domingo, 29 de julho de 2012

Vamos estudar no Facebook?

CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO:

ESTUDOS NA SEMANA DE 30/07 A 03/08:
- Didaqué - 2ª parte: Capítulos VII e X

ESTUDOS NA SEMANA DE 06/08 a 10/08:
- Didaqué - 3ª parte: Capítulos XI a XV
- Didaqué - 4ª parte: capítulos XVI
(A 1ª parte da Didaqué encontra-se disponível na aba ARQUIVOS do grupo)

ESTUDOS NA SEMANA 13/08 a 17/08 e 20/08 a 24/08:
-Evangelho de São Marcos (Subsídios para o mês da Bíblia)

Acompanhe as publicações pelo grupo

https://www.facebook.com/groups/catequistasemformacao/

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Eis o mistério da fé...


Aos dezoito anos eu não acreditava em Deus. Não havia em mim sabedoria ou compreensão para aceitar um pai que fazia sofrer seus filhos. Não podia entender porque os bons sofriam e os maus eram felizes. A diferenciação entre o bem e o mal me era totalmente particular. Ainda não havia chegado o momento de aceitar a vida como essa enorme “roleta” descrita por Rubens Alves: Viver é estar jogando essa roleta sem fim. A vida é um jogo, às vezes somos felizes, noutra amargamos derrotas e sofrimentos. Coisas da vida. Deus não nos quer sofredores. Ele nos ama e nos deu a maravilhosa opção da “escolha”.

Bem, se eu tivesse de novo dezoito anos responderia na lata: “Que escolha teve uma criança jogada na rua com fome e frio?” ou ainda, “Por que se morre vítima de bala perdida?” No último caso poderia conjecturar: “Escolheu o lugar errado para estar!”. No primeiro teria que remeter a culpa. Culpa por ter nascido de um ventre insensato. Mas a culpa não é hereditária. O castigo não passa de pai para filho.

Ao longo dessa minha vida, que já vai pra lá da metade, muita coisa aconteceu para provar que as coisas não são tão fáceis de serem colocadas na lógica do bem e do mal. Pratico o bem, devo ser recompensada com o bem. Pratico o mal, meu destino é o inferno. Mas o que é o bem e o que é o mal? Cada um pode ter a sua própria definição. Se cada ser humano escrevesse a sua, não haveria espaço suficiente em dicionário nenhum. Nem na Wikipédia com sua infinidade de gigabytes.

Tentei por muito tempo compreender a fé que move as pessoas. Falo da fé no divino, fé em Deus, não na fé que algumas pessoas têm em coisas mundanas como dinheiro e o time do coração. Acho que nunca pude compreender de verdade o: “Eis o mistério da fé!”. O acreditar sem ter visto. A aceitação passiva do sofrimento humano como uma determinação celestial para alcançar o reino dos céus.

Mas, depois que amadureci, a fé veio. Firme e forte. Assim...

Foram diversas e ao mesmo tempo nenhuma razão aparente. Só que aquele vazio que existia em mim, que buscava explicação para tudo, deixou de gritar por respostas. Elas não existem. Não existe razão para o sofrimento. Não existe razão para a fome. Não existe razão para o abandono. Não existe razão para o amor não correspondido. Nem para a doença ou para qualquer outra desgraça que nos faça chorar sem consolo.

É simples assim. Deus criou o mundo perfeito. Tudo funcionando direitinho. O céu azul infinito. A terra abundante de frutos e cada criatura com uma função. Nada havia que não tivesse sua razão de ser. Exceto o sofrimento e a dor. Isso quem criou foi o homem. A criatura a quem Deus também deu o poder de “criar”. E que preferiu criar coisas de que não precisava. Entre elas, a dor, o sofrimento, a amargura, a derrota, o desespero e a fome. 

Foi quando compreendi o mistério da Fé. Essa esperança quase que desesperada de não sofrer. Essa espera pelo afago e pela garantia de que tudo vai passar. Coisas que só os Pais podem fazer. Foi quando Deus me afagou com seu braço invisível e sussurrou, através da brisa, que tudo aquilo ia passar. E passou. Ainda posso sentir esse afago agora, nesse momento. Deixei de esperar por milagres. Agora eu os tenho todos os dias. Deixei de ver só as coisas ruins. Vejo muito mais as belas, aquelas criadas pelas mãos de Deus.
Deixei de ver a criança com fome e frio e passei a ver o milagre que são todas as pessoas que trabalham para reverter isso. Acredite. Elas existem. Aos milhares. Às vezes ouvimos falar de algumas: São Francisco, Madre Tereza, Irmã Dulce; outras vezes, as vemos naquelas cestas básicas que chegam todos os dias às nossas Igrejas por mãos anônimas. Deixei de ver as pessoas doentes e passei a ver as descobertas da ciência. Também passei a aceitar que Deus nos fez finitos. Todos têm que morrer um dia. Um dia o jogo acaba.

Deixei de olhar as mazelas do mundo e passei a ver a grama crescendo, a flor desabrochando, o riacho correndo, a criança brincando, independente do que acontece. Independente do que nós homens achamos disso. Então o mistério da fé não é acreditar sem ver, mas VER as inúmeras maneiras com que Deus se manifesta e, só assim, compreender as razões da nossa existência.

Ângela Rocha

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Roteiro: Ensinando a orar


ROTEIRO DE ENCONTRO – ENSINANDO A  ORAR


Objetivo: Ensinar as crianças a orar com mais facilidade e naturalidade. Como orar? Que palavras utilizar?

Leitura Bíblica: Romanos 8, 26-27.

Material Necessário:
- 2 cadeados pequenos e chaves3 chaves velhas de tipos diferentes
- Porta-jóias com chave (pode ser substituído por caixinha de papelão revestida com papel amarelo)
- 7 a 8 tipos de jóias (podem ser anéis, pedra preciosas, colar de pérolas etc.)
Confeccionar um cartãozinho para cada um, com o versículo: “Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei.” (João 14, 14).
- Textos adicionais: I Reis 18, 17-36; Atos 12, 5-12; Marcos 11, 24.

Dinâmica:

Coloque as jóias na caixa. (Caso utilize a caixa de papelão, tente fechá-la colocando uma alça na tampa e na caixa para fechar com o cadeado. Caso utilize um porta-jóias com chave, será necessário apenas um cadeado.)
Coloque etiquetas em cada chave, com as seguintes inscrições: DINHEIRO, FAMA, POBREZA. Coloque etiquetas também em cada jóia. As etiquetas das jóias devem conter as seguintes inscrições: “Ajuda na angústia”, “Perdão”, “Saúde”, “Força”.
NOTA: A chave que abre a caixa ou o cadeado que tranca a caixa deve conter uma etiqueta com a palavra ORAÇÃO.

Texto explicativo:

Mostre um cadeado e sua forma de fechadura. Enquanto você abre e fecha esse cadeado com a própria chave dele, explique que existem muitas outras fechaduras que necessitam das suas chaves próprias para que possam ser abertas, como por exemplo: A porta da nossa casa, a fechadura do carro, a fechadura da mala, da loja, do portão etc.

Há, porém, um tipo de fechadura bem diferente dessas que aqui se encontram. Essa fechadura necessita de uma chave diferente também. É a fechadura do maravilhoso tesouro de Deus (coloque o porta-jóias sobre a mesa e não mostre a chave).

Bem, se este porta-jóias fosse o tesouro de Deus e você necessitasse de uma ou mais bênçãos, como ajuda na angústia, perdão ou força, como você poderia ter acesso a essas coisas?Será necessário uma chave especial, uma chave própria para abrir esse tipo de fechadura (mostre que a caixa está fechada).Vamos tentar agora descobrir qual é a chave especial que necessitamos para abrir o maravilhoso tesouro de Deus.

Primeira chave – DINHEIRO. O dinheiro pode comprar as bênçãos de Deus? (Tente a chave na fechadura ou peça para uma das crianças tentar abrir.) O dinheiro nunca pode comprar o perdão ou a ajuda de Deus em tempo de angústia ou necessidade.

Segunda chave – FAMA.  Algumas vezes você vê o filho de uma pessoa famosa e imagina que a chave da fama irá abrir a caixa do tesouro. (Tentar de novo abrir). Talvez seja o filho do prefeito ou do presidente, porém, ter pais famosos não irá abrir o cadeado.

Terceira chave – POBREZA. A pobreza irá abrir o tesouro? (Pedir a alguém para tentar abrir) Não. O fato de ser pobre não implica em que o cadeado abra a caixa do tesouro.

Há apenas uma chave que pode abri-la. É a chave da oração (segure a chave correta, rotulada com a palavra ORAÇÃO). Comente, em poucas palavras, como Elias usou a chave da oração para provar que Deus é o único Deus verdadeiro (I Reis 18, 17-36) e como a Igreja orou pela libertação de Pedro (Atos 12, 5-12). (Abra a caixa e mostre algumas jóias que ela contém e leia as etiquetas coladas nessas jóias.) Jesus disse: “Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei” (João 14,14). Primeiramente, peça para as meninas lerem o verso, depois para os meninos.

Mas, e agora? Vocês sabem orar? O que dizer?

- Convide as crianças a acompanhá-la  numa leitura.
- Leiam em voz alta o texto de Romanos 8, 26-27. Pausadamente, repita a leitura e explique às crianças a passagem. Então peça à elas que contem momentos em que tiveram dificuldades em saber como (ou o que) orar.
- Divida o grupo em duplas.
- Diga a elas que, esta passagem nos ajuda a entender que nós sempre podemos orar, mesmo que não saibamos o que dizer.
- Peça então que cada um diga ao seu companheiro(a) de dupla alguma coisa que o está preocupando. Quem ouviu, então, coloca esta preocupação numa oração (pode ser apenas uma frase - Ex.: se o primeiro disse que tem uma prova difícil na escola, o segundo pode orar algo como "Querido Deus, ajude o João a entender o que ele está estudando, e lhe dê calma no momento da prova. Amém". Depois invertem-se os papéis.
- Quando as duplas terminarem de orar, pergunte como se sentiram, se acharam fácil orar assim, o que eles podem fazer quando estão inseguros sobre que palavras usar e como orar, etc..
- Você também pode pedir que cada um escreva seu nome e uma preocupação num papel. Depois as crianças sorteiam entre si os papéis e durante a semana devem orar pela pessoa e preocupação cujo nome está no papel.
- Encerre com oração - cada um do grupo deve orar por alguma outra pessoa - pode ser do próprio grupo ou outros conhecidos, família, etc.

- No final distribua um cartãozinho com o versículo de João 14, 14, e peça a eles que coloquem na mesa de cabeceira para sempre lembrar de orar antes de dormir ou ao acordar. 

Ângela Rocha 


Orando na catequese...


Há uma paz e uma alegria enorme em se colocar em oração. E nem sempre conseguimos fazer com que nossas crianças consigam fazer essa meditação e esse "encontro" com Deus na Oração. Primeiro que eles são por demais inquietos e são absolutamente incapazes de ficar imóveis e entrar em abstração. Não é característica da idade e nem do interesse "vivo" que eles tem pelas coisas. Eles precisam de imagens, sons e movimento. É assim que se caracteriza o aprendizado na primeira e segunda infância.

E ao entrar na adolescência o mundo entra em ebulição. O jovem sente necessidade de estar sozinho e ao mesmo tempo não consegue viver sem o "grupo". Ele precisa entender as mudanças internas e ao mesmo tempo se adequar ao mundo externo, a um outro mundo que se desdobra ao seu redor... Um mundo que exige dele postura e "responsabilidade"... Isso quando ele nem sabe ainda o que fazer com seu hormônios...

Mas é preciso que oremos na catequese... É preciso despertar nestes jovens a necessidade de se estar "a sós" consigo mesmo e com Deus. A experiência de oração Inaciana é muito útil neste ponto. Muitas vezes não consigo fazer uma oração no encontro de catequese. Não há "espírito" e nem "clima"... A recitação mecânica do Pai Nosso ou da Ave Maria, não satisfaz a necessidade de "repouso" de nossas mentes e coração. E eu já encontrei catequistas que usam a oração como um "cala boca" quando as crianças se mostram inquietas e loquazes. E no meio da bagunça, dá-lhe um "Pai Nosso que estais no céu...". As crianças vão aos poucos aderindo ao "palavrório" e se faz silêncio. Mas será essa uma oração verdadeira? De escuta e de meditação? Ou será só um distração momentânea daquilo que é do interesse deles no momento?

O texto "Entra no Teu quarto" de Ir. Teresa Cristina é um excelente subsídio para se aprender a oração. Claro que é necessário uma certa adaptação, mas tenho sentido que nos encontros, quando uso algo parecido, as orações ficam um pouco mais verdadeiras.

- Peço para que todos, sentadinhos mesmo, coloquem os dois pés firmemente no chão e fechem os olhos...
- Coloquem as mãos nos joelhos... respirem fundo... uma, duas, três vezes... sintam a energia de vocês, que vem lá da ponta dos pés, subindo, subindo... agora está nos joelhos... subindo pelo estomago, pelas mãos... sinta chegar ao coração, aos pulmões... aos ombros... e sinta todo o peso sair deles... sinta... você está leve... respire fundo, pausadamente... coloque um pouquinho os polegares pressionando os ouvidos, escute a sua respiração... o silêncio do seu coração...
- Agora, ainda de olhos fechados, baixe as mãos... vamos levar Deus aos nossos pensamentos, contar a ele o que vai em nossos corações, nossos medos, nossas culpas... vamos pedir perdão... e pedir a Jesus que nos ajude a ser melhor... e Ele perdoa... e nos dá essa graça e afirma que não nos abandonará nunca!
- Agora agradeça e lembre de tudo de bom que Deus colocou em sua vida e louve, louve silenciosamente a Deus, agradeça o dom da vida... e bem devagar, saboreando cada palavra, sentindo cada frase, vamos rezer o Pai Nosso.
- Agora, bem devagar, abrindo os olhos, esticando os braços, remexendo e dando aquele sorriso... Vamos lá? Vamos fazer um encontro maravilhoso?? 

Ângela Rocha


Entra no Teu Quarto...


Coloque-se numa posição confortável... Procure ou imagine um lugar bem tranqüilo... Mantenha os olhos suavemente fechados... Respire lenta e profundamente algumas vezes... Relaxe todo o seu corpo, da cabeça aos pés.... Procure concentrar sua atenção na respiração... Para isso, usando os polegares para bloquear os ouvidos, ouça por alguns instantes o ruído da sua respiração. Lenta e suavemente baixe suas mãos ao longo do corpo ou deixe-as repousando sobre suas coxas...
Escute os sons ao seu redor... todos eles: fracos e fortes... próximos e distantes...Escute agora todos estes sons englobados formando uma só vasta sinfonia. “Para vós, Senhor, até o silêncio é um louvor”...

Agora... entre em seu quarto... Isto é, em seu coração... Feche a porta... Deixe todas as suas preocupações lá fora... Procure escutar seu próprio coração... Você já parou alguma vez para ouvir que som ele emite? É um som alegre... triste... cheio de esperança... de amor?... Neste seu coração também há silêncio... Quanto mais aguda for a escuta, mais profundo será seu silêncio... E quanto mais silêncio houver em você, mais perfeita será sua escuta...

Ao iniciar a oração, dê um espaço para escutar o barulho que existe dentro e fora de você... Descubra os sinais de vida que ainda existem em você sufocados pelo barulho....A vida não se restaura... renova-se... realimenta-se... rejuvenesce-se... a partir das raízes.

Peça a Graça: Senhor, dai-me a graça de fazer silêncio para escutar a tua voz. “Quando fores orar, entre no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, te recompensará” ( Mt 6, 6 ).

O ser humano se preocupa com a aparência, com o exterior e Deus olha o nosso coração. O que mais nos ajuda a aproximar-nos de Deus, das pessoas, de nós mesmos/as e da realidade são estes momentos de parada e de escuta que fazemos no interior de nosso coração, de nosso quarto...

Aí no seu quarto... Dentro do seu coração... À portas fechadas... procure conversar com Deus, seu Pai, seu Criador e Senhor... Pergunte... dialogue... questione... Expresse o que você sente... Não sou uma edição melhor que outros seres humanos... Só resta dizer: “Senhor, eu sou um pecador... uma pecadora...; tende compaixão de mim”.

Aproveite e use o olhar de Jesus para descobrir que coisas Ele vê em você, quando lhe diz, mesmo apesar dos seus pecados, das suas misérias: “Você é precioso para meu coração ”...

Com esse mesmo olhar de Jesus, olhe também para as pessoas que você não gosta... que você rejeita... que você não perdoa.... que você não ama... que você não aceita... que lhe fazem sombra... de quem você julga... de quem você tece comentários negativos... destrutivos... que você coloca rótulos e que depois é difícil de serem tirados...

Coloque-se aí... diante do Senhor... como alguém carente... que precisa muito deste olhar misericordioso de Cristo ... para levar você à compaixão... à tolerância... para salvar o fariseu que existe em você... Os fariseus criticavam tudo...

Deixe-se curar... deixe-se tocar por Jesus... Onde nós caímos... Onde nos afastamos de Deus... Onde nos deparamos com nossas fraquezas pessoais é que nos tornamos abertos para Deus.... para que Ele possa atuar... para que Ele possa nos fazer pessoas livres...

Deus nos educa também através de nossos fracassos... através de nossos “entulhos”, como diz o profeta (Jr 2, 19): “Teu entulho, seja o teu pedagogo”. Antes de sair de seu quarto veja quais os entulhos que você quer entregar ao Senhor para que você seja mais livre, para que sua vida tenha mais qualidade. Mas, Deus haverá de conduzir você pelo caminho para a sua glória apesar de todas as dificuldades e de todo “entulho”...
“Isto é uma ordem: Sê firme e corajoso. Não te atemorizes, não tenhas medo, porque o Senhor está contigo em qualquer parte para onde fores” (Js 1, 9).

 Procurando “saborear internamente” recorde aquela palavra... aquela frase... aquela iluminação... que mais tocou... que mais mexeu com você durante a oração e que você quer levar para a sua vida...
Agradeça e louve o Senhor por este momento passado no interior de seu quarto... Em sua companhia... ouvindo... olhando com os olhos de Jesus, sua própria vida... suas atitudes... as outras pessoas... a realidade... No íntimo de seu coração reze bem devagar, como que... saboreando... a oração dos filhos, a oração dos irmãos... O Pai-Nosso...

Concede-nos, Senhor, o silêncio que nos liberta e abre-nos novos espaços... não o silêncio do medo causado pelos outros e pelo mundo, mas aquele que nos torna próximo de todo o ser humano e da Criação; aquele em que a matéria nutre-se com as energias do ressuscitado na expectativa de uma vida nova em tua luz... Amém!

Nossa oração está terminando... respire bem devagar algumas vezes... Mexa com seus braços,.. suas mãos... suas pernas... seus pés... Sentindo-se leve... alegre e feliz... abra os seus olhos... Amanhã o dia vai ser novo e diferente!

Ir. Teresa Cristina Potrick

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O VENDEDOR DE PALAVRAS


Por Fabio Reynol

Ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, “indigência lexical”. Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica. Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs.
Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: uma mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia: “Histriônico — apenas R$ 0,50!”. Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta curiosos parasse e perguntasse.
— O que o senhor está vendendo?
— Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico a cinqüenta centavos como diz a placa.
— O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.
— O senhor sabe o significado de histriônico?
— Não.
— Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem.
— Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.
— O senhor tem dicionário em casa?
— Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.
— O senhor estava indo à biblioteca?
— Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.
— Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta centavos de real!
— Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?
— Se o senhor não comer a alface ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha.
— O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras?
— O senhor conhece Nélida Piñon?
— Não.
— É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.
— E por que o senhor não vende livros?
— Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado, portanto eu as vendo no varejo.
— E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem barriga.

— A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado. Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela carinha de dona-de-casa ela nunca me enganou. Passou por aqui sorrateira. Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade. Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho.
— O senhor não acha muita pretensão? Pegar um…
— Jactância.
— Pegar um livro velho…
— Alfarrábio.
— O senhor me interrompe!
— Profaço.
— Está me enrolando, não é?
— Tergiversando.
— Quanta lenga-lenga…
— Ambages.
— Ambages?
— Pode ser também evasivas.
— Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!
— Pusilânime.
— O senhor é engraçadinho, não?
— Finalmente chegamos: histriônico!
— Adeus.
— Ei! Vai embora sem pagar?
— Tome seus cinqüenta centavos.
— São três reais e cinqüenta.
— Como é?
— Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar para o senhor. ó histriônico estava na promoção, mas como o senhor se mostrou interessado, faço todas Pelo mesmo preço.
— Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?
— É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?

 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

BOM DIA! BOM DIA!


Um dia que merece Celine Dion e R. kelly:


http://mais.uol.com.br/view/275697


Eu sou seu anjo...

Nenhuma montanha é alta demais para você subir
Tudo que tem a fazer, é ter algum tipo de fé
Nenhum rio é tão grande para se atravessar
Tudo que tem a fazer, é acreditar quando orar
E então você verá que a manhã virá
E todos os dias serão tão brilhantes quanto o sol
Pegue seus medos, jogue-os para mim
Eu só desejo que você veja
Eu serei sua nuvem no céu
Eu serei seu ombro quando você chorar
Eu ouço sua voz quando você me chama
Eu sou seu anjo
E quando toda esperança se for, estarei aqui
Não importa o quanto estejas longe, eu estou perto
Não faz diferença quem você seja
Eu sou seu anjo, eu sou seu anjo
Eu vi suas lágrimas e te ouvi chorar
Tudo que você precisa é de tempo,
Me procure e você encontrará
Você tem tudo e ainda está só
Não precisa ser desta maneira
Deixe que eu te mostro um dia melhor
Então você verá, a manhã virá
E todos os seus dias serão brilhantes como o sol
Pegue seus medos, jogue-os para mim
Como posso te fazer ver
E quando for a hora de enfrentar a tempestade
Eu estarei bem ao seu lado
A graça nos manterá seguros e aquecidos
Eu sei que sobreviveremos
E quando parecer
Que seu fim está se aproximando
Não ouse desistir da luta
Basta confiar no céu.



quarta-feira, 11 de julho de 2012

PAI NOSSO DO CATEQUISTA



 PAI - NOSSO QUE ESTAIS NO CEU,
Pai de todos nós, vossos seguidores
Pai presente na missão de todos os catequistas
Pai que estais presente nos catequizandos que formamos
Pai, primeiro catequista da humanidade e mestre de sabedoria.

SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME,
Santificado seja o vosso nome nas palavras que pronunciamos
Santificado seja o vosso nome no tempo que dedicamos aos catequizandos
Santificado seja o vosso nome pelo catequista que somos.

VENHA NOS O VOSSO REINO,
Reino de paz e humanidade
Reino de fé e Constancia
Reino de forca e coragem
Reino de serviço e doação.

SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CEU,
Seja feita a vossa vontade nas palavras que dizemos
Seja feita a vossa vontade em tudo que testemunhamos
Seja feita a vossa vontade no testemunho que damos
Seja feita a vossa vontade no coração de todos.

O PAO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE,
Dai-nos o pão da esperança e segurança
Dai-nos o pão da vossa Palavra, o Evangelho.
Dai-nos o pão para comer, pão que sacia a fome.
Dai-nos o pão da fé e do vosso Amor, a Eucaristia.

PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS , ASSIM COMO NÓS
PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO,
Perdoai nossa fraqueza na fé
Perdoai nosso desânimo e descompromisso cristão
Perdoai nossa não correspondência ao vosso amor
Perdoem todos os que praticam o mal

E NAO NOS DEIXEI CAIR EM TENTACAO, MAS LIVRAI-NOS DO MAL,
Livrai-nos da tentação, da ambição e do orgulho
Livrai-nos da tentação de não falar em nome da vossa igreja
Livrai-nos da tentação do comodismo
Livrai-nos da tentação de não professar, com atos, a fé que assumimos.

AMEM !

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Reencontro...


Fui tomada por uma nostalgia enorme hoje. Por uma saudade daquele tempo onde a gente se reunia mais para orar do que por qualquer outra coisa,  onde nos deixávamos tomar por um espírito de "equipe" que já não existe mais.  Onde doutrina era deixada para cursos mais elaborados e longos. Onde  se tocava e cantava pelo simples prazer  de estar junto falando de Jesus... Onde os encontros eram cheios de oração e espiritualidade.

Já participei de encontros onde fui convidada a desenvolver um assunto como a IVC, em 4 horas. Onde eu deveria esmiuçar as publicações a respeito, as sínteses, os resumos.  Muita coisa, muita coisa mesmo. E eu me via lutando contra o relógio e a falta de pontualidade para começar... E a pontualidade britânica para acabar.

Nem todos chegam na hora e faltando meia hora o povo começa a se levantar para ir embora. E não havia como orar. Aprendi um dia com Ir. Nery (na especialização em catequética) que a gente nunca faz um encontro verdadeiro para falar de Cristo que não comece ou termine com o Pai Nosso. É triste, mas, nem sempre consigo colocar isso em prática.

Eu só sei que fica muito a discutir, porque na hora das partilhas as pessoas querem ir embora. A gente mal consegue dizer o "vão com Deus" antes da sala se esvaziar. E, muitas vezes,  fazemos a leitura bíblica do início do encontro, só com metade das pessoas.

E apesar do bom feedback que recebo, elogios e agradecimentos por parte da coordenação e do padre... Sempre fica aquela sensação de faltou algo, que não há sugestões "práticas", coisas que se precisa rever, e momentos "fortes" de espiritualidade. Aí me bate essa saudade...

Porém, sou novata ainda, uma amadora. E minha "saudade" é pura "incorporação". Porque eu NUNCA vivi esse tempo! Nunca participei de verdadeiros encontros espirituais na catequese. Pelo menos não entre catequistas. Nunca fui a um retiro de catequese, nunca vivi um momento forte de espiritualidade "com" catequistas. Nunca tive momentos "para rezar" com meus colegas catequistas. É triste admitir que não conheço esses momentos celebrativos e querigmáticos, onde as pessoas não tenham pressa e possam colocar nesses instantes, seus medos, frustrações, dramas, tristezas, desafios, sonhos, ou simplesmente chorar sem nem ao certo saber por quê.

Esses momentos eu só conheci, por incrível que pareça, virtualmente. E posso afirmar sem titubear que sou muito mais amiga de catequistas pela internet do que ao vivo e a cores...

Num dos últimos encontros de formação que conduzi, depois de um ano inteiro de conteúdos e estudo de documentos,  coloquei momentos de silêncio, música, trocamos experiências, falamos mais de nós, fizemos uma troca de bênçãos, orações de mãos dadas. E no final, todos os catequistas presentes se espantaram porque o tempo naquele dia passou tão depressa e tudo foi tão "mais gostoso". E confesso que muitas vezes tenho vontade de esquecer o "script" que me deram e fazer "só" isso: aproveitar o momento em que estamos juntos. Para orar, para silenciar e sermos só, nós mesmos.

Não é fácil exercer o papel de "palestrante", de formador. Como formadores, esperam da gente uma bagagem de conhecimentos enorme, que precisa ser "despejado" na cabeça dos catequistas no pouco tempo que temos. Na verdade, os catequistas nem precisam ler os documentos da Igreja, porque sabem que, uma hora ou outra, vai alguém lá passar o "resumo" pra eles. E as formações viraram "chateações". Coisas do calendário  para se cumprir.

Sonho com o dia em que haja mais escuta, mais partilha, mais compromisso conjunto. Onde os encontros sejam aguardados ansiosamente e sem pressa para acabar, que oremos de mãos dadas e de corações "ligados". Porque é fácil pegar na mão sem sentir no coração.

E onde "saber da vida do outro", não seja fazer fofoca. Seja "se importar", ter compromisso em ser aquele que está ali para um abraço carinhoso num momento de tristeza. E que as palavras: colega, distância e formalidade; estejam só no dicionário, muito longe da nossa realidade.

Ângela Rocha


Amar dói... entre outras coisas


Sabe que inspiração é uma coisa engraçada... Há dias não me inspiro a escrever nada. Pelo menos algo digno de nota. Aquelas coisas que vem de dentro mesmo, do coração, do estômago, sei lá...

E achei um texto aqui que dizem ser do Arnaldo Jabor. Sei lá se é, mas me inspirou. O texto inteiro é muito ilustrativo. De fato, ninguém se complementa. As pessoas se somam ou se diminuem. Infelizmente vemos muito mais casos de relacionamentos do tipo, um se anula até virar um zero a esquerda e o outro que se multiplica tanto a ponto de dominar completamente o “planeta” casamento; do que relacionamentos onde a ordem dos fatores não altera o produto.  

Relacionamento, namoro, casamento, seja lá o que for... não é nada fácil. Eu diria até que é “briga de foice no escuro”. Você pode até acabar cortando um pedaço que vai te fazer uma falta danada... Mas é assim. Como o texto diz, somos sós, nascemos sós, morremos sós... Mas não conseguimos viver sós. Viver com uma pessoa que conhecemos a vida inteira já é difícil -  não existem irmãos que se odeiam? - Imagine então com alguém que você conheceu outro dia! Sabe-se lá o que a mãe da criatura botou na cabeça dele...

Conviver não é fácil. A arte de continuar “apesar de” então, é uma arte das mais requintadas. Às vezes você fica com aquele gosto na boca de coisa que você gostaria de ter cuspido na hora, mas não, você mastiga, mastiga e acaba engolindo. Tudo em prol do “outro”. A mágica da coisa é quando o outro faz isso também. Mais mágico ainda é quando os dois percebem! Então o “conviver” é definitivo. Pode encomendar os salgadinhos das bodas de ouro!

E é bom saber que amar fere e dói! Muito, ás vezes. Tem ciúme, tem raiva, tem decepção, tem sexo morno, frustração, ódio... Mas, tem coisa boa também: carinho, presença, apoio, sexo animal, riso, felicidade... O segredo é ser como um comerciante desonesto: superfaturar os produtos dessa última lista, porque, invariavelmente eles estarão lá em quantidades bem menores... Então, façamos a seguinte proporção: um momento de ódio pesa 100 gramas, um carinho, 100 quilos. Assim jamais o déficit das coisas boas vai ser tão grande que leve a um divórcio iminente...

Agora, vou dizer uma coisa: não deve ser fácil chegar aos quarenta e tantos anos e acabar descobrindo que tudo foi um engodo. Que aquele relacionamento em que você investiu tanto, não passava disso: um “relacionamentozinho”. E quando há traição? Viche! A traição pesa toneladas. Aí, minha gente, não há balança que agüente! Não há carinho, amor, companheirismo ou qualquer sentimento bom que possa contrabalançar.

Voltando ao texto: Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse...

Tenho a receita pra isso! Bom mesmo é pegar um menino direto do colo da mãe, aos 18, 19 anos, assim você molda do teu jeito. Acaba de criar. Se tiver decepções, pode bater a cabeça na parede: a culpa é SUA mesmo!

Mas este post se estendeu por demais... Parece até seção de análise...

Uma última questão: do que é que eu to precisando mesmo? Minha imaginação não anda muito fértil ultimamente...

 
Arnaldo Jabor... até prova em contrário

Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa. Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar. Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.

Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...se não bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar.... ou não.

Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?

Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar... Ou se apaixonar... Ou se culpar... Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ????

Não sei se a autoria é válida mas... valeu pela reflexão.

 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Que o Catolicismo nos faça melhores...



Olá aos meus queridos leitores e aos "desavisados" que passam por aqui... sem saber que esse é um blog de uma catequista "amadora", que aprende cada dia mais e fala pelos cotovelos! Rsrsrsr...

A respeito destes "desavisados"... por quem tenho o maior carinho, pois muitos deles se tornaram amigos de fato... preciso responder a um comentário feito pelo "Carlos" na minha postagem anterior a esta... Onde eu já o respondia sobre "qual a melhor religião".

Bem, meu caro Carlos, nem sei por que afinal estamos discutindo... rsrsrsr... Eu considero a CATÓLICA a melhor religião, e provavelmente você também! O que, então, estamos querendo provar aqui?

De minha parte eu concordo com Dalai Lama: a melhor religião é aquela que te faz uma pessoa melhor! Já você, parece estar querendo me dizer que fora da religião Católica, todas as criaturas estão condenadas a danação eterna... Inclusive citou vários itens do Catecismo da Igreja Católica. Que eu gostaria de lembrar aqui é que, o Catecismo da Igreja Católica, foi feito como instrução e inspiração para se criar outros catecismos nas Igrejas particulares, ou seja, não foi feito para todos os leigos lerem e entenderem. O Catecismo precisa de interpretação e entendimento, que muitas vezes não se consegue sozinho. Portanto, não façamos dele nosso "livro de cabeceira" nem nosso "manual" de orientação para a vida. Para o catequista ele é muito importante sim, pois nele estão contidas as doutrinas da nossa Igreja. Mas, mesmo o catequista, precisa de orientação para uma boa compreensão e aplicação na catequese de crianças e jovens.

A respeito das citações que fez, elas precisam ser analisadas à luz da Constituição Dogmática Lumen Gentium, (de onde saiu a maioria delas feitas nessa parte do CIC). É preciso tomar muito cuidado quando fazemos citações, sem o texto completo, elas podem trazer uma interpretação equivocada... Como a de número 846, por exemplo: sozinha ela nos traz a convicção de que nossa Igreja é soberba e intolerante, o texto é tirado do item 14 da LG e, sem lermos os itens seguintes, como o 15 e 16, por exemplo, perdemos uma das mais maravilhosas expressões de MISSIONARIDADE de nossa Igreja. 

Não vou citar aqui os itens a que me refiro, pois correria, também, o risco de levar a uma interpretação isolada dos fatos. A Constituição Lumen Gentium é uma das  mais importantes do Concílio, pois nos trouxe uma nova visão da Igreja como "Luz dos povos". Interpretar este ou aquele tópico, sem conhecer todo o documento pode levar-nos a não compreender, de fato, o que significa o "Espírito Cristão". Sugiro que se faça uma leitura integral e  atenta do documento.

Vejamos... será que esqueci alguma coisa?

Ah sim! Não gostei nada, nada dessa colocação:
“O católico não pode simplesmente ”se sentir a vontade para pensar e propagar o que quiser” a menos que se ache maior que o Magistério da Igreja. A Igreja tem a assistência do Espírito Santo, portanto, o que a Igreja diz é o que Deus diz.”.

Se assim é, pare, por favor, de falar besteira. Você está denegrindo a imagem da nossa Igreja. O que eu quis dizer é que o fato de sermos católicos não nos faz “bitolados” e insanos a ponto de afirmar que quem não é católico não tem salvação. Por caridade, termine de ler o Catecismo e coloque em prática o Mandato Missionário de nossa Igreja. E aqui arrisco uma citação da Ad GentesCabe à Igreja o dever e também o direito sagrado de evangelizar.” (AD 7). Mas lembre-se: não estamos no tempo da colonização, estamos no século XXI. 

E vou reproduzir aqui uma coisa que me disse uma amiga: “Precisamos entender o mundo que nos cerca, senão, nossa fé será ingênua, sem compromisso com a vida, com o cotidiano. Saber muito de doutrina, não é saber da vida e de nada adianta ficar “arrotando" trechos de documentos da Igreja sem saborear a causa deles: o projeto de Jesus (Lc 4, 14-21), o porquê e para quem Ele veio!”.

Aonde vou, levo Cristo comigo. Não só na cruz que trago no peito, mas, no meu coração. Não creio na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica porque está escrito em algum lugar...

Creio nela porque apesar de UNA, ela se  apresenta com uma grande diversidade, que provém ao mesmo tempo da variedade de dons de Deus e da multiplicidade das pessoas que os recebem. Somos “Povo de Deus” e a unidade não se perde nas diversidades de povos e de culturas. A grande riqueza dessa diversidade não se opõe á unidade da Igreja. O que nos ameaça é o peso do pecado e de suas conseqüências para o dom da unidade. O verdadeiro apóstolo exorta a se conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. O primeiro vínculo da unidade é a caridade, o amor, aí sim, vem os vínculos formados pela profissão de uma única fé, pela celebração do culto divino, pelos sacramentos e pela sucessão apostólica. (Isso parece coisa do mesmo CIC citado pelo Carlos? Não... mas é... itens  813, 814, 815)

E mesmo que nas várias afirmações dogmáticas do Catecismo se reforce que a Igreja católica é a única Igreja de Cristo, encontramos mais adiante, no mesmo catecismo, citações do decreto Unitatis Redintegratio e da Lúmen Gentium, que dizem que aqueles que nasceram em comunidades originárias das cisões da Igreja ao longo da história, e que estão imbuídos da fé em Cristo, merecem o nome de Cristãos e são reconhecidos pelos filhos da Igreja Católica como irmãos no Senhor.

Além disso, muitos elementos de santificação e de verdade existem fora dos limites visíveis da Igreja Católica... “ (CIC  819, citando a LG 8, pg. 235).

E se esses elementos de santificação não existem, cabe a nós, herdeiros da missão deixada pelos apóstolos, ir ao encontro  dessas pessoas e evangelizá-las. E não criticá-las e excluí-las do nosso convívio!

UFA! Acabei, finalmente!

Um abraço a todos que conseguiram chegar ao fim do texto sem desanimar!... rsrsrsr