sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sobre semear em lugar errado...

A questão não é bem "semear", estamos precisando "preparar o solo antes".
Por que nossas crianças estão desatentas e sem interesse? Porque este não é o "lugar" em que elas gostariam de estar...
O que dizemos não faz parte do mundo delas. E elas estão ali por não ter escolha.

Não há evangelização que funcione sem "anúncio" prévio. Para que a Palavra seja ouvida e "bebida" é preciso que se tenha sede dela. Quem anunciou Jesus a estas crianças? E a Igreja vem nos alertando que a catequese, a evangelização, precisa voltar a ser com ADULTOS! Pouco se conquista evangelizando crianças que não encontram respaldo nenhum de fé em suas vivências diárias, que não tem maturidade para entender a fé e nem escolha para estar ou não na catequese.

A maioria das crianças é obrigada pelos pais... Que vêem a catequese exclusivamente como "social", para se fazer um sacramento. É "cultural" este desejo, não "espiritual". Não estamos sendo nada eficazes na evangelização porque simplesmente jogamos nossas sementes por aí... Esse pensamento de que "se salvar alguma já tá bom" me deixa doente... Porque muito tempo se perde, muito esforço, muita luta. Estamos enveredando por um caminho que não está dando certo e teimamos em continuar nele!
 


4 comentários:

  1. Oi Angela, esta lendo suas postagens como de costume, e me sinto quase que na obrigação de comentar, de desabafar e parabeniza-la pelas palavras.
    Vejo que suas postagens são quase que um desabafo assim como o meu que fiz lá no blog.
    Ahhh mas como seria belo se as coisas seriam belas, e perfeitas como manda a nossa vontade!
    Os pais de nossos catequizandos, aos deveriam jogar em nosso time, a favor da evangelização dos filhos, acabam fazendo o contrário, acabam procurando intrigas com os próprios catequistas, jogado toda a responsabilidade em cima de nós.
    Fico triste por ver pais por ensinar e dar prioridade a tudo menos a catequese dos filhos, ou seja, catequese vai se dar certo, e no final de tudo os pais tem coragem de dizer que os filhos não sabem rezar uma Ave Maria por causa do catequista. A que ponto chegou a catequese meu Deus! E quando queremos falar, gritar por socorro, vem pessoas da própria igreja, ou os próprios colegas catequistas te calarem, e dizer que é bobagem esquentar a cabeça com a catequese por que a própria não tem mais solução.
    Sabe Ângela, eu ando meio que desanimado e ando pedindo a Deus que não deixe apagar em mim o fogo que tenho dentro do meu coração pela catequese. Peço a Deus que esse fogo sempre arde em meu peito para que eu possa ter sabedoria e forças para lutar pela a catequese.
    Mas está difícil a cada dia que passa.
    Os próprios catequistas estão se perdendo no meio do caminho, os párocos parecem também ter desanimado com catequese e me parece que eles acham catequese uma perca de tempo... sei lá, mas é a impressão que passa.
    Fiquei feliz por sua postagem e que ela chegue no coração de muitas pessoas!
    Paz e luz!

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    1. Jonathan, tudo que você disse reflete uma realidade que faz parte da vida de muitos catequistas.
      Fico triste porque cheguei a ter esperança quando se falou em IVC, iniciação pelo processo catecumenal. Pensei que haveria mais "vontade" por parte das lideranças, que finalmente ia se pensar a catequese como um "todo" e não um "pedaço" da nossa paróquia (e um pedaço que incomoda!). Vejo que pouco se fez para se "evangelizar" aqueles que receberam o sacramento e nunca mais voltaram (diga-se aqui, muitos dos pais das nossas crianças). A conversa ficou no vazio... As paróquias não se mexeram para envolver as demais pastorais e nem para dar maior atenção aos adultos...Claro! É tão fácil continuar falando pra criança que não entende nada de nada... elas jamais nos cobrarão responsabilidade e postura condizente... E é isso. escrevemos coisas tão lindas em nossa Igreja! Documentos que são verdadeiras pérolas... Para tudo ficar na estante! Nada se põe em prática. E é aí que sua percepção chega a ser quase uma realidade: a catequese com crianças está se mostrando uam perda de tempo. E volto a dizer, esse negócio de ficar plantando semente em pedra não é esperança, é burrice!

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  2. A questão catecumenal é um processo que pelo menos em minha cidade está chegando agora, embora algumas paróquias já começa a trabalhar com ele. Creio ser de grande riqueza estes documentos que temos, onde podemos nos instruir para uma catequese de qualidade. Realmente muitos adultos precisam ser catequisados de verdade. Ainda acredito na semente que plantamos no coração de cada criança. Mas seria belíssimo se pudéssemos contar com uma catequese onde alguns catequistas se dividissem: uns para as crianças e outros, para os responsáveis. Seria uma catequese familiar, onde poderíamos usar as duas linguagens: adulta e infantil. Por aí também me deparo com catequistas que não se preocupam com esta realidade. Por aqui as Paróquias e a Diocese sempre disponibiliza encontros riquissimos, nos atualizando sobre as novidades, nos formando com estes descritos documentos. Mas infelizmente muitos não querem se atualizar, muitos não querem ouvir. Se duvidar, ainda encontramos catequistas que dão provas e ainda por cima, valendo notas. Se tirar abaixo da média, não poderão fazer a Primeira Comunhão. Talvez a IGREJA precise deste tipo de reforma: Continuar valendo sim, a catequese com crianças, mas criar algum método, alguma lei, alguma forma, de introduzir a família neste processo catecumenal. Hoje torna-se difícil até uma catequista visitar a família. Eu compreendo as suas questões ... E como eu disse ao Jonathan lá no Blog dele: Que possamos mesmo assim perseverar, mediante a tantos questionamentos. O silêncio é importante nas nossas dúvidas. Busquemos então silenciar o nosso coração, para ouvir aquilo que DEUS tem a nos dizer. E que a vontade DELE prevaleça sempre em nossas vidas. Um beijo carinhoso e fraterno! Paz e Bem!

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    1. Elany, penso que é ótimo que se levante todas essas questões, pois se não o fizéssemos estaríamos acomodados... Isto mostra que estamos preocupados e que enxergamos a realidade. E de fato, se a Igreja não pensar em alguma coisa para envolver a família, vão continuar se perdendo aí pelo caminho muitas sementes que poderiam germinar. Quanto ao silêncio, sim... desde que ele seja o silêncio da oração e de nosso recolhimento para conversar sempre com o Pai... Mas que nunca seja o silêncio da conivência e da falta de coragem em buscar e empreender mudanças. Um abraço!

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