quarta-feira, 24 de abril de 2013

Formação de Catequistas no facebook...



CONVITE: 

Nos últimos dois meses e meio, andei meio sumida da blogosfera. Isso porque estive numa “aventura” sem igual. Formação para Catequistas na rede social!

É! E que maravilha é isso! Estamos terminando um grupo de estudo sobre ITINERÁRIO CATEQUÉTICO e está previsto para 15 de maio iniciar um sobre a IVC – Iniciação à Vida Cristã.

Mas, ao longo do nosso estudo sobre o Itinerário Catequético, percebi uma enorme dificuldade em se construir os roteiros de temas para a catequese. Nós trabalhamos normalmente com subsídios prontos, roteiros já elaborados ou apostilas. O que fazemos é correr atrás de informações, dinâmicas, celebrações... Isso para enriquecer o conteúdo do encontro. Mas, vocês sabem realmente como deve ser um ROTEIRO DE CONTEÚDOS?

Como se trabalha cada tema, por que e em que fase e idade da criança? Por que a gente trabalha Antigo Testamento e quando? Qual é a ordem em que se tem que por as coisas? E a liturgia dominical? E os eventos da paróquia? E o calendário litúrgico?

Pensando nisso, convidei o grupo que está trabalhando comigo para  estender um pouco mais o estudo. E trabalhamos CONTEÚDO CATEQUÉTICO, ROTEIRO DE TEMAS E SUA ORGANIZAÇÃO. E estaremos a partir do dia 25 de abril, em mais esta jornada.

E... resolvi estender este convite a todos os catequistas que estiverem interessados. Quem quiser nos acompanhar é só se manifestar...

O que é necessário para participar dos nossos grupos de estudo:

- Precisa ter uma conta no Facebook e ser membro do nosso grupo “Catequistas em Formação”.
- Precisa ter disponibilidade de TEMPO, o material fica disponível nos arquivos de um grupo, mas são feitos inúmeros comentários e orientações, que é preciso tomar conhecimento. O grupo faz inúmeras partilhas e é isso que enriquece o estudo.
- Se você só tem tempo final de semana ou um dia na semana, não vai conseguir acompanhar. Ideal é que pelo menos dedique UMA HORA do seu dia ao grupo de estudo.
- Uma vez que você entre, exige-se SERIEDADE, considero uma extrema falta de consideração o fato de uma pessoa se dispor a estudar, ser incluída num grupo, que NORMALMENTE TEM UM NÚMERO LIMITADO de vagas, e, de repente se excluir sem dar satisfação. EU não brinco de “formadora” de catequistas. E espero que quem vá comigo nessa, não brinque de ser catequista.
- É preciso ter a disposição o DNC, o DAp, subsídios de catequese, os roteiros que se trabalha na sua paróquia, DE TODAS AS ETAPAS: PRE-CATEQUESE, EUCARISTIA, CRISMA e PERSEVERANÇA... mesmo que seja num rabisco de papel...
- E outras orientações vamos discutindo ao longo do estudo.

Para participar acesse o grupo no Facebook e deixe um comentário com: NOME, PAROQUIA/CIDADE, DIOCESE e o seu interesse em participar:

- 25 de abril: Roteiros, temas e conteúdos dos encontros.
- 15 de maio: IVC – iniciação à Vida Cristã


Abraços

Ângela Rocha

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O Evangelho do Domingo no encontro de catequese...



Eu andei perguntando por aí... Com segundas intenções, confesso... Como e, “SE”, é feito um trabalho com a Liturgia Dominical ou Evangelho nos encontros de catequese. Aproveitei a interação que tenho no grupos de catequistas do Facebook, para levantar a questão.

Fora o fato de que (cada vez mais!), me convenço de que alguns catequistas entram em grupos de catequese meio sem saber por que (porque nunca respondem, comentam ou curtem o que quer que seja), descobri que esse é um assunto que não parece ser preocupação de muita gente não. Num universo considerável, de digamos, umas DUAS MIL PESSOAS, eu recebi resposta de VINTE E SEIS . 1%... UM POR CENTO! E a maioria delas, negativa.

E agora eu faço uma analogia antes de começar o assunto de verdade. Sendo assim, não dá pra vocês reclamarem se só 1% das suas crianças freqüentam a missa!! Dá?

E antes que eu comece a considerar que eu sou tão “desinteressante” para vocês, como a missa é para as crianças, vamos a nossa questão!

Primeiro, por que trabalhar a liturgia dominical nos encontros de catequese? Por falta de assunto? 

É claro que se esse último for o motivo, podemos considerar que a proposta de solução é das mais felizes. E algumas paróquias usam mesmo o Evangelho do domingo como roteiro de catequese.
Mas vamos à  resposta para nossa pergunta principal.
Porque a nossa catequese PRECISA ser LITÚRGICA, ou seja, conduzir à liturgia e ao grande mistério da nossa fé que é o sacrifício de Jesus para a nossa salvação, contado, na “mesa da Palavra” e vivido na Mesa do Pão, todos os domingos. Para o DNC a nossa proposta deve ser de uma catequese litúrgica, que leve para os encontros a reflexão e os ensinamentos que provêm da leitura do Evangelho Dominical e que depois se estendem para a vida de cada um. “A catequese como celebração da fé e a liturgia como celebração da fé são duas funções da única missão evangelizadora e pastoral da Igreja.” (DNC 120).

E vamos considerar outra coisa: se não for pelas leituras ou menção do Evangelho que se faz na catequese, ele nem seria conhecido já que a maioria das nossas crianças NÃO VAI A MISSA! Entre as respostas que recebi do “não” se trabalhar o Evangelho do Domingo, o motivo está no fato de que já temos (e tomara isso fosse uma realidade pra todo mundo!) indicados em nossos roteiros, leituras para trabalhar nos encontros. Hum... É um fato. Mas não penso que a “memória” da missa dominical vá causar algum “desarranjo” no nosso encontro. Muito pelo contrário. Vai é “arranjar” as coisas. Porque,  de uma forma ou de outra, os Evangelhos acabam sendo “tema” da nossa catequese. Às vezes só não estão na mesma ordem que o índice do nosso “livrinho”. Por isso a importância de se adaptar os temas ao calendário litúrgico.

E antes de falar do antes ou depois, quero trazer aqui um dos nossos grandes dilemas, que tem a ver com esse assunto também: O que fazer para que nosso catequizando participe da missa... E nem boto ponto de interrogação porque já nem adianta perguntar mais.

Mas, certamente, não é exigindo que ele vá à missa, se nem sequer falo sobre um dos pontos centrais dela, que é a liturgia da Palavra. Outra coisa, nossos catequizandos da Eucaristia (e a grande “massa” dos nossos catequizandos está nesta fase), participa da Liturgia Eucarística como “ouvintes” e não como “participantes”. Ou seja, eles não participam ainda do “banquete”. Estão se preparando para ele. Como? Ouvindo as leituras dominicais e fazendo catequese até que estejam prontos, preparados e sejam “eleitos”.

Então, vamos achar aí um espacinho de tempo para lembrar da liturgia dominical na catequese. Sempre. E não só nas festas e eventos especiais. Se na missa nos é impossível fazer a “leitura orante”, a catequese nos permite fazê-lo. Pelo menos a parte do ler “novamente”, pausadamente e com reflexões pessoais a respeito. Ah! Não dá tempo! Numa catequese de uma hora não dá mesmo. Pense em rever com sua coordenação esse aspecto do “tempo de duração de um encontro”.

Mas, a gente fala do Evangelho do Domingo, antes ou depois dele acontecer?

Segundo Maria Aparecida de Cicco, teóloga, com especialização em Ciências da Religião com enfoque em Ensino Religioso, que por muitos anos atuou como catequista, coordenadora paroquial e diocesana da Catequese, da Vozes Editora: “É ideal que o encontro aconteça na semana posterior, pois, tendo participado da celebração dominical, onde o Evangelho foi proclamado e refletido na homilia, os catequizandos poderão trazer seus questionamentos e sua própria contribuição a respeito do tema.” (catequese@vozes.com.br).

Tirando esta justificativa (que acho que nem precisa de outra), dou algumas outras, fruto de minhas próprias reflexões.

Com toda essa nossa verdadeira “ojeriza” em fazer com que as crianças participem da Missa Dominical, contar a elas o que vai (antes) acontecer, é um excelente motivo pra ela achar que não precisa de fato ir. Já sabe, afinal, o que vai ler lido lá e a catequista até já fez a “homilia”...  E vira pro canto, puxa as cobertas e vamos dormir mais um pouquinho.

“A liturgia é considerada lugar privilegiado de educação da fé (DNC 118). A proclamação da Palavra na liturgia torna-se para os fiéis a primeira e fundamental escola da fé.” (DGAE 21 – 2003/2006). Então, se ela é a “primeira”, por que vamos “antecipá-la” no encontro de catequese? O encontro (depois) neste caso, servirá para aprofundamento dessa educação.

Outra coisa: Quem é o “nosso” catequista na paróquia? (dos catequistas). Pelo menos na dimensão bíblica, é o PADRE. É nas reflexões e na homilia dele que a primeira catequese se faz, inclusive para o próprio catequista! Eu “uso” a homilia dele para complementar a minha catequese. Não faço uma “homilia” antes dele. Mesmo porque posso até falar “besteira”. Os nossos presbíteros são preparados para isso, tem conhecimento bíblico, oratória e sua missão é “conduzir” o rebanho paroquial. A mim cabe, depois dele, aproveitar que tenho mais tempo e não estou ligada ao rito, rememorar a liturgia para que, realmente, ela permaneça e faça parte da vida do catequizando.

Finalizo, respondendo a minha pergunta: Uso o Evangelho dominical na catequese sim. Às vezes com mais profundidade se ligada ao tema de um encontro, noutras mais de “leve”, apenas para lembrar daquilo que ouvimos e deve conduzir-nos pela vida afora. Sempre “depois”. Porque primeiro eu “aprendo”, “escuto”, faço arder meu coração... Depois ensino e faço ecoar a mensagem que aprendi.

Ângela Rocha 
Catequista

domingo, 7 de abril de 2013

Onde está o meu filho?



VAMOS LÁ! Vamos brincar um pouco com os pais!

Material: Balões (bexigas) e canetinhas.

01 – ENCHENDO BALÕES


-Cada pai/mãe enche um balão colorido e desenha nele o seu filho. Pode desenhar só o rosto, O corpo inteiro, pode escrever o nome do filho(a)... algo que o identifique;

-Todos ficaram em círculo num espaço vazio e ao comando da catequista vai  tocando no balão para cima devagar:

Segure com carinho seu filho...
Agora toque levemente para cima... ele está começando a sair de casa... está indo pra escola;
Agora toque um pouquinho mais forte, ele vai sair com a tia...
Isso, agora um pouquinho mais forte, ele está indo dormir fora pela primeira vez... (os pais quase morrem aqui... rsrsr);
Agora com mais força... eles estão indo pra primeira colônia de férias... (pensa a reação!).
Mais forte, deixem ir bem longe, pois agora estão indo pra praia com a madrinha... (dava pra ver uma linha inexistente entre os pais e seus balões)...
Vamos bater mais longe... Ele vai pra catequese também!
Tente não perdê-lo de vista, mais toque o mais forte que puder e não saia do seu lugar, pegue o balão que estiver mais perto de você...
Hei, onde está seu filho? Você conhece a pessoa que o está segurando agora?

OBSERVAÇÕES: Os pais sofrem e riem durante a dinâmica ao perceber o medo que tem de soltar os "filhos-balões" e contestam o tempo todo, quase clamando para que a brincadeira pare... Quem não está  com o balão-filho desenhado faz questão de recuperá-lo... E a gente os devolve a eles.

REFLEXÃO: Você sabe quem é a pessoa que está com seu filho? O que ela pensa? O que ela fala? Será que gosta de criança? Será que vai entender o jeito de ser dele? Será que irá tratá-lo com carinho e atenção? Será que vai saber transmitir a mensagem que ele precisa? Qual o nome desta pessoa?

Refletir sobre a importância dos pais conhecerem a Igreja, o ambiente e a catequista da criança, saber como a catequese funciona, como a catequista trabalha, afinal é com ela que eles estão deixando as suas "produções", seus "balões", seus presentes de Deus.

A segunda dinâmica contextualiza ainda mais este pensamento e o completa.


2- TRABALHANDO JUNTOS

- Os pais fazem um círculo segurando os balões e a catequista fica no meio;
- Um participante do encontro pode ser convidado a ser ajudante na brincadeira;
-Ao sinal todos começaram a jogar os balões para cima, sem desmanchar o círculo;
- O ajudante vai tocando um pai/mãe de cada vez e este vai se sentando e deixando o balão na brincadeira;
-Todos têm que se esforçar para que nenhum balão caia no chão;
- A catequista, continuava no meio tentando, em vão, manter os balões no ar...

REFLEXÃO: Antes de a brincadeira terminar, alguém grita: "essa catequista não está dando conta de segurar os filhos da gente!"...

E aí parte-se para a reflexão que queremos: A catequista precisa da ajuda dos pais para poder realizar um bom trabalho. Os pais não podem apenas largar os filhos na Igreja sem saber com quem eles estão e sair de cena sem saber o que acontece e as dificuldades que a catequista, que a catequese está enfrentando. Precisamos trabalhar juntos, como uma equipe, para que a evangelização funcione, afinal dentro de uma sala tem uma gama de balõezinhos, uma de cada tamanho, cor, pensamento e sentimentos diferentes, somente com a ajuda dos pais será possível compreendê-los e promover uma evangelização que contribua para o crescimento da criança. Deixar a catequista "sozinha" para segurar tantos balõezinhos... Não, não é possível fazer um bom trabalho.


Ângela Rocha
*Adaptado de uma dinâmica da Educação Infantil.