terça-feira, 8 de novembro de 2011

Lembranças, saudade e sei lá mais o que...

Hoje, como ontem e todos os últimos dias, tenho pensando no grande vazio dos nossos sonhos...

Eu sonho com um mundo melhor e cada vez que abro o jornal, ligo a TV ou acesso o computador... Vejo que esse “mundo melhor” está cada vez mais distante. Talvez seja porque a gente quer “demais”. Deveríamos nos contentar com as “pequenas” coisas... Como o nascer do sol... Que só depende de um giro gigantesco do planeta Terra em volta de si mesmo e de um astro magnífico, de tamanho  imensurável, em chamas há bilhões de anos... Simples assim!

Pois é... É nessa simplicidade, que me baseio neste pequeno relato. Simplicidade que percebi hoje num e-mail que recebi de um injuriado brasileiro reclamando que damos atenção demais a Copa do Mundo que vem por aí, e esquecemos das mazelas do nosso país... Ele diz que é para “desmontarmos o circo que anestesia a nação”. Ah, se fosse simples assim! Acredito que seria mais fácil apagar o sol e acabar com as auroras...

Mas, fiquei triste hoje quando vi uma foto de uma casa antiga... Mas não foi uma tristeza triste... Foi uma tristeza saudosa. Lembrei das casas da minha infância. E senti a dor que dói no coração de quem vê sua antiga casa... Nem preciso descrevê-la, você sabe bem dela. Mas não foi para dizer coisas que façam as pessoas cobrirem a cabeça com o travesseiro, que resolvi escrever. Foi algo relacionado àquela casa: Mas foi ali, naquela casa simples, que eu construí o que hoje sou.” É meu amigo, a gente se constrói. Infelizmente se constrói de perdas... Que na verdade são ganhos (coisa do Fábio de Melo, isso). Na hora é difícil de entender... E depois... continua difícil da mesma forma! Provavelmente, se eu estivesse vendendo milhões de discos e livros, eu também estaria tentando convencer o povo de que “tem que se perder para ganhar”!

Construção. Somos uma eterna construção. Um mega, ultra shopping center, eternamente em construção. Não vemos a hora de nos divertimos lá dentro... E essa hora não chega nunca! Acho que a graça da coisa é a construção mesmo... (ai ai... de novo Fábio de Melo?). Prefiro pensar no Mario Quintana: “Quem disse que eu me mudei? Não importa que a tenham demolido: a gente continua morando na velha casa em que nasceu.”

Mas a gente tem que sonhar... Muita coisa que em minha vida começou como sonho. E se transformou em realidade. Então? Porque desistir? Não faz parte da gente. Aliás, a gente deveria pegar essa palavra D-E-S-I-S-T-A, jogar ela fora e nunca mais pronunciar. Ela é de uma tentação danada!

E eu fico aqui animando todo mundo, contando histórias, dando conselhos... E de repente tudo me parece tão... sem importância. Sem sentido. E aí, aquela danada, vêm sussurrando em meu ouvido... desista, desista, desista... E é só com uma enorme, gigantesca mesmo, força de vontade que continuo...

Outra coisa que me anima, e assusta ao mesmo tempo, é a confiança desmesurada que algumas pessoas tem em mim. É. Elas acreditam em anjos, acreditam em mim... Acham que movo montanhas, que faço uma catequese revolucionária. Mas eu sou tão simplesmente... EU. Isso está me assustando um monte. E não chego nem aos pés de muitos catequistas que dizem me admirar.  Isso me dá um “medão”... Como é que ainda não sumi no mundo, mudei de nome e endereço?  Eu não sei.

Hoje fiquei pensando que antigamente falava mais com as pessoas. Mas também a vida que levo hoje não é igual a de “antigamente”, nem sou a mesma pessoa, nem vivo no mesmo lugar... A vida não permite que a gente seja "como antes"...

E pelo caminho vão ficando as pessoas... Vamos perdendo os amigos... Aí me veio a mente um texto do Chalita numa carta ao Fábio. Que quando temos muitos amigos não conseguimos cuidar de todos. É irracional querer ter um milhão de amigos. Acho que funciona mais ou menos como ter mais que um marido ou mulher... De vez em quando me pego pensando: “E o fulano? Onde andará? ”.   Assustador. Pensar que pessoas que nos amam podem estar sendo “descuidadas” por nós...

Então esse texto (lamurioso!) é só pra você não pensar que descuidei de você. Posso não te escrever mais, não te lembrar mais (tanto!) a chata irritante que sou, posso não te dizer mais “Oi”... Mas isso não significa que te esqueci. Continuo aqui. E faço um pedido: Cuida você ,de mim?

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