segunda-feira, 27 de junho de 2011

Enamorar-se

Enamorar-se...

é a etapa da procura, do desejo do seguimento. É quando a maravilha do descobrimento se transforma em pedido: “Onde moras para que eu saiba onde encontrá-lo?”. É assim desde o princípio... como foi naquele encontro à beira do rio.
E quando começamos nossa História de amizade, em busca de torná-la única e verdadeira, temos uma enorme sede de conhecimento. Queremos saber tudo, experimentar tudo, compreender tudo, se possível “já”!!! Buscamos, perguntamos, meditamos, questionamos… Por isso, também vivemos a festa, continuamos a nos maravilhar em cada pequena descoberta, sentimos que somos os primeiros a trilhar este caminho. É um momento lindo, em que o “encantar-se” transforma-se em “enamorar-se”, procurando com o coração e comprometendo-se a descobrir tudo o que resta…
É a experiência profunda da revelação, uma abertura interior ao que Ele nos quer dizer de Si próprio através de seu Filho e de todas as mediações na nossa vida. É como sentir-se intimamente, sempre em primavera, deixando desabrochar coisas que nem sabíamos que existiam em nós…
E sentimos a necessidade de “pertencer”… É preciso caminhar com outros e partilhar com eles as nossas descobertas. É a figura do outro agora que media... É a comunidade que nos faz pertencer, é nela que queremos aprender.
É o tempo de delícias e de contrastes sutis, também… Porque, por um lado, acreditamos que (e não estamos errados), a nossa vida mudou por completo, que nada mais será igual… Mas, por outro lado, tudo continua igual no ritmo dos nossos dias e nos projetos sonhados…
As coisas mudam depois... quando nos damos conta de que o espírito que está em nós se desassossega e nos inspira a outros projetos, inesperados, que Ele chama “Seus”… Mas vamos deixar isso para mais tarde... Por enquanto, isto ainda não aconteceu, e os dias que se seguem são esperados como as flores da primavera e são vividos entusiasticamente em busca do conhecer e fazer desse mistério uma “revelação”…
E a face daquele que encontramos torna-se uma terra de peregrinação, um lugar de paz onde queremos voltar muitas vezes, em que queremos gastar tempo, sondando, passeando, conhecendo… Descobrimos que nos tornamos inteiros! Essa experiência de encontro basta-nos e preenche-nos. Falamos disso com entusiasmo e alegria e estamos facilmente dispostos a dar testemunho da descoberta que fazemos…
Então, quando esse encantamento prova-se que não é fugaz e transforma-se em enamoramento, “as coisas começam a ficar sérias”… Porque do Encontro passou-se à Relação, e se há uma coisa que os enamorados de todos os tempos e lugares podem testemunhar é que “deixar-se apanhar” por este sentimento é sempre muito arriscado…
Mas quando estamos enamorados não nos damos conta desse “perigo”, porque nos parece que é possível dedicar nossa vida inteira e a esta nova descoberta sem que se tenha a menor dúvida! Depois, mais tarde ou mais cedo, a autenticidade da nossa procura vai nos levar à descoberta que talvez não seja bem assim…

Angela Rocha
* Texto adaptado

Um comentário:

  1. Olá Angela! Que bom poder estar visitando mais uma vez o seu BLOG. Estive com problemas na conexão da internet e por isso fiquei ausente esses dias. Madrugada muito fria em Guarapuava, temperatura abaixo de zero, mas o seu blog é muito caloroso e hospedeiro. Parabéns!!!! Grande abraço na Paz e no Amor de Cristo,

    Reinaldo

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