segunda-feira, 9 de julho de 2012

Amar dói... entre outras coisas


Sabe que inspiração é uma coisa engraçada... Há dias não me inspiro a escrever nada. Pelo menos algo digno de nota. Aquelas coisas que vem de dentro mesmo, do coração, do estômago, sei lá...

E achei um texto aqui que dizem ser do Arnaldo Jabor. Sei lá se é, mas me inspirou. O texto inteiro é muito ilustrativo. De fato, ninguém se complementa. As pessoas se somam ou se diminuem. Infelizmente vemos muito mais casos de relacionamentos do tipo, um se anula até virar um zero a esquerda e o outro que se multiplica tanto a ponto de dominar completamente o “planeta” casamento; do que relacionamentos onde a ordem dos fatores não altera o produto.  

Relacionamento, namoro, casamento, seja lá o que for... não é nada fácil. Eu diria até que é “briga de foice no escuro”. Você pode até acabar cortando um pedaço que vai te fazer uma falta danada... Mas é assim. Como o texto diz, somos sós, nascemos sós, morremos sós... Mas não conseguimos viver sós. Viver com uma pessoa que conhecemos a vida inteira já é difícil -  não existem irmãos que se odeiam? - Imagine então com alguém que você conheceu outro dia! Sabe-se lá o que a mãe da criatura botou na cabeça dele...

Conviver não é fácil. A arte de continuar “apesar de” então, é uma arte das mais requintadas. Às vezes você fica com aquele gosto na boca de coisa que você gostaria de ter cuspido na hora, mas não, você mastiga, mastiga e acaba engolindo. Tudo em prol do “outro”. A mágica da coisa é quando o outro faz isso também. Mais mágico ainda é quando os dois percebem! Então o “conviver” é definitivo. Pode encomendar os salgadinhos das bodas de ouro!

E é bom saber que amar fere e dói! Muito, ás vezes. Tem ciúme, tem raiva, tem decepção, tem sexo morno, frustração, ódio... Mas, tem coisa boa também: carinho, presença, apoio, sexo animal, riso, felicidade... O segredo é ser como um comerciante desonesto: superfaturar os produtos dessa última lista, porque, invariavelmente eles estarão lá em quantidades bem menores... Então, façamos a seguinte proporção: um momento de ódio pesa 100 gramas, um carinho, 100 quilos. Assim jamais o déficit das coisas boas vai ser tão grande que leve a um divórcio iminente...

Agora, vou dizer uma coisa: não deve ser fácil chegar aos quarenta e tantos anos e acabar descobrindo que tudo foi um engodo. Que aquele relacionamento em que você investiu tanto, não passava disso: um “relacionamentozinho”. E quando há traição? Viche! A traição pesa toneladas. Aí, minha gente, não há balança que agüente! Não há carinho, amor, companheirismo ou qualquer sentimento bom que possa contrabalançar.

Voltando ao texto: Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse...

Tenho a receita pra isso! Bom mesmo é pegar um menino direto do colo da mãe, aos 18, 19 anos, assim você molda do teu jeito. Acaba de criar. Se tiver decepções, pode bater a cabeça na parede: a culpa é SUA mesmo!

Mas este post se estendeu por demais... Parece até seção de análise...

Uma última questão: do que é que eu to precisando mesmo? Minha imaginação não anda muito fértil ultimamente...

 
Arnaldo Jabor... até prova em contrário

Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa. Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar. Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.

Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...se não bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar.... ou não.

Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?

Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar... Ou se apaixonar... Ou se culpar... Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ????

Não sei se a autoria é válida mas... valeu pela reflexão.

 

Um comentário:

  1. Gostei da sua reflexão e do texto... às vezes a gente acha que está arrasando, que todo mundo gosta da gente, compartilha das mesmas ideias e ideiais e descobre que as coisas não são bem assim. As pessoas são amigas enquanto tem algum interesse, depois te descartam... é triste, mas é a realidade da vida. Mas por outro lado existem aquelas que estão contigo sempre e que a "quimica" da amizade não acaba por qualquer mal entendido. Certo é que por mais que doa a gente deve deixar a pessoa livre, quem ama mesmo, é amigo sempre volta.
    Vívian

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