segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A comunicação e a “comunicação”

O e-mail ainda é um excelente veículo de comunicação. E ainda é “particular”... Não tem toda a conotação “social” das redes como o Facebook.

Mas nada me deixa mais “p” da vida do que encontrar aquelas mensagens "duvidosas", de procedência mais duvidosa ainda, de autor incerto e com exigência de um novo “repasse”.

Por “duvidoso” eu classifico: correntes de oração, aqueles alertas “importantes” e “indispensáveis” ao consumidor desavisado, propaganda de “desgraça” alheia (com fotos horrorosas das mais diferentes doenças), mensagens em ppt, mensagens sem autoria e todos esses e-mails que já vem carregados com uma lista enorme de destinatários.

Estas mensagens normalmente estão carregadas de spams e expõe os e-mails de nossos amigos e conhecidos ao envio das mais diversas bobagens.

Hoje, para minha consternação, recebi, pela décima quarta vez (e nem culpo a amiga que enviou que o fez na melhor das intenções), aquele e-mail que fala do BBB com autoria atribuída a Luiz Fernando Veríssimo. Além da falta de confirmação sobre a autoria, este texto vem circulando na internet há umas três versões do BBB. Eu, particularmente, duvido que um autor de fino humor e inteligência, como é o Veríssimo, tenha se dado ao trabalho de escrever aquilo.

Quando ao teor do dito cujo, ele diz tudo e mais um pouco sobre os nossos sentimentos a respeito desse programa de entretenimento. Tanto que nem sequer merece que a gente se dê ao trabalho de começar uma discussão sobre o assunto.

BBB para mim é uma coisa totalmente sem significado, assim como novelas, Pânico na TV, Faustão, Gugu e, recentemente o CQC. 

Só me dou ao trabalho de sentar em frente à televisão para assistir alguma coisa que faça sentido. Baixaria jamais fará sentido em lugar algum. Aliás, faço questão de ficar fora das rodas de conversa que estejam discutindo essas coisas. Além de estar por fora do assunto, considero uma perfeita perda de tempo (e de inteligência) discutir os malefícios de um programa de TV que eu poderia tirar da minha vida, apertando um simples botão do controle remoto.

"Ah! Mas essas coisas são vistas pela maioria esmagadora da população brasileira! São vistos pelos nossos catequizandos! Pelas famílias! Como é que eu vou ficar fora do assunto?"

De fato, como evangelizadores podemos e devemos fazer leitura crítica da comunicação.

Mas estas coisas serem consideradas "comunicação" é algo por demais pretensioso. Eu diria até que entrar numa conversa sobre BBB e a novela das oito com nossos adolescentes é remar contra a maré da evangelização, entrar no jogo das grandes redes e fazer marketing gratuito.

Penso que temos coisa muito mais importante para falar. E aqui nem estou considerando o projeto de Jesus (que está intrínseco na catequese), estou falando de enxergar a realidade do mundo e das pessoas.

Dar importância a estes programas de mau gosto, discutí-los, é incentivar que se assista a eles. É dar aquilo que os produtores precisam: IBOPE.

“Claro que eu detesto tudo isto! Mas... posso dar uma "espiadinha"!”.

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