quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

EDUCAÇÃO NÃO TRANSFORMA O MUNDO. EDUCAÇÃO MUDA AS PESSOAS. PESSOAS TRANSFORMAM O MUNDO.


(Paulo Freire, educador brasileiro que transformou a educação no Brasil).

A fé não transforma o mundo. A fé (Jesus) transforma as pessoas. Pessoas transformam o mundo...
Catequese não transforma o mundo. Catequese muda as pessoas, Pessoas transformam o mundo...

Profissionalmente eu sou PROFESSORA, na minha área de atuação profissional: contabilidade e administração. E para ser professora eu estudei bastante, fiz curso de graduação e especialização, extensão e atualização. Muito do que ensino está escrito em livros, manuais, normas, leis, diretrizes ou tem orientações de alguém que já viveu e criou este ou aquele processo. Não só “alguém”, uma pessoa só, mas várias. Leio bastante e me atualizo sempre.

Também ensino pela minha experiência: fui gestora e analista de balanços e contadora. Durante mais de 20 anos ajudei empresas analisando e aprovando crédito num banco. Conheço balanços até que razoavelmente bem. E na minha área não basta só saber ler um balanço, é preciso também visitar as empresas e ver se o "papel" não está mentindo. 

Hoje eu ensino. Numa universidade eu ajudo estudantes de contabilidade a entender este ofício. Mas, por que estou falando tudo isso? Não é pra alguém me oferecer emprego, garanto! rsrsrsrsr...

É porque um dia eu resolvi ser catequista. E eu vi que precisava de "professores" na catequese...  E que bem que alguém poderia me dar umas dicas de como conseguir me fazer ouvir por aquela criançada que me deixava maluca! 

Ah, eu rezei bastante... Como rezei! Bastante mesmo pra Deus me tirar daquela "fria". Mas, Ele, esse "Malandro" tem algumas formas de atender os pedidos da gente que, só por Ele mesmo! Nada de sair não! Ele me mandou estudar, aprender e aprender a "ensinar". “Ah, você acha que catequese tem que ter "professor", vai lá ser um...”. E todos os caminhos na catequese, desde o primeiro momento nela, me levaram a isso...

Primeiro um padre que me falou o seguinte (uns 3 meses depois que entrei na catequese e fui pedir a ele pra sair): "Você ainda vai ser uma coordenadora de catequese!". Ao que pensei: "O senhor só pode estar louco padre!".

Mas, ganhei um presente dele naquele dia: o "Catechesi Tradendae" (Catequese hoje), exortação apostólica do Papa João Paulo II, de 1979. Eu olhei pra aquele livrinho laranja e pensei: "Vamos lá, vamos ver o que é isso." Depois eu ganhei da coordenação um DNC, que hoje está "estrupiadinho" de tanto eu ler. Também ganhei do meu pároco um RICA. Depois, quando fui fazer pós-graduação em catequética, ele me deu a Bíblia de Jerusalém.  

Tá vendo a "malandragem" de Deus? Primeiro ele me deu um padre 100% pastor de suas ovelhas, maravilhoso! Para depois me apresentar os outros nem tão 100% assim...

E lá fui eu aprender a aprender, pra poder ensinar. A única coisa que ainda não fiz (mas, que está nos meus planos) é uma graduação em Teologia. De resto fui aonde pude. Dois anos viajando um final de semana por mês (mais de 600 Km), para me especializar em catequética. Fiquei exatamente 360 horas sentada escutando e aprendendo catequese com os melhores mestres do país. E nem sei quantos livros li, quando documentos conheço, quantos manuais já analisei... Só sei que ainda tem uma pilha interminável para ler e conhecer.

E tal como na minha profissão, eu não fico só "analisando balanço", vou lá pra ver como é que é a coisa. Sou catequista de base desde que comecei na catequese em 2006. Fiquei fora dois anos só, isso porque não me entendi com um outro padre... que Deus me apresentou para conhecer “o outro lado da moeda”. Mas, encontrei outros padres maravilhosos por aí também. E também viajo e conheço muitos lugares, fiz muitas amizades e conheço catequistas de todo Brasil e com isso, muitas realidades.

Às vezes, nos meus devaneios (vaidade minha) penso que o "Malandro" também me mostrou a internet para que eu conhecesse todas as outras realidades que existem por aí e estudasse mais ainda...

E eu levo muito a sério esse negócio do Paulo Freire, escrito no título deste texto, tanto como professora, quanto como catequista.  Acredito mesmo em mudar as pessoas para transformar o mundo. E para isso eu me preparo, leio, estudo, escuto, olho e vivo o que prego. Claro que não sei tudo e ainda erro muito. Aliás, prefiro errar tentando acertar, do que estar “sempre certa”. E aprendo com os erros também.

Mas, procuro não errar ao falar de contabilidade e catequese. Porque tenho pessoas que dependem da veracidade daquilo que falo. Para isso eu me preparei e continuo me preparando. Por isso tomo muito cuidado com o que digo e, muitas vezes, o que a primeira vista pode ser encarado como soberba minha, convencimento, autoritarismo ou mesmo um "ela se acha"; é fruto do mais dedicado zelo que alguém pode ter ao querer ensinar o outro. Posso errar no "jeito" de falar. Às vezes sou tão contundente em afirmar alguma coisa que depois é que percebo que assustei um pouco as pessoas!

Mas, o que digo como matéria e conteúdo da catequese e da contabilidade, tem sempre embasamento teórico e prático. Nem sempre da "minha" prática, mas daquilo que já foi  experenciado e relatado por alguém. Sei reconhecer que tenho muitos mestres terrenos além do divino.

E Jesus? Onde é que fica nisso tudo?

Pode parecer que Jesus não se importa muito com a contabilidade, ela parece ser só um meio do homem calcular e controlar suas riquezas. Mas, acho que ele se importa sim... 

Veja só: São Mateus é o nosso patrono, o “coletor de impostos” foi um dos primeiros “contadores” de que se tem notícia. Lembram do “...ninguém começa a construir uma torre sem antes sentar e calcular (...)”? Pois é...

Agora, com a catequese, tenho certeza absoluta que Ele se importa muito. Fazer ecoar a Palavra não é uma coisa muito fácil não! É preciso esmero, preparo, capricho, disposição, comprometimento. E, é claro, FÉ... que precisa ser inquestionável e inabalável. A minha é. E além da minha fé em Deus, tenho fé em mim mesma. Acreditar em si mesmo é o primeiro passa para um fé madura e comprometida.

E é isso, minha confiança inabalável em Deus, faz de mim uma pessoa que confia em si mesma. Quem está com Ele pode tudo! Rsrsrrsrs...

Angela Rocha
Catequista amadora


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