terça-feira, 4 de março de 2014

O que me dá saúde...


Vou “copiar” aqui um pouquinho de uma autora que gosto muito: Martha Medeiros.

Num dos seus textos ela nos conta o quando acha engraçado que de tempos em tempos se divulgue “receitas” milagrosas para se prolongar a vida e combater doenças. E é um tal de tomate é bom pra isso, cebola é bom pra aquilo; tome vinho, não beba álcool; tome muita água: água morna, água gelada, água com limão; limão dá pedra no rim, etc. e tal.  E lá vamos nós pulando de mania em mania, anotando tudo e não tornando nada disso um hábito.

E então, Martha dá sua receita também: acha mais seguro não mudar nada porque a gente sabe muito bem o que nos faz mal e o que nos faz bem. E a partir disso ela corre uma lista muito interessante. Lista esta, que todos deveríamos, em um momentinho oportuno, fazer. Em alguns pontos nós até concordamos, em outros divergimos como os pólos da terra. Mas aí vai a minha.

- O prazer faz um bem danado, desde que, corpo e espírito estejam em sintonia.
- Dormir é bom, mas, as melhores produções se fazem bem acordado.
- Cozinhar é uma terapia infalível para que se exercitar o dom de agradar e servir.
- Comer é melhor ainda...
- Ler um bom livro faz a gente viajar sem precisar entrar num veículo, seja ele qual for. Viajar tem me deixado tensa e cansada. Tudo que posso imaginar é a hora de voltar para casa.
- Brigar me causa azia e fico com gosto de guarda-chuva na boca enquanto não converso a respeito.
- Quando vejo pessoas tolas e donas da verdade fico com aquela sensação de que não deveria ter comido daquele “prato”.
- Exercitar a paciência tem feito bem para o meu espírito, mas meu intelecto ainda me diz que, em alguns casos, tem mesmo é que soltar o verbo.
- Eu ainda tenho muita fé no ser humano, mas, quando vejo alguém jogando lixo nas ruas e calçadas, reforço minha “fé” no quanto o ser humano ainda pode ser idiota.
- E televisão... os médicos deveriam mesmo proibir: novela e reality show- e nessa categoria dá pra por os telejornais – é o que há de mais nocivo para a saúde.
- Caminhar faz bem, dançar faz bem, fazer compras faz bem. Cartão de crédito faz mal!
- E ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, preciso concordar, faz muito bem! Você exercita seu autocontrole e ainda acorda no outro dia com a sensação que é a criatura mais abençoada do mundo.
- Acordar de manhã arrependida do que disse ou do que fez ontem é a pior coisa do mundo. E arrependido do que não fez é a segunda pior. Então, pedir desculpas ainda é, um remédio milagroso. Não pedir perdão pelas nossos erros dá câncer, e não há nada que você possa comer para prevenir isso. E não reconhecê-los é cegueira na certa!
- Mas tem outra coisa a respeito do perdão que é preciso considerar: Conhecer e conviver com pessoas incapazes dele, pode levar a uma depressão sem precedentes! Se puder riscá-las de sua vida pode acreditar que você será bem mais feliz e nunca vai tomar remédio faixa preta.
- Mil vezes um filme antigo na TV, sentada com os pés no puff do que ir ao cinema e ficar horas na fila do ingresso. Todo filme recém lançado uma hora vai pra TV.
- O que lembra que ficar em filas leva a gente a enfartes prematuros. E multidão... Nossa! Se posso evitá-las, rejuvenesço dez anos!
- Uma conversa com uma pessoa interessante e inteligente, equivale a uns seis meses de banco de escola. Conversa é bom e piada na hora certa é melhor ainda.
- Exercício é melhor do que cirurgia. E aí eu acrescento que lavar o rosto com água fria e usar pouca ou nenhuma maquiagem previne rugas, cremes, peelling, esfoliação, chateação...
- Pintar o cabelo é uma necessidade.
- Humor é um milhão de vezes melhor do que rancor.
- Amigos são um bálsamo para qualquer dor.  
- Não ter dívidas é ótimo. Melhor um jeans rasgado (que também é moda!) do que um boleto vencido.
- Pergunta é melhor do que dúvida.
- Gritar quando se está com raiva joga pra fora toda sujeira. Na cale, seja oportuno!

E finalmente, sonhar ainda é bom... quando morrem os sonhos, é melhor ser enterrado com eles.

Eu, Ângela Rocha e, em algumas coisas, Martha Medeiros.

angprr@uol.com.br

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