terça-feira, 8 de novembro de 2011

Amar dói... entre outras coisas

Sabe que inspiração é uma coisa engraçada... Há dias não me inspiro a escrever nada. Pelo menos algo digno de nota. Aquelas coisas que vem de dentro mesmo, do coração, do estômago, sei lá...

Mas achei um texto aqui, que dizem ser do Arnaldo Jabor. Sei lá se é, mas me inspirou. O texto inteiro é muito ilustrativo.

Se você quiser ler clique aqui .


De fato, ninguém se complementa. As pessoas se somam ou se diminuem. Infelizmente vemos muito mais casos de relacionamentos do tipo, um se anula até virar um zero a esquerda e o outro se multiplica tanto a ponto de dominar completamente o “planeta” casamento; do que relacionamentos onde a ordem dos fatores não altera o produto.  

Relacionamento, namoro, casamento, seja lá o que for... não é nada fácil. Eu diria até que é “briga de foice no escuro”. Você pode até acabar cortando um pedaço que vai te fazer uma falta danada... Mas é assim. Como Jabor disse, somos sós, nascemos sós, morremos sós... mas não conseguimos viver sós. Viver com uma pessoa que conhecemos a vida inteira é difícil. Não existem irmãos que se odeiam? Imagine então com alguém que você conheceu outro dia! Sabe-se lá o que a mãe da criatura botou na cabeça dele...

Conviver não é fácil. A arte de continuar “apesar de” então, é uma arte das mais requintadas. As vezes você fica com aquele gosto na boca de coisa que você gostaria de ter cuspido na hora, mas não, você mastiga, mastiga e acaba engolindo. Tudo em prol do “outro”. A mágica da coisa é quando o outro faz isso também. Mais mágico ainda é quando os dois Percebem! Então o “conviver” é definitivo. Pode encomendar os salgadinhos das bodas de ouro!

E é bom saber que amar fere e dói! Muito, ás vezes. Tem ciúme, tem raiva, tem decepção, tem sexo morno, frustração, ódio... Mas, tem coisa boa também: carinho, presença, apoio, sexo animal, riso, felicidade... O segredo é ser comoum comerciante desonesto: superfaturar os produtos dessa última lista, porque, invariavelmente eles estarão lá em quantidade bem menor... Então, façamos a seguinte proporção: um momento de ódio pesa 100 gramas, um carinho, 100 quilos. Assim jamais o déficit das coisas boas vai ser tão grande que leve a um divórcio iminente...

Agora, vou dizer uma coisa: não deve ser fácil chegar aos quarenta e tantos anos e acabar descobrindo que tudo foi um engodo... Que aquele relacionamento em que você investiu tanto, não passava disso... um “relacionamentozinho”... Veja o caso de uma amiga minha: Ela descobriu que o marido, pai dos seus filhos, companheiro inseparável nos movimentos da Igreja, exemplo da comunidade, etc.e tal, tem uma filha já adolescente com outra!!! Aí, minha gente, não há balança que agüente! A traição pesa toneladas... não há carinho, amor, companheirismo ou qualquer sentimento bom que possa contrabalançar... A não ser que a criatura seja uma tonta!

Não querendo ser crítica, mas já sendo... A tonta acreditou que ele teve um casinho anos atrás e só agora “reencontrou” a dita cuja com a filha. Engraçado é que depois dos escândalos e brigas de praxe, um mês depois, ele foi morar com a “outra”!  Eu não resisti. Ela não devia ter perguntado minha opinião:
O quê? Esse cachorro, safado, sem-vergonha deve ter botado um par de chifres enorme na sua cabeça, durante os últimos 10 anos no mínimo! Chora por ele não. Dê de presente pra outra, leve até a mala dele lá se for preciso. Aproveite e conte os “podres” dele pra ela, aquelas manias irritantes dele que te enchiam tanto o saco.”

Isso porque não gosto de me meter na vida dos outros.

Mas deixemos de fofocas, isso foi só pra ilustrar a questão. Voltando ao Jabor: Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... Tenho a receita pra isso. Bom mesmo é pegar um menino direto do colo da mãe, aos 18, 19 anos, assim você molda do teu jeito. Acaba de criar.

Se tiver decepções, pode bater a cabeça na parede: a culpa é SUA mesmo!

Mas este post se estendeu por demais... Parece até seção de análise...
Uma última questão: do que é que eu to precisando mesmo? Minha imaginação não anda muito fértil ultimamente...
 

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