segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Mais uma segunda feira das nossas vidas...


BOM DIA!!!

Pois é... mais uma segunda-feira de nossas vidas.

Dia que parece sempre ser o começo de tudo... Daquele regime tão adiado, daquelas proposições audaciosas e de todos os novos rumos prometidos no fim de semana. Fato é, que quando vemos, lá vem outra segunda e não fizemos nada daquilo a que nos propusemos...

Proposições, acredito, são coisas de minuto: resolver e fazer. Nada de deixar pra segunda-feira...

Mas... estamos nós aqui numa nova semana, no primeiro dia do resto de nossas vidas... Vida que passamos 20% dela, dormindo (vi na TV hoje de manhã). Aí pensei: "Puxa, vou dormir menos!". Passar mais tempo acordada, VIVENDO. Vendo mais auroras, comendo mais fibras, tomando cálcio e amando mais.


Não são estas as prescrições de uma vida saudável?   cursos de excel


Mês da Bíblia: Dia 30


COMO CARTA DE CRISTO

“Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações."

 LEIA: 2Cor 2, 14-17; 3, 1-3) 

Lembrem sempre, Catequistas: somos como "carta de Cristo", a nós cabe dar o testemunho da fé em Jesus Cristo, nosso Senhor!

* * * * *

Todos os dias deste mês, postei aqui um pequeno trecho da Bíblia, querendo lembrar a todos do mês da Bíblia e o quanto ela pode ser luz para nossa lida diária e as coisas que nos afligem e nos alegram...  

E a Bíblia merece destaque! Mas, não só em setembro.
Merece destaque todos os dias, todos os meses...

Coloque-a em lugar que facilite a leitura. Lembrando que a Palavra de Deus é luz em nosso caminhar, coloque também uma vela e flores.

Leia mais a Bíblia!
Escolha um momento no dia ou na semana para ler alguns versículos e comentar com a família. Anote frases ou palavras que chamam a sua atenção, que tocam seu coração. Quando lemos, pela manhã, os versículos passam o dia fazendo eco em nossa mente e coração. Quando cantamos, pela manhã, o eco é sonoro. Experimente, saboreie e deixe-se nutrir pela Palavra de Deus!

Semeie a Palavra de Deus!
Lembrando a Parábola do Bom Semeador, imprima e espalhe versículos bíblicos ou pequenos textos sobre Bíblia em muitos locais, para que outras pessoas o encontrem: São sementes de bem que podem germinar a qualquer momento, pois a Palavra de Deus é viva e eficaz.

Obrigado a a quem leu comigo a Bíblia todos os dias deste mês!

Grande abraço da...

Catequista Amadora




Mês da Bíblia: Dia 29


A PALAVRA

"Como a chuva e a neve que caem do céu e para lá não voltam sem antes molhar a terra e fazê-la germinar e brotar, a fim de produzir semente para quem planta e alimento para quem come, assim também acontece com a minha palavra: Ela sai da minha boca e para mim não volta sem produzir seu resultado, Sem fazer aquilo que planejei, sem cumprir com sucesso a sua missão”.

(Is 55,10-11).

sábado, 28 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 28



PROCLAMAR

"Mas vós sois a gente escolhida, o sacerdócio régio, a nação santa, o povo que Ele adquiriu, a fim de que proclameis os grandes feitos daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa."


(1Pd 2, 9)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 27


Assim diz o Senhor, aquele que te criou:
Nada temas, pois fui eu quem te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu!

(Isaías 43, 1)


LEIA: Isaías, 43, 1-3.


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Never gonna be alone...

"Você nunca vai estar sozinha, vou te segurar até a dor passar.
E enquanto eu puder, vou te segurar firme com ambas as mãos ..."



E nem sempre podemos cumprir as nossas promessas...







Mês da Bíblia: Dia 25



A TUDO SUPORTE ...

“Eu te conjuro diante de Deus e de cristo Jesus,
que há de vir julgar os vivos e os mortos,
pela sua Aparição e por seu Reino:
proclama a palavra,
insiste, no tempo oportuno e no inoportuno,
refuta,
ameaça,
exorta com toda paciência e doutrina.
Pois virá tempo em que alguns não suportarão a sã doutrina;
pelo contrário, segundo os seus próprios desejos,
como que sentindo comichão nos ouvidos,
se rodearão de mestres.
Desviarão os ouvidos da verdade,
orientando-os para as fábulas.
 Tu, porém, sê sóbrio em tudo,
suporta o sofrimento,
faze o trabalho de evangelista,
realiza plenamente teu ministério.”


(2Tm, 4, 1-5).

Mês da Bíblia: Dia 26


LUZ DO MUNDO

"Vós sois a luz do mundo. Uma cidade construída sobre a montanha não fica escondida. Não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma caixa, mas sim no candelabro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. Assim também brilhe a vossa luz diante das pessoas, para que vejam as vossa boas obras e louvem o vosso Pai que está no céus."


(Mt 5, 14-16)

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 24


DEUS, SENHOR DA HISTÓRIA

“Se o Senhor não constrói a casa, em vão trabalham os construtores.”
(Sl 127, 1)


LEIA: o salmo 127 e Mt 6,25-34

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 23


JUSTIÇA E MISERICÓRDIA


 “Buscai em primeiro lugar o reino do céu e sua justiça.”

 (Mt 6, 33)


LEIA:  Mateus 6, 33-34.

 

domingo, 22 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 22.



VER COM O CORAÇÃO

“Não julgueis pela aparência, mas julgai conforme a justiça.”

(Jo 7, 24)


LEIA:  João 7, 1-24.

sábado, 21 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 21




CRIANÇAS

“Logo as praças das cidades vão se encher de meninos e meninas
 a brincar pelas ruas.” (Zacarias 8,5)


LEIA: Lucas 18, 15-17.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 20


ANUNCIAR


“O que vocês escutam em segredo, proclamem sobre os telhados.” (Mt 10, 27)


LEIA: Mateus 10, 26-33


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 19




DIZER E FAZER


“Seja o vosso ‘sim’, sim, e vosso ‘não’, não.” (Mt 5,37)



LEIA: Mateus 25, 31-46


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 18


PEDAGOGIA DE JESUS


“Jesus anunciava a Palavra por meio de muitas parábolas.”
 (Mc 4,33)



LEIA:  Marcos  4, 10-12

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 17


DEUS RI


“Deus ri e se diverte à custa deles” (Sl 2,4)

         A teóloga Tereza Cavacanti num texto bonito sobre a espiritualidade bíblica, nos conta que há textos na Bíblia que são colocados parece com o único objetivo de fazer a gente rir.
         De fato quando eu leio as aventuras de Sansão (Jz 15) se vingando dos filisteus, pegando 300 raposas e colocando fogo no rabo delas e soltando no meio do trigo deles, dá para dar boas gargalhadas.
         Outro texto que eu acho bonito é Gn 18. Abraão começa conversa com Deus. Deus quer destruir a cidade. Abraão começa a negociar. Mas e se tiver 50 justos. Deus cede. Mas se se tiver só 45, Deus amolece o coração. E se tiver só 20. Tá bom... e até chegar aos 5. Deus vai amolecendo o seu coração. Acho bonito.
         Muitas vezes somos tristes demais. É certo que motivos não nos faltam. Mas de que adianta ficar chorando e emburrados? Deveríamos fazer igual a Deus. No salmo 2, 4 o salmista nos conta que Deus ri e se diverte à custas dos covardes. Que bonito!  Vamos nós também rir um pouco mais dos nossos problemas e dos nossos opressores. Vamos colocar a confiança em Deus cantar e sorrir mais. E com certeza nossa vida será melhor!

Frei Ildo Perondi


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 16



FAZER COM AMOR


“Felizes os mansos, porque possuirão a terra.” (Mt 5, 5)

LEIA:  Mateus 5, 1-16.


domingo, 15 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 15


CONSTRUIR

“Se o Senhor não constrói a casa, em vão trabalham os construtores”

(Sl 127, 1)


LEIA:  Leia o salmo 127 e Mt 6, 25-34.


sábado, 14 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 14


VIGIAR

"Vigiai, pois, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor."

(Mt 24, 42)


LEIA: Mateus 24, 42- 44

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 13


APRENDER

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”

 (Mt 11, 28)


LEIA: Mateus 11, 25 -30.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 12


SABER ESCUTAR


“O que é que vocês andam conversando pelo caminho?”

(Lc 24,17)


LEIA: Lucas 24, 13-35. Uma das mais belas passagens da Bíblia, fundamento da catequese.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Mês da Bíblia: Dia 11

PALAVRA DE VIDA


A Palavra de Deus é lâmpada para meus pés e luz no meu caminho.”

(Sl 118, 105)


LEIA: Dt 30,14: “A Palavra de Deus está muito perto de ti: está na tua boca e no teu coração, para que a ponhas em prática”. O texto não diz que a palavra de Deus está na cabeça, mas no coração e na boca. Muitas pessoas estudam e não vivem a Palavra de Deus.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O atirador de facas

Qual a melhor forma de rezar?


Certa vez, um rapaz entrou na igreja, que estava vazia, foi até o primeiro banco e começou a jogar cinco facas para cima, uma depois da outra e, numa agilidade incrível, pegava todas pelos cabos, sem deixar nem uma cair no chão e sem se ferir. Eram facas afiadas, que brilhavam no ar.

Uma senhora entrou na igreja e, ao ver lá de trás aquela cena, ficou assustada. Foi correndo contar para o padre, que morava ao lado da igreja. O padre veio e os dois observavam a inusitada cena.

O padre aproximou-se dele e perguntou, com carinho: "Por que você está fazendo isso?" O moço respondeu: "Eu não sabia rezar, e perguntei para uma catequista como que reza. Ela disse: 'Faça o que você sabe de melhor para Deus, que ele gosta'. Eu trabalho em um circo e o que eu sei de melhor é jogar facas. Por isso vim aqui hoje rezar".

O padre pôs a mão no ombro dele e falou: "Pode continuar rezando, filho, e que Deus o abençoe. Mas cuidado para não se machucar, ou machucar alguém".

De fato, a catequista estava certa. Cada um tem o seu jeito próprio de rezar. Existem tantas maneiras de orar, quantas pessoas orantes há no mundo. Isso porque oração é diálogo, uma conversa de amor com Deus. E os amigos são criativos e espontâneos nas conversas. Nós vamos, aos poucos, evoluindo na prática da oração. No começo, só rezamos orações decoradas, e só duas vezes ao dia: De manhã, ao nos levantar, e à noite, antes de dormir. Depois, nós começamos a obedecer a Jesus que disse:

"Orai sempre, e nunca cesseis de o fazer." (Lc 18,1).


(Autor desconhecido)

Mês da Bíblia - Dia 10


JESUS E AS MULTIDÕES

“Tenho compaixão desta multidão que parecem ovelhas sem pastor.” (Mc 8,2)



(Leia Marcos 8, 1-10)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Telefone sem fio...

Estou tentando, com todas as minhas forças, ser catequista...

Acordo todos os dias achando que estou cada dia mais perto.

Quando fui procurar a secretaria da paróquia para ser catequista, lá nos idos de 1990 e alguma coisa eu tinha sim, um objetivo: descobrir afinal de contas que coisa é essa que, ao invés de ajudar meus filhos a permanecer na igreja, se transformou numa enorme “chatice”. A ponto até, de fazê-los questionar a utilidade da mesma. E não me venham dizer que estou sendo radical! Porque não estou não. É assim com a grande maioria dos jovens.

Acontece que algum tempo depois eu realmente atendi ao chamado que Jesus me fez na pessoa daquele padre chamando gente pra ser catequista...

“Venha caminhar comigo!”, disse Jesus. E eu fui.

E comecei a entender o que era o caminho. Não é uma estrada para se “chegar lá”, nem tampouco um objetivo a ser alcançado. É um “estar com ele” cada segundo, minuto, hora, dia da minha vida. É tropeçar nas pedras, se ferir em espinhos e colher flores... É caminhar sem tentar entender aonde isso vai dar. Não é um caminho fácil. Nem é uma estrada que tem fim. Ou “objetivo”, como preferir. Assim, se eu tenho um objetivo sendo catequista, não sei dizê-lo.

Como não sei dizer o que espero dos meus catequizandos...

Acho que vou roubar a fala de uma outra catequista que disse que o que mais gosta na catequese é: “O dia do encontro”. Sim é isso. Espero sempre o dia do encontro. E venha o que vier, aceito com alegria. Amo sem restrições e sem porquês. Apenas amo aquelas crianças como se fossem minhas. Só.

Também não sei se há uma coisa que gosto mais na catequese. Já disse muitas vezes: a catequese parece correr nas minhas veias junto com meu sangue. Nem me imagino fora dela. Faz parte de mim. Ela não se divide em “pedaços” para que eu possa escolher um. Ela é “inteira”, com todos os seus desafios, alegrias e decepções.

Agora, responder o que precisa mudar na catequese, então! É um trabalho de Hércules. Não posso mesmo fazê-lo. Caberia aqui um tratado político-religioso-social-humano-filosófico... Para dizer pouco!

Há muitas mudanças a serem feitas. Muitas mesmos. Começa pelas famílias, passa pela inclusão, pelo comprometimento com a comunidade, por uma maior atenção por parte dos padres, por investimentos em recursos, por espaço adequado, por coordenações efetivas, por uma formação adequada dos catequistas. E poderia citar aqui inúmeras coisas que poderiam ser diferentes, mas não são. Bem melhores, mas não são.

Mas tem uma coisa imprescindível que precisa mudar na catequese. Vamos ver se consigo explicar...

Não sei se vocês, que são mais ou menos da minha idade, já brincaram de telefone sem fio quando eram crianças. Lembram?

A gente fazia uma roda enorme, alguém começava falando uma frase no ouvido do amigo do lado e este ia repassando o que escutava até chegar lá no fim, ao último da roda... Normalmente a frase que se dizia no início não era nem parecida com aquela que chegava lá no fim! A mensagem era totalmente deturpada. Pois acho que acontece muito de “telefone sem fio” na catequese. O que se pretende aqui no começo nunca é o que acontece lá no fim.

A começar pela mensagem inicial de Cristo: “Você não anda bem da vista! Vá ao oculista!” E a mensagem vai passando, passando, passando... E o sujeito lá no final escuta: “Venha ser catequista!”.

E aí, dá no que dá... Muita, mas muita gente mesmo, não sabe o que está fazendo na catequese. Não enxerga um palmo diante do nariz. É cego de tudo! Está definitivamente no lugar e na hora errada. Isso precisa mudar. Com urgência!

Angela Rocha

Catequista Amadora

Quando a gente ama...

E a trilha sonora??

Tá aqui!!

Também te amo...


Passei grande parte da minha adolescência lendo romances. De preferência aqueles que tinham finais felizes. As grandes tragédias românticas sempre me fizeram sentir demais. Daí minha preferência por folhetins melosos. Acredito hoje que isso contribuiu muito para a minha sensibilidade e mais ainda para enriquecer meu português. Motivo pelo qual sempre incentivei meus filhos e alunos a ler. Quem cria o hábito da leitura certamente vai ser um bom “falante” e, com certeza, um bom escritor.

E dos romances tirei uma grande lição. E essa lição pode ser resumida numa só frase: “Eu te amo!”. Invariavelmente a grande polêmica de toda aventura romântica é a admissão do amor. A confissão final de que, um não pode viver sem o outro. Claro que se não houvesse percalços a separar amantes, também não haveria romances publicados! Há que se admitir então certa relutância, ignorância ou mesmo descaso para com o amor até que ele se torne imprescindível e inegável... A ponto de gerar o beijo apaixonado antes do FIM ou do ponto final.

E é aí que quero chegar. Nossa vida, apesar de parecer às vezes, não é um romance com a certeza de final feliz. Nem são as pessoas previsíveis e descritas em pormenores como personagens de romance.  Nem sempre conhecemos o bastante as pessoas nem elas nos conhecem tanto para adivinhar nossos sentimentos. Claro que há pessoas que tem visíveis seus sentimentos, estampados em suas faces, em seu sorriso, em seu olhar, em seu abraço, em seu tom da voz... Mas chegar a esse grau demanda um esforço tremendo! É preciso que se apague de nossa mente todo medo da rejeição e vergonha de ser “sensível”. Afinal, somos educados para demonstrar fortaleza e invencibilidade. Ninguém gosta de ser “vencido”. Nem pelo amor...

Outro dia, discutia isso com um amigo. Depois de declarar com todas as letras meu carinho e admiração, recebi de volta um comentário do tipo “E como vai a vida? o que tem feito?”.  Bom, esse “mudar de assunto” é coisa de quem, definitivamente, se sente constrangido em retribuir afeto. Porque tenho certeza da retribuição. O que faz então, que a pessoa se sinta tão arredia em dizer o “também te amo”?  E aí, teríamos um belo enredo a la José de Alencar. E poderíamos passar anos, uma vida inteira até, sem saber exatamente o que um sente pelo outro. E quem sabe até ter uma separação dolorosa.

Mas, como sou do tipo “preciso ser amada”, vem então a grande experiência dos romances: é preciso falar! Dizer por exemplo: “Acho que mereço mais do que isso...”. O mínimo que pode acontecer é levar um baita de um “chega pra lá”, do tipo: “Olha, eu não queria dizer não, mas, não retribuo seus sentimentos”. Ou então se pode ter o final feliz tão esperado. O The end depois do beijo final.

Não é melhor saber do que viver na expectativa? É isso aí. Palavras existem para serem ditas. Principalmente essas: Amo você!

Ângela Rocha

Catequista “amadora” com certeza!

Mês da Bíblia - Dia 09


INDIGNAR-SE

“Jesus olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eles eram duros de coração.” (Mc 3,5)



(Leia Marcos 3, 1-6)

domingo, 8 de setembro de 2013

Mês da Bíblia - Dia 08


 
SANTOS

“Sede santos porque eu sou santo.” (Lv 11, 44 )

Certa vez havia um pai de família e que tinha dez filhos. Na sua família a vida não andava tão bem. Havia muitas brigas e o pessoal não se entendia muito bem. O pai então soube que num convento morava um monge, com quem o povo costumava pedir conselhos. O pai contou a situação da família e pediu um conselho. O monge escutou muito e disse que nem tudo estava tão ruim. E que tinha um segredo para contar-lhe: apesar de tudo na casa, havia uma pessoa que era santa, mas que não podia dizer o nome. O pai voltou pensando quem seria. A mulher? Seria o filho mais velho? Seria a moça? O mais novo? Como não sabia o nome começou a tratar a todos bem até que descobrisse o segredo. Além disso, a notícia se espalhou pela casa e todos começaram a tratar os outros da melhor maneira para não incomodar a pessoa que era santa... Em pouco tempo a família mudou totalmente, pois todos voltaram a se amar e se tratar bem.
            As pessoas com quem vivemos merecem ser bem tratadas. Mesmo aquelas que muitas vezes não gostamos muitos. Quando passam a ser bem tratadas, acabam agindo melhor. Madre Tereza de Calcutá disse certa vez que muitas pessoas ainda são más porque não foram suficientemente amadas.
            A Palavra de Deus nos ensina a ver as pessoas como nossas irmãs. Jesus nos manda amar até os nossos inimigos. Quando amamos nós nos sentimos melhor e somos capazes de mudar os outros também.

(Historinhas de Frei Ildo)


sábado, 7 de setembro de 2013

Mês da Bíblia - Dia 07

MULHERES

“As mulheres seguiam Jesus” (Lc 8,1-4)

“... e os criou homem e mulher. E Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,27.31).
Se Deus criou o homem e a mulher iguais, não tem sentido a discriminação, o preconceito, a desigualdade e o machismo. Que Deus anime, dê coragem e fortaleça a caminhada das mulheres

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Mês da Bíblia - Dia 06

BUSCA DE DEUS

Minha alma tem sede de Deus.(Sl 63,2)


(Leia o Salmo 63)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Oração Vocal


ORAÇÃO VOCAL

* Giovanni Marques Santos

“Senhor, abre os meus lábios, e minha boca anunciará o teu louvor.”
(Sl 51,17)

Uma história para fazer pensar

Como toda segunda-feira, as vizinhas estavam reunidas para rezar o terço juntas. Dona Márcia incumbiu-se do terceiro mistério da alegria:
- No terceiro mistério, contemplamos o nascimento de Jesus na gruta de Belém.
E começou a cantilena do pai-nosso e das Ave-marias. No entanto, Dona Márcia ficou tão enlevada contemplando a cena evangélica do nascimento de Jesus, admirando a  grandeza de um Deus que se fez pequeno no meio de nós, colocando-se ela mesma no meio de pastores, dos anjos, dos magos... que as dez Ave-marias logo se tornaram doze, treze, catorze...
- Essa Márcia não sabe mesmo rezar o terço! – murmuravam as vizinhas, sem entender nado do que o rosário significa.

Para conversar no grupo:
1 – Dona Márcia estava rezando bem ou mal o terço? Por que?
2 – Como vocês interpretam a famosa frase de São Bento sobre a oração: “que a mente esteja de acordo com a voz”?

Desde muito pequenos, aprendemos diversas fórmulas de oração – textos prontos feitos para o diálogo com deus. Essas formas consagradas de oração vocal existem em praticamente todas as religiões.

No cristianismo, a principal fórmula de oração é o Pai-nosso, atribuída ao próprio Jesus pelos evangelistas Mateus (6, 9-12) e Lucas (11, 2-4). Desde o tempo das primeiras comunidades, o Pai-nosso tem sido a maior jóia da espiritualidade cristã, sendo entregue aos catecúmenos adultos, em sua preparação próxima para o batismo, como modelo de toda oração. Além da oração do Senhor, muitíssimas outras preces e hinos foram sendo recolhidos pela diferentes tradições (católica, ortodoxa, anglicana, luterana...), bem como foram conservadas muitas fórmulas herdadas do judaísmo, especialmente os salmos.

Essas “orações prontas” têm a vantagem de ser uma espécie de síntese da fé para a comunidade religiosa. O Pai-nosso, a Ave-Maria, o Creio, a Salve-Rainha, o Glória e tantas outras fórmulas constituem, por exemplo, resumos da fé cristã que permitem aos fiéis ser “um só coração e uma só alma” quando os rezam. Trata-se de orar aquilo que se crê, como diz um velho ditado latino: lex orandi, lex credendi (“a lei do que se reza é a lei do que se crê”).



O problema está em, por vezes, a oração vocal aparecer desligada da oração interior. Pronunciamos as palavras de modo automático, enquanto o pensamento e o coração estão longe. A oração vocal só se torna autêntica quando exprime aquilo de que o coração está cheio. Retomando as palavras do profeta Isaías, Jesus chama a nossa atenção apara o risco da hipocrisia na oração: “Esse povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Is 27, 13; Mt 15, 8).

Assim, as primeira orações que aprendemos de nossos pais e de nossos catequistas correm o risco de ter o seu sentido esvaziado. São muitos os que perdem o hábito de rezar, adquirido quando crianças, por já não enxergarem significado na mera repetição de fórmulas. Como recuperar o sabor da oração vocal?

A oração da repetição

Um primeiro caminho para por de novo em sintonia voz e coração enquanto se reza é a prática da oração de repetição, uma tradição muito antiga que remonta aos grandes místicos do cristianismo oriental – os chamados hesicastas.  Por meio da repetição de uma oração breve, no ritmo da respiração e com uma postura corporal relaxada e tranqüila, as palavras vão penetrando mais e mais profundamente em nossa vida e coração, adquirindo significados cada vez mais intensos, mexendo com nossa própria história pessoal, promovendo nossa concentração e fé vida, até que a voz,a  mente e o espírito caminhem para uma sintonia verdadeira. Podemos repetir, por exemplo, entre tantas outras possibilidades:

- “Jesus”;
- “Pai Nosso”;
- “O Senhor é meu pastor, nada me faltará”;
- “Só vós sois o Santo, só vós sois o Senhor”.

O efeito psicológico da repetição desses “mantras” cristãos é facilitar a nossa abertura para a ação do Espírito de Deus, que trabalha em nós quando oramos. Os hesicastas orientais têm grande apreço pela repetição da chamada “Oração de Jesus”: “Senhor Jesus Cristo, filho de Deus, tem piedade de mim, pecador”,  a pronúncia recorrente dessa fórmula conduz a uma ligação mais profunda entre o Mestre Divino e o discípulo que procura sempre mais a perfeição no amor.




Rezar com calma as fórmulas conhecidas

Outro caminho para a experiência da verdadeira oração vocal é rezar com calma o texto de uma oração conhecida, contemplando o sentido de cada palavra, de cada expressão. Com uma postura corporal adequada e a respiração tranqüila, pedimos ao espírito Santo que entre em nosso coração a fim de que ele mesmo possa orar em nós (cfe Rm 8, 26). Em seguida pronunciamos as primeiras palavras da oração, percebendo o que elas realmente dizem,  o que elas realmente nos dizem... Fazemos uma pausa, de quanto tempo quisermos, deixando as palavras pronunciadas  ressoar em nosso coração com todo seu poder de significado. Em quanto isso, outras palavras que brotam do nosso interior também podem se dirigir a Deus, agradecendo, louvando, pedindo conversão. Assim continuamos, pausadamente, com os restante do texto da oração.

Caso escolhamos o Pai-nosso, por exemplo, podemos nos deter na palavra “Pai”: Pai... Pai... Pareço não sentir nada... Deus tu és o meu pai. Tu és forte, és protetor, eu nasci de ti. Sou tão fraco, Pai... Cuida de mim. Cuida de nossos pais. Cuida das crianças que não têm pai ou que às vezes sofrem nas mãos de seus pais. Pai... Pai... Eu te amo, Pai. Faz-me parecido com teu filho Jesus...

Ao final, recitamos a oração inteira, com um novo sentido e um novo saber. Ou então, caso um trecho  tenha nos falado de modo muito especial naquele momento, naquele dia, permanecemos nele, sem o afã de querer completar o texto inteiro da oração.

O rosário

O rosário foi estruturado na Idade Média como uma forma de adaptar a Liturgia das Horas (recitação dos 150 salmos) à piedade popular, substituindo a oração dos salmos pela repetição de 15 Pais-nossos e 150 Ave-marias, enquanto se recordavam os mistérios contrais da vida de Jesus – sua encarnação, morte e ressurreição – e associando sempre a ele Maria, sua mãe. Em 2002, ao publicar a carta apostólica Virginis Mariae, o papa João Paulo II acrescentou ao rosário a contemplação de mais cinco mistérios, ligados à vida pública de Jesus.

O mais importante na recitação do rosário é a contemplação das cenas propostas nos “mistérios”: imaginar-se naquele cenário vivo, beber de seu sentido profundo, saborear a intimidade com Jesus e Maria, rever a própria vida e a vida do mundo à luz dói evangelho. A repetição das Ave-marias e Pais-nossos entra como um “fundo musical” para que possamos nos concentrar nas cenas contempladas.


Fonte: Da seção, Espiritualidade da Revista Ecoando, set/out de 2013, pg. 6-7.  São Paulo: Paulus, 2013.



Inalcansáveis!




E estamos nós aqui, alguns anos mais velhas... E um pouco mais mães, e um pouco mais avós... Novas vidas se fazem presentes em nossas vidas... E quem sabe tem mais gente que virou mãe e avó e eu nem sei? E fico aqui pensando no quanto estes filhos e netos,  essas criaturinhas, são pedacinhos da gente e de Deus.

E mais ausências também...

Pois é...
Todo dia penso em escrever uma carta pra matar uma saudade. Pra retomar aquele tempo bom que quanto mais a gente lembra, mais parece que foi bom...

Mas, quando dou por mim... Já era! E a gente escuta e anda falando muito isso por aí... Vi isso num blog outro dia: a “doença da pressa”.

Parece que nosso tempo foge e andamos “perdendo o bonde”, facim, facim... E, às vezes, esse bonde nos levaria pra lugares “nunca dantes imaginados”!

Sabe, ler uma carta deve demorar apenas uns 5 minutos, um pouco mais um pouco menos, depende da sua afinidade comigo (Aha! Tem que ter afinidade comigo para me ler!) e de seu ritmo de leitura. E o que são 5 minutos do seu tempo?

Dizem por ai, que cada vez se tem menos tempo - e paciência - para ler, por isso a solução é fazer facebooks, blogs, livros, “páginas”, sites, perfis... Cada vez mais "acelerados" onde o que você lê, você interpreta como dá, como bem entender, puder ou quiser ... E assim metade da informação é passada pelo “telefone sem fio” da latinha de massa de tomate... E quem conta um conto, aumenta um ponto. No final nem sabemos mais o que é real ou imaginário... Ou “virtual” mesmo, desta terra de ninguém, onde todo mundo escreve e parece que nada é de autoria de alguém...

E a tal leitura dinâmica ou leitura rápida é o que mais se faz, mesmo sem a menor intenção. Aposto que você já cansou de dizer: “...é, eu dei uma passada de olhos” ou “eu li algo sobre isso em algum lugar” ou “É, baixei um arquivo sobre o assunto”... Que você acabou “arquivado” sabe lá Deus aonde.

E isso é uma epidemia, sabiam? A doença da pressa. Tá todo mundo infectado! Sabem quais são os sintomas? Desejo de saber tudo, ouvir tudo, ter todo tipo de informação, mesmo que seja pela metade, compactada, sem nenhum pingo no i, sem nem saber pra que serve a tal “informação”. Na pressa, no sufoco, no “depois eu leio”, “ai, deletei sem querer!”... Ou pior, pior dos piores: “isso não me interessa...”

Aviso aos “posta-restantes” deste correio: Eu estou fazendo a mala pra voltar a viver um outro tempo, na era das “cartas escritas” (não a mão que a essa altura do campeonato minha caneta é o teclado...) Vou beber de uma outra energia de agora em diante...


E se a gente andasse com mais lerdeza? O tempo está se acelerando mesmo? Mas o dia continua tendo 24 horas! 1 hora vale 60 minutos e, cada minuto ainda tem 60 segundos! Então, que foi que mudou?

Eu que não passarei mais um ano com a sensação de que não consigo fazer tudo o que quero e que deixei algo passar! E que uma destas coisas é a preciosidade de ter amizade verdadeira das pessoas...

E essas tecnologias modernas que nos custam tão caro e prometem fazer render nosso tempo nos enganam sem a menor consideração! Propaganda enganosa! Continuamos com uma pressa inalcançável! Nada faz “render” o tempo... A não ser o nosso passo mais lento... 

E hoje a gente não consegue se esconder de mais ninguém. Podemos ser localizados em qualquer lugar e a qualquer momento por qualquer pessoa em qualquer rede social... Praqueiço? Se na hora que eu quero chorar de verdade na “aba” de alguém, tá todo mundo “offline”? Convido um amigo pra tomar um café, um simples cafezinho ele tem que consultar a agenda pra ver se pode? Celular virou sala de visita... Ninguém se encontra mais!

Mensagens instantâneas num simples click de tecla, uma quantidade de informação que eu nunca conseguirei acessar, uns 1.000 amigos que eu jamais encontrarei pessoalmente... 

Doença da Pressa já existe, sabia? E os semáforos vermelhos continuam testando nossa paciência, obrigando a gente a frear a cada quarteirão. E quem disse que apertar as teclas do elevador, duas, quatro, dez vezes vai melhorar a eficiência do elevador? A fila do supermercado não anda porque as pessoas ainda comem. E ainda assim, continuamos a xingar no semáforo, a reclamar do elevador que não chega nunca, e ai daquele que na hora de pagar lembra que esqueceu o pãozinho... Aceleração é uma escolha que fazemos... E vamos perdendo muita coisa que não temos tempo de apreciar pela janela, porque nosso bonde  mais parece o trem-bala...


E aí a gente também vai cometendo os erros da vida acelerada... Como não ter amigos de verdade.

Prejudica as relações com a família, maridos, amigos... Porque temos pressa ou estamos distraídas para se envolver profundamente com qualquer outra pessoa (que não a gente mesma).

E viva as “gentes pela metade”! E vamos engordando porque comemos rápido demais ou algum bagulho de fastfood... E temos ideias pouco criativas por dar à mente poucas chances de funcionar num modo mais suave, relaxado...  Divagar, deixar a mente fluir, a cabeça bobear... E a gente lá tem tempo pra isso? 

E paramos de ter prazer com a comida, sexo e hobbies pra realizar atividades mais “prazerosas” depois! tsc, tsc, tsc. Quequéiço?? E cada “mico” que a gente  carrega nas costas! Corre, corre, corre tanto, pra não chegar a lugar nenhum!

Vamos então separar um tempo para desligar toda a tecnologia que nos cerca: internet, celular, televisão.... Sentar com os próprios pensamentos...
Ligar pra mim ou escrever uma carta...  Escutar o Elvis ou ler um livro...

Larga tudo que tá fazendo e vem comigo! No caminho eu explico....


Ângela Rocha