quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Questão de família: E quando o marido “não deixa”?

Vejam só um dilema que grande parte das catequistas tem: O MARIDO! Não deveria ser, mas é. Muitas mulheres estão na igreja contra a vontade do marido. São catequistas e os maridos “não gostam”. Ele cobra delas a presença, reclama das reuniões, das formações, das missas, dos ensaios... Apesar de que desconfio que nem é tanto assim: A maioria usa o marido como desculpa mesmo para não ir aos eventos... 

Mas já escutei muita catequista dizer que vai deixar a catequese por causa do marido. Que ama muito a missão, mas vai ter que sair... A razão? Ah, a catequese exige demais, tem reunião demais, formação demais... E o marido reclama que ela não fica mais em casa... Eu duvido que numa paróquia tenha mais que uma reunião por mês, mais que um encontro de catequistas por mês. E retiros são tão raros e esporádicos! Quanto à missa, tem todo domingo... Aliás, é obrigação do marido ir também! A não ser que ele não seja católico... E quanto ao encontro semanal, é condição imprescindível para ser catequista, ora! Não dá para ser catequista sem preparar e fazer o encontro. É preciso um tempinho também para pesquisar e ler. Se preparar, enfim.

Sabe o que eu acho? Que quando a gente começa a pensar assim, que a catequese está atrapalhando nossa vida, é porque já não está tão interessado e empolgado mais pela coisa... E outra, o marido que briga com a mulher porque ela vai a Igreja rezar, imagine o que pensa se ela for numa despedida de solteira! Rua na certa. Eu sempre falo nas formações de catequistas que aquela que ainda não convenceu o marido que ir à Igreja é importante, vai conseguir convencer e evangelizar quem??

Mas cada um deve saber onde o calo aperta...

O melhor mesmo é tentar ser feliz.  Seja feliz! Se você ama ser catequista, mas briga com o marido, então resolva o casamento primeiro. Esse conselho eu escutava sempre de uma grande pessoa: nossa assessora diocesana de catequese. Catequista há mais de 40 anos, uma pessoa linda e alegre com quem dava gosto da gente conviver.

Muitas vezes ouvi conselhos para, daquela vez, ficar em casa. Congressos, encontros, têm outros. O que a gente precisa saber é: o que é mais importante naquele momento. Mas realmente, administrar conflitos familiares e as responsabilidades da catequese é muito difícil mesmo. O ideal, antes de se envolver em qualquer projeto, é uma boa conversa. A catequista precisa estar consciente do que é exigido dela e saber que não dá pra ser catequista de uma hora por semana. E a família precisa, também, estar ciente disso. O marido precisa apoiar e o ideal é que ele ajude mesmo!

Quando me envolvi com a catequese, e olha que me “envolvi” com todas as letras, eu estava ciente de toda a responsabilidade que isso acarreta. E minha família sabe o que exige o meu serviço pastoral. E que isso me completa e me faz feliz, apesar de toda luta e todas as contrariedades que a gente tem.

Quantas vezes já chorei nos ombros do meu marido! A falta de interesse das crianças, o desleixo dos pais com a educação na fé de seus filhos, o desinteresse da própria igreja, a falta de engajamento dos demais catequistas; tudo isso é assunto das nossas conversas. Não fosse o apoio que recebo de meu marido, nem sei se ainda estaria por aqui...

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