sábado, 30 de novembro de 2013

COROA DO ADVENTO NA CATEQUESE

COROA DO ADVENTO - feito com as "mãos" das crianças.

Um atividade interessante para se fazer:

Desenhar as mãos dos catequizados num papel cartão/colorset verde e recortar, formar uma coroa imitando as folhas (que significa vida).
Confeccionar a coroa emendando as mãozinhas, enfeitar com flores e fitas vermelhas e no centro colocar pequenas velinhas, vermelhas ou com as cores litúrgicas da Coroa do Advento.

MODELO


TRABALHO FEITO COM A MINHA TURMA:


ORAÇÃO DE ADVENTO


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Fazendo biscoitos...

Esta semana nos dedicamos a uma atividade pra lá de gostosa... nos dois sentidos... 
Fizemos biscoitos de natal para a criançada da catequese, para os catequistas, para os padres, para as meninas da secretária, enfim... 
E nos encontramos como amigas e catequistas em deliciosas tardes de conversa.

Foram fornadas e mais fornadas, biscoitos e mais biscoitos!

Olha aí o resultado...

 
   


RECEITA
01 pote de nata (500 gramas)
200 gramas de margarina (temperatura ambiente)
05 ovos
03 x
ícaras de açúcar
02 colheres de salamon
íaco dissolvido em 01 xícara de leite gelado
Farinha de trigo at
é dar ponto, até que a massa não grude nas mãos e esteja em ponto de esticar com o rolo.


Glacê
100 gramas de claras (+ ou - 3 claras)
200 gramas de a
çúcar
Leva ao fogo para que o a
çúcar incorpore às clara (não deixe esquentar demais).
Coloca na batedeira em velocidade baixa e deixa bater at
é formar picos
Para colorir usar anilina l
íquida ou em gel.
Interessante usar v
árias cores, para isso, fazer mais que uma receita.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Formação permanente... O labirinto e a liberdade

E novamente estou numa sala de aula.
Aluna agora. De novo...

Apareceu uma oportunidade de fazer uma pós-graduação/especialização e cá estou eu as voltas com aulas, leituras, livros, artigos, resenhas. Desta vez estou indo para outros rumos. A especialização é em Metodologia do Ensino Superior.

A primeira disciplina já "venci"... rsrrsrs.


E aqui vai minha primeira resenha crítica ... E já me rendeu elogios do professor! Tá pensando o que?


Resenha crítica do texto: Sala de Aula: Da angústia de Labirinto à Fundação da Liberdade. *
Autor: Newton Aquiles von Zuben

1. Dados do Autor

Newton Aquiles von Zuben  -  Doutor em Filosofia  -  Université de Louvain; Professor Titular  -  Faculdade de Educação da UNICAMP - e-mail: navzuben@obelix.unicamp.br .

2. Resenha

Estava aqui tentando produzir minha primeira resenha. E escolhi para fazer primeiro, o texto de que mais gostei: “Sala de Aula: Da angústia de Labirinto à Fundação da Liberdade...” e boto aqui reticências no título porque a angústia parece não acabar nunca!

E para começar uma resenha a gente lê. Claro! Depois lê de novo. E lê novamente. E então vai enxergando ali coisas que vão além das palavras, frases, linhas e até das entrelinhas! E começa a grifar as idéias mais contundentes, aquilo que se considera mais importante de se destacar, o que merece uma reflexão mais acurada, o que passa despercebido ao primeiro, segundo olhar e, talvez, até do terceiro olhar... Ah, mas, e quando depois da terceira olhada a gente vê que grifou tudo e não tem como resumir nada?

Para resenhar o texto de Zuben, é preciso então, começar contando uma história. Nada se compara a contar uma história lembrando de outra. O autor faz isso lembrando a percepção de que nem sempre a felicidade está ali, na primeira “cavoucada”, como conta Walter Benjamim. Pode-se cavar muito e descobrir que nem precisava... a coisa estava ali, saltando da terra aos nossos olhos. Nem é preciso dizer quantas e quantas vezes a gente tropeça na verdade e prefere seguir em frente em busca daquilo que não passa de vaidade...

E aquela pretensão do autor de que não vai “construir uma teoria sobre a educação formal...”; acabou por construir em mim uma teoria mais do que séria. Ele busca “pistas para pensar” a sala de aula longe de pesquisas formais e do rigor de experiências e teses acadêmicas. Ele diz estar nos convidando a “deixar de lado preconceitos” para descobrir aquilo que nos passou despercebidos até hoje: o quanto o conceito de “sala de aula”, “antiqüíssimo e quadrado” como diz ele, pode ser visto de mil e outras formas.

E, destas tantas formas de olhar, surge a “minha” história de “sala de aula”. Desenterrando o “tesouro” que lá encontrei. Sim, tesouro com certeza! Von Zuben não sabe o favor que me fez ao escrever este texto! Ele resgatou para mim uma sala de aula sem paredes, sem balizas, sem fronteiras e que, se um dia foi labirinto, eu o atravessei rindo e encontrando a liberdade a cada virar de esquina. Talvez porque tenha tido a sorte de contar com bons mediadores ou por ser daquelas pessoas  que os procura sem usar uma pá...

A sala de aula é um evento pelo qual todos passam e que; como bem lembrou várias vezes, o professor da disciplina; aonde todos se encontram. Porque aqui não estamos considerando na pauta, nossos analfabetos e excluídos. Não neste terceiro milênio onde o próprio mundo já não tem fronteiras! Vamos ser poéticos e acreditar que, bem ou mal, todos um dia entram numa sala de aula.

E vamos encontrar a primeira das grandes eloquências do texto: “Sala de aula: para muitos, espaço geométrico onde se faz de conta que se ensina aquele que imagina que está aprendendo alguma coisa... jogo de máscaras! Papéis, papéis, papéis.” E o quanto isso passa pela verdade de muitos! Quem já não se prestou ao “papel” de aluno lendo somente as “falas do texto”? Ou pior e arrepiante: encenou magistralmente o “papel” de professor lendo um “script” sem possibilidade alguma de improviso ou mudança de texto? Nem que fosse para aumentar o público...

Eu não sei bem se na “minha” história alguém chegou a “pensar o evento” além de maior eficiência do ensino ou de resultados para satisfação de objetivos políticos e metas. A questão é que tive alguns professores que não estavam ali “fazendo de conta” que ensinavam. E que, nessa sua atitude de, “talvez, quem sabe”, ver o aluno na sua “teia de relações” e “na perspectiva ampla do existir de cada um”, acabaram por construir um ser pensante. Olha só que coisa: na sala de aula onde estive me ensinaram a “pensar interpretando a realidade sem a preocupação com categorias de meios e fins”!

Que sala de aula é essa, afinal? Onde estive e onde estudei, você vai me perguntar. E eu respondo: na mesma que muitos que não tiraram dela, senão a idéia de que era “necessário” passar  por lá se quisesse ser de alguma valia para a sociedade. A diferença da “minha” sala de aula seja, talvez, como ela foi pensada e vivida “por mim”.

E voltamos a pensar nos filhos que imaginavam o tesouro enterrado no vinhedo, quando o “valor” estava em cultivar as uvas. E no quanto o ensino é para uns “infusão de idéias sobre as pessoas” ao invés de difusão de idéias, iniciativas, busca, aventura de pensar o conhecimento... e não esperar recebê-lo ponto e acabado. E aqui resgato o conceito de Paulo Freire de que aprender não é se fechar em respostas. Aprender é “liberdade” de pensamento, liberdade de buscar contradição entre o que se tem por certo e o que o outro diz certo, liberdade de resposta.

Antes de passar ao próximo conceito de sala de aula do autor, abro espaço para contar aqui, da adolescente tímida e insegura que chegou à escola com medo de atravessar aquela porta da temida “sala de aula”. Que já não era mais a escola primária onde se ensinava o alfabeto e as operações fundamentais da matemática. Era a temida “quinta série” lá pelo final da década de 70.

Já não era mais uma só professora. Eram oito! Com as mais diferentes tarefas e os mais diferentes pontos e conceitos. Era o MUNDO da ciência, da geografia, da história que se abria ali. E, pasme: da LITERATURA! Mal posso me conter ao lembrar do primeiro livrinho que, emocionada, li como que devorando as páginas. Ganymedes José; que me contava da vida sofrida (e aborrecida, reconheço hoje!), que vivia Bentinho sonhando e ajudando a mãe a vender doces; essa leitura me fez sonhar e “viajar” para além da sala de aula. E aquele livro foi o primeiro de muitos e minha “sala de aula” nunca teve “paredes”. E eu quis saber sempre mais. Não só de literatura, mas de ciência, de geografia, de história, da vida... A escola me abriu novas perspectivas  e novas situações. Ela me tirou do oco, do vazio e me deu o que pensar! A sala de aula era um espaço que eu ansiava por estar.

“Qual é o sentido deste evento que ocorre no espaço e no tempo?” Von Zuben faz aqui uma comparação a um “jogo de máscaras”, ao começo de uma longa aculturação patológica a que todos estamos sujeitos durante quase um terço de nossas vidas. Também pergunta se a sala de aula não seria um ambiente que nos violenta em nossa capacidade de pensar, nos impondo informações, doutrinas e idéias utilitaristas. Seria a inexorável dominação de uma geração sobre a outra? De uma classe sobre outra? De indivíduos sobre outros? Aprendizado de submissão ao poder político, religioso, ideológico, espaço de repressão? E quando todos estes sentimentos se mesclam, vem a “angústia do labirinto”. A de se pensar que qualquer caminho que se escolha, não vai levar a lugar algum. Que o labirinto em suas múltiplas escolhas não lhe dá a direção certa e nem a garantia de que não se vá acabar numa via sem saída. Ora, é no labirinto que aprendemos a conhecer nosso poder político, religioso, ideológico... !

E comparo este labirinto, essa angústia, ao “pré”, ao “antes” do saber proporcionado pela sala de aula. A sala de aula ideal é aquela que te dá o “horizonte dos possíveis” e te faz sair do “horizonte das realidades”.  Já não existem “paredes” que isolem o indivíduo em um só espaço quando ele adentra a uma destas salas de aula. Onde o professor não é um simples “disciplinador” que apresenta limites de toda ordem, onde a sociedade e a cultura o levam a carregar a pedra montanha acima e ao chegar lá a pedra rola de volta... A sala de aula proporciona a liberdade! A liberdade de escolha, a liberdade de buscar alternativas para empurrar de novo, reiniciar o processo e reconhecer as nossas limitações pelo tamanho daquela  pedra.

Sim, para esta adolescente tímida e insegura, a sala de aula sempre representou o “horizonte dos possíveis”. O lugar do “encontro”, da “discussão”, o amplo e irrestrito espaço para ser e fazer melhor... Ou, pelo menos, diferente, se não pudesse ficar melhor...

E agora, se eu fosse fazer uma citação do nono parágrafo do texto, eu o citaria INTEIRO! Não há como resumir todo o conceito de sala de aula exposto ali. Algumas palavras chaves podem até ser citadas: espaço revolucionário, revolução constante, pluralidade, novo conceito, diálogo, momento de liberdade... Mas, penso que uma frase sintetiza os conceitos e ao mesmo tempo abre espaço para muitas outras reflexões e pensares: “Antes da razão o desejo, a emoção”. Nada de receitas para se viver a vida. Nada de amarras ou imposição de limites a não ser aqueles que o próprio indivíduo descobre em sua busca por “saber” e agir, conforme este saber lhe dá os horizontes possíveis.  E nessa busca vem o princípio da alteridade, de que cada um é um e ao mesmo tempo depende do outro. Não há o desejo de individualismo, mas a construção de balizas para a ação de cada um no mundo, respeitando o espaço do outro, convivendo com o outro.

Para mudar o que a “máquina social” faz ao indivíduo nos dias atuais, ou seja, “castrá-lo em sua capacidade de pensar e agir”, penso que cada professor, na sua condição de mediador do conhecimento, deveria repensar seu “papel”. Deixar de lado os roteiros escritos e passar a pensar dialogicamente, re-elaborar o ensino, construindo o saber como “fundação da liberdade”, que cada possibilidade de caminho no labirinto possa levar à liberdade.

A sala de aula dos dias de hoje, que o autor descreve ao final, com certeza não é mais a mesma que recebeu a menina tímida e insegura; que a ensinou a pensar, a agir, construir. Não há mais diálogo, iniciativa, desejo ou paixão nesta sala de aula... Ou será que ela sempre foi a mesma e a menina é que é diferente?

Ângela Rocha

Referências:

* Publicado em obra coletiva:
MORAIS, Regis (org). Sala de Aula. Que espaço é esse? 10ª ed. Editora Papirus, Campinas.  Texto disponível em:
< http://www.fae.unicamp.br/vonzuben/salaaula.html>  Acesso em 26 de outubro de 2013.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

É tudo culpa do Papai Noel...

Perceberam o quanto nós lutamos contra moinhos de vento em nossa Igreja? De vez em quando se levantam bandeiras de causas totalmente inócuas. É o caso do dia das bruxas, é o coelhinho da páscoa e muitas outras coisas. A de agora, quando chega o final do ano,  contra o pobre do Papai Noel. Aquele velhinho sorridente de longas barbas brancas e roupa vermelha, símbolo de esperança que povoa o imaginário de muitas crianças. Revolvemos colocar toda a culpa da nossa incompetência em evangelizar e tocar corações, nas costas do bom velhinho.

Temos dito que ele é o símbolo do consumismo e não significa o natal. Concordo. Afinal, São Nicolau, ao iniciar a tradição, apenas queria trazer alegria às crianças pobres no natal. Jamais imaginou que a Coca-cola ia dar-lhe uma roupa vermelha e que sua figura ia ser transformada em tamanho ícone do capitalismo. Mas o fato é que temos dado a ele um fardo grande demais para carregar. Tá certo que ele já carrega um saco a altura de tamanha amolação, mas... Haja saco!

Nunca, na verdade, nos esforçamos para transformar o Menino Jesus em símbolo do Natal. O menino na manjedoura como símbolo de esperança e salvação, não nos lembra o Jesus adulto que carregou no pó das suas sandálias tanto discípulos. Cristo adulto é para nós modelo e mensagem. Do Cristo menino, pouco sabemos. Lembramos dele no natal e só. A ternura do menino nascido num estábulo, não lembra às crianças aquilo que elas vão necessitar somente na vida adulta: fé.
Quando criança, precisamos de coisas palpáveis que façam parte do nosso mundo. Brinquedos, por exemplo. Talvez seja isso que faça com que a maioria das crianças, confie bem mais no velhinho que atravessa os céus em um trenó movido a renas, cheio de presentes. É de praxe. Copiamos e vivemos muitos modelos americanos. E também, é bem mais fácil para as crianças confiar num adulto, que lembra o vovô, do que num pobre menino que nasceu num berço de palha.

Independente de ícones e símbolos, o significado do Natal está arraigado de alguma maneira, em cada um de nós. É uma época mágica. De luzes, enfeites, presentes, encontros. É uma época em que um pouco daquela bondade escondida em nós, vem à tona. Sim, deveríamos transportar estes sentimentos de fraternidade e perdão, para o resto do ano, mas temos falhado nisso, de modo miserável.

Fato é que todos nós temos lembranças de natais de nossa infância. Maravilhosos ou não, trazem ao nosso coração aquela doce nostalgia de uma época em que ainda tínhamos a inocência de acreditar em Papai Noel, onde havia esperança, muito mais que de presente, de encontro, de abraço, de rever parentes, de festa. Claro que hoje a mídia e o comércio deram ao natal uma roupagem por demais materialista. Nossas crianças não se contentam mais com simples bonecas e carrinhos. Videogames de oitava geração, Ipods, celulares cibernéticos, Barbies que cantam, dançam e, se duvidar: expressam até sua opinião; estão bem mais ao gosto delas. São os novos tempos. E lutar contra o futuro, é fazer como Dom Quixote, lutar contra moinhos de vento imaginando que são dragões.

Definitivamente, Papai Noel existe! E está aí, estampado em outdoors e decorando as vitrines de todas as lojas, para quem quiser ver.  Então, ao invés de lutarmos contra ele, porque é que não gastamos nossas energias na Novena de Natal, numa campanha de alimento e presentes? Porque não temos catequese no Natal? Porque numa época tão maravilhosa e cheia de significado religioso, damos férias a nossas crianças? Deve ser porque precisamos de tempo para correr todas as lojas, tão lindamente enfeitadas, exercendo nosso “consumismo”...  


Ângela Rocha