quarta-feira, 27 de junho de 2012

A MELHOR RELIGIÃO...

Um comentário que recebi na minha postagem sobre "A melhor religião" publicada em  20 de março de 2012 :


Dizer que a "melhor religião é aquela que te faz melhor" é puro e verdadeiro relativismo religioso e anti-católico que a Igreja vem enfrentando. Significa que se eu for da religião do candomblé por exemplo, mas se isso me faz melhor, então devo permanecer nela? Será que Nosso Senhor Jesus Cristo morreu numa cruz e fundou a Sua Igreja à toa? (Mt, 16, 18). Penso que um católico não pode pensar desta maneira, muito menos propagar este tipo de texto, pois é contrário à doutrina da Igreja.

Ao querido Carlos, a minha resposta: 

Pois é meu caro amigo Carlos, ainda bem que não estamos nos tempos da inquisição, senão, com certeza eu seria excomungada... 

Para mim a Igreja Católica se firma em 3 pilares: tradição, doutrina e Palavra. E a mais importante e que a mantém firme é a Palavra, que, infelizmente alguns interpretam da maneira como querem e tentam "grudá-la" na Doutrina (que também é usada como desculpa para intolerância), nem que seja a força... 

Tenho certeza absoluta que em nenhuma de suas pregações, Jesus disse que deveríamos ser intolerantes para com o outro... Aliás ele nos pediu "conversão", missionaridade... "Ide por todo mundo, pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 15, 16). Que caminho temos feito, nós cristãos católicos, desde o tempo da escravidão até agora, que não conseguiu acabar com o sincretismo religioso e com os terreiros de candomblé?

O candomblé só existe no Brasil porque foi trazido do continente africano pelos escravos. Escravos que eram dominados em sua maioria esmagadora, por "católicos" portugueses e espanhóis. Por que os católicos não converteram este povo ao cristianismo? Por que o candomble continuou existindo como religião? Provavelmente porque a nossa "Doutrina" não combinava com a escravidão. Aliás seria interessante pregar o amor de Jesus a um escravo amarrado no pelourinho apanhando de um senhor com uma cruz no peito...

E olha, a religião que me faz MELHOR, que me faz mais compassiva, mais sensível, mais desapegada, mais amorosa, mais humanitária, mais responsável... é a Religião Católica. Sinto que ela não tenha o mesmo efeito em você. Mas sinta-se a vontade para pensar e propagar os textos que quiser.

Consigo, com o amor que tenho a Jesus, amar e compreender todas as pessoas, mesmo que elas sejam contrárias a Doutrina da Igreja Católica ou ao que acredito que seja correto. E não se trata de "relativismo religioso". Não sou contra a Doutrina e os Dogmas da nossa Igreja, se o fosse, não estaria nela. Penso que somos filhos do tempo e estamos contruindo nossa história, tal e qual nossos antepassados.

E lembremos sempre: Jesus fundou uma Igreja, estabeleceu muitas leis de fé e de amor, mas não escreveu uma linha de doutrina. 

Angela Rocha

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O SIM À VIDA


Meu filho mais velho hoje está com 25 anos...

Eu tinha 19 anos quando fiquei grávida. Não estava casada e meu namoro, com alguém tão jovem quanto eu, não tinha pretensões ao casamento.

A gravidez foi uma inconsequência da juventude. Eu mal começara minha vida, estava no meu primeiro emprego de verdade e tinha planos de começar a faculdade. Não morava com minha mãe desde meus 16 anos porque ela não podia sustentar todos os filhos depois que ficara viúva. Eu morava numa pensão e não tinha "um gato pra puxar pelo rabo". Meu namorado fazia faculdade e trabalhava, mas não tinha condições de começar uma família. Como eu, ele também era órfão de pai.

Lembro-me de ter ido ao médico por estar "passando mal" com alguma coisa que tinha comido. E qual não foi a minha surpresa ao responder as perguntas dele sobre o ciclo menstrual, relações sexuais e se eu fazia uso de anticoncepcionais...  Não, aquilo não era "comum" em minha vida... Mas meu ciclo estava atrasado. E o exame de sangue confirmou: eu estava grávida. E, vejam só, há 26 anos atrás, num hospital até bem conceituado, o médico me perguntou se eu pretendia ter o bebê, se queria fazer um aborto.

Naquele momento meu mundo se transformou...

Mas esta "transformação", em momento algum, foi no sentido de achar que minha vida tinha acabado e que a gravidez ia acabar com meus planos de futuro. Tudo que eu senti naquele momento era que ia SER MÃE! Que havia uma VIDA crescendo dentro de mim. Que o milagre da perpetuação das espécies ia se fazer ali, dentro da minha barriga. O aborto, apesar de me ter sido oferecido, ali de uma maneira fácil e rápida, segura até, nunca foi uma opção para mim. Aquela pequena semente, que muitos nem consideram gente ainda, para mim já era meu menino ou minha menina. Uma PESSOA, um ser que estaria em meus braços e em minha vida dali por diante para amar e cuidar. MINHA responsabilidade. MEU filho. Com minha inconsequência eu estava tendo que cumprir meu papel de mãe mais cedo que o desejável, mas nunca que o "desejado".

E se tivesse que voltar no tempo, faria tudo de novo. Porque tenho o mais profundo respeito pela vida, respeito que aprendi da minha mãe e da minha fé. Mãe que quando soube disse-me que as decisões eram minhas e que me apoiaria qualquer que fosse ela...

Meu namorado, hoje meu marido há mais de 25 anos, me apoiou, nos casamos e por um bom tempo nossos planos de faculdade e de trabalho, foram adiados e até hoje, não posso dizer que estamos economicamente estabilizados. Sofremos um bocado no começo. Amadurecemos a medida que nossos filhos amadureciam... Porque tivemos mais três filhos ainda. No começo de nossa vida fizemos muitas renúncias. Quando nossos amigos iam a festas, nós cuidávamos do nosso bebê. E trabalhávamos feito loucos para levara vida... Quando finalmente terminei minha faculdade minha caçula já tinha 3 anos e eu 37.

E quando ouço falar de ABORTO, de legalização, despenalização, etc. e tal... Fico aqui pensando que, para mim, isso não fez a menor diferença. Legal, instituído, prática comum nos hospitais ou não, ele nunca foi uma OPÇÃO para mim. E que assim deveria ser para todas as mulheres que, por qualquer motivo, conceberam uma criança "fora de hora".

Penso que o aborto ainda pode acabar sendo legalizado em nosso país. Mas, que se ele não for "legal" na cabeça e no coração de nenhuma mulher ou homem, ele nunca acontecerá. Sim, eu marcharia contra a legalização, e assinaria todos os abaixo-assinados necessários, mas já estaria aqui pensando numa maneira de conscientizar as pessoas de que, mesmo legal, esse não é o caminho...

O caminho é toda pessoa entender o quanto a vida é valiosa, o quanto ela é um dom de Deus, o quanto ela é um presente maravilhoso que nos é dado. A junção das células do homem e da mulher para começar uma vida, É UM MILAGRE. Milagre que não temos o direito de interromper, quaisquer que tenham sido as circunstâncias que o geraram.

No momento em que toda mulher e homem compreenderem e valorizarem a enorme missão que lhes foi dada, de poder gestar uma vida, nenhum lei vai fazer diferença.

Ângela Rocha

sábado, 23 de junho de 2012

Com amor... Sacola LOVE

Pois é... ando abandonando meu blog... nunca fiquei assim tão ausente em quatro anos...
Rsrsrsrs... mas é por uma boa causa.
Tenho tido várias encomendas de sacola e o tempo vai passando, passando e quando vejo lá se foi uma semana...


Este aí de cima é um trabalho que acabei de fazer...

E estes outros aqui fiz durante a semana que passou...
Duas foram para minha amiga Rosinha lá de Machado-MG:


Também presentei minha sobrinha com uma sacola pro bebê que vai nascer e também fiz panos de prato para minha cunhada e pra ela:



Tão logo as coisas estejam mais "calmas", volto...  Beijos e me aguardem!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Os olhos...


“Os olhos são a candeia do corpo. Quando os seus olhos forem bons, igualmente todo o seu corpo estará cheio de luz. Mas quando forem maus, igualmente o seu corpo estará cheio de trevas”.

Lc. 11, 34.


A vida nem é boa nem é má, ela é como é. São os seus olhos que lhe dão sentido e significação. A maneira como você perceber as situações, os acontecimentos, é o que dará a cada fato a sua “tonalidade” própria: cinza chumbo ou azul turquesa.

Se os teus olhos forem bons, capazes de olhar para o outro com reverência, para a dor com solidariedade, para a perda com gratidão, para o lamento com alegria, para a amargura com contentamento, para a injustiça com esperança; todo o teu corpo se usufruirá disto, e você terá saúde física, emocional e espiritual, será como uma candeia em meio à escuridão.

Do contrário, tudo o que se poderá perceber através de teu olhar será um grande amontoado de fatos desconexos, uma realidade caótica, uma sociedade perversa, um “deus” bizarro, sadista, que trata seres humanos como marionetes circenses.

Sim, você enxergará as pessoas como uma multidão de gente louca, indo do nada para lugar algum, pois, certamente, se os teus olhos forem maus, que grandes trevas habitarão o interior de teu ser.

Por isso, nunca se esqueça do que disse Saint-Exupéry: “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível para os olhos”.

Fernando Pessoa...


Hoje é aniversário de Fernando Pessoa, um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal... E não contente de ser um poeta só, ele quis ser muitos! Alberto Caieiro, Bernardo Soares, Ricardo Reis, Alvaro de Campos... E nos brindou com o que há de mais belo em matéria de poesia...
Ele morreu em 1935, mas ouso dizer que este poeta é imortal, porque imortal é a sua obra.

"Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus."


Fernando Pessoa/Alberto Caeiro; Poemas Inconjuntos; escrito entre 1913-15.

Bodas de Prata da Vívian e do Nadi...



Vivian e Nadi, hoje fiquei pensando no que poderia oferecer a vocês...

Para que vocês sentissem a felicidade que sinto, pelo fato de que estão felizes!
Vinte e cinco anos não são vinte e cinco dias... Mas pra gente que é apaixonada, o coração ainda bate feito louco no peito a qualquer momento. E tenho certeza que vocês vão sentir que estão mesmo casando de novo na celebração das bodas...

Minha amiga, queira muito estar aí com vocês... mas não posso... Então aqui vai um presente... Não fui eu que escrevi, mas sinto como se fosse... e sinto em cada frase que combina com você e com o amor da sua vida...

Achei esse poema de Adélia Prado, querida poetisa que sabe colocar em palavras o amor e o cotidiano da gente, que sabe descrever a vida como se fosse a “nossa” vida. Somos simplesmente mulheres, somos mãe, somos esposas, somos amantes... Mas sabemos amar.

Ela escreveu “Para o Zé”... mas hoje peço-lhe licença para mudar um pouco, e dizer que é para o Paulo aqui comigo e para o Nadi aí com você...

Para o Nadi...

Eu te amo, homem, hoje como toda vida quis e não sabia, eu que já amava de extremoso amor o peixe, a mala velha, o papel de seda e os riscos de bordado, onde tem o desenho cômico de um peixe — os lábios carnudos como os de uma negra.

Divago, quando o que quero é só dizer te amo.
Teço as curvas, as mistas e as quebradas, industriosa como abelha, alegrinha como florinha amarela, desejando as finuras, violoncelo, violino, menestrel e fazendo o que sei, o ouvido no teu peito pra escutar o que bate.

Eu te amo, homem, amo o teu coração, o que é, a carne de que é feito, amo sua matéria, fauna e flora, seu poder de perecer, as aparas de tuas unhas perdidas nas casas que habitamos, os fios de tua barba.

Esmero. Pego tua mão, me afasto, viajo pra ter saudade, me calo, falo em latim pra requintar meu gosto: “Dize-me, ó amado da minha alma, onde apascentas o teu gado, onde repousas ao meio-dia, para que eu não ande vagueando atrás dos rebanhos de teus companheiros”.

Aprendo. Te aprendo, homem. O que a memória ama fica eterno. Te amo com a memória, imperecível.

Te alinho junto das coisas que falam uma coisa só: Deus é amor. Você me espicaça como o desenho do peixe da guarnição de cozinha, você me guarnece, tira de mim o ar desnudo, me faz bonita de olhar-me, me dá uma tarefa, me emprega, me dá um filho, comida, enche minhas mãos.

Eu te amo, homem, exatamente como amo o que acontece quando escuto oboé.

Meu coração vai desdobrando os panos, se alargando aquecido, dando a volta ao mundo, estalando os dedos pra pessoa e bicho.

Amo até a barata, quando descubro que assim te amo, o que não queria dizer amo também, o piolho.
Assim, te amo do modo mais natural, vero-romântico, homem meu, particular homem universal. Tudo que não é mulher está em ti, maravilha.

Como grande senhora vou te amar, os alvos linhos, a luz na cabeceira, o abajur de prata;
como criada ama, vou te amar, o delicioso amor: com água tépida, toalha seca e sabonete cheiroso, me abaixo e lavo teus pés, o dorso e a planta deles eu beijo.

Adélia Prado...

E sua amiga Ângela...

terça-feira, 12 de junho de 2012

Em cada arte uma poesia: Bandeira estilizada

Lembro-me de que quando era criança, cheguei a decorar esta poesia nas aulas de Educação Moral e Cívica... rsrrsrs


 A PÁTRIA

Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,
É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera
Fecunda e luminosa, a eterna primavera!
Boa terra! jamais negou a quem trabalha
O pão que mata a fome, o teto que agasalha...
Quem com seu suor a fecunda e umedece,
Vê pago o sue esforço, e é feliz, e enriquece!
Criança! não verás país nenhum como este:
Imita na grandeza a terra em que nasceste!

Olavo Bilac


Mais sacolas... Mais poesia...

Mais um trabalho terminado...
E este vai para Navegantes -SC...



E, falando em "Navegantes", e em homenagem a essa minha querida amiga,  um trecho de um poema de Fernando pessoa...

“Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso;  viver não é preciso".
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário;  o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.  
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim, tomou o misticismo da nossa Raça.”

Fernando Pessoa
  
NOTA: "Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra, cf. Plutarco, em Vida de Pompeu.

domingo, 10 de junho de 2012

Sagrado Coração

Ocupamos um espaço privilegiado: O coração de Jesus. 

Que Jesus esteja bem no centro da família, sendo ponto de união e fonte de amor. Que o Coração de Jesus tenha um lugar muito especial em nossa vida, em nossos lares, em nossos ambientes reais e virtuais!

Feche os olhos e escute:
 
 
Se você está cansado
Sem lugar pra repousar
Venha ao Coração Sagrado
De Jesus, que aberto está.
Pode então entrar, até descansar
Seu Deus ali espera e quer amar
Curar suas feridas, tirar a solidão
Reconstruir com zelo
Tudo que está no chão
E dar muito carinho, Alegre-se irmão!
Felicidade não é ilusão! 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Feriado...

Um feriado dedicado aos trabalhos manuais...







Sacolas confecionadas a pedido da Glória de Montes Claros -MG, estudante do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez.

Santíssimo...

CORPUS CHRISTI...

Uma bela foto do Marcos Arruda, de Bandeirantes -Pr.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Celebrações Catequéticas


Queridos e amados catequistas,

Como vocês sabem o processo de Iniciação à Vida Cristã pede que se volte a fazer uma catequese “catecumenal”. A catequese dos primeiros tempos da Igreja, mistagógica e simbólica, que privilegia os momentos fortes da liturgia.

Ou seja, devemos voltar a "presenciar" as celebrações e não tratar delas numa sala de catequese. Durante muito tempo a gente ensinou os catequizandos o "como fazer", mas nunca "fazendo" de fato. Por que é tão difícil convencer pais e crianças a estar na missa? Simplesmente porque a missa parece não fazer parte do processo...

Pois bem, é difícil mudar uma cultura de séculos de uma hora para outra. Não estamos ainda nos debatendo com o Concílio Vaticano II, que está quase fazendo 50 anos? Pois é. A “Catequese Renovada”, documento da Igreja que nos falava que a "catequese não deve ser sacramental...",  já não tem 30 anos e estamos fazendo a mesma coisa? As coisas não são fáceis de mudar. Mas sugiro que todos comecem a prestar mais atenção no RICA, Ritual de Iniciação Cristã de Adultos, aprovado pela Igreja, e também a ler o Estudo 97 da CNBB – Iniciação á Vida Cristã,  e ler um pouco as experiências de alguns padres que falam do catecumenato na catequese.  Garanto que vocês vão ter idéias brilhantes para sacudir, pelo menos um pouco, a catequese das suas paróquias.

Claro que a Iniciação Cristã sugerida pelo Estudo 97 é uma coisa para toda a Igreja e não só para a catequese. Mas precisamos começar aqui, onde se "evangeliza", essas mudanças tão necessárias.

Para quem ainda não começou a pensar a respeito, o Estudo 97 da CNBB bem como o pequeno livrinho número 4, “Um caminho para formar discípulos Missionários” da Coleção Catequese a Luz do DNC, são excelentes subsídios para se começar. Busquem ainda sugestões de Itinerários celebrativos para a catequese. Essas sugestões vocês encontram nos livros do Pe. Lucio Zorzi, editado pelas Paulinas, nos livros de Iniciação à Eucaristia da NUCAP das Paulinas, nos livros do Pe. Leomar Brustolim e também em um  itinerário ótimo que a Arquidiocese de Curitiba editou chamado "Itinerário celebrativo para a Iniciação Cristã de Crianças e Adolescentes." Esse itinerário pode ser pedido pelo telefone (41) 2105-6318 ou pelo e-mail catequese@arquidiocesecwb.org.br.

Mas o que eu gostaria de sugerir a vocês é que comecem a REPENSAR as celebrações. Tornando-as um pouco mais mistagógicas e simbólicas. Algumas pequenas coisas podem ser feitas a princípio. Um exemplo é a acolhida aos novos catequizandos e a entrega solene da Palavra (bíblia) feita numa celebração especial do domingo, com a presença de toda a comunidade.

Aos poucos dá para levar nossos catequizandos e suas famílias a participar dos momentos fortes da nossa Igreja: Via sacra na quaresma, terço e coroação de Maria no mês de maio, celebração de Pentecostes, procissão de Corpus Christi, enfim... pequenos passos. Mas que podem levar a uma grande caminhada.

Com o estudo do processo catecumenal e com a ajuda do RICA, é possível ir criando um Itinerário celebrativo/catequético para os anos vindouros. Audacioso com certeza. Difícil? Nem tanto. Têm-se inúmeros subsídios da nossa Igreja e com a vontade de mudar, é mais que possível.

Uma outra sugestão para se “celebrar” na catequese, é o domingo do Evangelho onde Jesus ensina a Oração do Pai Nosso. Ideal para as crianças que estão na última etapa de preparação para a Primeira Comunhão e Crisma. Façamos a FESTA DO PAI-NOSSO, dedicando a celebração dominical a isso, à maravilhosa herança que Jesus nos deixou, que foi nos ensinar A REZAR.  Durante a celebração, se faz a entrega solene da oração, em papel especial e enroladinha como pergaminho, a todas as crianças com a celebração do sacramento próximas. O sacerdote deve fazer uma monição especial e uma benção a todos. A procissão de entrada, a entrada da palavra e o ofertório podem e devem ser feitos com a participação dos pais e dos catequizandos. Fazer da celebração uma verdadeira FESTA, essa é a idéia. 

Essa é uma idéia que pode ser feita em principio com os próprios catequistas, numa celebração especial na matriz com os catequistas recebendo das mãos do padre sua Oração em forma de pergaminho e um envio especial para trabalhar em suas comunidades aquilo que estarão vivendo ali. Desta forma, estaremos também, como catequistas, sendo "iniciados" neste processo.

Pensem nisso. Pensem se não seria uma oportunidade para tocar os corações de nossas crianças, das nossas famílias e das nossas catequistas. Claro que antes é preciso trabalhar com as crianças um encontro especial sobre a oração do Pai Nosso, coisa que em nossos manuais e itinerários normais, já se faz. Mas desta vez, de forma diferente, preparando a todos para um dia especial de celebração.

O roteiro do encontro de catequese sobre a oração do Pai Nosso, já tenho pronta, é uma sugestão, assim como do Itinerário da celebração. O itinerário da celebração pode ser adaptado do RICA – Ritual de Iniciação Cristã, páginas 104 a 112. Existem também, vários itinerários prontos que podem ser adaptados pelo sacerdote à realidade da catequese de sua paróquia.

No entanto é preciso lembrar sempre que não se deve fazer "rito" por rito... Rituais precisam estar cheios de mistagogia sob pena de serem somente mais uam "moda" a que se aderiu.

Ângela Rocha


sábado, 2 de junho de 2012

Sacolas personalizadas em algodão cru

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

DINAMICA NA CATEQUESE - BALÕES


DINÂMICA DOS BALÕES

OBJETIVO:
Trabalhar comunidade e responsabilidade como discípulos missionários da Igreja.
Esta dinâmica também serve para as pessoas refletirem sobre como agem quando os outros começam a se desmotivar e largam o que faziam. Você poderá fazer reflexões sobre jovens que vivem largando cursos, propósitos, esportes só porque outros também largaram ou frente às primeiras dificuldades. Com uma boa mediação o líder poderá levar os participantes, ao final da dinâmica a formularem um propósito de vida e persistência.

MATERIAL:  Uma bexiga cheia ou balão de ar para cada participante.

DESENVOLVIMENTO:
1 - Distribua um balão para cada participante e dê a ordem de que deverão rebater as bexigas sem deixá-las cair no chão.
2 - Vá aos poucos cochichando no ouvido de um por um para sair e ficar fora da sala ou a um canto esperando o jogo acabar.
3 - Conforme as pessoas vão saindo os que estão rebatendo deverão ir dobrando seus esforços para rebater mais bexigas de maneira a que nenhuma fique ao chão. Estimule-os dizendo: Vamos! Esforça-te! Não deixe cair! Estão caindo! Cuidado! Atenção!!!!
4 - Chegará um momento em que a maioria estará ou fora da sala ou a um canto apenas observando e uns três ou quatro rebatendo as bexigas enquanto muitas bexigas estarão pelo chão.
5 - Agora, aos poucos vá dando a ordem, ainda cochichando ao ouvido, que entre e recomece a rebater, recolocando uma das bexigas do chão para o ar.
6 - Quando não houver mais bexigas no chão é o momento de PARAR E REFLETIR.
- Todos nós, batizados, somos responsáveis pela nossa Igreja.
- A Missão é um compromisso de todos e de cada um.
- Lembre a citação de “Ide e fazei discípulos em todas as nações.
- Temos que viajar a terras distantes para sermos missionários?
- O que é missão afinal?
- Como podemos exercer a nossa missionaridade em nossa comunidade?
(Outras questões pertinentes ao assunto...)

7 - Faça uma roda e conversem. Deixe todos responderem, um de cada vez. Vá memorizando as respostas, se quiser peça para alguém resumi-las por escrito. Estimule todos a falar seja ele quem saiu ou quem permaneceu até o final.

1º) O que você sentiu quando as pessoas foram saindo?
2º) O que você sentiu quando mandaram você sair?
3º) O que você sentiu quando viu um monte de bexigas no chão?
4º) O que você sentiu quando as pessoas foram entrando novamente?
5º) O que você sentiu quando as bexigas foram todas resgastadas?

Agora imaginem vocês que as bexigas sejam a Missão de Evangelizar, a Igreja, o Evangelho, a Boa Nova. Quem segura as bexigas no ar são os missionários
-  O que acontece quando os missionários deixam de ajudar?
- O que acontece quando os missionários assumem sua função e voltam a “reerguer” a missão? 

Explore bem as respostas das perguntas 1 a 5 e  utilize as respostas para complementar a reflexão.

Agora faça a pergunta final: O QUE VOCÊ FARÁ AGORA? Deixe a pergunta no ar...

(Essa dinâmica pode ser perfeitamente modificada e adaptada ao conteúdo explanado).

Ah! A tentação em forma de fubá com goiabada...


Hoje de manhã, “precisei” sair na chuva...
Fui levar um livro pra uma amiga. E adivinha o que ela me ofereceu?

BOLO DE FUBÁ COM GOIABADA!!!

É muito tentação pra uma “diet” só! E lá fui eu... cometi o pecado! Comi, comi, comi... três “comi” não é três pedaços, é só pra expressar meu enorme arrependimento...

Mas para não pecar sozinha, aí vai a receita do bolo e a foto...
Pequemos com os olhos também... rsrsrsrr



Ingredientes:

- 200g de manteiga amolecida
- 3 ovos
- 1 lata de leite condensado
- ½ xícara de leite
- 1 xícara de farinha de trigo com fermento
- 2 xícaras de fubá
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 1 xícara de goiabada cortada em pequenos cubos

Modo de preparo:
- Primeiro passo:
Na batedeira, junte a manteiga e os ovos e bata até formar um creme fofo.
- Segundo passo:
Coloque o leite condensado em uma tigela e esquente no microondas por 1 minuto. Em seguida, adicione o leite condensado na batedeira e bata bem.
- Terceiro passo:
Desligue a batedeira e junte o leite, a farinha de trigo, o fubá e o fermento. Misture tudo muito bem.
- Quarto passo:
Unte uma assadeira redonda com furo central (23cm de diâmetro) e despeje a massa.

Para finalizar coloque os cubos de goiabada por cima do bolo (não precisa empurrar para baixo, pois quando o bolo estiver no forno a goiabada desce e fica igual ao da foto).
Leve ao forno a 200 graus por cerca de 40 - 50 minutos. 
Faça o teste do palito: enfie um palito de dente no bolo, se o palito sair limpo o bolo está pronto, se sair sujo deixe o bolo um pouco mais de tempo no forno. Quando o bolo estiver pronto, retire do forno e aguarde uns 15 minutos para esfriar, em seguida é só colocar a calda de goiaba por cima.

Obs.: Para a calda de goiaba, pegue cerca de 150g de goiabada e 30ml de água. Coloque tudo numa panela e leve ao fogo até que tenha derretido toda a goiabada. Se a calda ficar muito grossa coloque um pouco mais de água, e se a calda ficar muito rala coloque um pouco mais de goiabada. 

Ah... Só para constar: existem leite consensado diet, goiabada diet, margarian ligth e sucralose... só não tem fubá diet... rsrsrrs...




Arrasando corações...


Olha só que interessante!

Tanto para se fazer no Dia dos Namorados quanto para se lembrar que junho é o mês do Sagrado Coração de Jesus... Basta colocar um “J” ali no meio...


Eu vi e amei esses fofíssimos broches de coração feitos de feltro!
Eles são perfeitos para fazer para o dia dos namorados como declaração de amor para seu amigo (a), vizinho (a), mãe,  pai, ou claro seu amado…afinal, não seria ótimo se todos aprendessem a “usar seus corações”!!

É muito fácil, você só irá precisar de:
-Feltro, de preferência vermelho, fúcsia, rosa, e outras cores românticas…
-Linha de bordado colorida.
-Manta acrílica ou algodão.
-Pequenos alfinetes de gancho.
-Tesoura de piq (aquela em zig-zag).


- Primeiro corte dois quadrados de 3×3 cm no feltro colorido, em seguida recorte dois corações iguais em cada um usando a tesoura de piq.

- Comece pespontando ao redor com a linha de bordado, e antes de concluir a costura, com a ajuda de um palito, incira a manta acrílica ou algodão dentro do coração deixando-o todo “recheado”. Finalize a costura.


- Em seguida, costure um alfinete na parte de trás e voilá , você terá um broche fofíssimo de coração para dar à todos aqueles que ama!!

Esta postagem eu copiei do blog:

Dinâmica para uma catequese dinâmica...


DINÂMICA: OLHA O TUBARÃO!

OBJETIVO: Reforçar o sentido de união, grupo, comunidade.

MATERIAL:
- Diversos tapetes ou folhas de jornal abertas;
- Uma música (a do filme “Tubarão” de preferência);
- Um apito.

ESPAÇO: um salão ou pátio, o tamanho depende do número de pessoas.

- Num lugar espaçoso, espalhe diversos tapetes de diversos tamanhos. Que cada um caiba da de 4 a 8 pessoas.
- Explique aos presentes que aquele grande salão é o mar. E eles estão viajando num cruzeiro, mas de repente o navio afunda e todos são jogados ao mar, não há botes salva-vidas. E eles tem que nadar até encontrar uma ILHA. As ilhas são os tapetes.
- Mas, para poder chegar á ilha é preciso nadar bastante. E eles vão precisar ficar nadando, nadando... enquanto toca a música (trilha sonora do filme). Até que pare a música e alguém grite: “Olha o tubarão”!
- A regra é que quando for dado o alarme do “tubarão”, todos devem correr paras as ilhas. Devem se ajudar e não deixar ninguém de fora. Quando soar o apito pronto, quem não subiu na ilha foi comido pelos tubarões.
- Na primeira vez devem caber todos encima dos tapetes (ilhas).
- Mas... eles não podem ficar na ilha pra sempre, não há comida pra todos... Vão ter que nadar de novo em busca de ajuda. Todo mundo pro mar de novo!
- Nadando, nadando... A música do tubarão tocando... Até que: “Olha o tubarão!”... Nova corrida para as ilhas... E é preciso que todos se salvem, é preciso se ajudar...
- Soa o apito... Mas nessa rodada (alguém começa a tirar alguns tapetes) tem menos ilhas... Agora vão sobrar algumas pessoas... elas devem sair fora da brincadeira (mais ou menos como a brincadeira das cadeiras).
- E vai fazendo rodadas sucessivas até que sobre só um tapete, de preferência pequeno, que caiba poucas pessoas.

A medida que a brincadeira vai evoluindo mais pessoas vão ficando sem ter pra onde ir. O segredo da coisa é que eles tem que tentar salvar todo mundo, sempre. Aí, o grupo vai se empilhando cada vez mais. E você vai incentivando a salvar este ou aquele que não coube na ilha. Eles chegam até a pegar uns no colo. Mas quando fica uma ilha só é que a coisa pega...

Ao final da brincadeira pede-se que se faça uma análise crítica do “filme”.
- Como as pessoas se comportaram?
- Teve alguém que só se preocupou com a própria pele?
- Teve alguém que chegou a “jogar” o outro no mar pra ter lugar?
- Teve gente que se preocupou sempre com os outros?

No final faz-se a seguinte analogia: e se todos fossem a comunidade em busca da salvação? Precisamos uns dos outros. Esse é o sentido de Igreja, esse é o sentido do grupo, da comunidade, da missão.

OBS.: Essa dinâmica é ótima para se trabalhar nos retiros da Crisma e com as crianças maiores. Eles quase põem a casa abaixo... Para segurança de todos é até melhor fazer isso sem os sapatos, para não se machucarem.

A Música do filme Tubarão vocês encontram AQUI.