, abandona a imobilidade das igrejas e a escuridão das capelas, santuários e catedrais. Ele percorre as ruas e praças, exposto numa custódia ou ostensório, cercado por uma multidão, brilhando ao sol ou abrigado da chuva por um pálio, um sobre véu portátil sustentado por varas. Caminha descuidadamente, dourando-se ao sol, sobre efêmeros e mágicos tapetes coloridos, obras de arte destinadas a voar e durar um dia.

Se essa rua, se essa rua fosse sua... O que faria?

Mandava “tapetar”! Não podendo ladrilhar ruas com pedrinhas de brilhante, em muitas cidades portugueses e brasileiras, o costume católico é ornamentá-las na Festa de Corpus Christi com flores e desenhos para o grande e maior dos Amores passar. As ruas por onde passa a procissão de Corpus Christi são forradas com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa feitos de flores, serragem colorida, pó, cascas e grãos de café, bagaço de cana-de-açúcar, palha de arroz e diversos grãos. São verdadeiras obras de arte, efêmeras como o perfume e a beleza das flores. O costume, meio esquecido por uns tempos, tem ganhado força e participação. Cresce ano a ano.

Ornar a rua é absolutamente democrático e ocorre durante a noite e a madrugada anterior à procissão. As casas também recebem adornos, vasos de flores  nas fachadas, belas toalhas rendadas e colchas decoradas são debruçadas nas janelas. Todos podem participar.
 
Assim como as celebrações dos ritos pascais e as festanças do Divino,  a festa de Corpus Christi também atrai turistas e visitantes a diversas cidades brasileiras, além das históricas de Minas Gerais, como Matão, Guaranésia, Pirapora e tantas outras conhecidas e reconhecidas cada vez mais pela beleza dos felpudos tapetes mágicos com que ladrilham suas ruas e corações.

Qual a origem da Festa de Corpus Christi?

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XIII. A Igreja sentiu necessidade de realçar a presença real do Cristo no pão consagrado. A festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV, com a Bula Transiturus de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a festa da Santíssima trindade, que acontece no Domingo depois de Pentecostes. O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão porque ele morreu em seguida. A celebração propagou-se por algumas Igrejas, como na Diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. Seu ofício foi composto por São Tomás de Aquino. Porque a Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na Quinta-feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre neste dia da semana.

Fonte:
Miranda, Evaristo Eduardo de. Guia de curiosidades Católicas. Pgs. 162-164. Petrópolis: Vozes, 2007

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Sacola da Catequese

Olha a sacola que fiz pra minha amiga Ana Lúcia de Guaratinguetá - SP:


Ana querida, deve estar chegando por aí!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Os desafios da quarta-feira



Houve um tempo em minha vida em que as quartas-feiras eram mágicas! Saborosas até! Era um dia especial em que eu me preparava com afinco. Quem me lê aqui pela internet há mais de dois anos, sabe o porquê...

Sempre dediquei as minhas quartas-feiras a uma missão. Desde meu primeiro ano nela em 2006... Era o tempo que eu tinha e o dia que eu tinha. E com o passar dele virou um dia especial: era o DIA DE CATEQUESE. Neste dia eu não marcava nada, jamais viajava e muito trabalho eu deixei pra depois. E, por mais que eu preparasse e planejasse tudo em outros dias, era aquele, o dia “mágico”. O dia do “encontro”. Nunca me senti cansada, desanimada ou estressada pra ele. Muitas vezes fui, confesso, angustiada... por não saber como ia ser recebida, como agir ou o que fazer diante dessas muitas contrariedades que aparecem na missão da gente. Mas, mesmo isto, me desafiava.

E também terminei muitas quartas-feiras frustrada... Por achar que não atingi meu objetivo ou por ser incompreendida de alguma forma. Também chorei muitas quartas-feiras. Mas bastava uma “passadinha” num lugar especial, dobrar os joelhos em frente a “Ele” e... pronto! Lá estava minha coragem, meu ânimo de volta. E idéias! Luminosas, divinas, inspiradas... E eu mal podia esperar pela próxima quarta-feira!

Não sei se por uma dessas incríveis coincidências da vida ou por desígnio Dele mesmo, mas, apesar de estar afastada da catequese desde o ano passado, as quartas-feiras ainda são “Dia de Catequese” aqui na minha casa. É pra lá que minha filha vai toda quarta-feira. Está no último ano da catequese de Crisma. E até pouco tempo atrás, este era um “caminho” que fazíamos juntas. No ano passado dediquei minhas tardes de quartas-feiras a esperar minha filha no pátio da Igreja. E os bancos debaixo das figueiras bravas, são testemunhas da minha dor... Dor por ser só uma espectadora daquilo que considero o meu palco. Onde tantas vezes fui protagonista e ativa participante.

E por mais que eu pergunte a Jesus porque Ele me “chama” e a Igreja Dele não, eu não tenho resposta. Mas são os caminhos que tenho que percorrer. No devido tempo, sei que a terei.

Este ano, morando um pouco mais perto da Igreja, minha filha faz o caminho sozinha. E já nem assisto mais o vai e vem de crianças, catequistas, mães... Mas a quarta ainda é, e muito, desafiante. Minha filha, agora adolescente, já não vai mais pra catequese, com tanto gosto. E é uma luta enorme, desde a hora do almoço até as duas horas, convencê-la de que vai ser “legal”, vai ser “bom”, que preguiça é uma coisa “feia”, que Deus precisa pelo menos dessa horinha para “falar” com ela. São as mensagens Dele, o conhecimento da Igreja de Jesus, coisas que ela precisa TER! E não é fácil! Fico imaginando, agora no papel de mãe, o quanto a catequista da minha filha deve esfolar o joelho pedindo coragem em frente ao sacrário!

E na volta, quando pergunto, “E aí, como foi?”, e a resposta não passa de um breve “Bom”. E me frustro... Eu queria que esse bom, fosse mais que bom! E me frustro mais ainda quando penso que não posso fazer nada pra isso mudar... Sou só uma mãe agora.

Ângela Rocha

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Marca Página - Divino Espírito Santo

QUER UMA IDÉIA PARA A FESTA DE PENTECOSTES?


Você vai precisar de:
- Vários retalhos de feltro em diferentes cores;
- Linha para costurar (bordar), várias cores;
- Feltro branco;
 - Fitas de cetim.

Execução: 
- Corte vários círculos no feltro de diferentes cores, você vai precisar de dois círculos para cada Divino;
- Coloque a fita de cetim no meio dos dois círculos, deixe uma ponta maior de um dos lados, se quiser pode colocar missangas na ponta da fita;
- Coloque a pomba já recortada em feltro branco, com olhos e bico já bordado e alinhave conforme  a imagem;
- Faça o acabamento em ponto de alinhavo.
 MOLDE: 
- Imprima um círculo mais ou menos do tamanho que desejar (pode ser o da boca de um copo)
- Imprima o molde acima num tamanho que caiba no círculo que vc deseja.

É só a gente acreditar...



 O mundo de hoje está cheio de "coisa ruim". E toda vez que ligamos a TV, lemos o jornal ou até mesmo conversamos com as pessoas, ficamos sabendo de coisas estarrecedoras. Algumas coisas e situações fazem até que a gente perca um pouco da fé na humanidade.

Fome no mundo, quando há tanta comida desperdiçada em outros lugares...
Guerra, terrorismo, violência... inocentes padecendo, perdendo pedaços de seus corpos, senão a vida...
Drogas, alcoolismo, cigarro, prostituição... como caminho para substituir uma vida de desilusão...
O homem "queimando" o planeta, a casa em que vive...
Violência desmedida contra mulheres e crianças... às vezes até dentro da própria família...
E falta de solidariedade, fraternidade, justiça, amor...
Por quê? Pessoas ruins? Situações ruins? Falta de oportunidades? Capitalismo selvagem? Comunismo? Má distribuição de renda? Isso pra não falar da falta de religiosidade, da FALTA DE DEUS na vida das pessoas, da falta de acreditar em alguma coisa. Falta de fé, com certeza.

Poderia aqui apontar tantas causas...

Mas é muito fácil acusar simplesmente essa nova era, a nova onda de filmes, livros e outras mídias... que satanizam o homem e o levam para o caminho do mal. "A culpa é destas pessoas que se trancam em seus escritórios e se dão ao trabalho de criar obras cujo objetivo é tirar DEUS DA VIDA DAS PESSOAS! Endeusando demônios, vampiros, bruxas e gnomos...". Reducionismo tão fácil...

Só que o mundo também, e AINDA BEM! Está cheio de coisa BOA! Pessoas maravilhosas que ainda acreditam na mensagem de Jesus e se dão ao trabalho de fazer algo em prol do outro: Sopão na madrugada, campanhas do agasalho, doações, voluntariado...
Pessoas que abraçam árvores para não tombarem em nome do progresso...
Missionários que andam pelo mundo afora evangelizando e agindo para construir um mundo melhor...
Catequistas que doam seu tempo na evangelização de crianças e jovens, independente de quaisquer condições...
Sem falar no serviço humanitário da Cruz Vermelha, pastoral da Criança e de tantas ONGS pelo mundo afora.

E ainda há GENTE FELIZ! Pessoas que felizmente tem uma vida digna e justa! E aquelas que têm uma vida não tão digna e nem tão justa, mas, mesmo assim, encontram motivos pra sorrir...

Poderia aqui apontar muitas "causas" também, dessa felicidade... E  não é, com certeza, estar alienado do mundo...

O homem é por essência bom, já dizia Rousseau...
O homem é capaz de Deus, diz nosso Catecismo...
Falta só a gente acreditar...

Ângela Rocha

Minhas artes: Sacolas em algodão crú

E pra quem ainda não viu "minhas artes", aí vai mais umas que andei aprontando:


Entre em contato comigo pelo e-mail: angprr@uol.com.br


UM BOM DIA CHEIO DE LUZ E PAZ!

Finalmente sobrou um tempinho para estar de volta aqui no blog...
Isso porque tenho dedicado minhas forças e energias quase só nas redes socias e ao trabalho artesanal... rsrrsrs...
Pensam que é fácil ter 515 amigos no face? Não é fácil não! Imaginem quem tem dois, três, cinco mil? É... conheço gente que tem...

Mas enfim, colocamos o nosso Grupo de Catequistas Anjos do Brasil no Facebook... e lá estou eu diarimente, partilhando mensagens, conteúdos e o que mais for possível. Já temos 387 membros no grupo!

Quem ainda não está lá... FAÇA O FAVOR! Catequista que se preza, evangeliza e se informa por todos os meios!

Conheça nosso grupo por lá e inscreva-se:


Mas voltando aqui, pro nosso mundo blogueiro...

Hoje estou de "ressaca"... Não aguento mais festa! Rsrsrsrsr...
Maio pra mim é um mês cheio delas... Aniversário da minha filha logo nos primeiros dias, meu aniversário, dia das mães, aniversário do filho daqui a pouco...
É um "porre" de comemorações...

Por enquanto, acabou a  festa... vão lembrar da gente agora só no ano que vêm... Então mamães: vamos ao fogão e pia... essas sim, não nos abandonam nunca! Filhas fiéis...


Mas... pra gente não desanimar: que fiquem ainda no ar e nos dias, o perfume dos lírios, das rosas, cravos, orquídeas, azaléias, violetas, margaridas, crisãntemos, begônias e calanchuês...



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Formação para coordenadores

Quer saber mais sobre coordenação na catequese?
Acompanhe nesta série de arquivos em powerpoint (slides):

http://mais.uol.com.br/view/12756694 - FUNDAMENTOS BÍBLICOS DO MINISTÉRIO DA COORDENAÇÃO


http://mais.uol.com.br/view/12756692 - ORGANIZAÇÃO NA CATEQUESE


http://mais.uol.com.br/view/12756687 - O MINISTÉRIO DA COORDENAÇÃO


http://mais.uol.com.br/view/12756675 - CARACTERÍSTICAS E PERFIL DO COORDENADOR


http://mais.uol.com.br/view/12756670 - A COORDENAÇÃO PAROQUIAL DA CATEQUESE

segunda-feira, 7 de maio de 2012

TOQUES DE LUZ...



Esta semana, coincidência ou não, os “Toques de Luz” de Ir. Zuleides, calaram fundo no meu coração. Talvez porque seja meu aniversário, mas pensei nos “toques de luz do Senhor” como as pessoas que fazem parte da minha vida...

E entre essas pessoas, um destaque especial aqui para este grupo... Um grupo de amigos, que tem se mantido forte, apesar da passagem do tempo. E outra coincidência é que nosso grupo de “Cartas entre amigos”, também nasceu em maio... dia 09 ele vai fazer dois anos... E nesse tempo todo, trocamos mais de 7.660 mensagens!

Ah! este é um “toque da luz de Deus” muito especial mesmo!

E a gente deve aproveitar, sábia e amorosamente os toques de graça que vêm ao nosso encontro... Antecipando festas, celebrações e passagens constantes em nossa vida! Esses momentos, acompanhados de expectativa, doçura, música, felicitações, presenças, presentes e agrados são, de certa forma, toques da luz de Deus, toques de amor dos familiares e amigos que nos impulsionam a seguir em frente com mais clareza e a certeza de que fazemos parte de uma grande família.

Estes toques de graça pedem parada, reflexão, revisão, reconsideração e redirecionamento em algumas dimensões de nossa vida! E agradecimento! Por nos proporcionar um encontro diário com outras pessoas, com irmãos de caminhada, com gente que tem os mesmos projetos, as mesmas aspirações... Que faz do nosso dia, um dia melhor com um simples “bom dia”!

São passagens de misericórdia divina, são toques de luz do Redentor. Somos melhores e somos perdoados por nossas falhas, na medida em que perdoamos o outro e os aceitamos também.

E quero que esse “toque” me mude! Quero adquirir a arte e a virtude de caminhar para a simplicidade, o desapego e o real sentido das situações que vivemos e passamos. Sejam elas boas ou não... Quero a cada dia da minha vida, aprender a ser melhor do que fui ontem. E quero sempre ter a humildade de admitir que não sei tudo, que erro, caio e me levanto, tantas vezes quanto for necessário nessa caminhada...

Um dia, sabendo que terei que deixar tudo o que recebi de presente, depois da definitiva passagem, quero que permaneça entre as pessoas que amei, a lembrança do que fui e o legado do bem que construí, resultado de minhas interações com a humanidade e o mundo. E que meus erros, por enormes que sejam, tornem-se pequenos diante do amor que dediquei a cada um. Que eu possa criar condições para que a Luz de Cristo resplandeça em mim, ilumine meus pensamentos, clareie meus caminhos e me aponte direções! Sempre!

Que as passagens de aniversário em minha vida e as tantas outras “passagens” e experiências, sejam agraciadas pela fé, aquecidas pelo amor, purificadas pela oração e fortificadas pela esperança.

Que cada passagem de Deus, que cada toque de luz possa chegar também em situações de sofrimento e dor e sejam prenúncios de uma vida nova, a cada ano que passa! E que eu possa, repartir com vocês, meus queridos amigos e amigas, todos os toques de Deus que eu receber!

Amém!

Um grande abraço a todos! Deus as abençoe e os abençoe sempre!

Ângela Rocha


P.S.: E obrigado a Ir. Zuleides M. de Andrade, ASCJ, pela inspiração!


domingo, 6 de maio de 2012

A canção de qualquer mãe...

E vamos já nos preparando para o dia das mães, com este "delicioso" texto de Lya Luft...
A canção de qualquer mãe

"Filhos, vocês terão sempre me dado muito mais do que esperei ou mereci ou imaginei ter"
Que nossa vida, meus filhos, tecida de encontros e desencontros, como a de todo mundo, tenha por baixo um rio de águas generosas, um entendimento acima das palavras e um afeto além dos gestos – algo que só pode nascer entre nós. Que quando eu me aproxime, meu filho, você não se encolha nem um milímetro com medo de voltar a ser menino, você que já é um homem. Que quando eu a olhe, minha filha, você não se sinta criticada ou avaliada, mas simplesmente adorada, como desde o primeiro instante.

Que, quando se lembrarem de sua infância, não recordem os dias difíceis (vocês nem sabiam), o trabalho cansativo, a saúde não tão boa, o casamento numa pequena ou grande crise, os nervos à flor da pele – aqueles dias em que, até hoje arrependida, dei um tapa que ainda agora dói em mim, ou disse uma palavra injusta. Lembrem-se dos deliciosos momentos em família, das risadas, das histórias na hora de dormir, do bolo que embatumou, mas que vocês, pequenos, comeram dizendo que estava maravilhoso. Que pensando em sua adolescência não recordem minhas distrações, minhas imperfeições e impropriedades, mas as caminhadas pela praia, o sorvete na esquina, a lição de casa na mesa de jantar, a sensação de aconchego, sentados na sala cada um com sua ocupação.

Que quando precisarem de mim, meus filhos, vocês nunca hesitem em chamar: mãe! Seja para prender um botão de camisa, ficar com uma criança, segurar a mão, tentar fazer baixar a febre, socorrer com qualquer tipo de recurso, ou apenas escutar alguma queixa ou preocupação. Não é preciso constrangerem-se de ser filhos querendo mãe, só porque vocês também já estão grisalhos, ou com filhos crescidos, com suas alegrias e dores, como eu tenho e tive as minhas. Que, independendo da hora e do lugar, a gente se sinta bem pensando no outro. Que essa consciência faça expandir-se a vida e o coração, na certeza de que aquela pessoa, seja onde for, vai saber entender; o que não entender vai absorver; e o que não absorver vai enfeitar e tornar bom.

Que quando nos afastarmos isso seja sem dilaceramento, ainda que com passageira tristeza, porque todos devem seguir seu caminho, mesmo que isso signifique alguma distância: e que todo reencontro seja de grandes abraços e boas risadas. Esse é um tipo de amor que independe de presença e tempo. Que quando estivermos juntos vocês encarem com algum bom humor e muita naturalidade se houver raízes grisalhas no meu cabelo, se eu começar a repetir histórias, e se tantas vezes só de olhar para vocês meus olhos se encherem de lágrimas: serão apenas de alegria porque vocês estão aí. Que quando pareço mais cansada vocês não tenham receio de que eu precise de mais ajuda do que vocês podem me dar: provavelmente não precisarei de mais apoio do que do seu carinho, da sua atenção natural e jamais forçada. E, se precisar de mais que isso, não se culpem se por vezes for difícil, ou trabalhoso ou tedioso, se lhes causar susto ou dor: as coisas são assim. Que, se um dia eu começar a me confundir, esse eventual efeito de um longo tempo de vida não os assuste: tentem entrar no meu novo mundo, sem drama nem culpa, mesmo quando se impacientarem. Toda a transformação do nascimento à morte é um dom da natureza, e uma forma de crescimento.

Que em qualquer momento, meus filhos, sendo eu qualquer mãe, de qualquer raça, credo, idade ou instrução, vocês possam perceber em mim, ainda que numa cintilação breve, a inapagável sensação de quando vocês foram colocados pela primeira vez nos meus braços: misto de susto, plenitude e ternura, maior e mais importante do que todas as glórias da arte e da ciência, mais sério do que as tentativas dos filósofos de explicar os enigmas da existência. A sensação que vinha do seu cheiro, da sua pele, de seu rostinho, e da consciência de que ali havia, a partir de mim e desse amor, uma nova pessoa, com seu destino e sua vida, nesta bela e complicada terra. E assim sendo, meus filhos, vocês terão sempre me dado muito mais do que esperei ou mereci ou imaginei ter. 

Chá e "pão frito"...

Pequenos gestos, coisinhas as vezes, tão simples, consertam os nossos dias. E uma coisa tão simples e corriqueira é o “pão frito” com chazinho. Minha filha me viu triste esta manhã, olhou pra mim e disse: “Mãe, quer um pão frito? Eu faço pra você!”.

Pronto! Sarei. Muito mais que o próprio "pão frito", aquele sorriso e aquele amor verdadeiro são remédios milagrosos.

Esse “pão frito”, uma fatia de pão de forma com margarina dos dois lados, sapecado na frigideira, tem poderes curativos, que ciência nenhuma explica. Comer uma ou duas fatias faz com que a gente volte a acreditar nas pessoas!

E ele me lembra o chazinho de hortelã que minha mãe fazia quando eu era criança. sabe aquelas dores de barriga que a gente tem? A dor era tão ruim... Aí ela vinha e dizia: “Quer um chazinho de hortelã? Eu faço pra você!”. Não sei o que tinha naquele chá, nem sei se eu bebia, mas eu sarava! Aquilo tudo curava. As dores do corpo e as dores da alma.

As pessoas deveriam aprender a oferecer “chazinho de hortelã” ou um “pão frito” para aqueles que estão tristes...